O Lobisomem De Liveway
10 Capítulo 9 - Pedra da Lua.
Notas iniciais
E agora, como prometido, trouxe um "bom" capítulo para vocês. Agradeço a espera, e para a felicidade de vocês, vou dar prioridade máxima a essa história. Apenas espero que as minhas outras leitoras não fiquem chateadas por eu negligenciar minhas outras histórias.
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Agradeço aos reviews e inspirações enviadas por minhas musas queridas:
> Sassátenshi
> Bellecat
> Kath Dragomir
> Kaah Dragomir (?)
> Stefany_Zanoni
> Elizabeth Marke
> Dama de Prata
> Luíza Quadros
> Hina
> GioGio Luna
> Lilith
> Pollyana
...
Muito obrigada mesmo
Beijos,
EUQOPÉ-ELLE3
Capítulo Nove – Pedra da Lua Cheia.
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Quando César tinha cinco anos, um pouco depois dos caçadores de monstros tomarem grande força, ele morava com o pai em uma comunidade élfica. O lugar preferido dos elfos são aqueles onde apresentam a maior biodiversidade, como várias florestas foram sendo desmatadas com o passar do tempo, eles se refugiaram principalmente na floresta Amazônica e tentam protegê-la. E deram início ao famoso mito da região sobre o Curupira.
Depois que os caçadores de monstros tomaram conhecimento disso, eles foram atrás deles. Seu pai, preocupado com a segurança do filho, o mandou embora com a mãe para proteger a ambos. E talvez seja por isso que ela se empenhe tanto para protegê-lo.
“E talvez seja por isso que ela tenha relutado tanto em deixá-lo voltar à Amazônia. E, ter caçadores pela floresta, não foi apenas coincidência” percebi sem palavras.
– E por que você quer reencontrar o seu pai justo agora? – perguntei.
– Por que eu acreditei que ele estava morto... Até ir para a Amazônia – ele respondeu e me fitou com intensidade. – Anabelle, enquanto eu andava... Eu o senti.
Fiquei sem palavras.
Eu havia compreendido perfeitamente o que ele queria dizer, não precisava de explicação. Quando um ser mágico estava ligado emocionalmente a outro, ele simplesmente o sente. Como eu sinto às vezes quando Alice, Alexander, Roman ou Thanatos me observam ou se aproximam. Assim como eu senti aquela ligação ao Templo da Deusa.
Olhei para ele e cruzei os braços, desconfortável. Não com a ideia de tentar fazer um feitiço sem Alice, mas porque eu não sabia quase nada. Eu não tinha nem uma semana de bruxa e só havia feito uma previsão nauseante.
– E por que você não pediu ajuda para a sua mãe? Acredito que ela é uma bruxa melhor do que eu. E já que se trata do seu pai, duvido que ela recuse – eu disse.
Ele abaixou o olhar e coçou a nuca.
– A verdade... É que minha mãe, desde o dia em que papai nos mandou embora, não quer mais saber dele – respondeu César. – Então ela meio que não sabe que eu quero reencontrá-lo, pois, se soubesse, acabaria me impedindo.
A mãe dele não sabia?
Oh, por que será que eu sinto como se estivesse ajudando a um garoto fugir de casa? Bem, talvez porque talvez acontecesse isso mesmo. Depois que César tivesse a confirmação de onde seu pai está, provavelmente ele iria atrás dele e deixaria sua mãe sozinha.
Não sabia se isso era certo... Mas também não era certo que César ficasse sem o pai só porque a mãe o queria assim e acredito que qualquer advogado diria o mesmo que eu.
– Como é que se faz? – perguntei à Anne Claire.
– Bem... – Ela puxou um livro velho e o colocou sobre balcão. – É uma magia longa e demorada... Pode levar cerca de dois ou três meses para ficar pronta.
Perguntei-me que tipo de magia demoraria tanto tempo para ficar preparada, até que me lembrei de que Alice havia me dito que as magias naturais realmente demoravam a serem preparadas e por isso as pessoas preferiam a magia negra.
