Notas iniciais
PESSOAL ATENÇÃO!!!
Eu fiz um trailer para a história aeaeae

espero que vcs vejam antes de ler e por favor me digam o que vcs acharam dele, fiz com muito carinho.

http://www.youtube.com/watch?v=FflpZkm-G8E

Eu sei eu sei, esse capitulo é enorme, mas não dava pra enrolar mais e deixar para outro capitulo tinha que ser tudo aqui. Leiam até o final,rs e espero que gostem :)

A respiração havia ficado mais ofegante, era possível sentir os batimentos cardíacos, como se o coração fosse explodir do peito a qualquer momento. O suor começava a descer pela testa e o local tinha ficado mais abafado do que já era. Respirar não era uma opção, era como se o ar escapasse de seus pulmões, a garganta estava seca, e a luta pelo ar e pela vida era continua. O hálito quente e ofegante preenchia todos os seus sentidos, ele era jogado em sua cara, tinha cheiro de menta. Com a garganta seca e a voz rouca as únicas palavras que Erzsébeth Pansy conseguiu dizer com muita luta foram ‘’possua-me’’ e os olhos de Charlie Bloson brilharam como o brilho de uma faca, até que ele apertou com mais e mais força os dedos ao redor de seu pescoço, e ela podia ouvir seus ossos estralarem.

Com um pulo Erzsébeth Pansy acordou, encharcada de suor, o coração continuava acelerado e a boca estava seca, ela notou que estava com as mãos molhadas, e quando se deu conta que tinha os dedos dentro da calcinha ensopa.

—Mas que porra! De novo não... — Ela disse angustiada.

Era a terceira vez nessa semana que Pansy tinha o mesmo sonho, ele parecia tão real que era difícil acreditar que tudo aquilo foi um sonho febril, a imagem era tão vivida, os sentidos tão aguçados, parecia tão real, o toque dele parecia tão real, que ela se recusava a acreditar que aquilo de fato não havia acontecido.

Pansy entrou no banheiro e ligou o chuveiro na temperatura gelada, ela precisava de um choque de realidade, precisava acordar daquela fantasia, pois ela deveria se focar em conseguir provas para prender Charlie e não ficar sonhando ou fantasiando com ele, isso era doentio até mesmo para ela.

Assim que ela ligou o chuveiro foi um alivio, acabar com aquele calor e aquele fogo constante que a consumia por dentro era como se uma flama vivesse dentro dela e nunca se extinguisse, ela sentia que iria explodir a qualquer momento com esse desejo ardente que estava a consumindo.

Pansy terminou o banho, colocou uma calcinha e uma blusa larga e velha, estava calor demais para ficar vestida dentro de casa. Ela se dirigiu a cozinha para preparar seu café da manhã e ligou o radio. Assim que ela ligou uma música dizia algo mais ou menos assim:

Dirijo rápido, o rádio explode
Tenho que me tocar para fingir que você esta aqui
Suas mãos estão no meu quadril
Seu nome está nos meus lábios
De novo e de novo como se fosse minha única oração

Tenho um desejo ardente por você, baby

—Mas era só o que me faltava! Até a porra do radio? É a porra de um complô contra mim, só pode ser!

Alem de um desejo ardente, Pansy tinha uma curiosidade ardente que surgiu entre uma de suas conversas com Charlie quando ela perguntou sobre a família dele, ela sabia reconhecer um mentiroso a distancia e sabia que ele estava mentindo, não podia ser só aquilo, era muito perfeito e normal, seria ele um rebelde se causa?

Imediatamente ela pegou o telefone e ligou para o agente Roger Winnes.

—Biscate preciso da sua ajuda.

—Late vadia — Roger disse com sua voz sarcástica como sempre.

—Por favor, me envie o mais rápido possível informações sobre o óbito dos pais de Charlie Bloson

—Eu vou ser mais rápido do que você é pra dar pra um estranho.

—Hey! — Pansy riu.

Alguns minutos depois ela recebeu um email com o conteúdo da pesquisa. E o que continha no arquivo era extremamente interessante.

Pansy sentou-se na bancada da cozinha e abriu seu notebook para estudar o que lhe foi enviado.

Richard Bloson 23/08/1926 – 05/07/1976

Participou da 2° Guerra Mundial como general, defendendo os Estados Unidos, recebeu várias medalhas e condecorações por honra ao mérito. Morreu aos 50 anos em 1976 devido a um ataque cardíaco, Richard tinha um histórico de problemas cardíacos.

