O Lobisomem De Liveway
15 Capítulo 14 - O Espírito da Amazona.
Notas iniciais
Na verdade, eu tive tantas ideias... Que acabei parando por um tempo para poder colocá-las em ordem (me desculpem!! nem deixei um aviso!) por isso essa demora toda... Mas agora que já as organizei, resolvi voltar a escrever.
Na verdade, resolvi voltar a escrever também porque eu estava sem foco em que história investir e continuar. Resolvi fazer um sorteio e essa aqui foi sorteada! Suas sortudas!!! xD Isso é, se vocês não tiverem me abandonado como eu abandonei vocês! xP
Gostaria de agradecer aos reviews de:
> Queen K
> Filha da Sabedoria e do Mar
> Stefany_Zanoni
> Lily Evans
> nathtafner
> Amanda Olimpius Chase
> Izzye
E eu até responderia aos reviews de vocês... mas acho que tá meio tarde né?? Tipo... Vocês escreveram há um bom tempo!!! E estou culpada!! >
Espero que vocês possam me perdoar!!
Beijos,
EUQOPÉ-ELLE3
Capítulo 14 — O Espírito da Amazona.
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Alice encostou a ponta de sua varinha azul gelo num monte de terra fofa e a ergueu. Esculpindo-a, sem nenhum toque a mais, uma enorme figura na forma de uma amazona. Feita somente de terra e madeira. Aquilo havia sido incrível, num sentido que eu fiquei boquiaberta.
Bastou um encostar com a sua varinha no ombro da enorme estátua para fazê-la ganhar vida própria. A amazona abriu os olhos que continham um roxo brilhante e deu um passo à frente.
Um arrepio de excitação percorreu o meu corpo.
Será que um dia eu chegaria aos seus pés?
– Anabelle, você se lembra daquela aula de “Os Cinco Elementos que Regem o Nosso Mundo”? – ela me preguntou.
Concordei vagarosamente com a cabeça.
Lembrava-me de coisas básicas que, na verdade, não aprendera na aula dela, mas sim jogando Pokemon e Yugi-oh! (sim, eu sou péssima aluna. Processem-me): Fogo derrota terra; terra derrota vento; vento derrota água e água derrota fogo... Aí você me pergunta: “E o quinto elemento?”. Bem, nas palavras de Alice: “O quinto elemento é o único que não pode ser destruído ou derrotado, somente incorporado”.
O quinto elemento é o espírito. E é o único que não pode ser vencido.
É, nem eu sabia da existência dele. Mas esse lance de bruxaria wicca (a especialização de Alice praticamente) é cheio de espiritismo.
– Muito bem, empunhe sua varinha – ela me mandou.
Olhei-a surpresa. Como assim? Não era só demonstração e “agora tente você”?
– M-mas eu não sei usar – respondi.
– Eu sempre acreditei que aprender do “jeito difícil” é mais... Instrutivo – ela respondeu enigmaticamente.
Fico estupefata, mas o pensamento que se sobressai é aquele que diz que sou importante demais para Alice me pôr em perigo. Sou sua única parenta com magia e aquela que, sem dúvida, não a via como uma mulher louca ou excêntrica.
Tínhamos uma ligação.
Mas não foi essa ligação que me defendeu quando a amazona de madeira puxou uma lança da terra e tentou fazer espetinho de Anabelle!
Esquivei-me do seu ataque numa agilidade e destreza quase olímpicas.
Olhei para Alice mais uma vez.
– Isso é sério?! – perguntei.
Ela não me respondeu.
Ou se responde, eu não consigo ouvir. Vejo a lança da estátua-viva passar rente ao meu rosto e cravar no chão. Mostrando-me o quanto sua lâmina de rocha estava afiada. E quase pude me ver empalada nela numa visão aterrorizante.
Até Alexander ficou tenso de repente.
– Alice... É melhor ir com calma – ele murmurou para ela. – Estamos lidando com a sua sobrinha estabanada...
Não deixo de me sentir humilhada quando ele disse “sobrinha estabanada”. Por que ele tinha sempre que zombar das minhas dificuldades? Eu estava apenas começando nesse mundo que ele já convive há séculos (sem hipérbole, o sentido é literal!). É normal que eu me sinta perdida.
