Notas iniciais
Espero que gostem desse cap, coloquei algumas músicas nele, quando estiver escrito PLAY, cliquem para poderem ouvi-las. :)
Boa leitura

‘’Puta que pariu puta que pariu puta que me pariu!’’ Era tudo o que Erzsébet Pansy conseguia pensar assim que saiu da loja de conveniência e entrou em seu Mustang. Ela ainda conseguia ver o homem parado dentro da loja de conveniência.

Ela estava catatônica, em estado de choque e sem palavras, se um elefante passasse por cima dela nesse momento ela nem iria sentir.

O plano inicial era ir até a floricultura de Charlie Bloson e abordá-lo com a desculpa de fotografar as flores e ir se aproximando, mas o destino sempre acaba dando reviravoltas e foi jogar o infeliz bem de frente, no caso, jogar a bunda de Pansy bem de frente com ele, assim que ela chegou a Nevada.

Pansy mal tinha chegado nesse lugar, ela nem se quer tinha ido até a casa que o FBI havia providenciado para ela, ela estava com as malas no carro, parou apenas para comprar uma bebida, e deu de ‘’cara’’ com o suposto serial killer que ela deveria perseguir. Isso sim era uma puta sorte.

—Idiota, idiota, puta retardada, arrombada!— Pansy batia no volante enquanto dava partida com o carro. — Não acredito que eu acabei de conhecer o cara que eu vou devotar a minha vida para colocar atrás das grades e a única coisa que eu consegui fazer foi dar um aperto de mão!

Pansy pegou o celular enquanto dirigia e ligou para Taunt para dizer o ocorrido, afinal era o dever dela contar cada passo que o provável serial killer desse.

—Você o que?!?! — Taunt gritava tanto que Pansy conseguia sentir a pulsação da veia na testa dele de tanto ódio que ele deveria estar.

—Isso mesmo que o senhor ouviu, eu o cumprimentei, Scarlett Bliss é uma moça muito educada sabia disso? Ela diz oi aos estranhos em que ela acidentalmente esbarra você queria que eu fizesse o que? Mostrasse o dedo do meio pra ele?

—Não sua idiota, mas você não podia ir se apresentando assim pra ele, dizendo quem você é. E puta que pariu que merda de coincidência foi essa? Você já pensou que ele pode estar te perseguindo ou que ele realmente pode saber quem você é?

—Ei ei ei, calma ai, respira e me deixa falar. Primeiro como eu já disse, isso é o principio básico da educação e de se fazer novas amizades. Segundo, ele pode ser um serial killer não temos certeza disso, e é exatamente por isso que eu estou aqui fritando nessa porra de deserto dos infernos, e outra ele não é nenhum médium ou vidente, eu acabei de chegar nessa merda de lugar, e não estou usando a porra de um crachá do FBI, enfim eu só liguei para te contar o que esta acontecendo e não pra levar lição de moral, agora se você me dá licença eu tenho que me instalar na casa do caralho que vocês me arrumaram para morar!

Pansy ouviu Taunt bufar do outro lado da linha.

—Apenas não foda com tudo, está bem? —Depois de uma pausa o homem desligou.

Pansy estacionou no carro em sua futura nova casa. Ela era até que aconchegante de se olhar de fora. Era uma típica casa de verão, se bem que o verão era o ano todo em Nevada. Era uma casa branca por fora, tinha dois andares, em baixo era a cozinha, sala e banheiro, em cima tinha dois quartos com suíte, havia uma enorme varanda em que ela podia admirar o deserto, fora da casa havia uma banheira de hidromassagem, a única coisa boa nessa casa, um jardim sem flores já que nada deveria crescer nessa merda de lugar. A casa já estava mobiliada e decorada, com artefatos de fotografia, como muitos quadros e fotos, coisas que fizessem jus ao disfarce de Pansy.

Após se instalar em sua nova moradia e tomar um banho, Pansy sentou-se em uma espécie de balanço que na verdade era um sofá, pendurado no teto, mas que dava para balançar que tinha na área de fora da casa pegou seu notebook e foi checar seus emails, quando recebeu uma vídeo ligação de Roger.

Assim que atendeu a chamada, estavam Roger Winnes e a Dra. Cali Ordin seus amigos do outro lado da tela.

—Cachorraaaaaaaaaaa, que saudades de você, me diz como você está, ainda não foi raptada nem teve um rosa enfiada no meio as pernas? Alias acho que deviam enfiar um buque de flores ai pelo tamanho que deve ser e...