Rozetta Bloson- 25/10/1932 – 04/09/1976

Dona de casa e mãe foi assassinada pelo jardineiro da família Theodore Lynch, que a empurrou dentro de um poço desativado que a família tinha na residência. Deixou o filho Charlie Bloson com oito anos na época. O menino foi criado pela tia paterna Vivien Bloson.

Pansy estava perplexa, ela imaginava que Charlie tivesse tido uma infância traumática, mas ele conseguiu se superar. Uma coisa ela sabia, o FBI precisava investigar essa tia de Charlie para saber sobre a infância dele, e precisavam se apurar mais sobre o tal jardineiro que matou a mãe dele.

Ela estava com dor de cabeça, toda essa informação á havia cansado, era coisa demais para ser absorvida, e ela tinha uma longa jornada para unir todas as peças desse quebra cabeça, que estava bem mais obvio, com essa informação sobre a mãe de Charlie ficava mais e mais claro que ele podia muito bem ser o serial killer que ela estava caçando, não restava duvidas que era ele, muito pelo contrario, faltavam eram provas, mas no fundo Pansy ainda tinha um fio de esperança que ele não fosse culpado.

Tentando afastar esses pensamentos impensáveis, Pansy se focou no resto do dia em organizar sua casa, que ainda não havia sido devidamente arrumada desde que ela se mudou. De tanto pensar na família de Charlie, Pansy começou a sentir saudades da sua própria família, de sua irmã Camélia e de sua mãe Judit, elas eram falastronas e intrometidas mas ela sabia que elas só faziam isso para o bem dela, ela sentia saudades de seu pai também, que havia morrido a muitos anos atrás de câncer, logo que ela entrou na academia do FBI. Pansy sentiu uma enorme vontade de ligar para sua mãe, mas ela sabia que não podia fazer isso, ela não podia manter contato algum com alguém relacionado a ela, a não ser o FBI, mas os contatos com eles eram sigilosos demais, e com sua família seria mais aberto, correndo o risco de expor as duas na mira de um psicopata, e esse risco Pansy definitivamente não podia correr.

Sem notar o tempo passar entre a faxina, já estava entardecendo, Pansy estava absorta entra seus pensamentos até a companhia tocar, rapidamente ela pensou ‘’ Charlie’’ e foi correndo até a porta, antes de abrir ela se lembrou que estava só de calcinha e uma blusa, ela correu vestir uma saia que estava jogada entre seus pertences e abriu a porta com um longo sorriso, que logo se dissipou.

—E ai gata? — Era Richie segurando duas garrafas de vodka.

—Richie, o que você está fazendo aqui, você não tem que trabalhar não?

—Também estou feliz em te ver gata, hoje é minha noite de folga, pensei em tomarmos uns drinks e jogarmos uma conversa fora, vai me convidar pra entrar não?

—Ah é né, entre. — Ela disse desapontada abrindo a porta.

—Você estava esperando alguém, Scarlett?

—Não, claro que não, eu nem conheço ninguém nesse lugar, mas um drink é sempre bem vindo.

Richie havia preparado deliciosas Margaritas e Pansy já estava no seu quinto ou sexto copo, ela havia parado de contar tinha um tempo, eles estavam sentados no feio sofá da sala conversando.

—Você o que??

—Tô te falando gata, eu vi o cara despachando o corpo no mercadinho, eu sempre corto caminho por lá pra ir embora pra casa, e ai eu tava passando numa boa, cuidando da minha vida e vi o maluco jogando a garota lá, ah eu gritei pra ele, perguntando o que ele tava fazendo né, mas o filho da puta saiu correndo, eu até tentei alcançar ele, mas o cuzão correu muito rápido.

—Nossa que coisa, estou chocada! Ah, mas deixa isso pra lá, tenho certeza que a policia deve estar cuidando disso, deve ter algum agende do FBI super competente cuidando disso, eu aposto. — ‘’ Ótimo’’ Pansy pensou, ‘’era só o que faltava agora, esse Mané tentando fazer meu trabalho’’

—Ah não gata, esses filhos da puta não fazem nada, toda semana tem mais e mais mulheres morrendo isso não pode ficar assim, se a policia não faz nada eu vou fazer alguma coisa.