– Aqui, no livro das sombras de meus ancestrais, dizem que é necessária a lua cheia para iniciar o ciclo do feitiço – ela respondeu. – Ou seja, só poderemos realizá-lo no fim do mês... Mas acho que podemos ir começando a colher os materiais. Assim, não atrasaremos muito.
Nós duas olhamos para César, em seu rosto estava claro que ele não estava com muita vontade de esperar, mas sabia que não deveria pedir para que apressássemos muito. Uma coisa que Alice vivia me dizendo era: A pressa é a inimiga da perfeição. De acordo com ela, uma medida errada ou uma lua fora de época... São capazes de fazer grandes estragos em uma magia.
– E onde iremos encontrá-los? – perguntou César, contrariado e escondendo seu nervosismo em uma máscara de frieza.
– Perto do rio Green Falls – ela respondeu. – Precisaremos de um pouco da água do rio e algumas plantas especiais que se encontram na parte mais funda.
O elfo pegou as chaves de seu carro e se dirigiu à porta, Anne Claire o seguiu, mas eu não fui. Minhas perguntas não foram respondidas e ele não havia me dito o que eu queria ouvir: Quem era George? Como assim a família de Alice foi morta? E o que ela tanto escondia de mim?
Ele parou e me olhou.
– O que você está esperando?
– Que você cumpra o que me prometeu. Quero que você me fale sobre Alice! – cobrei cruzando os braços, emburrada.
Ele revirou os olhos, mas surpreendi-me com a reação de Anne Claire: ela olhou para César como se o repreendesse. Ela soltou um suspiro exasperado e disse:
– Não acredito que você prometeu contar os segredos de Alice para ela! Você está querendo morrer garoto?! Por ser filho de Atuérpia, você – mais do que ninguém – deveria compreender a importância de manter isso entre Alice e Alexander!
– Eles não podem continuar enganando Anabelle e nem continuar escondendo dela algo do qual está envolvida – o bruxo-élfico disse com uma voz grave de dar medo. – Vamos pegar os ingredientes para a primeira fase da poção de rastreamento. Anabelle, lhe contarei tudo o que você quiser saber quando estivermos lá.
Eu não deveria concordar com aquilo. Mas eu já havia percebido que não se tratava somente de ajudar César para que ele me contasse a verdade... Eu sabia que eu havia me envolvido nisso desde que ele contara que queria reencontrar com o seu pai.
Eu sabia o como era crescer sozinha.
Não houve um dia em que uma figura feminina consistente não fez falta na minha vida. Meu pai não ligava muito para mim até os seis anos, até que ele percebeu que me ignorar não o fazia apagar o passado. E não houve um dia, em que eu não sentisse falta de uma mãe. Empregadas iam e vinham com frequência, mas eu queria uma figura fixa. Um modelo a ser seguido.
Será que César o teria sentido?
Um enorme vazio pela falta de seu pai? Uma figura paterna que lhe ensinasse a se defender e que lhe protegesse? Será que ele sofrera no dia dos pais tanto quanto eu sofria no dia das mães? Nunca pensei que César só fosse fechado e revoltado porque sua mãe lhe superprotegia.
Ele queria embarcar em uma aventura e se pôr em perigo.
Queria ir atrás do pai que em tantos anos lhe fez falta.
Esperando, ou não, que ele me respondesse às perguntas no fim de tudo eu fui com ele.
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Percebi que, mesmo morando em uma cidade onde a cachoeira Green Falls ficava somente a meia hora da cidade, eu nunca havia ido até lá. E de acordo com César, era mais seguro assim. O banho era somente permitido no verão, pois quando se aproximava do inverno, o lago e a cachoeira congelavam completamente, mas o gelo era muito fino, e já houve muitas mortes por causa disso.
– E como iremos até o fundo se a água deve estar muito fria? – perguntei receosa. Eu é que não iria mergulhar em um rio de água gélida! – Só essa temperatura, está me matando!