—Roger! Eu também estou com saudades sua! E Cali, droga vocês dois vão me fazer chorar novamente! —Pansy disse com um sorriso.

—Erzs você não tem idéia de como isso daqui está chato sem você, parece que até o Taunt sente a sua falta, e eu sempre vejo o Kenny choramingando pelos cantos, você realmente deu um chá de buceta neles não foi? —Cali disse entre os risinhos.

—Credo! Disso eu não sinto falta, eu espero que logo eu irei descobrir se esse cara realmente é o o nosso ‘’assassino das flores’’ e finalmente poderia voltar para vocês! — Pansy se lembrou de Johny e não tinha certeza se realmente queria voltar para aquela vida.

—Assassino das Flores, deu até nome pra ele é? Só tome cuidado sua cachorra, mas não há nada a se preocupar, você vive sendo monitorada pelo FBI ai, e sempre tem uma viatura, ou agentes a paisana próximos de você, inclusive alguns dos seus vizinhos daí são dos nossos, quanto a sua segurança não há com o que se preocupar, mas enfim,... —Roger e Cali trocaram um olhar de que estavam escondendo alguma coisa.

—O que foi? O que foi essa troca de olhares, o que eu perdi? Falem! Desembucha, quero saber — Pansy disse preocupada.

—Sabe o que é Erzs, não queríamos ter que te contar isso, ou te deixar preocupada, mas é que.... —Roger interrompeu Cali enquanto ela falava.

—O que essa lerda está querendo dizer é que ontem eu e ela vimos o Johnny em um restaurante.

—Tá grande coisa, sinal que ele come o que tem isso?— Pansy disse irritada.

—O que tem é que ele estava com uma moça, de mãos dadas, e se beijando, eles pareciam um casal de longa data. —Cali disse.

Pansy sentiu uma sensação estranha no estomago, apesar de tudo era duro se desvincular de alguém que se goste e a idéia dele a trocando por outra era desagradável, apesar de ela ter terminado com ele, e de ter botado inúmeros chifres nele, mesmo assim, ela se sentiu de certa forma violada.

—Hmm... Grande coisa. —Pansy disse entre os dentes.

—Viu eu falei que ela não ia ligar. —Roger disse olhando para Cali.

—Pessoal eu preciso ir, estou muito cansada, tive um dia exaustivo e realmente preciso descansar, falo com vocês mais tarde, tchau, amo vocês!

—Tchau Erzs. — Roger e Cali disseram e uníssono e deram risada ao ver que tinham falado juntos.

Depois de desligar o notebook, Pansy se levantou foi até a cozinha, tomou um gole de água e se olhou no espelho que ali tinha.

—Dormir é o caralho, eu preciso de um pouco de diversão!

Pansy que estava usando uma blusa social branca transparente com um sutiã vermelho, e um micro shorts jeans, soltou os cabelos que estavam em um coque e se dirigiu até o seu carro.

Rodou pela cidade, que já estava escurecendo até encontrar uma casa noturna, um barzinho, algum lugar que tivesse pessoas e bebidas, muitas bebidas.

Encontrou uma casa noturna bem movimentada, o as luzes de neon na frente piscavam escrito ‘’´Él Cábron’’ um nome peculiar, enfim não importava o nome o importante era as bebidas. Adentrando lá dentro a casa estava cheia, de pessoas dos mais variados tipos dançando algum tipo de musica eletrônica que Pansy não conseguiu identificar.

Ela se dirigiu ao bar, e viu que vários olhares se dirigiram a ela, provavelmente devia ser pela forma como ela estava vestida, não se importava, ela apenas queria esfriar a cabeça. Pansy sentou se próxima ao balcão e viu o barman. Ele parecia ter saído de um moto clube. Usava um colete de couro, e apenas isso, ela podia ver que ele tinha o abdômen definido e os braços musculosos, com certeza esse daí passava varias horas malhando. Ele tinha duas pistolas tatuadas na barriga, como que se estivessem entrando na calça, Pansy achou aquilo muito excitante, e o melhor de tudo era o cavanhaque e os longos cabelos negros como a noite que escorriam pelas costas.

—O que a moça vai querer? — O homem disse sem prestar muita atenção no rosto dela, apenas na transparência de sua camisa.

—Uma dose de Jack Daniel’s puro, por favor, uma não, me vê duas!

—Você não acha que isso é muito forte para uma dama? Não prefere um Appletine? — ele disse com um sorriso zombeteiro.

