O Legado Escarlate

5 Capítulo 3 ☼ "De volta às raízes" Parte Dois


Notas iniciais
Boa tarde, galera! Tudo bem com vocês? Esperamos muito que sim! Feliz Dia Internacional da Mulher procês ♥ Bem, vamos aos agradecimentos: Obrigada a todos que estão lendo e acompanhando, aos que comentaram nos capítulos passados: princesa de jade e Sairenjii (que inclusive é leitora nova e comentou em todos os capítulos ♥)! Muito obrigada, vocês são demais e nos motivam muito! Obrigada a Nim que colocou a história nos acompanhamentos e a Sairenjii que favoritou ♡ Esperamos que gostem do capítulo! Boa leitura.

Capítulo 3 ☼ "De volta às raízes" Parte Dois

Na Inglaterra, tinham um provérbio muito popular que dizia: "O mau trabalhador, culpa suas ferramentas".

John McShaw era advogado. Formado, há três anos exercia o ofício em Londres e, nesse tempo que parecia pouco, aprendeu a reconhecer as fuças de um mentiroso. Um bom advogado sempre sabia quando estavam mentindo para ele e isso, especialmente, ajudava quando até mesmo os próprios clientes faltavam com a verdade.

Por isso, seus olhos azuis observaram com curiosidade desvelada, a mulher de pé a menos de dois metros de onde estava.

Mentirosos tinham o costume de ter as mãos inquietas, os olhos arregalados e a fala vazia, quando pegos de surpresa. Eles lambiam os lábios e normalmente não conseguiam manter o contato visual, mas, quando tentavam, era possível ver o nervosismo em suas retinas.

Era a descrição da senhora Carter naquele momento.

Havia chegado há menos de trinta minutos e já podia dizer que algo cheirava mal ali. E não era o cheiro de esterco com o qual foi recebido nas ruas imundas de San Francisco.

— J... John! — A mulher riu nervosa e livrou o vestido de rugas que não existiam. — Não o esperávamos, mas que visita boa!

— Não me esperavam? — Talvez ali estivesse o estranhamento. — Há menos de três meses recebi uma missiva de meu tio, requisitando que eu voltasse. — Poderia mostrar a carta, mas era de cunho pessoal e estava dentro da valise, a qual não estava com vontade de abrir.

De qualquer forma, não era como se tivesse algo para provar.

— Oh... Sim, claro. Digo, não o esperávamos hoje. — Ela se adiantou, os saltos batendo alto contra o chão de madeira quando se aproximou do homem.

— Não sei... Ainda acho que há algum mal entendido aqui. — Ele sentiu vontade de rir, como fazia quando se sentia nervoso. Se controlou, pois rir num momento como aquele poderia soar estranho. — Quem a senhora disse que era?

— Oh, pelos céus! — Ela estendeu a mão e John a beijou. — Karolyn Carter, trabalho com seu tio há quase dez anos, é um prazer conhecê-lo.

— Encantado. — E estava mesmo. A via daquela maneira, viúva e com a expressão tão estressada. Sabia que o tio era casado com uma asiática pelas cartas que o irmão adoentado lhe mandava, portanto, caso aquela mulher não fosse uma das escapadas de Howard, adoraria servir como um consolo para aquele luto. — A senhora disse que... Trabalha com meu tio? — Dessa vez, riu de lado.

O tio havia perdido o juízo no meio daquele decote, era a única explicação.

Karolyn puxou a mão, a expressão contrariada deixava claro que tinha entendido o motivo da surpresa do homem e não havia gostado nada.

— Sim. Trabalho ao lado dele. — Era bom que ficasse claro que não era uma empregada qualquer. — Não é o usual deixar mulheres a frente de negócios importantes, mas Howard confia em mim e logo o senhor entenderá o motivo.

John ergueu as sobrancelhas. Tão direta...

— É claro, perdoe se a ofendi.

Deixou sobre a mesa o chapéu que trazia debaixo do braço e deixou os pés livres para andarem no espaço que tinham ali.

Tocou em uma das espadas na parede, apreciando o trabalho manual da bainha de uma delas, embora fossem apenas decorações inofensivas. Duvidava que fossem afiadas, o tio não apreciava violência, John bem sabia.

