Notas iniciais
O começo parece meio monótomo mas não se enganem, vale a pena ficar bem atento até o final :) Espero que gostem e boa leitura :)

A noite era gelada e inebriante, apesar de estar em Nevada onde fazia um calor infernal durante o dia, à temperatura durante podia oscilar e cair consideravelmente. Em algum lugar não muito distante um coiote uivava apenas o som de ouvi-lo fazia com que Erzsébeth Pansy sentisse um frio nas entranhas. O ar estava carregado, tinha um cheiro de enxofre, com deserto, misturado com morte e rosas, ela sabia muito bem quem fez isso, a mesma mão que tocou a sua mais cedo naquele mesmo dia, havia colocado aquela rosa estrategicamente naquele lugar para quem quisesse admirasse sua obra de arte.

Richie fez questão de parar o carro e descer para se certificar de que aquilo realmente era um corpo sem vida.

—Pronto? Satisfeito, agora podemos ir para a minha casa? Eu tenho planos melhores para uma sexta a noite do que ficar aqui vendo um corpo. — Pansy disse se sentando no capo do carro.

—Scarlett isso é a porra de um corpo, a gente tem que fazer alguma coisa! Pelo amor de Deus, mostre algum respeito!— Richie ascendeu um cigarro e caminhava de um lado para o outro.

—O que você está pensando em fazer? Ressuscitar ela? Meu bem, sinto lhe informar mas as suas habilidades de barman devem ser meio limitadas para fazer isso, chame a policia reporte que você encontrou um corpo e a gente dá o fora daqui, você não vai querer passar a noite sendo interrogado, acredite em mim.— Pansy disse tomando o cigarro das mãos de Richie e dando uma longa tragada.

—Como diabos você sabe tudo isso? — Richie perguntou desconfiado.

— Me poupe você nunca vê TV não? Venha, —ela disse o pegando pelo braço— vamos para casa, eu tenho melhores planos para nós dois.

Relutante Richie entrou no carro e os conduziu até a casa de Pansy. Chegando na casa, Pansy conduziu Richie até a cozinha.

—Eu tenho algumas bebidas ai, surpreenda-me. — Ela disse mostrando-o seu armário de bebidas.

—Gata, minha especialidade é surpreender pessoas.

Pansy deixou o homem sozinho e foi até a sala, se jogou no sofá, apesar de feio o sofá era bem aconchegante, aconchegante até demais, sua visão foi ficando turva e embaçada, a escuridão foi engolindo-a e de repente tudo o que se via era o escuro.

Seu corpo doía, sua cabeça latejava, e tudo rodava vagamente as figuras foram tomando forma, e Pansy se viu deitada, largada e abandonada no sofá da sala que já não era tão aconchegante assim.

—Mas que porra... —Pansy foi tentar se levantar, mas sua cabeça latejava demais, ela sentiu algo do seu lado, puxou uma jaqueta e viu longos cabelos pretos.

—QUE MERDA É ESSA?— Pansy gritou em espanto.

Richie acordou espantado.

—Porque você tá gritando? Qual é o seu problema?— ele disse sonolento.

—Ah é você! Espera a gente...

—O plano inicial era esse, até eu vir com as bebidas e te encontrar capotada aqui, tive que tomar as bebidas sozinho e ficar na mão...

—Olha eu sinto muito, mas garanto que não vai faltar oportunidade pra isso acontecer —Pansy olhou no relógio e viu que já era meio-dia— mas enfim, você realmente precisa ir embora, eu tenho um trabalho a fazer.

—Nossa... Tá eu vou te esperar, mas qual é o seu número?

Pansy revirou a bolsa e achou um batom, o pegou e escreveu no abdômen de Richie seu número.

—Pronto você sabe onde eu moro, se estiver a fim de alguma coisa me procure, e eu vejo se abro um espaço pra você, agora, vaza!

Richie lançou mais um de seus sorrisos zombeteiros, se levantou e saiu. Pansy sabia que estava na hora de agir, ela não dispunha de tempo a perder, se Charlie Bloson realmente era o serial killer que ela estava a procura ela tinha que agir e rápido, pois ele já estava agindo, e com mais e mais freqüência.