– Não se preocupe – sorriu Anne Claire pondo sua cabeça entre as duas poltronas do motorista e do passageiro. Olhei para ela ao meu lado e a vi me mostrar um colar com uma pedra branca e translúcida. – Isso é uma Pedra da Lua Cheia. Alice já lhe falou sobre elas?
Neguei com a cabeça, olhando para a pedra redonda. Eu estava encantada.
– Bem, são pedras um pouco raras que tomam uma coloração azulada de acordo com as fases da lua. Uma cor branca assim diz que está próximo da lua nova, ou em fase nenhuma, quando ela atinge o roxo é o quarto crescente, quando na lua cheia, fica azul e, quando no quarto minguante, fica vermelho.
Olhei para ela maravilhada. E foi quase inevitável não pensar que se Roman tivesse uma dessas da última vez em que... Ele deu uma festa – e a qual eu fui convidada -, provavelmente a garota que tentava esconder seu segredo não teria morrido naquela noite.
E não era um pouco estranho que ele desse uma festa quando o pai dele estava em casa?
– O que foi? Você pareceu ficar triste – ela percebeu.
– Não foi nada. Eu só me lembrei de um amigo meu, lobisomem – respondi.
– Ex-amigo seu – corrigiu-me César.
– Você se refere à Roman Langerark? – perguntou Anne Claire. – Aconteceu algo com ele? Ele está bem?
Eu suspirei sem saber como responder.
– Não foi nada. Ele só disse que estava afim da Anabelle, ela deu um fora nele e ele passou a evitá-la – respondeu César em tom debochado.
– Bem, não acho que isso seja coisa que se faça. Quero dizer, evitar alguém só porque levou um fora dela e principalmente quando se trata de seres como nós – respondeu Anne Claire. – Seres como nós, nesses tempos de hoje, temos que nos unir e aceitar que temos que proteger uns aos outros.
E, eu nem precisei que ela traduzisse, com “seres como nós” ela queria dizer: seres sobrenaturais e que estão sendo caçados sem motivo aparente. Ser perseguido só por ser diferente, ou “especial” era um tipo de crueldade.
“Acho mais é que eles têm inveja por podermos fazer coisas que eles, pobres mortais, não são capazes” Alexander comentara baixinho certa vez. Na hora, achei que soou um pouco convencido.
Como se César houvesse lido isso em minha mente, ele disse em tom amargo:
– Diga isso aos vampiros metidos a besta que estão espalhados pelo mundo. Todos nós sabemos que dos seres mais petulantes e metidos a fodões estão os vampiros. Petulantes, grosseiros, desconfiados...
“Bonitos, inteligentes e com um ar de ser sofredor.” continuei mentalmente lembrando-me do Van Cruce.
Sim, Alexander era muito bonito com seus cabelos castanhos avermelhados, olhos cinzentos como os de um lobo e rosto anguloso e de traços fortes. Sem contar que muito inteligente por viver havia muitos anos... No entanto, havia algo de misterioso e doloroso em seu olhar que me causava um aperto no coração. Como se ele houvesse visto a coisa mais assombrosa do mundo.
– Você tem sorte por Alexander não poder ler metade dos pensamentos que você tem dele – uma conhecida voz debochada veio do lado de Anne Claire. – Até eu estou a um ponto de vomitar.
Todos no carro, menos César, demos um pulo de susto ao percebê-lo ali. Sentado no banco de modo relaxado, com a mochila do colégio ainda em suas costas e seu olhar me fitando pelo retrovisor.
– Droga, Thanatos! Você tem que parar de fazer isso. Levei um susto – briguei.
– É seu amigo? – perguntou Anne Claire.
– Meu Guardião Sombrio. Quase um irmão gêmeo – respondi com um suspiro cansado. – Thanatos, esta é Anne Claire, uma bruxa como eu...