É muita coisa para eu absorver.
Descuidando-me da amazona por um momento, e aproveitando que ela tentava puxar a lança cravada no chão, esperei ouvir uma resposta de Alice. Mas ela não o respondeu e somente se sentou num banco à sombra de uma árvore, observando a minha desenvoltura.
Por que ela estava fazendo aquilo?
Por quê?
– Anabelle!
Acordei de minha reflexão com o alerta de Alexander.
Encontrando a Amazona erguendo a lança no desejo de me transformar numa vítima de Vlad III. Ágil, eu me desviei, sentindo todos os meus músculos doerem, e puxei a minha varinha. Se ela quisesse me ver aprendendo sozinha, veria.
Tento lançar uma magia. Sem palavras mágicas. Esperando criar um furacão em chamas, mas o que saí... É uma faísca. Uma faísca que caí no chão.
– Eu mereço esse poder desgraçado... Será que essa coisa tá quebrada?
De repente, vejo-me sendo empurrada para o chão. E ao erguer o olhar, encontrei Alexander segurando a força da Amazona com uma mão. Ele me olhou sobre os seus ombros com os olhos prateados brilhando com partículas vermelhas sanguinárias.
– Ei, Fracassada. Tudo bem? – ele perguntou.
Concordei com a cabeça.
Fiquei sem graça e com raiva, pois, novamente, ele estava ali, me defendendo, como sempre. Como sempre desde que eu o conheci naquele cemitério. Apesar de, parte de mim, gostar de ser uma eterna donzela em perigo, havia outra parte que não gostava de ser uma inútil.
Eu tinha que pensar.
O que derrota terra? Fogo. Talvez, se eu pensar em algo quente... Talvez eu consiga lançar uma magia de fogo efetiva. Mas... A faísca só saiu da varinha quando eu fiquei incomodada com a pouca ajuda que Alice estava me prestando. Como se ela percebesse a minha pontada de irritação e a transformasse em um elemento.
Será que o poder da varinha mágica estava ligado aos meus sentimentos e aos meus pensamentos? Isso, de certo modo, poderia explicar o porquê que a varinha mágica é um objeto exclusivo de cada bruxo. Cada pessoa pensa diferente e cada pessoa sente-se diferente.
Será que, então, a resposta para soltar o poder de fogo, está no que eu estou sentindo e no que eu estou pensando? E se é assim... Será que eu tenho que pensar em algo que faça o meu sangue ferver? Algo como...
... O sorriso convencido de Alexander que parece certo de meu fracasso?
Olhei para a ponta da minha varinha e me deparei com um brilho vermelho. Era isso. Eu cheguei perto. Algo mais forte... Algo que realmente me tire do sério.
Segredos.
Odeio quando as pessoas ficam escondendo coisas de mim.
Alice, Alexander, Roman... Odeio quando eles ficam com essas conversinhas secretas como se ainda não acreditassem em minha capacidade.
É isso. Eu ergo a varinha para atingir a amazona, mas Alexander ainda está segurando-a à minha frente. Ele percebe a minha confiança e então a solta e saí da minha frente com sua hiper-velocidade.
A coisa é rápida.
Ela ergue a sua lança de pedra e uma rajada vermelha, quase líquida, saí da ponta da minha varinha. Atingindo-a no abdome duro e empurrando-a até que seu corpo se choque contra uma árvore. Parecia uma espécie de cascata vermelha e quente. Um jato de fogo sem fim.
Era algo impressionante. Tipo, como se eu estivesse conectada ao fogo que eu gerava.
Ok, mas como eu parava agora?
Olho de relance à Alice, esperando que ela me dê alguma dica dessa vez. Mas percebo que ela está sorrindo, satisfeita, ao lado de um Alexander impressionado.
– Tente imaginar um rio chegando ao fim, Bell! – ela grita para que eu escute, pois há um som alto, quase ensurdecedor, do fogo queimando a amazona. Algo parecido com o crepitar das chamas, porém, com mais intensidade.