Pansy já havia tido uma noite de diversões, que não saiu muito bem como ela esperava, mas a vida é cheia de pequenas decepções, e ela tinha um botânico para assediar.

A mulher tomou um banho rápido, colocou um vestido de alcinha, balonê florido, o que era bem apropriado para a ocasião. Deixou os cabelos soltos e foi até a floricultura.

Chegando à floricultura Haia um rapaz magricelo estava tomando conta das flores, ele era moreno, tinha os cabelos empastados de gel e repartidos no meio.

—Bom dia senhora, como posso ajudá-la? — O rapaz tinha um sotaque engraçado, além de um forte sotaque latinho um dos dentes da frente era quebrado, fazendo com que ele fasse assoprando.

—Érr bom dia, eu me chamo Scarlett Bliss —Pansy tinha que repetir esse nome toda hora para não se esquecer dele— Eu sou fotografa e notei que vocês tem lindas espécies de flores nessa loja, aliais estamos em pleno deserto, caramba né? Vocês cultivarem tantas flores aqui, enfim, gostaria de saber se você não se importaria se eu as fotografasse?

—Senhora eu não tenho nenhum problema com isso, mas preciso falar com o meu patrão antes, você me dá um instante?

—Claro, sem problemas. —Bingo Pansy pensou.

Não demorou muito até que ele surgiu atrás de uma cortina de contas. Lá estava ele, alto, com um jeans surrado e agarradíssimo, uma camiseta regata branca suja de terra, oh, agora ela podia notar que ele tinha uma tatuagem no braço esquerdo, era um caule de espinhos que se enrolava no braço. Seus olhos, aqueles lindos olhos verdes, assim que seus olhos se encontraram com os deles, ela tinha quase certeza que ele podia ver através de roupa, pela maneira que ele a olhava.

—Oh! — Pansy disse tentando parecer a mais surpresa possível ao encontrar o estranho do supermercado do dia anterior.

—Senhorita Bliss, poderia dizer que a senhora está me seguindo? — Ele disse com aquela voz grossa e charmosa.

—Ah nossa, Charlie Bloson de Bloson’s Flores e Arranjos nossa nem tinha me tocado disso. —ela deu um riso nervoso— Que mundo pequeno não é mesmo?

—Pequeno até demais. —Ele disse se aproximando alarmantemente dela. Ela podia sentir o cheiro de terra almiscarado que vinha dele. Era inebriante.

—Como eu estava falando com o seu empregado bem eu sou fotografa e me falaram tanto das flores deste lugar e eu gostaria de saber se você não se importaria se eu as fotografasse, eu posso pagar e... —Pansy não dava uma pausa, falava de maneira acelerada, sentia seu coração palpitando.

—Seria um prazer, se você quiser me acompanhar eu tenho uma estufa aqui atrás, onde guardo as flores mais... Bonitas. —Ele era calmo, falava pausadamente, o tipo de pessoa que é confiante de si mesma, sua voz tinha um peso que fazia as pernas de Pansy ficarem tremulas o que era algo inexplicável. Seus olhos eram como duas lagoas, Pansy sabia que iria se afogar nelas a qualquer momento.

—Ah sim, claro. —Era a única frase que ela conseguia formular naquele momento.

Ele voltou para trás daquela cortina de contas coloridas, ela o seguiu como um cachorrinho. Ali atrás havia algumas ferramentas e flores, e logo atrás uma porta que dava para a saída da loja, andando mais um pouco ela avistou a estufa. Não era gigantesca tampouco era pequena, era uma espécie de casa de vidro, cheia de flores, mudas e plantas.

Charlie abriu a porta e entrou, Pansy sempre dois passos atrás dele. Assim que entrou no local ela foi invadida por uma diversidade de aromas, dos mais tipos de flores, de terra molhada, de chuva (em Nevada nunca chove).