—Eu não sou uma dama, e me vê logo a porra do uísque!

O homem deu risada, balançou a cabeça e foi pegar a bebida. Enquanto Pansy o esperava voltar, começou a trocar Bon Jovi- ‘’You Give Love A Bad Name’’ tocar, finalmente uma musica boa. Enquanto ela se embalava na música, sentiu alguém se aproximando ao seu lado.

Era um homem, ele era bem alto e não muito forte, tinha os cabelos pretos arrepiados para cima.

—E ai gata, tá sozinha?— Ele disse se aproximando dela.

—Caí fora, não estou afim!

—Nossa, calma, queria saber se você tá a fim de topar uma parada.

O barman voltou e depositou o uísque na frente de Pansy e deu um sorriso malicioso para ela, que virou sua atenção para o outro homem que estava falando com ela. Enquanto isso ela ouvia

PLAY

Whoa!

You're a loaded gun

yeah, whoa...

There's nowhere to run

No one can save me

The damage is done


—Eu disse cai fora, você não viu que eu não estou á fim de companhia?



—Você está muito tensa gata, acho melhor relaxar, eu tenho uma coisa da boa aqui no meu bolso. — Ele disse com um olhar travesso.



—Não estou interessada em porra nenhuma, agora dá pra você me deixar em paz?


—Calma gata, não é isso que você tá pensando, ou depende do que você quer, eu só tava dizendo que eu tenho uma coca na boa aqui e queria saber se você topava dividir uma carreira comigo, só umazinha vai?

Fazia alguns anos que Pansy não lidava com isso, ela preferia apenas o ecstasy, mas ele havia causado muitos problemas na sua vida e tinha resolvido parar. Erzsébeth Pansy havia parado com as drogas, mas acontece que Scarlett Bliss não, ela estava apenas a fim de alguma diversão, e que mal poderia dar uma cheirada em uma inocente carreira de cocaína? Apesar do fato de que ela trabalhava para o FBI e esse podia ser um maníaco tentando drogá-la, mas não, Scarlett era uma fotógrafa que gostava de experimentar coisas novas.

Ela olhou para o homem, que não era assim tão mal apessoado, ele tinha seu charme, tinha olhos pequenos e azuis, um sorriso zombeteiro e podia servir naquele momento. Scarlett o pegou pela mão e o conduziu até o banheiro.

Chegando lá dentro o rapaz deu um sorriso e abaixou a tampa do vaso, pegou o pequeno saquinho branco do bolso e com a ajuda de um cartão de credito fez duas carreiras em cima da tampa. Ele fez um sinal com a mão para Scarlett se aproximar, ela se agachou ao lado dele e começou a cheirar.

Como aquilo era bom, fazia tempo que Pansy não se sentia assim, a sensação de torpor no corpo, a excitação, sentir o coração batendo mais rápido através da camisa, ela poderia fazer uma loucura naquele momento, começou a sentir um calor.

—Porra! —Ela disse coçando o nariz-Essa é da boa, como está quente aqui... —Antes de terminar a sentença, o estranho colocou um pouco do pó na boca e esfregou nos dentes, se aproximou de Scarlett/Pansy e deu um beijo nela.

Pansy ficou sem reação, ela se lembrou de Johnny no momento do beijo.

—Não! — Ela disse o empurrando— Nada de beijos!

—Desculpa gata, eu achei que você queria e...— Pansy colocou uma das mãos na boca dele pedindo silencio, era estava se sentindo flutuando e com um terrível calor.

—Me fode, agora!— Ela ordenou

—O que?— O rapaz não podia acreditar, ele passou de rejeitado para possível transa.

—Você é surdo, eu disse- ME FODE e agora!

Sem piscar o rapaz virou Pansy contra a parede e abaixou o seu shorts, ele começou a cheirar o seu pescoço, levantou o cabelo dela, e dava pequenas mordicadas enquanto beijava o pescoço dela.

—Se for pra ficar beijando eu vou sair, eu já disse, é pra você me foder, rápido e com força!