Franzo o cenho, mas fecho os olhos e imagino um rio vermelho. Ele é largo, mas aos poucos vai se afinando até ficar cada vez mais fino e se acabar. E foi então que eu senti como se um enorme peso caísse sobre mim e abri os olhos.
O fogo que eu gerava acabou.
Minha varinha estava normal novamente.
E o único fogo, era o do corpo da amazona que queimava.
– Muito bem, Bell! – minha tia me parabenizou dando tapinha nos meus ombros. – Você usou magia em demasiado e vou precisar te ensinar a controlar a potência de seus poderes... Mas foi muito bem.
Alexander se aproximou também, mostrando um meio sorriso satisfeito e impressionado.
– Nunca vi tanta magia em toda a minha vida – ele comentou. – Como você está?
– Pesada? – respondi confusa.
Alice sorriu.
– O que diabos você estava tentando fazer? – eu perguntei um pouco brava.
– Eu estava analisando a sua capacidade de raciocínio, de aprender magias sozinha e também querendo analisar o quanto de magia você é capaz de gerar – Alice respondeu, mostrando-me um sorriso sincero. – E, como você não caiu inconsciente depois de tudo isso, eu ainda posso dizer que você ainda tem muito que treinar!
Eu arregalei os olhos.
– O quê?! – perguntei estupefata.
Ela apontou como queixo para a amazona, cujo corpo, coberto por chamas vermelhas e altas, se levantava. Merda. O que era terra agora era fogo. Como se ela houvesse trocado de propriedade...
– Como... ? – eu perdi a fala e encarei Alice. – Isso é possível?
– Se estiver lidando com alguém recheada de magia com a propriedade espírito... É – ela me respondeu divertida. Olhando para a sua criação com orgulho. – Será que você consegue apagar esse fogo agora?
Eu fitei Alexander. Algo me dizia que ele sabia como controlar esses poderes, pois agora eu entendia o porquê ele havia me provocado. Mas como ele sabia? Será que vampiros podiam aprender magias? Eu nunca o vi fazendo nada, então não entendo...
– Uma ajuda? – pedi.
– Uma palavra: Clareza – ele respondeu se afastando. E então me mostrou um sorriso estranho. Não era sarcasmo, apesar de sua frase seguida parecer ter esse sentido: — Boa sorte.
Mais tarde eu fui descobrir que seu desejo de “boa sorte” pode até ter sido sincero.
Ele provavelmente sabia que pensamentos claros não são o meu forte. Pode ser por causa do meu enjoo com a experiência da bola de cristal. Talvez por ter uma voz constante na minha cabeça, como era antigamente, eu tenha me acostumado a pensar em muitas coisas ao mesmo tempo. O que, atualmente, me transformou num fracasso quando o assunto é água.
– Concentração, Anabelle! – Alice gritara para mim inúmeras vezes.
Mas era difícil me concentrar em algo quando há uma criatura em chamas jogando fogo para cima de você. O que me deixa calma? Eu não sei. Cuidar de planta me deixa calma. Ouvir música clássica me deixa calma... Será que eu tinha que pensar em músicas agora?
– Eu não consigo! – reclamei exausta, caindo sentada no chão.
Olhei para a minha varinha que não queria colaborar comigo.
Apesar de magias não pedirem por grande forma física, eu me sentia cansada. Como se houvesse corrido uma maratona. Ou pior, como se houvesse passado por horas de tortura psicológica. Meu peito estava doendo tanto quanto minha mente.
Alice olhou as horas e depois olhou para Thanatos, que voltara de seu trabalho sujo. Ele estava ao lado de Alexander, com braços cruzados, observando o meu fracasso. Que belo momento para ele voltar, né? Odiava fracassar na frente das outras pessoas, tanto quanto odiava pensar que eu não havia conseguido fazer um dever de casa.
Ela enfiou a mão nas costas de sua amazona e puxou uma bola de plasma lilás de dentro da mesma. Fazendo com que o seu fogo apagasse e seu corpo caísse frouxo sobre a terra. Acho que eu a decepcionei.
– Eu acho que está bom por hoje – ela disse com seriedade. – Você deve estar cansada.
Eu mordi o lábio inferior, sentindo o rosto corar.
– Alice... – eu queria me desculpar.
