Notas iniciais
Pessoal viram o trailer que eu fiz da fic?

http://www.youtube.com/watch?v=FflpZkm-G8E

E a linda da Liz (@bruceloira)fez um fã trailer que ficou PERFEITO! Vejam vcs vão A-M-A-R
Obrigada Liz, eu amei!

http://www.youtube.com/watch?v=JDUliPnuBRQ

Boa Leitura ;)

Existem algumas situações em que um individuo se vê em uma situação imaginável, como se ele fosse um observador, um voyeur apenas observando a sua vida a distancia, de maneira impotente, como se representasse um papel, sem poder acreditar no que está vendo, sem reconhecer a si mesmo, como se fosse alguma espécie de telenovela ou algo do tipo, sabendo que a imagem refletida é a sua, mas a situação se torna tão absurda que é difícil de acreditar que a pessoa em si seja você mesmo. Era exatamente assim que Charlie Bloson estava se sentindo nas ultimas semanas.

O homem simplesmente observava catatônico o desenrolar da situação, era como se o seu comportamento escapasse como areia entre seus dedos. Charlie que sempre se gabou de ser uma pessoa metódica, com seus princípios e regras, frio e calculista não sabia como reagir diante de uma determinada situação em que ele não estava sob o controle absoluto de tudo o que acontecia ao seu próprio redor, ele simplesmente não conseguia controlar seus próprios sentimentos, que nem ele sabia que existiam, boa parte de sua vida Charlie foi tomado pela falta de empatia, ele simplesmente não conseguia sentir apego as pessoas, se importar com elas, sem conseguir sentir alguma conexão física ou emocional, e tudo isso estava mudando da noite para o dia, desde o dia em que ele conhecera Scarlett Bliss.

Sua mão tocava os cabelos ruivos dela, eles eram macios como seda, suaves e agradáveis ao toque, ele queria poder tocá-los para sempre, e o perfume, ah o perfume! Ele tinha um aroma diferente de tudo o que ele já havia sentido, enquanto seus dedos o tocavam e se entrelaçava quanto mais ele alisava-os e passava as mãos sob o couro cabeludo, mais o aroma se espalhava pelo quarto, era como um combustível para Charlie. Ele tentava lutar com seus impulsos, ela dormia tão serenamente, sua respiração era pesada, mas ao mesmo tempo suave e delicada, ela parecia tão inocente e pura enquanto dormia que Charlie não conseguia acreditar nas coisas que ambos vinham fazendo naquela cama nos últimos dias. Era algo incontrolável, ele apenas queria possuí-la e estar dentro dela o tempo todo, algo que jamais havia sentido antes, e ao mesmo tempo, enquanto ela dormia, coberta apenas por aquele lençol branco, ele via com o peito dela se movia conforme respirava, e como o pescoço dela estava exposto e vulnerável, não seria muito difícil, apenas levar ambas as mãos até ele e tudo estaria terminado, a respiração nunca mais entraria por aquele pulmão. Não! Charlie pensou, não, eu tenho que afastar esses pensamentos se algo acontecesse com ela Charlie saberia que não poderia mais vivenciar essas experiências, novas descobertas, não poderia possuí-la morta, e ele de certo modo prezava pela vida dela.

Aqueles lábios carnudos que ele havia beijado ferozmente, que havia tocado cada parte de seu corpo começaram a se mover suavemente.

—Charlie pare de ser esquisito e me observar dormindo.

—Sabe, esse é um pedido muito exigente, é algo que não está ao meu alcance, você dorme de maneira tão angelical, parece tão pura...— Ele disse acariciando o rosto dela. Scarlett abriu os olhos e o encarou.

—Há controvérsias ontem à noite eu não estava tão angelical— Ela disse com um sorriso devasso no rosto. Charlie não estava gostando do rumo que a conversa estava seguindo, então aproximou os lábios do dela.

