O Mais Belo Espinho De Sangue
13 Capítulo 13- Meu Toque Engrossa seu Sangue
Notas iniciais
Bjs e boa leitura
ps: Notaram que a fic tá de capa nova? Siiiim, a linda da @bruceloira (lizdefeo) Lizie fez essa capa maravilhosa, captando tudo o que eu imaginava, espero que vocês tenham gostado tanto quanto eu gostei. Liz muito obrigada mesmo, por ser essa leitora maravilhosa, sempre me inspirando a escrever mais e mais, aflorando o lado mais obscuro da minha mente, obrigada por toda a atenção que vc tem me dado de verdade ♥ obrigada por sua amizade que é muito especial para mim.
‘’Possua-me’’ A voz dela estava empastada, lenta e melancólica, como uma suplica, seus olhos cor de âmbar se abriam mais e mais, pareciam duas piscinas flamejantes, ele não podia deixar de notas o contato de suas mãos contra a dele, e seus dedos ainda estavam molhados e quentes da doce saliva dela, sua vontade era tomá-la, beijá-la com ferocidade, mas outro lado de seu corpo respondia ao impulso de ter o sangue vivido dela correndo em suas mãos, ah sim, ele sabia que se sentiria renovado se pudesse sentir a vida dela se esvaindo de suas mãos.
Ele já havia respondido da forma errada aos seus impulsos primitivos, e sentia que a situação estava começando a fugir de seu controle, o que era inadmissível, talvez fosse aquele perfume inebriante dela, que enchia suas narinas e fazia seu corpo transbordar, aquele cheiro de cereja, mas não, isso não podia acontecer, não agora, Charlie Bloson tinha um plano para Scarlett Bliss, e não poderia deixar que um impulso no momento errado estragasse seu grand finale.
Os lábios dela se aproximavam mais e mais dos seus, estavam a um milímetro de se tocar, seu cheiro, ah seu perfume, seu aroma, aquilo era o combustível para as veias de Charlie, ele estava começando a suar, poderia até sentir suas pupilas dilatarem, e a pressão que estava exercendo dentro das calças poderia arrebentar o botão a qualquer minuto.
Com uma rapidez admirável, dessas que seu corpo apenas responde de forma sobre-humana quando é testado ao limite, Charlie rapidamente bateu com a cabeça de Scarlett contra a parede que ela estava encostada. Ela nem teve tempo de pestanejar antes que seus olhos se fechassem com a súbita batida e ela desfalecesse em seus braços.
Charlie a segurou, mole contra seu corpo, ela era tão frágil e delicada quanto um cristal, ele poderia muito bem fazer o que sabe de melhor com ela naquele momento, ele tinha as ferramentas, a mulher e o mais importante: as flores.
—Não! —Charlie disse pressionando Scarlett contra seu peito, ele sabia que isso seria arriscado demais, a luz do dia, sem preparação, anos e anos de dedicação jogados na lata do lixo por um impulso momentâneo, esse não era o Charlie Bloson, Charlie desconhecia a si mesmo.
—O que diabos está acontecendo comigo, afinal? —Ele continuava a murmurar sozinho. Delicadamente, depositou a mulher na poça de água que havia no chão, onde o irrigador tinha alagado. Era o plano e a desculpa perfeita.
Com toda a calma do mundo, Charlie pegou seu celular do bolso e ligou para Alfredo, que estava na loja.
—Alfredo, a senhorita Bliss escorregou em uma poça de água e está desacordada, por favor, pegue o carro e traga para a estufa, vamos levá-la ao hospital.
—Ai caramba! É pra já sñor!
Algum tempo depois, Charlie havia chegado ao hospital mais próximo com Scarlett ainda desfalecida. Ele explicou ao médico, que ela estava andando pela estufa, escorregou em uma poça de água e bateu com a cabeça no chão. O médico achava que ela havia sofrido uma contusão, e eles estavam fazendo alguns exames nela.
Charlie estava sentado calmamente na sala de espera, com sorte ela não se lembraria do acontecido, ou se lembrasse, não passaria de um delírio, um sonho de uma pessoa desmaiada. O médico cortou o momento de meditação de Charlie.
—Senhor, ela acordou, se quiser ir vê-la, ela está em um de nossos quartos em observação, Graças a Deus o que ela teve não foi nada grave, a batida não foi muito forte e ela desmaiou, pois estavam um pouco, hã, bem, desidratada e havia ingerido algumas coisas que fizeram mal.
