Notas iniciais
Gente, perdoem-me a demora para postar este capítulo. É que eu tive um problema no pulso e eu acabei ficando um tempo sem escrever, mas eu me esforcei para terminar este capítulo e tenho orgulho em dizer que é um dos maiores (se não o maior) da fanfic! Eu espero que gostem! Boa leitura e me perdoem pela demora. Aviso: cenas + 18 (Hentai)

20 de maio, 2016.

Nove anos e cinco meses após o assassinato de Itachi Uchiha.

Um ano, três meses e doze dias do acidente de carro que matou Keiko e Asako Uchiha.

Sete meses e duas semanas da reconciliação com Mikoto e Fugaku.

Sete meses depois de ter alta da psiquiatria.

Três meses após a visita de Sakura no apartamento.

(...)

Desci da moto, entregando a chave da mesma ao motorista que a levou ao estacionamento. Respirei fundo, passando a mão por meu terno de linho negro e ajeitando-o, olhando-me disfarçadamente numa das vidraças fumê. Coloquei a mão num dos bolsos do terno e sorri ao sentir que o cartão que Sakura havia deixado em minha mesa de estudos não havia se perdido e, após toda a auto inspeção, decidi relaxar e observar o local gigantesco no qual eu estava.

Los Angeles é, de fato, uma das cidades com mais pontos turísticos, recheada de atrações clássicas e estupendas, praias paradisíacas, Hollywood com seus studios, teatros e vistas urbanas magníficas, românticas e excitantes. Arrependo-me de não ter vindo para cá antes, minha adolescência teria sido formidável. Não que não tenha sido, mas com certeza seria melhor. Mas não estou aqui para refletir sobre o quão legal teria sido minha adolescência, aliás, refletir era uma coisa do qual eu já me cansara há tempos.

Por hora, apenas me preocupava com o horário certo de adentrar ao local. Ainda não foi lhes dito, mas, no momento, encontro-me parado em frente ao Centro Musical de Los Angeles. O cartão que Sakura deixou em minha mesa de estudos referia-se, nada mais nada menos que a um convite, mas não, aquele não fora o último dia em que eu a encontrara e isto não se parecia com um reencontro depois de meses. Pra falar a verdade, nós nos vimos duas semanas depois do apartamento, ela disse que precisava me contar como fora o encontro com os pais depois de quase 9 anos.

Lembro-me de quando reencontrei Fugaku e Mikoto. De como minha mãe me bateu, e depois da conversa com meu pai... Não foi fácil, mas eles me receberam de braços abertos no mesmo dia. Eu imaginava que tudo aconteceria como um furacão, tapas, brigas, que seria expulso, mas as coisas fluíram bem melhor do que eu esperava. Infelizmente, isso fora diferente com Sakura. Nós fomos jantar num restaurante de comida mexicana e, quando a vi, ela parecia bem e realmente estava. Os pais não a reconheceram imediatamente, afinal, ela ainda era muito jovem quando saiu de casa e tinha cabelos castanhos, mas aparentemente os pais da rosada tinham seguido com a vida. Eles não a esperaram como os meus, nem preservaram as coisas dela e nem foram tão receptivos, mas...

– Eles me deram uma segunda chance, Sasuke... E mesmo que eles estejam errados, mesmo que eles não tenham me dado a recepção que eu estava esperando, eu não posso me dar ao luxo de perde-los novamente.

No dia de hoje, 20 de maio, acontecerá uma apresentação dos alunos de Sakura da escola de artes. Ela me convidou antes mesmo de nos encontrarmos, me disse que seria muito importante pra ela, mesmo que não fosse a mesma no palco se apresentando como sempre sonhara. Sorri, dando novamente uma olhadela em mim mesmo numa das grandes vidraças do local.

A minha presença era importante para ela e isso me deixava feliz. Pensei que, talvez, fosse oportuno que eu a presenteasse hoje e, quem sabe, isso pudesse tornar seu dia ainda mais especial. Respirei fundo e atravessei o grande jardim em frente ao Centro Musical. Como ainda era tarde, eles não haviam ligado as luzes e nem os chafarizes, o que não tornava a beleza do local menos estupenda, é claro.

Atravessei a grande avenida depois do estacionamento e fui até a floricultura localizada em frente a este, comprando um ramalhete de rosas vermelhas decoradas e presas com um fitilho acetinado também desta cor. As flores eram caras, sim, mas nada que pagasse o sorriso de alguém, principalmente quando esta pessoa é amada. Sorri novamente, pegando o ramalhete e esperando alguns minutos dentro da floricultura que, devo ressaltar, estava fresca – e minha roupa era deveras quente — e não afetaria em nada na saúde das rosas que havia acabado de comprar.

De olho no relógio do local, fingi observar espécies diferentes de flores exóticas lá dentro, esperando dar o horário da apresentação para que pudesse logo sair de lá, mesmo que o frescor me agradasse. A apresentação começaria sete e meia da noite, e ainda faltavam quinze minutos para dar sete horas. Esperaria os quinze minutos que restavam ali dentro e, às sete, adentraria o local. Soube que sempre é bom chegar cedo, mesmo que se esteja no camarote – os convites de Sakura me proporcionaram este luxo – afinal, pode-se aproveitar para admirar o esplendor do ambiente enquanto observo as pessoas chegarem.