Ele apenas os encostou aos lábios dela, sem fazer nenhum movimento, sem tentar nenhuma entrada, apenas sentindo o calor dela passando para ele, era como recarregar-se, ela foi a primeira a investir, abrindo os lábios, dando espaço para que a língua dele explorasse sua boca, não como se ele não tivesse feito isso centenas de vezes nas ultimas semanas, mas para Charlie cada beijo era uma nova sensação que despertava dentro dele, o sabor que ela tinha, era adocicado e apimentado ao mesmo tempo, a textura da língua de Scarlett era macia, tão macia e tenra. Ele subiu em cima dela, tirando o lenço, mostrando toda a nudez de ambos, ela parecia uma pintura renascentista, tão linda e imaculada. Ela era toda sua.

O botânico posicionou as mãos nos seios dela, eram fartos que mal cabia na palma de suas mãos, ela tinha uma beleza natural, ele acariciava a pele macia, fazendo o contorno do rosado mamilo com seus dedos calejados, ele a sentia arfar, com seu toque cada pequena penugem que ela tinha, cada poro da pele dela se abria e se eriçava ao seu toque a tornando arrepiada.

Charlie descolou os lábios do dela, mas sem nunca desviar o olhar daqueles olhos cor de âmbar. Ele encostou em sua feminilidade, ela estava pronta, com o solo úmido, Charlie podia sentir a quentura molhada em suas mãos, ele tocava delicadamente o clitóris dela, em pequenos movimentos circulares aumentando a velocidade, até colocar o dedo indicador lá dentro, Scarlett gemia e tinha espasmos pelo corpo. Charlie tirou o dedo de dentro dela e os lambeu, ela parecia mais excitada de ver aquilo, ele não tinha idéia do que estava fazendo, mas ela tinha um sabor maravilhoso.

O homem afastou as pernas dela para poder adentrá-la, posicionando o membro em na entrada da mulher, Charlie não sabia ser delicado, ele estava tentando ao máximo ser, mas não era algo natural para ele, aquilo não estava certo.

Ele colocou o membro inteiro dentro dela e ficou por alguns segundos submerso dentro dela, sentindo a por dentro. Até investir violentamente dentro dela, era sua natureza, ele não sabia ir devagar e ela não parecia se importar de ser ‘’fodida com força’’, foi o que ele fez, estocou com toda a força que podia dentro dela, repetidamente, Scarlett estava em estado de êxtase gemendo e se contorcendo na cama. Por uma fração de segundos ele desviou o olhar do dela, quando ela fechou os olhos, e ele viu aquele pescoço branco exposto, sem pensar ele colocou as mãos em volta dele, ela rapidamente abriu os olhos, ele a sentia o observar mas ele não se importava, ele começou a apertar vagarosamente, como uma caricia, mas aquilo não o estava satisfazendo, ele aumento a força empregada nas mãos, seguindo o ritmo das estocadas, o apertando mais e mais, sentindo a jugular dela pulsar entre suas mãos, como aquilo era bom, saber que a vida dela estava em suas mãos. Scarlett começou a se debater e ele notou que a cor dela estava mudando, ela batia nas costas dele para ele parar, mas aquilo o excitava ainda mais, e ele apertava mais e mais, era como sugar toda a alma daquela mulher, Scarlett cravou as unhas nas costas de Charlie, era um ardor, ele a sentia arranhando-o, mas simplesmente não conseguia parar de apertar o pescoço dela com mais e mais força, estrangulando-a em suas mãos, ela começava a fazer uns sons estranhos com a boca enquanto revirava os olhos ele poderia até julgar que ela estava gostando, e Charlie voltou à realidade, quando finalmente obteve seu prazer, soltou a e deitou-se ao seu lado.

Scarlett tinha ambas as mãos ao redor de seu próprio pescoço, ela tossia e fazia sons engraçados com a boca. Charlie não pode conter o riso.