— Deixe-me ver se entendi... A senhora sabia que eu viria, mas não sabia que eu estaria aqui hoje. — Era plausível. — E quanto ao meu tio e sua mulher? — Ora, não teria ido àquele fim de mundo sem um convite direto. — E meu irmão? Continua acamado?

Ah, ali estava!

Karolyn se apoiou na mesa e John entendeu que achou o momento oportuno para a verdade.

Quanto à mulher, esta estava perdida naqueles olhos azuis e nos fios loiros e trigueiros. Parecia um fantasma andando por aí, como se ele houvesse voltado dos mortos e envelhecido alguns anos antes de voltar para assombrá-los.

Até mesmo o jeito de andar era parecido.

— Seu irmão, ele...

— Ele...? — John sentiu o coração apertar no peito. — O que há com meu irmão, senhora? Diga logo de uma vez!

Karolyn abaixou os olhos, mas depois os voltou à mesa. Sem escolha, sem saída.

A mente trabalhou rápido demais.

— Ele padeceu há alguns dias. — Disse, sem rodeios. Não era uma mentira concreta, tampouco uma verdade de fato. — Não suportou a doença.

Ela permaneceu com a mesma expressão enquanto assistia, uma vez mais, olhos azuis perderem o brilho enquanto o mundo parecia cair.

O ESPADACHIM PERDIDO – PRIMEIRA PARTE ☼

— Jesse? — O outro homem trajado em roupas caras e negras franziu feio o cenho. — Lembro-me de algo assim. Onde foi, Burt?

— O nome dele não é Jesse!

Michael se pronunciou, achando aquela abordagem uma perda de tempo. Homens brancos e que se achavam com autoridade suficiente para pará-los por um mal entendido. Quis rolar os olhos, mas ao perceber a tensão que enrijecia o corpo do pistoleiro de cabelos claros, preocupou-se.

— Você está bem? — Cutucou Jade no braço, estranhando ainda mais ao não obter reação do amigo.

Pirata latiu, mas foi ignorado.

— Acho que ele se mijou todo, Lance. — Burton escarneceu, sorrindo ao dar uma boa olhada no homem que lhe parecia com alguém. — Não consegue nem mesmo falar.

— Parem com essa merda! — Michael novamente se intrometeu. Recebeu um olhar desdenhoso e enfureceu-se. — Mostra pra eles, Jade. — O incentivo tinha o intuito de fazer o mais velho despertar daquele estranho transe, mas também não obteve efeito algum. — Mas que porra deu em você? — Até mesmo Pirata tentou, mordendo a barra das calças do loiro.

— Seu amiguinho é um medroso, garoto. — Burton apertou os dedos no braço de Jade. O outro o olhava como se visse algo de muito assombroso, mas ele nem era o mais feio dos irmãos. — Jade? Não era esse o nome, Lance?

Michael começou a se desesperar. Nunca tinha visto aquele loiro branquelo com medo antes. Os homens a frente podiam ser intimidadores, mas Jade daria um jeito naqueles dois com as mãos nas costas. Ele já tinha visto antes, sabia o quanto o amigo era bom, mas nada pareceu fazer sentido e ele viu os olhos azuis claros cheios de um pavor desconhecido.

Na terrosa Clay Street, um aglomerado começava a se formar; mulheres em seus vestidos longos e sombrinhas, paradas nas calçadas dos estabelecimentos, homens com seus chapéus e casacas longas, observando o que poderia se desenrolar de tal encontro. Era de conhecimento geral que, Burton e Lance, os irmãos Barret, eram parte da corja de um dos homens mais poderosos da cidade, talvez do país. Ninguém que tivesse um pouco de sensatez, cruzaria o caminho daqueles dois ou de quaisquer outros sob o nome de McShaw.

— Burton, querido, algum problema?

Uma voz doce inundou o ar tenso junto ao perfume feminino de Savannah. Michael lembrou-se da mulher de cabelos vermelhos do saloon que jazia em cinzas a alguns metros dali.

— Esses cavalheiros são somente forasteiros, não valem o esforço. — A mulher abraçou os ombros de Burton. Desde a noite passada, ela tivera que encontrar um outro lugar para dormir. Lembrava-se bem dos motivos de o Dennison's ter se consumido em chamas e não esqueceria aqueles rostos.