—Mas você chegou a ver quem era? —Ela perguntou vagamente, sua fala estava começando a ficar enrolada, a visão também estava meio turva, e ela sentia a cabeça mais pesada a cada gole.

—Não, o maldito tava na sombra, mas juro que se eu o visse na minha frente eu ia reconhecer ele.

—Ah claro, tanto porque você tem super poderes, Richie dá um tempo, isso não é responsabilidade sua. —Pansy disse, tentando deixar as palavras conexas.

—Relaxa gata, eu sei o que eu faço. Aliais, eu tenho muitas habilidades especiais — ele disse se aproximando dela no sofá— E Scarlett você está mais bonita ainda com esse cabelo bagunçado e essa cara de cansada. Mas eu sei como te deixar mais cansada. — Ele disse aproximando o rosto do dela e a beijando. Ele tinha a barba por fazer e roçava no rosto de Pansy, a língua dele tocava suavemente a de Pansy, era um beijo delicado, ele tinha gosto de limão. Richie foi aumentando a velocidade, dando pequenas mordiscadas no lábio dela, Pansy tentava acompanhar e retribuir, mas seus movimentos estavam lentos. O beijo foi ficando mais quente, Richie não a beijava a mais com delicadeza, sua língua tocava todos os dentes de Pansy, enquanto Pansy estava inerte tentando responder, mas sua cabeça estava girando muito. Richie a deitou no sofá e foi para cima dela, enquanto beijava sua orelha mordendo o lóbulo, sua mão foi descendo até os seios de Pansy e entrando debaixo da blusa.

Pansy abriu os olhos e ao invez de ver Richie sobre ela, e aquela mãos macia que tocava seu seio, ela imaginava os dedos calejados e ásperos de Charlie, e conseguia ver seu rosto ao invez do de Richie. Isso era doentio e muito errado.

—Não, Richie, pare. — Com a fala enrolada e o raciocínio extremamente lento Pansy tentava tirar a mão de Richie de dentro da sua blusa.

—Qualé gata, você tá quase no ponto, a gente já vai chegar lá.

—Não pare, eu não quero Richie — ele parecia não a ouvir e continuava a apertar seus seios com mais força— RICHIE SAI DE CIMA DE MIM PORRA.

O olhar dele mudou, um semblante de fúria passou pelo seu rosto que se fechou.

—Você é uma putinha não é? Acha que pode ir me tentando me tentando e depois sair fora? Não Scarlett, com o Richie as coisas não são assim a gente vai até o fim. —ele disse segurando as mãos dela.

Pansy tentou se desvencilhar dele, mas seus movimentos estavam muito retardados, ela mal conseguia se mexer, o que era patético, pois ela tinha anos e mais anos de treino de luta corporal, ela podia muito bem tirar ele de cima dela e dar uma surra nele. Tinha algo errado ai, Pansy já tinha bebido muitas margaritas, mas nunca a chegar nesse ponto de ficar inerte.

—Puta que pariu, sai de cima de mim, que merda tinha naquela bebida? —a visão estava turva e sua voz distante.

—Eu coloquei uma coisinha na sua bebida pra te deixar mais a vontade, agora cala a boca que eu vou te comer, você tá precisando disso que eu sei, agora você vai ser a minha putinha. — Ele disse cheirando o pescoço dela, e erguendo a saia dela. —Você é tão gostosa Scarlett, nossa, você não deve ter idéia de como eu quero te comer. —a mão dele entrou na calcinha dela.

—Eu vou gritar, saia de cima de mim seu animal, eu não acredito que você me drogou! Sai de cima de mim, Richie,— Pansy sentia o tocando-a e ela estava ficando enjoada, ela queria tirar ele de cima dela, mas não tinha forças suficiente para isso, seus olhos começaram a lacrimejar imediatamente, e ela não conseguia conter o choro. Ela tentou reunir toda a força que tinha para gritar, pensando se alguns de seus vizinhos disfarçados do FBI a paisana poderiam a escutar. —AHHHHHHHHHHHH ME LARGA SEU FILHO DA PUTA, SAIA DE CIMA DE MIM SEU CRETINO!

Richie estava abrindo o zíper da calça, e colocando o membro para fora quando a porta se abriu em um estrondo. ‘’ Graças a Deus, alguém me ouviu’’ ela pensou, quando, viu um regador voando na cabeça de Richie.