Aproximei-me de um lindo vaso repleto de flores Copo de Leite, tocando numa das pétalas lisas e macias. A vendedora se aproximou de mim, provavelmente curiosa pelo fato de eu já ter pego meu ramalhete e ainda permanecer dentro da loja.

– Precisa de mais algo, senhor? – a vendedora tinha cabelos castanhos e olhos da mesma cor, estes abaixo de lentes grossas numa armação preta. O rosto rechonchudo e as bochechas coradas me fizeram ter uma impressão de que ela parecia ser uma moça muito simpática.

– Não, obrigado. Estou apenas olhando estas flores, são muito bonitas – comentei e isso fez com que ela sorrisse – você mesma as cultiva? — Perguntei, tentando matar o tempo.

– Sim – ela assentiu, ajeitando o óculos sobre o nariz e tocando a mesma flor que eu havia tocado minutos antes – esta floricultura está na minha família há cinco gerações. Gostamos muito da beleza e do significado que as flores têm. Você vai presentear alguém especial hoje, não é? – perguntou, fazendo com que minhas bochechas esquentassem – me desculpe, eu não queria me intrometer.

– Tudo bem – eu disse ainda corado – mas vou sim.

– Bom, seja quem for, é uma pessoa muito sortuda, já que quase ninguém nos dias de hoje presenteia mais a pessoa amada com flores. No máximo uma joia, ou roupas... – comentou, já não parecendo tão tímida quanto inicialmente – Ah, um cliente. Boa sorte com seja lá o que for fazer.

A moça rechonchuda se despediu e percebi que estava na hora de eu me despedir também. Me despedi num curto gesto com a cabeça e fui floricultura afora, andando em direção ao Centro Musical. Atravessei a avenida fazendo o caminho de volta, parando em frente a porta majestosa do lugar, passando por um tapete vermelho e aveludado, como se eu fosse um ator de Hollywood – sem os paparazzi e sem a fama, é claro -.

Dois guardar abriram a enorme porta de um vidro fumê branco, e eu dei de cara com uma recepcionista, que pediu meu cartão/convite para que eu pudesse prosseguir. Coloquei uma das mãos no bolso e tirei de lá o que Sakura havia me dado, entregando para a moça bonita de cabelos negros e olhos castanhos.

– Ah, você é um dos professores da escola? – ela perguntou animada – ouvi o ensaio deles agora a pouco e achei as crianças estupendas – sorriu pra mim, colocando o cabelo atrás da orelha e cruzando os braços rentes aos seios.

– Na verdade não, sou convidado de uma professora, a senhorita Sakura Haruno – disse com a voz firme, fazendo com que ela continuasse sorrindo.

Tirei alguns segundos para respirar fundo e dar uma olhadela rápida no local, notando o quanto a entrada parecia chique. O tapete vermelho da entrada continuava até um corredor que julguei ser a entrada para os camarotes, ou talvez apenas a entrada normal do local. Eu podia enxergar dois aparelhos de ar condicionado, plantas em vasos médios e talhados com gravuras greco-romanas, eu acho, e uma bela estátua ao meio – Esta, eu pude notar, parecia ser algo do período barroco -.

– Tudo bem, pode seguir por aqui – ela apontou por outro corredor que estava atrás dela, este não tinha o tapete vermelho. Eu caminhei por este com certa pressa, já que ele era mal iluminado e as paredes pareciam ser de algo como um carpete felpudo e negro. Logo, o corredor me deu acesso a escadas – e este era o único caminho que ele me reservava -, subi cada degrau com grande expectativa, perguntando a mim mesmo se Sakura já tinha chegado ou se eu apenas estava sendo muito adiantado. Sorri ao perceber que minha resposta era negativa, já que, ao colocar meu primeiro pé no camarote particular, pude avistá-la em pé e de costas para mim. Um sorriso malicioso surgiu em minha face ao perceber que ela não tinha notado que eu havia chegado, então aproveitei para admirá-la um pouco.

Ela usava um vestido de alças curtas vermelho, curto e de frente única, deixando praticamente metade das costas nuas. A pele pálida contrastava lindamente com o vermelho, deixando-me com vontade de tocar-lhe os braços ou costas numa carícia lenta. Usava uma sandália preta em verniz, o salto deixando-a alguns centímetros mais alta, além de pulseiras e brincos de strass da mesma cor. Os cabelos rosados estavam presos num coque lateral despojado, e isso me fez imaginar o quanto seu rosto estaria ainda mais belo e destacado.

Aproximando-me em passos leves, toquei-lhe o braço esquerdo e acariciei lentamente de baixo para cima. Pensei que a rosada se assustaria com o toque repentino, mas, ao invés disso, pude vê-la relaxar sua postura por alguns segundos e soltar um suspiro baixo antes de virar a cabeça e sorrir para mim.

– Chegou cedo, Sasuke – disse e se virou completamente na tentativa de me dar um abraço, mas parou, surpreendida com o buquê que eu havia trazido. As bochechas dela ficaram tão rosadas quanto as madeixas e logo um sorriso gigante surgiu em sua face – são pra mim?

– Nada disso, coisa rosa – disse, sorrindo e deixando explícita minha ironia – trouxe-as para seu pai – minha fala fez com que ela risse, os lábios pintados de um nude com um leve tom coral – você não achou que seria importante a este ponto, achou? – ri e a entreguei o ramalhete.

