O Mais Belo Espinho De Sangue
19 Capítulo 19- Merrrrrrda
Notas iniciais
Sintam-se a vontade para comentar, divulgar, enfim, obrigada mesmo pelo carinho ♥
Uma mão tremula, enrugada e cheia de manchas com o aspecto de um rosbife tocava no ombro de Pansy, a primeira coisa que ela pode notar fora aquela mão, quando subiu a visão o velho com um chapéu de cowboy colocou o dedo indicador na boca murcha dele como sinal de silêncio.
—Minha filha, m-me escute, o-o que e-eu tenho que lhe-di-dizer é muito importante. —O velho gaguejava e seus olhos tinham algo parecido com o desespero
—Desculpe, mas eu não o conheço me dá licença que eu preciso achar meu marido. — Ela disse afastando a mão do velho do braço dela
—Não, você pre-pre-cisa me escutar, é extremamente importante que você se afaste dele moça, esse homem é muito perigoso — O velho disse tocando novamente o braço de Pansy
—Ele quem? Me solta... Ah espera, você estava na capela naquela noite não era? Quem é você? — Pansy tinha uma leve desconfiança de saber de quem se tratava
—Minha filha se afaste fuja, você não tem idéia do que ele, e-ele é capaz, ele vai fazer com você o mesmo que ele fez com a minha Rozetta! Estou te avisando, eu paguei as conseqüências e você não merece isso! — O velho soltou Pansy e se perdeu na multidão
—Não, droga, tio volta aqui! Merda! — Aquele velho só podia ser Theodore Lynch, o jardineiro que matou a mãe de Charlie Pansy pensou, mas o que ele fazia solto? E como ele sabia que Charlie havia se casado?
—Scarlett! Aqui está você! — Charlie disse se aproximando de Pansy com vários vasos de flores nos braços.
—Eu cansei dessa merda de feira, podemos ir embora?
—Aconteceu alguma coisa Pansy? — Charlie perguntou apreensivo.
—Sim você sumiu por um tempão! Mas que merda, você não sabia que algum maníaco podia me pegar ou algo do tipo? —Pansy disse franzindo o cenho
—Nossa que drama, tenho certeza que não temos nenhum maníaco a solta na luz do dia, as criaturas mais perversas vivem a noite, mas vamos embora, já peguei tudo o que eu precisava! — Charlie sorriu às vezes Pansy ficava desconcertada com as insinuações que ele fazia.
—Charlie eu queria tomar um café, você não se importa se eu encontrar você depois?
—Mas você não estava reclamando que eu tinha sumido e agora quer me largar? — Charlie parecia confuso.
—É, mas eu quero tomar um café agora, você tem algum problema com isso? — Pansy estava irritada
—Não, foi só uma pergunta, céus, que bicho te mordeu?
Pansy saiu e deixou Charlie falando sozinho, ela não estava com humor para conversar com ele. Aquele velho que a havia parado na feira tinha tirado sua paz de espírito. Com que direito ele tem que ficar se metendo na vida dela? Eu sei que ele é perigoso, por isso eu to com ele, duh! Pansy pensou enquanto caminhava até um café que tinha ali perto. Ela precisava de cafeína e qualquer uma iria servir. Pansy tinha plena consciência de que Charlie talvez fosse um homem extremamente perigoso, e se ela tivesse todas as provas contra ele... O que ela iria fazer? Entregá-lo? Ela já não tinha tanta certeza disso...
Scarlett entrou no café e pediu o mesmo, sentou-se em uma mesa que tinha no local, não havia nada de extraordinário lá, era apenas uma loja comum, com mesas comuns. Ela estava bebericando a bebida devagar, pois estava muito quente. Até que uma voz soou atrás dela.
—Érzs?— Aquela voz inconfundível chamou.
MERRRRDA! Foi tudo o que Pansy conseguiu pensar, ela não era chamada assim há muito tempo. Virou-se rapidamente e Johnny estava parado atrás dela.
—Mas o que? — Pansy disse sem acreditar no que os olhos dela viam.
—Érzs o que você está fazendo aqui? — Ele disse com aquele sorriso zombeteiro que só ele tinha, era meio torto.
—O que diabos você está fazendo aqui? —Se Pansy não tivesse engolido a bebida ela muito bem podia ter cuspido na cara dele.
Johnny se aproximou e se sentou na cadeira vaga, sem nem perguntar se podia.
—Eu sou fotógrafo se você não se lembra? Vim aqui pela feira de flores, mas como você veio parar pra cá Érzs?
—Não é uma boa sermos vistos sentados juntos, vamos sair daqui. —Pansy disse levantando-se.
—Mas por quê? O que você andou aprontando ein? — Ele disse arqueando a sobrancelha esquerda. Ele ainda era incrivelmente encantador.