—Saia de cima dela seu desgraçado! —era a voz mais que familiar de Charlie Bloson. Ele devia ter vindo entregar o regador que havia prometido.

—Mas que porra! Quem é você? — Richie havia caído no chão com o golpe.

—Eu sou aquele que vai acabar com a porra da sua raça insignificante. — Charlie disse sando um soco em Richie que caiu no chão.

Richie começou a se levantar.

—Perdeu cara, eu cheguei primeiro, não se meta nisso. — Richie tentou disparar um soco em Charlie, mas Charlie se esquivou e jogou seu corpo contra Richie jogando-o novamente no chão.

Charlie segurou Richie pelos ombros e começou a bater a cabeça de Richie no chão.

—Seu filho da puta, nunca mais encoste um dedo nela. — Charlie batia com mais e mais força.

—Eu... eu... eu .... te...conheço, e-e-u sei quem é você.... — Richie tentava dizer, mas Charlie continuava batendo a cabeça dele violentamente no chão.

Pansy se levantou.

—Charlie, pare com isso, não, não! — mas tudo estava lento e longe demais, apesar de ser a um passo de distancia na sala.

Uma coisa Pansy conseguia ver, eram os olhos de Charie, quando mais ele batia mais ele parecia consumido pelo ódio, o chão tremia

Com a força das pancadas, e havia uma poça de sangue embaixo de Richie, a parte de trás da cabeça dele já havia virando um bolo de sangue e cabelo. Richie não falava mais nada.

—Puta Merda! Pare, ele morreu PARE! —Pansy começou a gritar e a soluçar, e tentava tocar Charlie.

Charlie abruptamente parou, suas mãos estavam vermelhas de sangue, e sua roupa machada.

—Meu Deus, Meu Deus, porra, puta merda, o é que eu vou fazer? — Pansy começou a entender o que estava acontecendo, tentando se equilibrar entre os móveis. — Tem a porra de um morto na merda da minha sala, e agora Charlie e agora?

—Agora nós vamos ter que nos livrar disso. —Charlie disse com toda a calma do mundo.

‘’Não nem ferrando, eu não posso fazer isso, você matou um cara na minha sala, e eu sou da porra do FBI, isso é muito errado’’ Pansy pensou, mas tudo o que ela conseguiu fazer foi acenar com a cabeça.

—Você pega os pés e eu pego a... o que era a cabeça. — Charlie tinha uma voz autoritária.

Enquanto eles estavam no carro, se dirigindo a algum lugar que só Charlie sabia para desovar o corpo tudo o que Pansy conseguia pensar era como isso era errado, e só podia ser um pesadelo, ela não podia estar fazendo parte disso ou concordando.

—Você está bem?— Ele disse sem tirar os olhos da estrada escura.

Pansy apenas acenou positivamente. Mas é claro que ela não estava bem, ela fora drogada contra a vontade própria, quase estuprada, presenciado um homicídio e estava indo esconder um corpo.

Charlie parou o carro. Pansy olhou pela janela e viu que eles estavam no Deserto Mojave. Charlie com certeza era uma pessoa que sabia onde despachar um defunto.

Pansy o ajudou a tirar Richie do porta-malas, seus sentidos estavam começando a voltar ao normal, mas ela estava toda suja de sangue de segurá-lo. Enquanto Charlie cavava uma cova no meio do deserto á noite, Pansy se sentou no capo do carro e acendeu um cigarro, ela estava fumando a marca Vogue, eles eram extremamente finos e fracos, mas era o que ela tinha achado nos bolsos de Richie.

Pansy estava desnorteada, ela não sabia o que estava acontecendo e como ela tinha deixado a situação chegar a esse ponto. Era tudo culpa dela, se ela não tivesse dado lado para o Richie...

—Venha me ajudar a enterrá-lo. —Charlie disse.

Pansy realmente não podia acreditar que estava fazendo isso, ela pegava a terra com as mãos e jogava em cima de Richie, ela queria chorar, mas talvez, bem lá no fundo ela não sentia muito por fazer isso. Ela já havia matado muitos bandidos, mas nunca havia escondido um corpo.

Sem trocar nenhuma palavra, Charlie e ela voltaram para o carro, depois de enterrar Richie, e ele a levou para a casa.

