O Legado Esquecido
3 Mensagem das visões
A primeira noite em Hogwarts começou como tantas outras. A cerimônia de seleção dos novos alunos, o banquete repleto de risos e conversas animadas, e as velas flutuando no grande salão criavam uma atmosfera acolhedora. Mas, para o grupo de amigos, a sensação de normalidade era uma ilusão. Sob a fachada habitual, algo mais profundo os unia: os fragmentos de visões e palavras sussurradas que, juntos, formavam uma mensagem enigmática.
Naquela noite, nenhum deles conseguiu dormir.
Rose Weasley, sentada em sua cama na Sonserina, rabiscava compulsivamente em um pergaminho. Tentava juntar as peças do quebra-cabeça enquanto relia as anotações que tinham trocado durante a viagem no trem. Os outros provavelmente estavam fazendo o mesmo. Com um suspiro, ela franziu a testa.
"Quando o último laço de sangue for desfeito, o equilíbrio se romperá."
Essa frase vinha de Albus, e ela fazia questão de começar por ali. Era o início. Não apenas fazia sentido cronológico, mas também sugeria o ponto de partida: as famílias. Os laços de sangue que os conectavam.
Rose foi interrompida por um sussurro suave.
— “Das cinzas erguer-se-á a verdade, mas o preço será o silêncio eterno.”
Ela se virou para a cama ao lado, onde Albus Severus Potter estava, deitado com os olhos fechados. Ele não parecia ter falado em voz alta.
“Você também ouviu?” perguntou Rose em um sussurro urgente.
Albus abriu os olhos lentamente. “Ouvi. Acho que era a parte do Hugo.”
Rose anotou rapidamente a frase ao lado da primeira. Duas partes do enigma já estavam encaixadas. Mas a questão permanecia: o que significava o "preço do silêncio eterno"?
Em outra ala do castelo, James Sirius Potter e Fred II Weasley estavam sentados perto da janela da sala comunal da Grifinória, trocando teorias enquanto observavam as estrelas.
“Você acha que é sobre nós? As famílias sagradas?” perguntou Fred, olhando para o primo.
“Não sei. Mas meu fragmento é... estranho,” respondeu James, olhando para o pergaminho amassado. “não tenho frase especifica, mas lembro de ouvir varias vozes sussurrando algo, só não sei o que era.”, complementou James
Fred ergueu as sobrancelhas. “Acho que estamos lidando com algo muito maior do que pensávamos.”
“Maior como? Esse tipo de magia é lenda.” James comentou.
“Ou era.” Fred cruzou os braços, pensativo. “Lily viu um castelo, certo? Acho que isso liga ao próximo pedaço.”
No dormitório da Corvinal, Lily Luna Potter olhava pela janela para o céu nublado. Lorcan e Lysander Scamander estavam sentados em silêncio, lendo juntos um velho livro que tinham trazido de casa.
“A magia antiga... um castelo... e um segredo.” Lysander, sempre o mais sonhador, comentou: “Isso tudo faz sentido se pensarmos no meu fragmento: ‘No castelo de pedras e sombras, os ecos do passado guardam o segredo que moldará o futuro.’”
Lorcan assentiu, olhando para Lily. “A questão é: onde fica esse castelo? E o que significa ‘eco do passado’?”
“Talvez seja sobre as famílias novamente,” Lily sugeriu. “Se elas escondem segredos há gerações, isso deve ter deixado marcas no tempo.”
“Pode ser algo literalmente guardado,” disse Lorcan. “Um objeto, ou até mesmo uma maldição. Alguma coisa que elas estão protegendo.”
Na sala comunal da Lufa-Lufa, Hugo e Molly II Weasley estavam sentados juntos, analisando mais frases. Hugo tinha um pergaminho com o pedaço que ele acreditava ser o começo da profecia, mas ainda estava intrigado com o fragmento que Molly ouvira.
“‘Apenas os escolhidos poderão abrir a porta para a luz ou para a escuridão eterna,’” Molly murmurou, recitando sua frase mais uma vez.
Hugo olhou para a prima. “A porta. Isso quer dizer que há literalmente algo que precisa ser aberto?”
“Parece que sim.”
“E quem são os escolhidos? Nós?”
Molly suspirou, tocando a têmpora. “Se formos, significa que tudo isso depende de nós. Você acha que estamos prontos para isso?”
“Não sei,” admitiu Hugo. “Mas se tem algo que sempre ouvi sobre nossa família, é que não fugimos de um desafio.”
Na manhã seguinte, quando todos se reuniram na biblioteca, os fragmentos começaram a se alinhar. Cada um trouxe o que tinha escrito ou lembrado. Rose assumiu a liderança, escrevendo as frases em uma ordem que finalmente parecia correta:
“Quando o último laço de sangue for desfeito, o equilíbrio se romperá.”“Das cinzas erguer-se-á a verdade, mas o preço será o silêncio eterno.”“A magia antiga os chama.”“No castelo de pedras e sombras, os ecos do passado guardam o segredo que moldará o futuro.”“Apenas os escolhidos poderão abrir a porta para a luz ou para a escuridão eterna.”Todos observaram o pergaminho com reverência e ansiedade.
“Então, o que fazemos agora?” perguntou Fred, quebrando o silêncio.
“Precisamos descobrir onde fica esse castelo,” disse Rose.
“Discordo,” respondeu Lorcan, empolgado. “Olhem para a frase sobre o castelo de pedras e sombras. Não parece familiar?”
Lysander, que estava ao lado do irmão, piscou em surpresa. “Você está falando do castelo em si?”
“Sim! Hogwarts,” disse Lorcan. “É literalmente um castelo de pedras, e com tantos segredos e passagens escondidas, não é loucura pensar que pode ser o lugar mencionado.”
“Os ecos do passado... os segredos que moldam o futuro,” completou Lily, pensativa. “Se for verdade, pode haver algo em Hogwarts que ninguém jamais encontrou.”
“Como chegaremos a isso?” perguntou Molly. “Não podemos simplesmente sair cavando paredes ou derrubando estátuas.”
“Não, mas podemos investigar os lugares mais antigos da escola,” sugeriu Rose.
O mistério apenas começava, e os ecos da profecia pareciam sussurrar ainda mais alto em suas mentes.
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