– Idiota – me xingou e sorriu, pegando o buquê e aproximando-o do rosto para sentir o doce odor das rosas – elas são lindas, obrigada – me abraçou com força, e eu a retribuí acariciando-a nas costas lentamente durante o abraço. Sorri ao entrar em contato com a pele lisa, e pude ouvi-la rir em meu ouvido – eu poderia beijá-lo agora – sussurrou, apoiando a cabeça em meu ombro.

– Talvez você deva me beijar – sussurrei de volta, descendo o enlace para a cintura da rosada.

– Talvez não – ela riu e eu pude sentir seu hálito em meu pescoço – este batom custou caro.

– Posso lhe contar um segredo? – Arqueei uma das sobrancelhas, afrouxando o enlace na cintura dela e me afastando o suficiente para olhá-la nos olhos. A rosada me encarava com um sorriso zombeteiro e malicioso na face, me provocando – Eu não dou a mínima para isso.

Eu ia aproximar nossos rostos e beijá-la quando Sakura se afastou de mim rapidamente, a face ficou rubra e então eu me virei, dando de cara com um homem de cabelos castanhos e cacheados e com uma mulher de cabelos loiros e olhos verdes. Poderiam ser estes...

– Mãe, Pai – Sakura disse com felicidade, abraçando ambos ao mesmo tempo e cumprimentando-os – fico feliz em ver que vocês vieram, isto é muito importante pra mim.

– Nós não poderíamos deixar de vir, querida – a mãe da rosada falou, sorrindo para ela e então desviando toda a sua atenção para mim, arqueando uma das sobrancelhas em curiosidade.

– Quem é este, Sakura? – o pai dela perguntou, seu olhar parecia querer me massacrar, então achei melhor me pronunciar para não deixar Sakura em maus lençóis.

– Desculpe-me, eu sou Sasuke Uchiha – sorri para ambos e me aproximei, cumprimentando ambos com um aperto de mão – sou um ami...

– Meu namorado – a rosada me interrompeu e me pegou de surpresa ao mesmo tempo com o que havia acabado de pronunciar. Ela virou seu rosto para mim e sorriu feliz, ficando ao meu lado e segurando minha mão, entrelaçando nossos dedos – Sasuke é meu namorado.

Fiquei envergonhado no começo, mas muito feliz. Isso significava que, finalmente, eu havia conseguido dar mais um passo em direção a felicidade, assim como Sakura dera o passo dela. Talvez isso significasse que, agora, um apoiaria o outro e ajudaria a subir os degraus da vida com o mínimo de dano possível. Como muitas pessoas dizem: não se pode viver sozinho, e eu não poderia imaginar que companhia poderia ser melhor que a companhia da rosada, assim como imagino que isso seja recíproco.

– Você não tinha nos dito que estava namorando – Mebuki comentou, estranhando a interrupção da filha. Eu apertei um pouco a mão de Sakura e ela apenas sorriu para os pais.

– É que eu preferi contar quando vocês o conhecessem, para que não tirassem conclusões – ela disse, sem tirar o sorriso da face, mas pude sentir as mãos dela suarem de nervoso. Talvez ela não estivesse tão segura de me apresentar aos pais, mas sabia que este era o certo a se fazer – acho melhor nos sentarmos. As luzes diminuíram e isso significa que está perto dos meus alunos se apresentarem.

No camarote havia quatro cadeiras, e ele estava situado na lateral do salão, mais acima das pessoas. Sentei-me perto da parede, Sakura ao meu lado, Mebuki e então Kizashi, e só depois disso eu realmente parei para observar o salão em si, que era deveras amplo. As cadeiras de estofado e encosto vermelho extremamente confortável e, observando de cima, parecia ter espaço para pelo menos 300 pessoas. Isto apenas essa parte, é claro, já que o centro musical tem outros salões como este para apresentações. O palco extenso, largo, divido ao meio por uma grande cortina vermelha de tecido caro que eu não conseguia identificar e, diferente de quando eu havia chegado, quase todas as pessoas já haviam ocupado o local e sentado em seus respectivos lugares.

Dei uma olhadela na rosada que parecia imensamente animada para a apresentação de seus alunos, vendo o braço da mesma apoiada no encosto – já que o outro segurava o buquê -, aproveitei a situação e segurei-lhe a mão, percebendo o quanto ela parecia surpresa com este ato. Virou-se e sorriu para mim, inclinando-se pouco para o lado, fechando os olhos e fazendo um biquinho quase que imperceptível. Arqueei uma das sobrancelhas e dei um riso nasal, visto que era óbvio que ela esperava um beijo.

– Pensei que seu batom fosse caro – sussurrei em provocação e apenas vi ela fingir indignação abrindo a boca. Isso fez com que eu sorrisse.

– E eu pensei que você não dava a mínima – ela sussurrou de volta, provavelmente para que os pais não a ouvissem, o que era bem provável já que eles estavam animados demais em visitar o teatro e prestavam atenção em tudo que acontecia abaixo de nós, comentando sobre o quanto o lugar parecia majestoso. Sakura me disse que seria a primeira vez deles, então pouco prestariam atenção em nós dois.