– Está tudo bem, Bell – ela disse com um sorriso gentil e calmante. – Eu não espero que você aprenda a controlar os cinco elementos de uma única vez... Amanhã eu vou te ensinar algumas magias com fogo. Sentir raiva é mais fácil do que sentir paz.
Eu concordei com a cabeça, com o olhar baixo.
– Depois... Vamos tentar te fazer aprender a controlar a água, com calma – ela continuou pousando a mão em meu ombro e o acariciando. – Vá para casa e descanse agora, tudo bem?
Eu concordei novamente com a cabeça e tentei me levantar, mas vacilei e quase cai novamente. Para a minha sorte, Alexander e Thanatos se moveram com agilidade e me ampararam. Olhei para um e depois para o outro e ri.
– Sinto-me tão sedutora tendo esses dois homens lindos me aparando – brinquei.
Alexander me soltou e revirou os olhos. Mas vi que um sorriso brincava em seus lábios. Será que, se ele tivesse sangue correndo por seu corpo, ele teria corado? A ideia absurda quase me fez rir.
– Você é impossível – o vampiro disse.
– Eu sei. Meu senso de humor é incrível – eu respondi, ficando em pé sozinha. – Estou me sentindo meio... Tonta.
Alice sorriu.
– É normal. Você gastou muita energia. Por isso precisa descansar.
Eu concordei com a cabeça e, antes que eu desse por mim, Thanatos me pegou no colo. Tão repentinamente, que meu coração quase parou por um momento enquanto o sangue se concentrava no meu rosto com uma intensidade desconfortável.
– Ei! Ponha-me no chão! – briguei de brincadeira.
– Do jeito que você está, é capaz de desabar enquanto anda até o meu carro! – Thanatos negou com deboche. – Nah, vamos indo antes que Alice me faça limpar esse lugar também. Você precisa descansar um pouco. Até eu estou sentindo o seu cansaço!
Sem saber de onde eu tirei forças, eu revirei os olhos e ri. Eu gostaria de ter dito que conseguia continuar andando, mas, na verdade, eu não estava com a mínima vontade. Já que Thantos tinha a obrigação de cuidar de mim, que ele fosse o meu escravo.
Jogando-me nos braços dele, eu disse:
– Então tá... Tchau Alice, tchau Alexander.
Alice me dá um beijo no rosto, mas o vampiro que a acompanha apenas dá um aceno indiferente com a cabeça. Estava com um olhar distante, quando ele deu as costas e caminhou para outro lugar, creio que era para onde ficava a igreja do cemitério.
“O que aconteceu com aquele bom humor?” Thanatos perguntou.
Dei de ombros.
“Cara estranho”.
Aninhei minha cabeça no peito do meu guardião sombrio, encontrando um calor agradável ali. Parecia até que ele era, de fato, um ser humano (mas eu sabia que ele não era). Era quentinho e aconchegante.
– O que você está fazendo? – ele perguntou, andando até o portão do cemitério.
– Procurando um encosto confortável para a minha cabeça – eu respondi.
Ele revirou os olhos e me pôs no chão para abrir o portão. Agradeci por usar as minhas pernas de novo, apesar de ainda sentir o meu corpo extremamente pesado. Rastejei até o seu carro enquanto ele fechava o portão. Mas quando abri a porta do carona, alguém me chamou.
– Ei! Hm... Anabelle, né?
Virei-me para a pessoa e me deparei com... Sean? Ou Trevor? Nem sei mais como chamá-lo... De todo modo, se antes ele já me perturbava, agora era insuportável encontrar com ele. Não que eu já o houvesse encontrado por aí antes... Mas era difícil manter-me neutra quando eu sabia da raiva que ele me dava. Quando eu sabia o que ele era.
Um arrepio subiu pela minha espinha, e ficou quase impossível disfarçar alguns tremores que apareceram pelo meu corpo. De todo modo, consegui disfarçá-los ao fechar o meu casaco com mais força e cruzando os braços. Fingindo que estava com frio.
– É. Isso mesmo. E você é Sean? – perguntei fingindo amnésia. – Desculpe, faz um tempo que não ouço falar de você. Na verdade, nem sabíamos que você estava aqui ainda.