Ele puxou o cabelo dela para trás, e ela sentiu todo o seu corpo se projetando contra o dele, ele abaixou sua calcinha com força e ela pode sentir as unhas desajeitadas do homem contra o seu glúteo, ele usou seus pés para afastar as pernas de Pansy, sem soltar dos cabelos dela, e assim que elas estavam bem afastadas ela sentiu o impacto de algo entrando dentro dela, era ele. Sem avisar, sem pré-liminares, ele colocou o pênis ereto com tudo dentro de sua vagina, ele começou a bater com mais e mais força dentro dela, enquanto dava violentas estocadas, Pansy sentia todo o calor direcionado para aquela área, ele ia com mais e mais força, ele puxava seu cabelo violentamente para trás, ela sentia que a qualquer momento ia acabar escalpelada coma força que ele puxava como quem puxa as crinas de um cavalo. Ele bombava dentro dela, com mais e mais força, pressionando sua cara contra o sujo azulejo do pequeno banheiro, ele não falava nada apenas dava alguns gemidos, Pansy não estava mais agüentando, sentiu que finalmente estava chegando ao seu clímax, ela sentia que era aquele o momento em que ia alcançar o ápice do momento, e desmoronou em um gemido gutural, não se importando se alguém iria escutar, com aquela música provavelmente não.

—Eu vou gozar! — O homem disse e Pansy notou que ele não havia colocado uma camisinha.

—Tira! —Ela disse arfando— Tira de dentro de mim sai!—Ela e o empurrou com as nádegas, cortando a relação.

—Mas eu vou gozar, o que eu vou fazer?? —A cena era patética, o homem com o membro ereto arfando sem saber o que fazer.

—Você bate uma, se vira! —Pansy disse erguendo o shorts e saindo do apertado banheiro.

Assim que ela se aproximou do bar, o barman veio de encontro com ela.

—Achei que você tinha me dado um calote, aliais você nem encostou na sua bebida.

Pansy sentou-se atônita, ela estava eufórica, queria chorar, correr, beber, queria dormir, queria dançar, queria foder e queria sumir. Mas ela apenas se sentou e tomou toda a bebida de um só gole.

—Quanto eu estou te devendo? —Pansy perguntou sem tirar os olhos do abdômen do barman.

—Você é nova por aqui, deixa essa por conta da casa. — Ele disse com um sorriso de lado.

—Tudo bem então, até que horas você vai trabalhar? — ‘’Porra, o que há de errado comigo?’’ Era tudo o que Pansy tentava imaginar naquele momento.

Ele se aproximou dela, e se encostou ao balcão.

—Meu turno já está acabando, aliais já estou vazando, por quê? —Os olhos dele sibilavam com as inúmeras possibilidades dessa pergunta.

—Eu sou nova aqui, você não gostaria de conhecer a minha casa? — Pansy nem conseguia saber qual era o seu nome, e estava oferecendo uma noitada a outro estranho, sendo que tinha acabado de dar em um banheiro.

—Claro, eu tenho um super interesse por decoração e arquitetura. — O barman disse sem tirar os olhos da blusa de Pansy que estava com apenas dois botões fechados.

Pansy deu uma carona para o homem que provavelmente não tinha um carro, mas na verdade ele estava dirigindo pois ela não tinha condições para isso. Eles estavam passando por uma auto-estrada desertada que era caminho para a casa de Pansy.

—Moça, já que eu estou indo a uma excursão a sua casa, acho que seria maneiro você me dizer o seu nome. — Ele disse ligando o rádio que estava tocando A Horse With No Name.

PLAY

I've been through the desert on a horse with no name

It felt good to be out of the rain

In the desert you can't remember your name

'Cause there ain't no one for to give you no pain

La, la, la, la, la, la, la, la, la

La, la, la, la, la, la, la, la, La

—Meu nome é Scarlett Bliss, e o seu? — Ela disse sem tirar os olhos da estrada.

—Richard Blade, mas pode me chamar de Richie.

—Então Richie, o que você faz além de ser barman?

—Hey, barman não é um hobby é uma profissão tá legal? Eu fiz curso de bebidas e tudo, o meu hobby mesmo é tocar em uma banda que eu tenho e CARALHO, O QUE É AQUILO ALI? — Richie disse apontando para uma figura branca largada no meio da auto-estrada, parecia um animal morto.

—Parece um animal morto, aumente a potencia do farol e... Merda, isso não é um animal. — Pansy disse sabendo muito bem do que se tratava.

Richie diminuiu a velocidade e aumentou o farol.

—Porra, aquilo ali não é uma mulher, e ela tá pelada? — Richie não conseguia esconder a voz de espanto.

—É... Alguém resolveu brincar esta noite. — Pansy disse olhando para o corpo que ela sabia muito bem quem era o responsável.

Notas finais
Espero que tenham gostado e ñ se esqueçam da review, críticas são sempre bem vindas ;)
Até a próxima :)