—O senhor poderia ser mais especifico, doutor? —Charlie sentiu uma leve curiosidade, afinal eram mais coisas a seu favor.
—Bem, pelo o que consta nos exames, ela tinha uma quantidade de álcool no sangue, misturado com aspirinas e um pouco de cocaína, essas jovens de hoje em dia, farreando, bem dá nisso. O que o senhor é dela?
—Apenas um conhecido, se o doutor me dá licença vou ver como ela está.
‘’Interessante’’, Charlie pensou, ‘’se ela se lembrar de alguma coisa que ocorreu naquela estufa, nada mais era do que o efeito de alguns abusos que ela cometeu ao que me consta a senhorita Bliss não tem hábitos muito saudáveis, ou legalizados. ’’
Entrando no quarto, Scarlett estava deitada em uma cama, assim que ela ouviu barulho da porta, seu rosto ficou corado, e ela olhava de maneira ofegante para Charlie.
—Senhorita Bliss, sinto muitíssimo pelo o que aconteceu, receio que foi tudo minha culpa. —Ele disse usando sua melhor cara de remorso, isto é, se Charlie fosse capaz de senti-lo.
—E o que exatamente aconteceu? —Ela disse com um olhar suspeito.
—Infelizmente meu irrigador está com problemas, a senhorita escorregou em uma poça formada por ele, enquanto eu estava lhe mostrando a estufa e bem...—ele suspirou— acabou batendo com a cabeça no chão, eu estou muito chateado com essa situação, espero poder me redimir por te causar tamanho transtorno.
Scarlett estava atônita, ele podia ver a duvida despontando em seus olhos, ela abriu a boca, balbuciou alguma coisa, mas nada saiu dela.
—Então quer dizer que... Oh! Merda! Como eu sou estúpida, mas parecia tão real e...
—Eu não estou compreendendo, perdi alguma coisa? — Charlie perguntou inocentemente.
—Não. —ela riu baixinho— Acho que eu tive um sonho bem estranho, agora pare de me chamar de senhorita, me chame de Scarlett, e... Cadê a porra do meu carro? Merda!
—Não se preocupe, eu te levo para sua casa, o que não seria mais que a minha obrigação, mais uma vez eu sinto muitíssimo, senhor... Scarlett!
Charlie não tinha um carro, apenas sua caminhonete, que usava para o trabalho, na correria pegou o antigo Chevette surrado e azul de Alfredo para levar Scarlett até o hospital.
Depois de ter alta, a moça entrou no carro. Ele sabia que ela ainda estava desconfiada depois que tudo aconteceu, mas ele tinha que levar isso até o fim. O carro estava abafado com o perfume dela, Charlie estava começando a se sentir desconfortável, e abriu todo o vidro do seu lado do carro. Ele estava imaginando com ela ficara marcada de espinhos, e se o sangue dela tinha o mesmo cheiro inebriante.
—Bem, é aqui que eu moro. —Ela disse quebrando o silencio. Desde que eles saíram do hospital eles não haviam trocado uma palavra, Charlie estava com medo de que ela notasse o qual desconfortável ele estava.
Charlie usou todo o seu cavalheirismo e abriu a porta para Scarlett que lhe retribuiu com um amável sorriso. Charlie não pode deixar de notar que ela tinha um espaço vazio que daria um ótimo jardim, essa era a deixa.
—Você tem uma terra muito boa aqui, é uma pena que não tenha nenhuma flor para enfeitar a sua casa.
—Ah, eu me mudei há pouco tempo, mal desarrumei minhas malas, não tenho tempo pra ficar fuçando na terra.
—Não seja por isso, eu posso fazer um jardim para você.
—Ah não que isso, nem se preocupe!
—Eu insisto, deixe-me fazer um jardim como pedido de desculpas pelo inconveniente de hoje. — Charlie lançou-lhe um olhar sedutor.
—Ahhh, tudo bem vai, quando você tiver um tempo livre pode passar aqui e começar então. — Ela tinha uma animação na voz, como se tivesse conseguido algo também, Charlie estava ficando receoso com isso.
—Posso vir aqui durante o meu horário de almoço, afinal eu sou o meu chefe. Se você me dá licença preciso ir agora, eu tenho umas coisas a resolver.
—Claro, ah Charlie, obrigada pela atenção que você me deu hoje.