– E não dou – respondi e dei um breve selinho nela, voltando à minha posição inicial na cadeira e parando de encarar seus lábios, visando não me descontrolar. Mesmo que os pais dela não estivessem nos olhando, eu ainda assim me sentia envergonhado de beijá-la na frente deles, considerava desrespeito. Olhando-a pelo canto dos olhos, pude ver seu olhar de insatisfação, mas nada podia ser feito quanto a isso.

As luzes se apagaram e, finalmente, a apresentação começou.

(...)

Levantamos e aplaudimos os alunos com vigor. Sakura parecia realmente emocionada, seus olhos esmeraldinos brilhavam como as poucas vezes que eu tive a oportunidade de vê-la desta forma, seu sorriso resplandecia tanto quanto diamantes, iluminando sua bela face. Ela se virou para os pais e os abraçou, gritando algo perto do ouvido deles, algo que eu não consegui ouvir. Após isso, ela se virou e me abraçou com força, feliz pelo sucesso que os alunos fizeram. A rosada não teve a oportunidade de estar neste palco, nem de realizar o próprio sonho, mas ver seus alunos o fazerem era quase como se fosse ela ali, sendo aplaudida.

O grupo de seis violinistas, um pianista e três violoncelistas abaixaram-se em agradecimento aos aplausos. Fizeram o gesto duas vezes, antes da cortina vermelha baixar novamente e esconder todos os dez integrantes que nos proporcionaram momentos completamente... inexplicáveis. Agora eu finalmente entendia como Sakura poderia ficar horas e horas com fones de ouvido apreciando uma boa música clássica e instrumental.

Logo as pessoas que estavam no ‘andar de baixo’ foram se dispersando em direção a saída, e nós quatro decidimos fazer o mesmo. Descemos as escadas e andamos por entre os corredores com parede de veludo, chegando à entrada rapidamente. Os pais de Sakura andavam na frente de nós, e isso fez com que eu colocasse o braço por sobre os ombros da rosada, andando junto a ela, que parecia ocupada demais olhando as pétalas de rosa do ramalhete que ainda segurava. Os guardas abriram as portas de vidro fumê para ambos, agradecendo a nossa visita e nos desejando uma ótima noite. Eu e Sakura entregamos as chaves para os motoristas e começamos a aguardar que trouxessem nossos carros, mas nós tínhamos que andar até a saída do estacionando.

– Mãe, pai, vocês não vieram de carro? – a rosada perguntou.

– Não, filha, viemos de taxi. Houve um problema com nosso carro – Kizashi respondeu, sem parar de andar em direção ao estacionamento.

Agora, já não havia mais o tumulto e os burburinhos das pessoas conversando, o que dava oportunidade para nós falarmos enquanto íamos até o local da retirada de veículo.

– Sakura, querida, foi fenomenal – Mebuki comentou, ainda andando mais à frente junto ao marido – eu não acredito que me privei disso por tantos anos. Querido – ela o cutucou com o cotovelo e fez Kizashi olhá-la – faremos isso mais vezes, não é? Talvez possamos ver algo relacionado ao balé clássico!

– Claro, Mebuki, claro – comentou um pouco disperso, e isso chamou minha atenção e a da rosada ao meu lado.

– Papai, se vocês quiserem, meu emprego sempre nos fornece esse tipo de convite para concerto. É bom para pesquisarmos e estarmos sempre em aprendizado com os alunos... – Sakura nem mesmo terminou de falar e foi interrompida.

– Ah, nós aceitamos sim, filha. Obrigada – Mebuki comentou batendo algumas palminhas, fazendo com que o marido a olhasse bravo.

– Mulher, não seja atrevida – ele a repreendeu e isso fez com que a esposa também o olhasse brava, mas decidiu não responder nada – Você não precisa nos dar os ingressos, filha, faça o que achar melhor com eles.

– Bom, eu acho melhor dar eles pra vocês – a rosada riu e me abraçou de lado pela cintura, eu ainda continuava com o braço em seus ombros – tenho certeza de que Sasuke concorda comigo – ela disse, tentando me incluir na conversa. Provavelmente queria que eu passasse uma boa impressão para os progenitores.

– Concordo, sim – sorri e disfarcei, não pretendendo prolongar meu envolvimento na conversa, mas isso estava fora de cogitação.

– Então me diga, Sasuke – Kizashi me chamou – em que você trabalha?

– Ahm, eu sou professor de física na Universidade Estadual da Califórnia, mas antes disso eu era arquiteto – respondi, notando o olhar orgulhoso de Sakura sobre mim.

– Oh, professor? E o salário é realmente bom como dizem, ou a profissão está desvalorizada? Dá para sustentar uma família? – ele perguntou e Sakura corou, envergonhada pela pergunta do pai e temendo que isto me afetaria.

– Papai! – ela chamou a atenção do homem, e ele a encarou como se não tivesse feito nada de errado.

– É, Kizashi, não faça perguntas constrangedoras ao rapaz, principalmente quando sua filha também é professora – Mebuki também lhe chamou a atenção, mas pareceu que apenas o fez para ‘dar o troco’ no marido por tê-la chamado a atenção mais cedo.