– Eu dispenso as apresentações, Bell. Vi tudo em sua mente – ele respondeu e a cumprimentou com um aceno de cabeça e um “e aí?”. Depois me entregou as anotações. – O professor de história pareceu ficar triste em te ver matando a aula dele, mas eu não a culpo. Você perdeu mais um capítulo desinteressante sobre a família Florence, sem querer ofender aos presentes.
Anne Claire somente bufou e cruzou os braços revirando os olhos.
– Desculpe por minha família não se meter em escândalos tanto quanto a numerosa família Franklin! – ela disse irritadiça. Mas então, olhou para o meu guardião como se ele fosse a criatura mais fascinante do mundo. – Então, você é um guardião sombrio? É a primeira vez que eu vejo um domesticado!
Thanatos rosnou para a garota.
– A única coisa que eu já vi domesticada, são animais! – ele respondeu irritado. Então, perguntou em tom zombeteiro: – Agora... Como você pretende pegar as ervas no fundo do lago? Por acaso, planeja jogá-la lá e fazer uma magicazinha?
A Florence soltou um som de desagrado e depois um suspiro.
– Infelizmente, nosso clã não é tão poderoso quanto o de Alice. É triste admitir, mas toda a magia que tínhamos com o tempo, foi se perdendo. Com a escassez de bruxos, nossa família se misturou com os humanos. Assim, meu sangue tem somente uma pequena quantidade de magia que não devo desperdiçar com besteiras – comentou a garota em tom de indignação.
Isso de certo modo despertou a minha curiosidade.
– E como é que Alice conseguiu manter o grande poder dos Franklin? – perguntei.
Anne Claire olhou para mim e deu um sorriso amarelo.
– Bem... Antigamente, a família Franklin, para não misturarem seu precioso sangue com sangue humano, arranjavam os casamentos entre famílias de bruxos. É claro que, isso mudou quando Alice se rebelou contra o pai e, levou consigo, a irmã mais nova, Jane Marie.
Meu queixo caiu.
Isso de certo modo explicava o porquê, quando papai morava aqui, mamãe morava com Alice. E somente com ela. De repente, me questionei se era possível que Alice ainda mantivesse contanto com outras famílias bruxas. Se mantivesse... Era como se um extenso horizonte se estendesse à minha frente. Eu teria tanto o que aprender!
E já pensava em minha adorável vida de bruxinha sem sequer me preocupar com o fato de eu não ter nenhuma aula prática de magia. Aliás, tive apenas uma aula prática e muito interessante sobre clarividência.
– E por que Alice nunca me contou nada disso? – perguntei quase sem voz.
– Bem, primeiro porque isso já não faz mais parte do que você terá de passar – respondeu Claire com um sorriso amarelo.
– E dê graças à Deus por isso – completou César. – Já imaginou, Anne, se Alice a arranjasse com os garotos Romanov? Nunca vi seres mais desagradáveis.
– Nem me fale... Imagine então se ela arranjasse a pobre Anabelle com os jovens Abdullah. Ela seria somente uma das várias esposas deles! – A Florence desatou-se em rir.
Olhei para Thanatos com os olhos arregalados. Ele também parecia um tanto surpreso. Inclinou-se na cadeira e murmurou:
– Acho que já está mais do que na hora de você parar de pensar nas magias e pedir para Alice lhe dar uma pequena aula sobre os costumes de sua família bruxa!
Concordei brevemente com a cabeça, no entanto, novos pensamentos me vieram à mente novamente. Perguntei-me, pensando com sensatez, quantas famílias bruxas poderiam existir escondidas pelo mundo. Claro que, em Liveway (ao que parecia) existiam algumas, mas eu não tinha uma ideia de quantos Bruxos estavam na “clandestinidade”.
– Quantas famílias bruxas existem pelo mundo? – perguntei.
Anne Claire olhou para mim e revirou os olhos como se estivesse pensando.
– Da última vez que um conselho entre Clãs se realizou, havia pelo menos cem. Mas é difícil dizer, ao certo – respondeu a garota.