Charlie apenas lhe retribuiu um sorriso e entrou no carro. Talvez ela fosse mais fácil de enrolar do que ele imaginava.
O botânico tinha que admitir para si mesmo que estava encantando com a forasteira, talvez estivesse se sentindo atraído para ela de alguma forma. Ele podia imaginar varias maneiras de usá-la, ela poderia saciar suas urgências, como ele fez com muitas outras, mas também poderia ser o álibi perfeito para ele. A idéia parecia tentadora, depois de tantos anos sozinho, se ele se estabilizasse com alguém, as suspeitas passariam longe dele, não que alguém suspeitasse, pois ele fazia um trabalho impecável, mas era melhor prevenir do que remediar. Afinal de contas, quantas pessoas como ele não praticavam suas atividades extracurriculares, e depois dormiam de conchinha com uma companheira? A idéia era algo a se considerar, se as urgências de Charlie não falassem mais alto.
Todas as mulheres que Charlie matou, nenhuma chamou sua atenção de forma afetiva, ou até mesmo sexual, o ato de tirar a vida delas, e devolver sua pureza, para ele era algo simbólico, umas espécie de favor que ele fazia, claro que todas as brincadeiras com espinhos, alicates e afins eram de certa forma excitantes, mas apenas o ato em si, e não em quem ele empregava suas habilidades. Era algo a ser considerado.
Mas hoje não, Charlie estava impulsivo e excitado demais, e havia apenas uma maneira de poder controlar o seu vicio, achando alguém para brincar.
Charlie passou na frente de um supermercado que estava fechando o experiente, há algumas semanas Charlie vinha observando aquele supermercado que estava quase falido, ele era deserto, ninguém fazia compras lá e nem sistema de câmeras ele tinha, o que era uma pena.
Charlie também havia observado que eles tinham apenas uma funcionaria no caixa, e ela era quem fechava a loja, e também era a ultima a sair. Melhor impossível.
Charlie entrou no supermercado e comprou algumas coisas, ficou fazendo hora lá dentro, esperando todos os funcionários saírem, e se dirigiu ai caixa para passar suas compras.
A moça era normal, tinha os cabelos loiros e curtos, era bonita e jovem, mas não era alguém que se destacasse na multidão.
Quando ela disse a ele o valor da compra lhe lançou um sorriso, e Charlie retribuiu, ela ficou corada e vermelha, era incrível o poder que ele exercia sob a maioria das mulheres.
Assim que Charlie saiu da espelunca ela também saiu, fechando as portas, Charlie diminuiu os passos, e foi andando lentamente até o carro, carregando as sacolas de compras. A moça estava se aproximando. Era o momento.
—Oi, moça, eu estava pensando se você poderia me ajudar, hmm minhas mãos —ele olhou para as mãos cheias— estão cheias, você poderia apenas me ajudar a abrir o porta malas? — Essa era mais velha que o tempo, Charlie perdeu a conta de quantas haviam caído no velho truque das mãos cheias.
A moça sorriu.
—Claro que eu ajudo. — A moça sorria e se arreganhava como um cavalo.
Assim que ela abriu o porta malas, Charlie soltou as compras no chão, com o barulho ela foi se virar para ver o que tinha acontecido, mas Charlie era mais rápido, pois a pratica leva a perfeição, ele bateu com a cabeça dela no porta malas, a jogando lá dentro desacorda e saiu em partida.
Ele não tinha muito tempo até ela acordar, a levou até o velho galpão abandonado, onde tudo estava à espera da sorteada da noite.
Chegando lá, para a tristeza de Charlie, ele estava sem fita isolante.
—Droga! Como eu pude me esquecer disso? Bem, um artista deve se virar com o que tem. — Ele disse olhando para um ramo de um caule de espinhos que tinha ali. O caule era forte e resistente, e a moça não parecia ser muito forte, ele usou para enrolar em torno do rosto dela, tampando a boca dela, o sangue começava a jorrar, assim que os espinhos entravam mais e mais na pele dela. O mesmo foi feito com as mãos e pés.
—Interessante. Gostei dessa inovação, acho que vou adaptar isso para as próximas vezes. Oh vejo que alguém acordou. —A moça assim que abriu os olhos entrou em pânico, esse olhar nunca cansava Charlie, ela tentava gritar, mas quanto mais mexia a boca, mais os espinhos entravam na pele e mais ela chorava.