—Obrigada, eu suponho. — ela disse saindo do carro, sem nem ao menos escutar o que Charlie tinha a dizer.


Entrando na sala, havia uma grande poça de sangue seco no meio do lugar. Pansy foi até a dispensa e pegou um balde, alvejantes e uma escova de limpeza para esfregar aquilo.


Enquanto ela esfregava, o sangue mais se espalhava do que limpava, ela estava com as pernas todas sujas de sangue agora também. Pansy começou a chorar, sua vida era fodida, ela estava lá para prender um serial killer, e não ajudá-lo a encobrir um assassinato. E ao mesmo tempo ela estava tocada pelo fato de que ele havia matado Richie por ela, a fúria nos olhos dele, seria ciúmes? Será que Charlie sentia alguma coisa por ela? Ele a defendeu. Não isso não era possível, ele era um serial killer (se comprovado) e ele era livre de sentimentos e empatia. Mas e se ele não fosse culpado? Não podia ser ele foi tão frio com toda a situação.

Pansy estava confusa cansada, estressada e principalmente suja, após limpar a sala ela tomou um banho para tirar todo o sangue e terra que estava grudado em seu corpo. Colocou uma camisola de renda branca e se deitou na cama.

Ela rolou e rolou o sono não vinha, ela não tinha condições de dormir, estava cansada demais para dormir. Levantou-se, foi até a cozinha, tomou um copo d’água, pegou as chaves do carro e saiu. Saiu dirigindo sem rumo, apenas vagando pela noite, rodando sem destino, ela estava mais confusa do que nunca.

Quando ela notou a onde tinha ido, ela havia voltado para o deserto Mojave, o lugar era lindo a noite apesar das circunstâncias, a pálida luz da lua banhava todo o lugar, suas planícies e penhascos. Ela saiu do carro, e foi correndo para o deserto, sem saber para o que estava correndo, estava apenas sendo guiada pelo impulso. Ela estava descalça e de camisola, ela sabia que a qualquer momento poderia pisar em uma cobra ou um escorpião, mas nada mais importava para ela naquele instante.

Enquanto ela corria, ela visualizou uma figura de costas, não podia ser, devia ser uma miragem. Mas ele se virou e a viu. Era Charlie Bloson, ele também estava no deserto.

Pansy apenas correu, correu o mais rápido que conseguia de encontro com ele, e assim que se aproximou ela simplesmente pulou nos braços dele. Ele a segurava como uma criança, ela tinha as pernas entrelaçadas nas costas dele, e ela os braços envolta do pescoço dele. Ela não tinha a mínima idéia do que estava fazendo. Ele deve ter voltado para lá, ele estava sem camisa, já que a dele estava arruinada de sangue, e usando um de seus jeans surrados. Pansy o olhou diretamente nos olhos e o beijou. O beijou ferozmente, os lábios carnudos de Charlie se encontravam com os seus, em um beijo frenético e feroz, ela segurava-o com mais força no pescoço, suas línguas travavam uma disputa dentro da boca, era uma mistura de ódio, ferocidade e desejo. A língua macia dele contra a sua, o sabor de menta que ele tinha no hálito, ela conseguia sentir os dentes dele raspando nos dela, ele sugava sua boca.

Quando seus lábios finalmente se descolaram, ele a colocou no chão e puxou a camisola dela por cima, Pansy ergueu os braços. Ele jogou a camisola no chão, parou por um momento para observar o corpo escultural de Pansy, os quadris largos e os seios fartos, a cintura fina em contraste com a lua. O olhar dele era de desejo e tesão a medindo de cima a baixo. Ele se aproximou de seu ouvido e sussurrou, com sua voz rouca que era grossa, como um rosnado, em tom autoritário disse:

—Curve-se.

Pansy não hesitou curvou-se ficando de quatro por cima da camisola, ela não estava interessada em se esfolar naquela terra árida. Ela ouviu o barulho das calças sendo tiradas e Charlie se aproximou dela. Pansy não conseguia conter a excitação e ansiedade.

—Nós vamos fazer isso de maneira diferente. — Ele disse pondo as mãos nas costas dela.

Pansy não conseguiu entender o que ele quis dizer com isso, sentiu ele se aproximando atrás dela, se encaixando a seu corpo, na posição perfeita, pondo as mãos ásperas e calejadas no seu quadril, o segurando e puxando-a para si.