“Delicadeza para quê, né Bell?” Thanatos zombou, aparecendo ao meu lado de repente. “Você tá soando nervosa”.
Olhei para ele e revirei os olhos.
– Oi, Sean. Como vai? – ele perguntou parecendo extremamente calmo.
O que eu podia fazer se tudo o que eu queria era enfiar a mão na cara daquele maldito caçador e estrangulá-lo até a morte? Por culpa dele Roman estava preocupado (claro que também tinha o pai de Roman no caminho), mas eu nunca fui com a cara dele mesmo.
– Eu vou muito bem, obrigado – Sean-Trevor respondeu, cruzando os braços atrás de si e sorrindo feito um gatinho que acabou de beber leite. – Vocês souberam da festa que Roman pretende dar? Soube que ele vai aproveitar que o pai dele está no hospital para dar essa festa par os amigos...
– O pai dele está no hospital? – perguntei com surpresa.
Então o cretino havia sido o ferido...
– Sim. Mas não se preocupem. Não foi nada muito grave – ele completou rapidamente.
– Que bom... – eu disse, mas não pareci muito convincente.
Parte de mim queria que ele tivesse morrido.
– Não me parece certo que Roman dê uma festa enquanto o pai está no hospital – Thanatos comentou com um franzido na testa. – Mas, não. Nós não fomos convidados.
Sean pareceu genuinamente surpreso com a revelação.
– Não? Mas... Roman estava caidinho por você... Tenho certeza disso – ele disse.
Até parecia inofensivo agora. Falando sobre banalidades.
– Nós meio que brigamos – eu respondi soltando um suspiro.
– Sabe como é? Sentimentos não correspondidos... E aquela maldita frase “ainda podemos ser ‘amigos’” – Thanatos respondeu, fazendo graça.
– Thanatos! – briguei.
Sean deu um sorriso de desgosto.
– Ah, adolescência. Saudades do meu tempo de escola – ele comentou com nostalgia. – Enfim. Então, quer dizer que vocês não vão por que ele não convidou vocês?
Eu não podia lhe dizer que, querendo ou não, eu pretendia ir. Por isso, eu concordei com a cabeça.
– Se não nos querem na festa, então, não tem por que ir, né? – respondi com sarcasmo. – Agora, se você nos der licença... Temos que ir para casa. Eu estou muito cansada.
Abro a porta do passageiro e me sento no banco do carro, mas quando vou fechá-la Sean a segura e me impede. Merda! Será que ele não percebeu que eu estou querendo encerrar o assunto? Por favor, antes que eu acabe por queimá-lo com meus novos poderes de fogo e varinha mágica!
– Ei, espera... Ainda não acabei – ele pediu parecendo ofendido. – Está tentando fugir de mim?
Eu engoli em seco.
– Desculpe por isso, Sean. É que Anabelle está com urgência para chegar a casa agora – Thanatos explicou, me lançando um olhar de “pelo menos coopere!”. – Ela está morrendo de dor de cabeça...
Sean olhou para meu “irmão gêmeo” e depois para mim com um olhar desconfiado. Eu engoli em seco e tentei parecer que estava tão cansada quanto possível, se bem que não era difícil. Eu realmente estava esgotada. Sentia que iria entrar em coma se eu me deitasse na minha cama agora.
– Bem... Espero que você melhore então – ele desejou, deixando um sorriso aparecer em seu rosto. Seus olhos verdes brilhavam. – E, se Roman não te convidou para a festa dele, eu estou convidando... Os dois!
Ele acrescentou de repente, como se notasse que Thanatos ainda estava aqui, ao seu lado.
– Eu convido... os dois – ele reforçou, olhando meu guardião.
– Obrigada – agradeci. – Mas acho melhor não ir. Não quero afrontar Roman, nem nada do tipo... Mesmo assim, obrigada... Nós agradecemos.
Falso! Falso! Falso!
Ele continua sorrindo.
– Espero que vocês mudem de ideia – ele termina. Soltando a porta e olhando para Thanatos e depois para mim. – Tenho que ir agora... Tchau. Melhoras, Bell!
Eu forço um sorriso e Thanatos também.
Falso! Falso! Falso!
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