—Se eu fosse você poupava o esforço, apenas uma pessoa se dá bem nessa situação e sou eu. Olha eu não usava essa técnica do porta malas tinha alguns anos, achei que as mulheres de hoje em dia não eram tão burras como a de antigamente, mas vejo que me enganei. Isso que dá você vê um belo par de calças e quer ser legal, tenho más noticias para você, eu acho, mas só acho que você se ferrou.
A pobre criatura se debatia, babava, chorava e sangrava, o pânico nos olhos dela era a melhor coisa.
—Sabe —ele disse pegando uma pequena faca que ele utilizava para cortar espinhos— hoje é uma noite de inovações, vou ser criativo com você. Sinta-se honrada, como eu usei todos os espinhos pra te amarrar, você vai ter que sangrar de outra forma, e por sorte eu tenho essa minha amiguinha afiada aqui. —Ele disse descendo a faca na coxa da mulher, que gritava assim que o liquido viscoso e vermelho começava a escorrer, era quente, e mesmo com as luvas, Charlie podia senti-lo, preenchendo cada vazio em sua alma.
Depois de fazer inúmeros cortes no corpo da infeliz, Charlie pegou o alicate, para o ritual dos dedos.
—Essa é a parte que eu mais gosto. — ele dizia entre os estralos dos ossos— Você esta sendo muito forte, outras no seu lugar tinham desmaiado nessa hora, eu sei eu sei, não é cordial de minha parte ficar falando de outras tendo você aqui, me desculpe por isso, mas eu vou te recompensar. — Ele disse levando o alicate ensangüentado até o lóbulo da orelha da moça.
A orelha nada mais é que uma cartilagem, muito fácil de se desgrudar, logo Charlie descobriu, ele perdeu um bom tempo ali, brincando com as orelhas dela, até finalmente pegar o lanchinho de Jeffi.
—Agora, como tudo que é bom fica para o final, eu guardei uma flor para você, você não pode se queixar que eu não fui um cavalheiro não é mesmo? — Ele disse introduzindo o caule da flor em sua feminilidade.
Após terminar o ritual da flor, a coitada continuava viva.
—Uau, alguém esta lutando pela vida, será que a Scarlett é uma guerreira como você?—Tudo o que ele conseguia imaginar era como Scarlett se sairia deitada ali. —Não se preocupe, eu vou dar um fim a essa agonia, afinal já faz algumas horas que estamos nos divertindo não é mesmo? Eu sei que o meu toque engrossa o seu sangue e você vai amar isso, talvez você esteja viva pela minha voz, eu quase consigo engolir a sua pura pulsação. —Ele disse enfiando a faca no peito da moça, que Charlie quase jurou ver um sorriso de alivio nos lábios dela, claro se eles não estivessem dilacerados pelos espinhos.
Depois de tudo feito, organizado e devidamente limpo, Charlie, estava com sua nova obra de arte no porta malas procurando um lugar para exibi-la.
A noite estava linda, a lua brilhava, cintilando em contraste com os olhos extasiados e satisfeitos (por enquanto) de Charlie.
Que lugar melhor que depositar o corpo do que a onde Charlie o havia colhido horas atrás? O estacionamento do supermercado parecia ser o lugar ideal.
O lugar estava vazio, e escuro para variar, nem uma alma vagava por lá. Charlie pegou delicadamente sua arte, e foi a levando até o meio do estacionamento, onde ele a ‘’semeou’’ no chão.
—Mais uma missão cumprida. — Charlie disse ofegante.
Ele resolveu parar por alguns instantes, para gravar mentalmente aquela linda imagem, a lua em contraste com o pálido corpo, e a rosa vermelha, viva e chamativa. Se Charlie sentisse emoções, poderia estar até emocionado neste momento.
Ele estava em transe, entre seus pensamentos, imaginando com Scarlett Bliss seria pálida e nua em contraste com a lua, era uma noite perfeita.
—Hey, mas que merda você tá fazendo? —Uma voz masculina abruptamente o tirou de seu paraíso pessoal.
Notas finais
Obrigada a todos que tem lido e deixado comentários maravilhosos, bem vindo aos novos leitores, não fiquem acanhados, me falem o que vcs tem achado da história, podem ir me procurar no twitter quem tiver (@Evilstiltskin) ou deixar um review aqui, eu não mordo....forte!
Os comentários de vcs me impulsionam e me animam a escrever mais e mais, obrigada pelo carinho pessoal, vcs são demais ♥
Até a próxima.
Fale com o autor