O Legado Esquecido
8 Merlin e sua Profecia
A noite caiu silenciosa sobre Hogwarts, mas o grupo ainda estava agitado após a descoberta no corredor das masmorras. Sentados em um canto afastado da biblioteca.
James e Fred analisavam o Mapa do Maroto, enquanto os outros discutiam em sussurros os próximos passos.
“Precisamos de mais informações,” disse Albus, com os olhos fixos em Rose. “Você mencionou algo sobre as aulas de História da Magia e os artefatos de Merlin. Talvez haja algo ali que nos ajude.”
Rose concordou com um aceno. “Eu já procurei nos livros da biblioteca, mas a professora Binns pode ter informações que não estão disponíveis para os alunos. Ele viveu a história, afinal.”
Na manhã seguinte, eles se dividiram. Rose e Scorpius se ofereceram para conversar com o professor Binns. Como fantasmas não eram conhecidos por sua discrição, sabiam que precisavam ser cuidadosos.
“Professor,” começou Rose, em um tom respeitoso, enquanto a turma dispersava ao fim da aula, “o senhor já ouviu falar de símbolos relacionados a Merlin em Hogwarts?”
O velho fantasma pairou no ar, pensativo. “Ah, Merlin... Um dos maiores bruxos de todos os tempos. Sim, ouvi histórias de que ele esteve em Hogwarts, mas muitos detalhes se perderam ao longo dos séculos.”
“E esses detalhes incluem algum símbolo?” insistiu Scorpius.
Binns balançou a cabeça. “Dizem que ele criou um sistema de proteção envolvendo símbolos antigos, mas a verdade é um mistério. Porém, se estão tão interessados, sugiro procurar nos registros antigos da escola.
Enquanto isso, Lorcan e Lysander estavam no pátio, perto das gárgulas. Estavam tentando decifrar algumas marcas que Lorcan tinha anotado durante suas explorações.
“Essas marcas parecem seguir um padrão,” disse Lorcan, apontando para uma sequência de linhas desgastadas na base de uma gárgula.
“Padrões levam a segredos,” respondeu Lysander. “E segredos, neste caso, levam a Merlin.”
Foi então que eles ouviram passos se aproximando, mais parecido com casos. Era o professor Firenze se aproximando.
“Ah, jovens Scamander,” disse ele, sua voz baixa e melodiosa. “Vejo que estão em busca de respostas nas pedras antigas.”
Os dois se entreolharam, incertos do que dizer.
“Cuidado,” continuou, sua voz adquirindo um tom mais profundo. Seus olhos pareciam mirar algo além deles. “Em meio à escuridão, uma luz se acenderá. Uma linhagem despertará, e os segredos do passado serão revelados. A verdade, como uma espada de dois gumes, cortará os laços e moldará o futuro. Mas cuidado, pois o destino é um labirinto, e a escolha entre a luz e as sombras será a mais difícil. Aqueles que buscam a verdade encontrarão tanto a salvação quanto a perdição.”
Antes que pudessem reagir, Firenze piscou e retornou ao seu estado habitual. “Agora, se me derem licença, tenho estrelas para analisar.”
Lorcan e Lysander ficaram parados, processando as palavras.
Naquela noite, o grupo se reuniu novamente. Lorcan contou o que havia acontecido, recitando a profecia palavra por palavra.
“Isso não pode ser coincidência,” disse Lily, seus olhos brilhando de excitação. “A profecia claramente está ligada ao que estamos investigando.”
“Uma linhagem despertará... Isso pode estar ligado a Merlin,” sugeriu Hugo, enquanto anotava tudo em seu caderno.
“E o resto?” perguntou Fred. “A verdade como uma espada de dois gumes? Isso soa como algo perigoso.”
“Talvez signifique que as respostas que procuramos podem ter consequências,” disse Rose, sua expressão grave.
“Seja como for,” disse James, “não podemos parar agora. Precisamos descobrir o que Merlin deixou aqui. E mais importante, por quê.”
“É exatamente por isso que precisamos continuar,” concordou Rose. “Se há segredos sobre Merlin e uma profecia, estamos lidando com magia antiga. Não podemos deixar isso de lado.”
No dia seguinte durante o café da manhã, enquanto o Grande salão, estava repleto de alunos aproveitando o café da manhã antes das aulas. O grupo, disperso por suas respectivas mesas, trocava olhares discretos enquanto dividiam a ansiedade pela descoberta do dia anterior.
James e Fred II estavam na mesa da grifinória tentando jogar papo fora com seus colegas. Hugo e Molly conversavam animadamente com seus colegas lufanos. Lorcan, Lysander e Lily discutiam algo em voz baixa na mesa da Corvinal. Na mesa da Sonserina, Rose, Albus e Scorpius mantinham a conversa em um tom neutro, para não atrair atenção indesejada.
Um bilhete discreto, passado de mão em mão por feitiços de leveza, informava o local do próximo encontro: no jardim após o almoço nos intervalos entre as aulas.
Mas o que ninguém do grupo notou foi que havia alguém dentro de hogwarts observando tudo acontecer de longe.
Depois do café, cada grupo seguiu para suas respectivas aulas, principalmente James e Fred II, pois estavam no ano do NOMs (Níveis Ordinários de Magia), e apesar da aventura e mistério sempre estar na mente deles, eles sabiam que tinham que levar seus estudos a sério. O resto do grupo contribui de alguma forma em suas respectivas classes, continuando com o desafio de ser alunos de hogwarts ao mesmo tempo que querem avançar no mistério.
Mais tarde, durante o horário de almoço, o grupo se reuniu discretamente nos jardins, perto de uma área menos movimentada. Sob a sombra de uma grande árvore, discutiram seus próximos passos.
“Como vamos prosseguir?” Lily indagou. “Não podemos esquecer do espelho que encontramos na câmara embaixo da árvore”
“Possamos tentar outros feitiços nas runas perto da árvore” sugeriu Fred.
Não sem entender o que elas significam,” rebateu Scorpius, pensativo. “O nó de serpentes que vi... Pode estar ligado a Merlin. Ele era conhecido por usar símbolos assim.”
“Então vamos focar nisso,” disse Rose. “Conseguimos algumas informações do professor Binns. Ele mencionou os registros antigos de Hogwarts. Disse que podem contar detalhes sobre os símbolos ligados a Merlin.” prosseguiu.
“História, magia antiga e esse símbolo. Se conseguirmos descobrir o que ele significa, talvez consigamos uma pista sobre o que estamos procurando.” Scorpius resumiu
O sinal das aulas os interrompeu, e o grupo se dispersou, tentando agir de forma natural enquanto seguiam para suas respectivas atividades apesar de todos terem uma sensação estranha de estarem sendo observados
Enquanto os alunos de Hogwarts viviam suas rotinas aparentemente normais, o grupo sabia que estavam entrando cada vez mais fundo em um mistério que ultrapassa as barreiras do tempo. As peças do quebra-cabeça estavam se juntando, mas as sombras ao redor pareciam crescer a cada descoberta.
A profecia era um lembrete claro: o que estavam prestes a descobrir poderia mudar não apenas a história de Hogwarts, mas também o destino de todos eles.
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