— São negócios, querida. — Lance foi quem respondeu. — O garotão de olhinhos azuis, temos assuntos com ele. — É melhor se afastar.

Savannah bem quis trazer algum juízo aos dois homens, mas foi empurrada por mãos nada suaves e teve a cintura em posse de um dos homens que se aglomeravam para ver a confusão.

E um som ainda pouco característico por aquelas bandas, fez-se presente em um deslizar rápido e ameaçador.

Ichiru não compreendia aquelas palavras americanas, mas sabia reconhecer ameaças. Aqueles dois homens estavam em busca de confusão e Jade parecia oprimido por qualquer coisa que tivessem lhe dito. Ademais, a forma como um deles jogou a mulher como se ela fosse nada, fez seu senso de justiça ferver.

A lâmina da katana reluziu sob o sol da manhã e houve um som, um tilintar cortante e agudo vibrando no suspenso das respirações do povo de San Francisco.

— Isso é sério? — Burton perguntou, mas não precisava ter alguma habilidade com lutas e climas tensos para saber que o rapaz oriental tinha determinação nos olhos negros e puxados. Tão rápido quanto uma rajada de vento, foi a dor ardida que atingiu a mão que ainda segurava o braço de Jade. — Seu filho da...! — Os dedos abriram e fecharam, doloridos do golpe.

Ichiru havia acertado a parte plana da espada, funcionando como um chicote de metal de encontro a carne do homem mal encarado. Ele não gostava de pessoas com risinhos debochados. Traziam lembranças ruins do passado.

— O baixinho aí é corajoso. — Lance admirou, assim como os homens e mulheres que observavam a cena. — Ou é muito burro.

Certamente ele era burro.

Michael se alarmou, embora quisesse rir com a ousadia bem-vinda daquele japonês, parecia que as coisas iam esquentar por ali.

E Jade...

O pistoleiro voltou a si no momento em que o barulho metálico da katana chocou-se com a mão que pressionava seu braço. De volta ao presente, ele viu-se preso a olhos curiosos e expectantes que esperavam por alguma espécie de show ao ar livre. Estava nervoso, notavelmente, envolto em memórias que mostraram-se bem-vivas naquela manhã.

— Masame-san. — Chamou, vendo a posição de ataque com a qual o samurai se prostrava. Não era nunca uma boa ideia mexer com homens assim, mas...

— Jade, você 'tá bem? — Michael perguntou uma segunda vez, preocupado. — O que deu em você antes?

Antes? Jade franziu o cenho, sentindo um gosto amargo invadir o paladar. A mão puxou uma das pistolas do coldre e a arma foi apontada para a cabeça do segundo homem, o tal Lance. Jade pensou que talvez fosse uma homenagem aos homens do Rei Arthur, mas teve a certeza de que nenhum daqueles dois conhecia a fábula inglesa.

— É assunto deles. — Falou. Tinha percebido as intenções de Lance ao querer intrometer-se na luta. Pirata fez o mesmo, mas arreganhando os dentes e pronto a atacar.

— Seu amiguinho vai se foder de qualquer jeito. — Lance retrucou, como se desse de ombros. — Acaba logo com isso, irmão.

Burton quis mandar o irmão se calar, afinal, ele era o mais velho dos dois, mas a porcaria daquele chinês irritadiço era seu único ponto de atenção agora.

A postura como a de um felino pronto a atacar e a espada apontada em sua direção. Conhecia tipos assim, o chefe gostava deles, gostava daquela cultura que não lhe dizia nada e somente o confundia. Podiam dar um show de miolos espalhados na rua de terra. Tinham permissão para muitas coisas sob a proteção do chefe.

— Vocês dois têm um talento natural pra confusão.

Jade ouviu Michael dizer e quis desviar os olhos para encará-lo com o olhar repreensivo. O saloon havia pegado fogo justamente por culpa de um garoto de dezesseis anos que se achava o adulto mais responsável da Califórnia. Eram um quarteto de comédia e sem muita sorte.

— Acha que ele vai matar esses dois? — Michael impacientou. Era a primeira vez que via algo assim, dois homens com armas completamente diferentes em um embate.

— Não, não vai.