– Bom, senhor, o conceito de família é relativo – disse com firmeza, mas sem parecer rude – existem famílias de mais de dez integrantes, assim como existem famílias de apenas uma pessoa e um animal de estimação – nós chegamos na saída do estacionamento, onde nos entregariam os carros. Kizashi e Mebuki se viraram para mim e a rosada, para nos encarar enquanto eu respondia à pergunta do meu... sogro – Se me permite dizer, minha família é esta que está vendo agora: Sakura e eu. Também incluo meus amigos, mas acho que o meu salário de nada importa para eles, nem para os que já se foram – falei esta última parte sem pensar, incluindo Keiko e Asako. Mesmo que elas tivessem morrido, nunca deixariam de fazer parte de mim e do meu antigo conceito de família. Olhei rapidamente para a rosada e ela sorria para mim como se estivesse feliz pelo que eu tinha dito.

Houve um minuto de silêncio e eu pude sentir uma tensão vinda dos pais de minha amada. A mãe da rosada, tentando melhorar o clima de como as coisas andavam, tentou amenizar a situação com uma pergunta que ela julgava divertida, mas, na verdade, acabaria piorando ainda mais as coisas.

– Então, pombinhos, como se conheceram? – minha sogra perguntou, assustando tanto a mim quanto a própria filha.

Sakura e eu nos entreolhamos com receio antes de responder à pergunta. Se a rosada realmente não tinha falado nada de mim para os pais, isso significa que eles não sabiam como nós havíamos nos conhecido e, o pior: não sabíamos como eles reagiriam ao saber.

– Bem, nós... – a rosada começou a falar, receosa – eu o conheci quando trabalhava na psiquiatria.

– Entendo – Mebuki disse, mas ela não parecia satisfeita apenas com esta resposta – você ainda trabalhava como arquiteto na época? É a única forma que eu consigo imaginar de vocês se conhecerem neste lugar, já que não imagino um professor de física lá e...

– Eu era paciente dela – atirei as palavras como se fossem balas num revólver, atingindo os pais da rosada fatalmente. Pude ver o olhar de ambos encher-se de surpresa e, aparentemente, olharam para a filha com reprovação.

Parece que a pergunta que Mebuki fizera para acabar com a tensão acabara por sair pela culatra. Aqueles olhares de reprovação percorriam o estacionamento e nos atingiam como ondas cada vez mais intensas, prontas para nos engolir por completo. Pigarreei tentando, inutilmente, mudar os ares ou talvez o rumo da conversa.

– Os senhores estão bem? – perguntei, quebrando o silêncio que se instalara no local e nos envolvia.

– Sakura, isso é verdade? – Kizashi perguntou me ignorando completamente, seu semblante severo parecia bruto o suficiente para destruir um caminhão – você se envolveu com um paciente? Você, por um acaso, tinha ideia do quanto isso é errado?

Sakura mordeu o lábio com força, apertando minha mão. Seus olhos encaravam o buquê de rosas que eu havia dado para ela como se houvesse algo totalmente fascinante ali, algo que pudesse fazê-la parar de prestar atenção no futuro sermão que o pai daria. Ela acariciou a palma de minha mão com o dedão e, por apenas dois segundos, deixou com que a cabeça tombasse para trás para que buscasse conforto nas estrelas que tanto amava, ou procurando ajuda da providência divina, também. Fechou os olhos e suspirou, ficando calada por um momento curto, já que Mebuki se pronunciou.

– Sakura, responda a pergunta que seu pai lhe fez – a mãe disse, sua voz demonstrando o quanto desaprovava o que a filha havia feito.

– Sim, eu sabia que era errado ter sentimentos por meu paciente, mas quem sou eu para mandar em meu coração? A gente não escolhe por quem se apaixona – respondeu, agora encarando os pais com uma firmeza que poucas vezes vira no olhar de Sakura. Ela sempre deixava transparecer sua gentileza, prudência e seu jeito encantador, mas sempre soube que a rosada era uma forte mulher, que seu lado agressivo estava adormecido.

– É, mas você escolheu levar isso adiante! – Kizashi falou alto desta vez, mas algo puxou a atenção dos quatro que estávamos parados no estacionamento. Depois de um tempo, o motorista finalmente havia trazido minha moto e o carro de Sakura – você não poderia ter feito isso, filha, não tendo dois pais advogados.

– Seu pai está certo – Mebuki disse, aproximando-se do marido e falando firmemente – se você tivesse nos ouvido desde quando tinha seus treze anos e seguido nossos conselhos, nada disso teria acontecido.

– Eu não poderia ter feito muitas coisas, não é? – a rosada sorriu melancolicamente, seus olhos encheram-se de lágrimas que, aparentemente, ela segurava com muito esforço para que não caíssem – Não poderia ter aprendido violino, nem feito psicologia, nem dado aula. Se eu tivesse ouvido o que vocês tinham dito para mim, eu não teria vivido nem encontrado a felicidade nas pequenas coisas.

– E então você nos chamou para assistir a apresentação dos seus alunos com a intenção de nos bajular? Para que nós pensássemos na hora de aceitar isto que você está nos dizendo? Você deveria saber que nós nunca aprovaríamos um relacionamento que surgiu nessas circunstâncias, Sakura! – Kizashi agora gritou. O motorista, cansado de esperar, dirigiu-se até o pequeno grupo formado para entregar as chaves, mas ao ouvir o grito de meu não tão amado sogro, pronunciou-se.