Pansy estava eufórica sem conseguir esconder sua emoção. Foi quando sentiu algo diferente, não, não podia ser ai não.

Pansy gemeu, assim que sentiu Charlie colocando a glande dentro dela, mas não era na sua vagina, era mais embaixo. Pansy nunca havia feito isso antes, Johnny havia sugerido algumas vezes, mas ela sempre detestou a idéia.

Ela sentiu um desconforto, conforme ele ia entrando, era como a primeira vez, não era muito pior, ele ia devagar, mas era a seco, ela sentia que ele se movia lentamente para dentro dela, era como sentar em um cabo de vassoura. Charlie foi aumentando a intensidade, parecia que ele enfiava uma faca dentro dela, e como ela estava curvada não tinha escapatória, ele ia abrindo-a, a e entrando mais e mais fundo.

Foi quando ele começou as investir as estocadas dentro dela a dor se tornou insuportável. Pansy não queria gritar, apenas mordeu os lábios segurando a dor, mordeu-os com tanta força que sentiu o gosto do sangue. Charlie segurava seus quadris, movendo-os mais rápido para frente e para trás, enquanto estocava violentamente dentro dela, em um determinado momento a dor estava se aproximando do prazer, Pansy estava começando a sentir uma sensação prazerosa entre aquele movimento dolorido. Charlie ia com força, apertando as mãos ao redor dela, em um momento o membro dele escapou de dentro dela, mas ele rapidamente o posicionou dentro dela, ela não podia ver como era o tamanho, mas a julgar pela dor devia ser enorme.

Charlie grunhia atrás dela, gemia, ia mais e mais rápido, entrando e saindo de dentro, Pansy sentia os olhos aguarem, e finalmente estava começando a entender como aquilo funcionava, em meio de toda a dor excruciante o prazer ia subindo, tomando conta de si, e antes que ela se desse conta estava chegando ao seu ápice pronta para gozar.

Pansy não conseguia mais conter o grito, ela gritou, tão alto que devem tê-la ouvindo no Texas, não era um grito de dor, mas sim um grito de prazer. Pouco tempo depois Charlie gritou também, em uníssono com ela, e ela sentiu algo quente escorrendo atrás dela, ele havia gozado. Charlie saiu de dentro dela, desmoronando por cima das costas dela.

—Sabe, ela não tem dentes e não vai morder você. —Pansy disse. — Deveríamos tentar dar uso para ela.

Charlie se levantou, e ela finalmente conseguiu visualizar seu corpo, ele tinha coxas grossas, o abdômen definido, e um V que ia em direção a sua pélvis, mostrando o membro, que era o maior que Pansy já havia visto, e ela não viu poucos.

Ela se levantou e se aproximou dele, o empurrou até o chão, na areia do deserto, ele não desviava os olhos do dela. Mesmo dolorida, ela se sentou sobre ele, o membro dele ficou ereto, ela podia vê-lo brilhando sob a luz do luar. Ela o pegou e encaixou na entrada de sua vagina que estava ensopada. Charlie fechou os olhos e colocou as mãos nos seios dela, as mãos ásperas e calejadas dele em torno de seu delicado mamilo, apertando-os. Pansy começou a cavalgar em cima dele, com força, em um movimento continuo e repetitvo, sentia o inteiro dentro dela, e isso não doía como havia sido na porta de trás. Ela jogou a cabeça para trás, uma vento quente balançava seus cabelos, quando ela voltou a olhar, Charlie estava com o maxilar cerrando fitando-a. Ele gemia, e gemia alto, a cada movimento de Pansy ela o via revirando os olhos.

Até que ambos chegaram mais uma vez ao ápice juntos, Pansy gritou e gemeu, o mais alto que permitia, e Charlie parecia rugir. Quando finalmente terminou ela deitou-se por cima dele, sentindo seu corpo quente, contra o corpo suado dele, os dois se grudavam, pele com pele juntas.

Então ele abriu o mais doce sorriso que Pansy já havia visto , ele podia ofuscar o brilho da lua.

Notas finais
TODOS JUNTOS EM UMA SÓ VOZ: ALELUIAAA ALELUIA ALELUIA ALELUIA ALEEEEEEEELUIAAA

Por favor não deixem de comentar e me dizer se gostaram ou não.

Obrigada pelo carinho de todos e a paciência de ler tudo isso,rs bjs e até a próxima ;)