Bastava olhar e perceber, isso se você soubesse um pouco de como os samurais atuavam, que Ichiru estava apenas dando uma lição no homem chamado Burton.

O aço cintilou a volta e trouxe novamente o som de choque com pele e ossos. A katana atingiu a lateral do corpo de Burton, fazendo-o se desequilibrar para o lado e grunhir de dor. A porcaria daquela espada não lhe dava muita oportunidade de rebater.

— Atira na cabeça desse desgraçado! — Lance incentivou e crispou os lábios ao ouvir a pistola apontada em sua direção ser engatilhada.

Era isso, atirar ou perder tempo recebendo golpes de uma lâmina como se ela fosse feita de madeira. A falácia já começavam a se espalhar, alguma coisa sobre os irmãos Barret sendo humilhados por um bando de forasteiros.

Burton puxou a arma, tensionando acabar logo com o patife de saias que ousava atacá-lo. Os dedos foram golpeados uma vez mais, a arma escapou para o chão e o metal prateado dançou em movimentos fluídos que eram complicados de acompanhar com os olhos.

Pareceu que a katana cortaria a pele do homem trajado em negro enquanto Burton tentava se defender do que mal podia ver. Uma das vigas que sustentava o telhado da varanda de uma General Store foi partida ao meio e sons de exclamação se uniram ao cortante da lâmina.

Ichiru não estava levando a sério o oponente, estava óbvio que suas habilidades eram superiores. Jade observou a forma como ele se movia, como uma folha a deriva do vento, parecendo-se a alguém de muito tempo atrás.

— Foda-se essa merda! — Lance esbravejou, puxando a pistola, pouco antes de um estampido cruzar o ar e fazer um bando de pássaros alçar voo.

A última coisa que aconteceu antes de uma figura distinta descer as ruas a cavalo, foi as roupas de Burton que transformaram-se em retalhos inutilizados. Como Jade havia presumido, Ichiru estava brincando com o capanga debochado.

As faces de Burton arderam em raiva e constrangimento. Ouviram-se risinhos espalhando-se ao redor, mas tudo cessou quando o trotar do cavalo se aproximou da recente confusão.

O aglomerado deu espaço a égua de pelagem branca que trazia um rapaz com vestes elegantes tal qual um senhor de terras, com lenço e botas de montaria. Parecia tão jovem quanto Jade e possuía um punhado de cabelos claros penteados para trás.

— Senhor... — Lance pareceu amargurar a presença da figura emproada justamente naquele momento. — Nós-

O som de palmas veio junto a fala do recém-chegado.

— Que bela maneira de humilhar meus homens. — Os castanhos e repreensivos varreram o local, parando nos irmãos Barret. — Cubra os seus fundilhos, meu caro, está assustando essas pobres almas.

Burton contraiu o maxilar e estava claro que ele somente obedeceu a ordem do rapaz sobre o cavalo, pois era alguém acima de seu poder.

— Bela katana, onīsan [1]. — O olhar escuro mudou o foco para o japonês de kimono em uma rápida análise. — Mexam-se. — Esporeou o cavalo após a ordem direcionada a Burton e Lance.

O olhar dos dois irmãos quando passaram por Ichiru e Jade, prometia um encontro onde terminariam o que tinham começado.

As pessoas ao redor já caminhavam de volta as vidas, seguindo pela estrada de terra vermelha como se nada houvessem presenciado, mas ainda falariam sobre os forasteiros loucos a ponto de desafiarem os homens do McShaw por dias a fio.

Nenhuma autoridade tivera qualquer intenção de se envolver, mas não deixava de ser preocupante. Ichiru guardou a espada e só desviou os olhos para Jade, após homens e cavalo se afastarem.

— "Onīsan"? — O japonês parecia injuriado com o cumprimento. Quando se aproximou de Jade, se espantou com o rosto sorridente do garoto de pele escura que o acompanhava, mas acabou sorrindo também. — O'Hara-san? — Perguntou ao se deparar com a expressão dele.

Se antes o loiro parecia ter levado um golpe no estômago, de tão pálido que estava, agora era como se ele houvesse tirado o peso de um cavalo dos ombros. Se apiedou.