—Qual...é...o..seu coff, problema? —Ela tentava dizer entre a tosse.

—Isso minha cara se chama Asfixiofilia, e nada mais é que o prazer de quando o oxigênio é cortado do cérebro, eu sei que você gostou.

—Você poderia ao menos ter me avisado que iria tentar isso, eu quase morri.— Ela disse ultrajada enquanto tentava limpar a garganta.

—Você nem passou perto de morrer acredite em mim. — Ele disse vagamente.

—Sabe Charlie, sexo normal não é tão ruim, você deveria tentar um dia desses sem essas esquisitices.

Charlie apenas riu. Os últimos dias desde o incidente no deserto estavam sendo no mínimo interessantes. Como Scarlett era uma fotógrafa e era nova na cidade, ele se ofereceu para mostras as paisagens para ela fotografar. Scarlett tinha um carro extremamente atrante, ele era conversível, então ambos sentiam a brisa do verão em seu rosto enquanto passeavam pelos lugares afastados, esses eram o que tinham a melhor paisagem, o deserto Mojave era um lugar lindo, as cobras tinham um contraste venenoso e perigoso lindo, o que pareciam atrair a moça.

Entre os passeios pela Nevada, Charlie e Scarlett se aproximavam-se mais e mais, ele começara a se simpatizar com ela, deixando de lado a vontade de matá-la, apenas focando-se em seu desejo extremamente forte em possuí-la que era o que eles faziam como animais nos mais diversos lugares, no carro, no deserto, em um campo de flores que uma vez ele a levou para fotografar, as fotos estavam ficando em segundo plano, ela sempre insistia em fotografá-lo, mas Charlie sempre mudava o rumo da conversa e tomava a câmera dela, até ela prometer parar com isso, seria arriscado demais ter fotos suas por ai. Ele adorava como o cabelo dela ficava no vento enquanto ela dirigia, adorava a covinha que ela tinha no rosto, adorava o som de sua risada, e acima de tudo adorava-a.

Após uma manhã movimentada na cama de Scarlett, Charlie despediu-se dela, ele tinha que ir ao banco, como ia todos os meses religiosamente para depositar o dinheiro que ele dava a sua tia Vivien. Infelizmente nessa manhã o banco estava com problemas e Charlie se viu obrigado a ir visitá-la. Ele não gostava de ir ver a tia, sempre evitava ao máximo ter que ir a casa dela, não tinha lembranças agradáveis daquele lugar muito menos daquela mulher que o criou, mas se não fosse levar o dinheiro que dava para ela se manter, ela iria procurá-lo e isso era algo que ele não queria.

Sua tia morava na parte afastada da cidade, era uma casa simples e cheia de memórias desagradáveis, a começar pela dona dela.

Assim que Charlie estacionou a caminhonete na casa a mulher saiu pela porta.

Ela usava um blazer e uma saia azul marinho, ela sempre se vestia como se fosse a algum lugar importante, mesmo nunca saindo daquela casa, a pequena mulher apesar de velha ainda tinha uma beleza, seus cabelos eram louros e arrumados em um coque, seus lábios estavam sempre pintados de vermelho, às vezes manchando a dentadura, ela estava sempre perfumada e com o rosto empoado.

—Quem é vivo sempre aparece, não é mesmo Charlie? — Ela disse em escárnio se aproximando dele. Charlie se abaixou para a tia beijar lhe a bochecha, ela passou suas longas unhas pontiagudas e vermelhas pelo rosto do sobrinho.

—O banco não estava funcionando, só passei aqui para deixar seu dinheiro.

—Já que você está aqui entre e vamos tomar um chá, por favor, Charlie não faça essa desfeita com a sua velha tia.

Relutante Charlie entrou naquela casa, era bem organizada, pois ela tinha alguém que ia limpar durante a semana. O marido de Vivien morreu na guerra deixando a sem filhos, quando os pais de Charlie morreram ela o criou até a maioridade e pagou seus estudos de botânica, Charlie se sentia grato de ela não ter sido mãe, ela não merecia essa dádiva.