– Na verdade, Anabelle, o que Anne Claire quer dizer, é que “famílias bruxas” e “clãs bruxos” são coisas muito diferentes uma das outras – respondeu César. – Podem existir cinco famílias bruxas pertencentes à um único clã. Entende o que eu quero dizer?
Concordei com a cabeça.
– Você quer dizer... como “ramificações” ? – perguntei.
Ele suspirou aliviado, e isso foi algo que me ofendeu.
– Isso mesmo. Existe aquela família principal, que domina as “ramificações”. Essa família principal é a que comanda em todo o clã. No seu caso, seu clã tem como matriarca a Srta. Alice Franklin que é da família principal, mas não têm mais ninguém em quem mandar! – ele respondeu.
– Isso é meio confuso! – Thanatos murmurou.
– Não é quando se aplica em estudar história – respondeu Anne Claire. – É como um título de nobreza. O filho primogênito o recebe, enquanto o resto fica sob suas ordens e não recebem quase nada. Na verdade, o resto é obrigado à ficar agradecido!
Deixei meu queixo cair.
– Alice era a filha do meio – César murmurou.
Fitei-o confusa. Até onde eu sabia, minha mãe era mais nova que Alice, tanto que ela era a tutelada da irmã, mas se ela era a filha do meio, isso significava que havia alguém que havia nascido antes dela.
– Eu tinha um tio ou outra tia? – perguntei confusa.
Anne Claire deu um tapa repentino na cabeça de César.
– Garoto danado! Não deveria ter dito isso! Ficar enfiando coisas na cabeça da garota! – ela brigou como uma mãe. – Ele está louco, Anabelle, não ligue não. Tá falando bobagens.
Ele parou o carro com uma freada brusca e percebemos naquele instante que tínhamos chegado a um estacionamento abandonado. Provavelmente onde os turistas colocavam os seus carros durante as férias quando iam visitar o rio Green Falls.
– Eu não estou falando bobagens! – ele retrucou fuzilando Anne Claire com seu olho vermelho brilhando furiosamente. – E, sinceramente, não sei o que Alice ganha escondendo essas coisas de Anabelle como se ela fosse uma criança que precisasse de proteção!
A Florence chegou a abrir a boca, mas percebeu que César estava por demais irritado e ele saiu do carro batendo a porta com força. A garota somente teve de suspirar e segui-lo com a expressão de cãozinho sem dono.
Thanatos, que pela primeira vez observara aquela cena quieto, soltou um sorriso sarcástico.
– Parece que chegamos com estilo – murmurou rindo.
Eu continuei calada. Pensativa. Demorando para assimilar tudo o que havia chegado no carro. Vi ao longe que os dois pareciam discutir em voz baixa, olhando hora e outra para o carro. Quase pude ler Anne Claire dizendo: “você não tinha porquê envolvê-la!”.
– O que você achou? – ela perguntou.
Thanatos sabia do que ela falava. E olhou para frente em tom reflexivo. Algo que era raro, pois, ele raramente pensava racionalmente. Aos poucos, no entanto, ele se acostumava a fazê-lo.
– Sinceramente? Acho que, quanto mais cedo você empurrar Alice contra a parede sobre essas coisas da sua família, melhor – ele respondeu e viu minha expressão de desgosto. – Eu sei que você odeia pressionar as pessoas, mas é necessário.
Eu odiei a ideia de exigir algo de Alice, pois sou muito grata a ela. Mas quando pensei melhor no que ele dizia... Percebi que ele tinha razão!
E todo mundo concordava com ele. Não somente César concordava que Alice tinha que me dizer a verdade... Como até mesmo Alexander.
“Então ela realmente ainda não te contou nada? Isso é muito engraçado, levando-se em consideração que diz respeito a você. Ela me disse que te diria assim que encontrasse tempo”.
Eu ainda não me esqueci do que ele falou em tom sarcástico. E acredito que jamais seria capaz de esquecer.
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