– Com licença, mas vocês não podem gritar aqui. Sugiro que vão resolver seus problemas familiares em cas...

– Então, mesmo depois de conhecer o Sasuke, de ver o quanto ele é carinhoso comigo e do quanto me apoia, o que é MUITO diferente de vocês, devo ressaltar – Sakura riu sarcasticamente, mesmo que agora as lágrimas caíssem nitidamente e passeassem por seu belo rosto – vocês ainda assim não o aprovam porque eu o conheci enquanto trabalhava?

– Você sabe que isso é errado, Sakura, não fique fazendo show – Mebuki disse completamente nervosa, levando uma das mãos até a testa – sabe que nem eu, nem seu pai aprovaríamos essa loucura.

– Me perdoem, Sr. e Sra. Haruno, mas estão redondamente enganados – eu finalmente disse algo, puxando a atenção de todos, até mesmo do motorista que ainda tentava nos entregar a chave – Quando eu tive alta da psiquiatria, Sakura já havia se demitido e depois disso nós nem nos falamos. Nós ficamos afastados por seis meses e nos reencontramos no casamento de um conhecido, então acho que ela não quebrou nem uma regra, ou...

– Está errado, rapaz, mal sabe o que fala – Kizashi me interrompeu com grosseria – o código de conduta considera completamente incorreto o envolvimento entre médico e paciente antes de dois anos após a última consulta.

Após ouvir aquilo eu fiquei muito nervoso. A vontade que eu tinha era de bater meu punho contra a face daquele homem, perguntando a mim mesmo o motivo dele prezar mais o que ele considera certo do que a felicidade da própria filha. Até que ponto o orgulho de ambos os pais seguiria, deixando a família triste e fragmentada? Além do mais, o código de conduta prejudicaria a Sakura se ela quisesse continuar exercendo a profissão de psicóloga, mas ela não o quer.

– Filha, nós... – Mebuki fez uma pausa, fechando os olhos e mordendo o lábio antes de falar – não queremos brigar, mas não podemos aceitar algo que consideramos errado. Não apoiaremos este relacionamento – a senhora parecia triste, diferente de Kizashi, cujo orgulho não deixava transparecer uma emoção sequer. Ele nos encarava parado, sua expressão tão severa quanto a de um general.

– Olha, se vocês insistirem em conversar aqui, eu terei que chamar os seguranças – motorista disse desta vez com firmeza, mas novamente foi ignorado.

– É, eu realmente sou louca – sussurrou, largando minha mão e pegando as chaves da mão do motorista – perdoem-me por desapontá-los novamente, Sr. e Sra. Haruno – curvou-se na frente dos pais e estendeu a mão entregando-lhes a chave do carro dela, na qual Mebuki aceitou imediatamente – sei que vieram de taxi, usem meu carro na volta para casa.

– Pensei que você fosse nos levar...

– Não – Sakura a interrompeu, sua voz continha uma tristeza que me afetava, deixando-me com uma estranha dor no peito – eu vou com Sasuke. Fiquem a vontade para me devolver o carro quando não precisarem mais – ela se virou para mim e sorriu, limpando o rosto molhado com a palma das mãos – Vamos, Sasuke.

Pegou em minha mão e arrastou-me até minha moto, a pressa dela era evidente, o que me fez pensar no quanto ela queria chegar em casa para finalmente desabar da forma que tinha direito, sem se importar com os olhares ou com a possibilidade de expulsão. Ela provavelmente contava com meu consolo, e eu o daria da melhor forma possível, mesmo que não fosse bom nisso. Posicionamo-nos ao lado da moto, eu peguei um dos capacetes e entreguei para ela, que aceitou sem dizer uma palavra sequer. Sorri timidamente, lhe dando apoio e ela apenas retribuiu meu pequeno sorriso, colocando o capacete em seguida. Eu fiz o mesmo que ela e subi primeiro na moto, já com a chave em mãos. Ela subiu logo depois de mim e me abraçou com força, posando a cabeça em minhas costas, como se finalmente pudesse descansar. Foi quando ouvi um soluço atrás de mim que soube que ela não conseguiria segurar, e então desabaria ali mesmo, no caminho para o apartamento.

(...)

A subida pelo elevador fora silenciosa. Sakura já não chorava mais, mesmo que seu rosto — com a maquiagem completamente borrada – denunciasse que ela ainda queria o fazer. Eu tirei a chave do apartamento de meu bolso e nós caminhamos pelo pequeno corredor de chão amadeirado ainda em silêncio. Encaixei a chave na fechadura e a girei, abrindo a porta. Ambos entramos, e quando fechei a porta, eu já não tinha mais vista de minha amada. Fui até a cozinha e enchi um copo com água e açúcar, procurando-a pelos cômodos do apartamento; encontrei-a no banheiro, ambas as mãos posadas na pia de mármore branco, a torneira aberta sem algum motivo aparente, encarando a si mesma no espelho com uma expressão praticamente indecifrável. Coloquei o copo em cima da pia e caminhei, posicionando-me atrás dela e olhando o reflexo de ambos no espelho, colocando uma das mãos no ombro dela e acariciando o local. Ela suspirou, fechando os olhos e apreciando o carinho que eu fazia, aproximando-me dela e beijando-lhe o ombro lentamente, subindo os beijos aos poucos até o pescoço, ouvindo outro suspiro vindo da rosada.