—Voilá! Bem se divirta, eu tenho uma grande variedade de flores como você pode notar-ele disse passando as mãos por uma flor, Pansy começou a imaginar obscenidades com aquele toque— são anos e anos de cultivo e dedicação para chegar a esse resultado, mas eu não poderia estar mais feliz, essas flores são a minha vida, minha obra e meu legado. — Charlie caminhava vagarosamente mostrando as flores para ela.

—Sim é... Muito lindo, nossa estou realmente impressionada. —Pansy mordeu os lábios.

—Sinta-se a vontade para fotografar o que desejar Senhorita Bliss, mas eu não pude deixar de notar que você não carrega uma câmera.

‘’Merda!’’ Pansy pensou, na correria que saiu de casa ela deve ter deixado a maldita câmera na casa.

—Ah... érrr, eu não sabia se eu teria a autorização para fotografar e... —Pansy ia dando leves passos para trás e Charlie ia a acompanhando, seguindo-a, ela andando para trás e ele de frente para ela, como numa espécie de perseguição — Acho que eu acabei deixando ela no carro e. —Um jato de água de algum irrigador a atingiu, deixando a completamente ensopa. Pansy soltou um gritinho.

—Ainda bem que você não está com a sua câmera, ela estaria danificada agora, deixe-me desligar essa coisa. —Charlie disse suavemente desligando o irrigador, sem por nem uma fração de segundos desgrudar o olhar de Pansy, que estava com o cabelo molhado grudando na cara, e o vestido completamente grudado no corpo. —Pronto problema resolvido senhorita Bliss, agora é só...—Em um fração de segundos, em um piscar de olhos, Charlie estava calmo e sólido como um rocha desligando o irrigador e no outro instante ele havia deslizado suas mãos até o pescoço de Pansy, a empurrando contra a parede.

Pansy estava sem reação, foi tudo muito rápido, em um momento elas estavam conversando e no outro ele simplesmente havia voado para cima dela, agarrando seu pescoço com tanta força que ela sentiu que iria sufocar. Ele apertava forte, mas delicadamente, o que realmente doeu foi à maneira que ele a empurrou contra a parede batendo sua cabeça. Ela estava atônita, não teve tempo de pensar, raciocinar ou gritar, Charlie estava com o corpo contra o dela.

—Me diga, o que há com você que me faz sentir assim, eu nunca em toda minha vida me senti tão atraído por alguém assim, e você deve estar pensando que eu sou algum tipo de louco ou algo do tipo, e talvez eu seja, mas sei que esse seu cheiro está me deixando louco.

Pansy estava sem reação, foi um erro ter deixado a arma no carro, e ela estava ali, afastada, no meio daquela estufa com aquele maníaco. De vagar ela levou as mãos até o pescoço e encontrou as dele.

—Eu vou soltar o seu pescoço, céus o que eu estou fazendo, eu nem a conheço! —A voz dele era calma, ele estava a poucos centímetros do rosto dela, ela podia sentir o hálito quente dele contra ela, ele falava com o maxilar travado entre os dentes, seus olhos eram um mar de fúria.

Charlie afrouxou as mãos sem tira-las completamente de volta do pescoço de Pansy, ela podia ao menos respirar, Pansy estava arfando, ela podia sentir o membro ereto dele de encontro com a sua pelve, onde ele estava encostado. Aquilo era excitante e perigoso ao mesmo tempo.

Sem piscar, sem nem por um momento desviar o contato visual, Charlie colocou o dedo indicador e o dedo do meio dentro da boca de Pansy, que começou a lambê-los vagarosamente.

Ela sentia que a ereção dele estava aumentando mais e mais.

Ele encostou o nariz contra seu pescoço e começou a cheirá-la como um lobo fareja sua presa. A respiração de Pansy aumentava mais e mais e ela fechou os olhos. Charlie tirou os dedos de dentro da boca dela e voltou a encará-la.

—Possua-me. —Ela disse em suplica.

Notas finais
Finalmente as coisas estão esquentando (AMÉM ALELUIA) Pfvr ñ se esqueçam do nosso review básico, dizendo se gostaram/odiaram e críticas são sempre muito bem vindas! Até a próxima pessoal.