Ichiru sabia reconhecer um olhar perdido no passado quando via um; era a mesma expressão que via sempre que olhava o próprio reflexo. Acabou tocando o braço dele com receio e, num ato amistoso, ofereceu a ele a manga do kimono a qual ele puxava antes para guiá-lo em meio de tanta gente.

Os olhos azuis recaíram sobre o gesto amigável, quase terno que o samurai dispensava a ele. Balançou a cabeça e foi impossível não sentir-se mais leve, um sorriso se ergueu nos cantos dos lábios e ele aceitou a ajuda. Os dedos tocaram o tecido sedoso da manga oferecida e um agradecimento foi feito, de forma quase divertida ao ver a genuína intenção de Ichiru em ajudar. Nem parecia que ele estava há pouco dando uma lição em um homem de fama ruim pela cidade.

Onīsan. — Chamou e recebeu um olhar estreito por parte do samurai. — É irmão mais velho. — Falou ao ver o cenho de Michael se franzir.

— Ele não parece gostar muito disso. — O mais jovem dos três observou. Ainda estava em júbilo pelo recente acontecimento. Nada acontecia em sua casa, era monótono, mas menos de dois dias em San Francisco e já se deparara com um incêndio e uma demonstração de luta com espada. — Nós vamos voltar?

Estava claro que Michael não queria voltar, ainda por uma situação não muito explanada, mas era o que Jade havia ido fazer; encontrá-lo e levá-lo em segurança até o lar, infelizmente.

Jade titubeou. Ele levaria Michael e ajudaria Ichiru, quando o samurai conseguisse o que almejava, ele também voltaria. Eram esses seus pensamentos... Antes. Os cavalos estavam no estábulo, os esperando, só precisava ir até lá e rumar pelo mesmo caminho que tinha percorrido.

— Será que dá pra responder sem a pausa dramática? — Michael era mesmo como a idade, um jovenzinho impaciente.

— Se precisarem de um lugar pra ficar — Novamente a voz feminina e suave. —, eu conheço um.

— Savannah! — Jade se lembrava bem do nome da moça que o ajudara no dia anterior. — Sobre o Dennison's, nós—

— É melhor não conversar aqui, pistoleiro. — Ela apoiou as mãos nos quadris largos. Não se vestia exatamente como uma prostituta, embora o vestido se colasse mais ao corpo que os das mulheres mais recatadas. — E então, vai aceitar meu convite? Duvido que Lance e Burton vão deixar essa humilhação impune. — O sorriso dela era maldoso, mas Jade assumiu que ela estava tão acostumada a sorrir daquela forma que agora fosse quase impossível abandoná-lo.

Olhou para os estábulos, para o garoto que foi buscar e para o japonês que o salvou; de novo.

Estava se saindo uma donzela em perigo.

— Você conseguiu o que queria, Big Mike. — Soltou o ar dos pulmões como se não fosse respirar em paz por muito tempo a partir daquele momento. Não sabia como aquele pensamento estava certo. — Não vamos para casa.

Ainda não.

Além do japonês, Ichiru, que precisava da sua ajuda, tinha assuntos pessoais para tratar em San Francisco.

E talvez estivesse na hora de parar e confrontar o passado.

Notas finais
Glossário: Onissan - Irmão mais velho. GOSTARAM? Olha essas tretas que esse trio arranja... E logo com quem, né? Com o harém do McShaw *facepalm* No início tivemos nosso advogado tentando entender que treta foi essa de mandarem uma carta, mas não esperarem a volta dele e, opa... Acabou descobrindo que o maninho morreu D: Em seguida tivemos nosso trio - quarteto com o Pirata - arranjando mais confusão por essas ruas de terra. Jade ficou só o Pikachu chocado ao ver algo que ninguém mais viu *o que será?*, mas o futuro marido defendeu ele pela segunda vez *rindo de nervoso* Eu achei tão iti malia o Ichiru dando a manguinha do kimono pro Jade segurar, foi bem fofo *-* Esperando aqui quando ele vai dar outra coisa pro boy segurar lalalala E certamente teremos mais encrenca com esses irmãos ae, já que os bichinhos foram humilhados pelo "chinês de saia" -_- Esperamos que tenham gostado! Por favor, votem e comentem, isso nos motiva muito a continuar! Bjuss e até os próximos!