– Eu sinto muito – sussurrei em seu pescoço, voltando a olhar nosso reflexo no espelho. A vi negar com a cabeça.

– Não sinta. Apenas desça o zíper de meu vestido por favor – ela pediu, seu olhar triste apenas fez com que eu agisse, levando a mão direita até o zíper e abaixando-o lentamente, vendo o vestido tornar-se um pouco mais largo. Agora suas costas estavam completamente nuas, a presença do sutiã era inexistente devido ao bojo do próprio vestido.

Com receio, toquei-lhe as costas e acariciei o local lentamente, adentrando o vestido aos poucos. A mão passeada pela lateral do corpo da mesma, indo da cintura até pouco abaixo das axilas, observando a reação dela através do espelho. Sakura mordeu o lábio inferior e me encarou, seus olhos expondo o quanto o carinho lhe agradava, tornando apenas um estímulo para que eu continuasse. Abracei-a por trás, a mão direita por dentro do vestido, agora lhe acariciava a barriga em movimentos circulares, subindo até pouco abaixo dos seios e descendo até pouco abaixo do umbigo.

– Sasuke – ela exclamou com urgência, acabando por me assustar, virando-se e ficando de frente para mim. Respirou fundo, tentando se acalmar provavelmente, e desatou o nó de minha gravata, colocando as mãos por dentro do terno e levando ambas até meus ombros, massageando-os e causando em mim um arrepio que há muito eu não sentia, além da sensação de relaxamento. Sakura aproximou o rosto de meu pescoço e o beijou, arrepiando-me ainda mais. Ela sorriu, sussurrando – acho que estamos tensos.

– É – respondi, minha voz um pouco mais rouca que o normal, enquanto abraçava-a pela cintura e a trazia mais para perto – precisamos dar um jeito nisso.

Ela sorriu com minha frase, abraçando-me pelo pescoço. Encaramo-nos por alguns segundos, os olhos esmeraldinos de Sakura brilhavam desejosamente, não como da forma que olhamos quando estávamos na cozinha três meses atrás, mas sim um desejo mais intenso, mais liberado. É como se estivéssemos nos segurando este tempo todo, e agora estávamos a ponto de demonstrar o quanto um ansiava o outro. O quanto um pedia pelo outro.

– Você quer...

– Quero – eu a interrompi, trazendo-a para mais perto e tomando os lábios rosados num beijo apaixonado.

Os lábios entreabertos me deram passagem e, ao começar o beijo intenso, meu corpo inteiro se acendeu. Era como se uma energia estivesse acumulada em meu corpo, afinal, foi mais de um ano sem saber o que era sexo e, aparentemente, meu corpo liberaria toda a minha energia contida agora.

Enlacei a cintura dela com os braços e colei o corpo ao meu com uma vontade que eu pensei que nunca teria, uma fome que há muito eu não sentia. Uma das mãos da rosada acariciavam minha nuca e puxavam alguns cabelos do local, causando-me arrepios indescritíveis. Eu estava me sentindo virgem novamente, ou talvez o jeito da rosada fosse totalmente diferente para mim. Sentia minha língua massagear a dela, enquanto as carícias desciam para minhas costas por dentro do terno, arranhando o local por cima da camisa social e, naquele segundo, eu senti calor. As roupas pesavam, esquentavam demais, então tirei o terno com a ajuda de Sakura. Com pressa, ela desabotoou minha camisa e então eu a joguei ali no chão do banheiro junto com a gravata, ficando apenas de calça. Depois disso, foquei em terminar de tirar o vestido da rosada, trazendo as alças para baixo e vendo a penúltima peça de roupa que ela usava deslizar por seu corpo sensualmente, dando-me uma visão fantástica de seu corpo. Sakura ficou corada pela forma com que eu a observava, mas eu simplesmente não podia evitar, seu corpo era perfeito, mas confesso que o que mais me agradava no momento era a visão de seus seios. Brancos, os mamilos rosados e enrijecidos me davam um desejo gigantesco de apertá-los e prova-los, mas eu não o faria. Não ali.

Apoiando uma das mãos abaixo das coxas da rosada e a outra nas costas, peguei-a no colo e senti a mesma segurar-se em mim, enlaçando meu pescoço com um dos braços. Feito isso, caminhei com ela até o quarto sem deixar de olhá-la por um segundo sequer; os olhos esmeraldinos brilhando em desejo, o lábio inferior mordido e a respiração ofegante mostravam o quanto ela estava ansiosa e não pude negar partilhar do mesmo sentimento que ela. Apenas a visão de seu corpo seminu já me deixara completamente excitado, meu membro sentindo-se apertado dentro da peça íntima.

Abri a porta do quarto e rapidamente adentrei o cômodo com a mulher em meus braços. Coloquei-a na cama com pressa, encostada na cabeceira e a observei sentada por alguns instantes, tendo uma visão ainda melhor de todo o seu corpo desta vez; o sorriso malicioso estampava o rosto, os seios médios subindo e descendo rapidamente, balançando como se chamassem meu nome, as cochas torneadas levemente abertas me dando visão da calcinha preta e rendada que estava usando, tornando o local totalmente provocativo.