—Não dá pra eu explicar agora e não faça muitas perguntas. —Eles se levantaram e foram para fora do café, foram até a parte de trás do estabelecimento perto das caçambas de lixo.
—Mas que porra Érzs? Você tá toda estranha, porque saímos de lá de dentro? Você sumiu tem quase um ano, eu sempre ligo pra você, mas parece que você mudou o número, e seus amigos não sabem me falar nada e só me enrolam e a sua mãe não me atende o que tá acontecendo? — Johnny perguntava perplexo.
—Calma, eu estou trabalhando numa missão e por enquanto não posso falar nada sobre isso, e isso é tudo o que você deve saber.
—Ah por isso você mudou a cor do seu cabelo? Você está em alguma missão secreta ou algum lance do tipo? — Johnny parecia animado.
—É... Algum lance desse tipo mesmo. — Pansy riu passou a mão esquerda sobre os cabelos ruivos.
—Mas que porra é essa na sua mão, você se casou? Você tá mentindo pra mim Érzs, não precisava inventar toda essa baboseira era só falar. —Johnny disse indignado apontando para a aliança de Pansy.
—Ah não viaja, primeiro eu não te devo explicações e segundo eu não posso falar sobre isso, e eu nem devia estar falando com você agora, isso pode ser muito perigoso, você devia sair desse lugar imediatamente!
—Você não é dona dessa cidade sabia? Eu fico onde eu bem quiser você está muito estressada, não quer fumar um?
—Não Johnny, não! Eu larguei dessa vida, como eu já disse e... A foda-se vamos fumar. —Pansy disse e Johnny já estava ascendendo o baseado. Ele deu uma tragada e passou para ela.
Pansy deu uma longa tragada, prendeu a fumaça no pulmão por um tempo e depois expirou. Ela deu uma tossida.
—Então, como é a vida aqui Érzs? —Johnny perguntou passando a mão pelos cabelos compridos dele, ele havia prendido um pouco e soltado o resto do jeito que Pansy gostava.
—Normal, não tenho muito sobre o que falar sobre isso, já te falei! E você, está vendo alguém? — Ela perguntou desconfiada.
—Não nada sério, sabe eu ainda gosto muito de você Érzs...— Ele disse colocando as costas da mão direita no rosto dela.
—Ah pode parando, não comece com isso Johnny! — Pansy disse soltando a fumaça na cara dele, ela já se sentia entorpecida, o que esse infeliz tinha que vir fazer em Nevada?
—Parar, mas eu nem comecei... —Ele disse se aproximando dos lábios dela e a beijando, ela tinha até se esquecido do sabor dos beijos dele, a barba cerrada, o gosto de café com maconha, não isso era um erro. Ela se afastou dele, antes que respondesse o beijo.
—Tá bom, chega, eu realmente preciso ir... — Ela disse empurrando-o.
—Auch! Que fora, você não gosta mais mesmo de mim não é? — Ele perguntou com olhos tristes.
—Talvez eu nunca tenha gostado de você Johnny, vá para casa, estou te pedindo, não fique aqui, você pode atrapalhar todo o meu trabalho. — Ela disse caminhando para fora daquele beco, indo em direção a saída do café.
—Você não sabe o que diz Érzs, talvez você só de valor a um relacionamento quando realmente perder um que signifique muito para você. Bem, se cuida! —Ele disse beijando a face dela.
—Você também Johnny! — Ela disse se afastando e soltando a mão da dele. Assim que ela olhou de relance para rua pode ver a caminhonete de Charlie parada no semáforo, ele a encarava com a expressão fria. Merrrrrrrrrrrda ela pensou. Assim que abriu o sinal ele saiu arrancando.
Pansy voltou para casa a pé, fez alguns afazeres domésticos e passou o resto do dia pensando em Johnny, em Charlie e no velho que a abordara na feira, ela precisava investigar ele mais a fundo, talvez ele fosse causar mais problemas para ela.
Ela fez o jantar e esperou por Charlie que sempre chegava às 19hs do trabalho, e como de costume ele chegou. Pansy foi correndo receber o marido na entrada da casa, ela estava meio apreensiva sobre a reação dele.
—Oh Scarlett, pode guardar o meu prato eu não vou comer agora. — Ele disse evitando o beijo dela.
—Por que você não vai comer agora? —Ela perguntou confusa.
—Eu preciso sair tenho negócios a resolver. Ah a propósito, quem era aquele cara com você no café hoje cedo? — Ele indagou.
—Um amigo de faculdade que estava passando pela cidade, que negócios Charlie á essa hora? — Ela não estava gostando da maneira invasiva como ele a respondia.
—Às vezes eu me pergunto se você não tem amigas mulheres. Não espere por mim! —Ele disse batendo a porta.
Notas finais
Como eu sempre digo, sempre depois de um capítulo morno vem um quente e depois um fervendo
PRE PA REM
bjs e até a próxima ;)
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