—Então meu querido sobrinho, como vai a sua vida? — Ela disse acendendo um cigarro, ela fumava com aquelas piteiras francesas longas e vermelhas.

—Muito bem, eu conheci uma pessoa...— Charlie se arrependeu no momento em que disse as palavras. Ele sabia que ela o conhecia melhor do que ninguém.

—Oh meu doce menino! Quando é que você vai entender que você não foi feito para esse tipo de coisa? Quem é a pobre coitada?

—Eu não estou gostando do rumo dessa conversa, eu realmente estou começando a me encaixar tia e...

—Bobagem Charlie, ambos sabemos muito bem quem você é não tente enganar a si mesmo, achando que pode viver como um homem normal e ter uma companheira, que ambos sabemos que você não tem... Bagagem emocional para isso.

—Talvez, eu seja frio por sua culpa, já lhe ocorreu isso?

Ela arregalou os olhos azuis em espanto.

—Não seja mal agradecido, você se tornou quem é hoje por ser um desequilibrado meu bem, eu tentei, como eu tentei, Deus é testemunha que eu fiz das tripas coração para educá-lo da melhor maneira possível, mas você é um caso perdido, então não venha tentar jogar a culpa pelos seus atos em mim seu merdinha!

—Eu não sou obrigado a te aturar não mais, tome a porcaria do seu dinheiro! — ele disse jogando o dinheiro no sofá e se levantando.— Me educar? A tortura psicológica pela qual você me submetia, e todas as surras que você me deu, você chama isso de educar? Nenhuma criança que tinha acabado de perder os pais merecia passar por isso.

—Oh meu bem, você é muito lascivo sabia disso? Você precisava ser educado e vivia fazendo travessuras era a maneira adequada meu bem. Sabe de uma coisa, você é extremamente nocivo, eu diria até perigoso, você é como um espinho de uma rosa, é lindo não posso negar, e encantador, mas aqueles que tocam em você, se machucam, é de sua natureza isso, Charlie você é o mais belo espinho de sangue!

Charlie estava na porta e se virou.

—Se eu sou tudo isso, porque você nunca me denunciou?

—Ora meu bem, por que você acha? Por que eu amo, realmente amo... A ajuda financeira que você me dá, o que é mais que sua obrigação, com você fora de circulação quem me sustentaria? —Ela disse com frieza que poderia ter abaixado a temperatura daquele lugar infernal.

Charlie saiu daquela casa, obviamente foi um erro terrível ter ido para lá, por uma fração de segundo ele achou que ela ia dizer que o amava, mas ela era apenas uma velha miserável e interesseira. Charlie se lembrava de sua infância, que ela o obrigava a cuidar de seu jardim, e uma vez quando Charlie pisou em uma flor sem querer, ela deu uma surra de arame farpado nele, Charlie ainda tinha as marcas nas costas. Ela era cruel, não merecia um pingo de empatia, talvez ela tenha moldado quem Charlie se tornou afinal de contas. Mas ela não podia decidir o futuro de Charlie.

Charlie chegou até a casa de Scarlett e ela foi correndo recebê-lo.

—A que devo a honra dessa visita? Meu jardim está muito bem cuidado senhor Bloson.

—Scarlett eu estava pensando, e, eu não sei quem você pensa que é, mas você tem uma força extremamente forte sob mim, e sempre que estou perto de você eu me sinto um novo homem, um homem melhor, case-se comigo!

Charlie pode ver as pupilas de Scarlett se dilatarem.



Notas finais
E ai gostaram?
Não se esqueçam de deixar um comentário, eles realmente me ajudam a ficar inspirada a escrever mais e mais e eu adoro saber o que vocês pensam da fic, isso realmente significa muito, não fiquem acanhados!

Bjs e até a próxima :)