Tirando os sapatos sociais que estava usando, desci o zíper da calça e apressei o deslize da mesma, subindo na cama como um predador pronto para o ataque. Deitei-me por cima da rosada e finalmente voltei a tomar seus lábios, desta vez com luxúria. Suguei-lhe os lábios e não pude me segurar, levando uma das mãos até um dos seios da rosada, apertando-o levemente. Ela não pôde segurar um gemido que muito me agradou, arranhando-me nas costas com mais intensidade, fazendo com que eu suspirasse e ficasse completamente arrepiado. Desci os beijos para o pescoço dela sentindo seu perfume doce que muito me agradava, colocando o mamilo entre os dedos e puxando-os, ouvindo suspiros vindos dela, que passava uma das mãos por todo o meu corpo, enquanto apertava meu ombro com a outra e, Ah, como eu amo isso.

Chupei o pescoço, ouvindo outro gemido fraco que me causou um novo arrepio. Aquela era uma área sensível, mas eu me permiti explorar mais daquele corpo que eu tanto desejava; desci os beijos para o peito, beijando-lhe os seios com vontade, passando a língua por entre os vales lentamente, mas eu ainda não estava satisfeito. Ao senti-la alcançar minha nuca com as mãos, vendo-a puxar meus cabelos, levei a mão que antes estava nos seios para a calcinha dela, acariciando a intimidade por cima da peça fina. Sakura respondeu em um gemido alto, erguendo o quadril em puro deleite e puxando meus cabelos com força desta vez, puxando-me para cima e me beijando com muito desejo, nossas línguas enroscando-se como se numa dança sensual, deixando-me ainda mais excitado. Usei a outra mão livre para apertar meu membro preso pela cueca, que doía por estar preso, soltando um grunhido prazeroso que fez a rosada sorrir.

Com a mão ainda entre as pernas dela, coloquei-a por dentro da peça e finalmente cheguei em meu objetivo. Eu nem mesmo conseguia vê-la, mas sabia o quanto Sakura era apetitosa só de sentir o quanto ela estava molhada. Abri os grandes lábios com o dedo médio e o polegar, acariciando o clitóris com o dedo indicador. A rosada gemeu alto entre o beijo e me arranhou com força, levando uma de suas mãos até minha cueca e fazendo o mesmo que eu tinha feito alguns instantes atrás: apertou-me sem força por cima da cueca, fazendo com que eu suspirasse.

Mordi o lábio inferior dela e voltei a chupar o pescoço, desta vez com mais intensidade. Soube que marcas se formariam ali, mas pouco me importava. Ela continuava acariciando-me por cima de cueca e, quando colocou a mão por dentro da peça, soube que ela estava me provocando o mesmo que eu estava fazendo. Acariciei sua intimidade mais intensamente, fazendo movimentos circulares. Ela gemeu cada vez mais alto, movendo a cintura levemente em meu dedo, tornando tudo aquilo ainda mais excitante. Parei para olhar as expressões dela: mordendo o lábio inferior com força, tombando a cabeça para trás, os lábios abertos soltando gemidos altos e a mão em meus ombros, apertando. Isso tudo fez com que eu tivesse certeza de que este era o momento para fazê-la minha.

– Sasuke – ela gemeu meu nome – agora...

– Eu sei

Abaixei a calcinha dela com urgência, tirando-a completamente. Aproveitei a ocasião para sentir a pele lisa e macia de suas pernas, mesmo que por pouco tempo, é claro. Depois disso, ela me ajudou a tirar minha box preta, jogando-a em algum lugar que eu não prestei atenção e enlaçando minha cintura com as pernas. Beijei-a apaixonadamente de novo, posicionando-me entre as pernas dela com o intuito de finalmente tornar-nos um, roçando a intimidade contra a dela. Ambos gememos alto, os olhos envoltos em luxúria e o corpo precisando do contato completo, e então eu o fiz. Penetrei apenas a glande, apoiando a testa no ombro da rosada para me concentrar em fazer as coisas direito. Era nossa primeira vez e eu queria que durasse o máximo possível.

Sakura gemeu e me abraçou, tombando a cabeça para traz e deixando o pescoço completamente à mostra. Beijei o local lentamente colocando mais de mim nela, percebendo o quanto eu senti falta do sexo e dessa sensação. Era extremamente delicioso e, a partir daquele momento, eu soube que não teria mais controle de mim e deixaria escapar toda a energia que meu corpo acumulou neste último ano. Num último impulso, penetrei-a por completo, ouvindo um gemido alto e longo vindo dela, que ergueu o quadril contra o meu. Fiquei dentro por alguns segundos para que ela se acostumasse, as paredes lisas e quentes apertavam meu membro e proporcionavam para mim um prazer indescritível, algo incomensurável. Foi quando senti Sakura mover o quadril lentamente e mais gemidos foram ouvidos, indicando que ela estava pronta para que eu finalmente começasse a me mover.

O vai e vem começou lento. A intimidade molhada facilitou na hora do membro deslizar e tornou tudo ainda mais gostoso para ambos e menos doloroso para Sakura. Mordi o pescoço dela e o chupei, trilhando um caminho de beijos até os lábios da rosada, sendo beijado com lascívia. Todo este prazer apenas fez meu corpo tornar-se uma espécie bomba relógio, uma máquina que precisava de mais daquelas sensações maravilhosas para se mover, quando, na verdade, mover-se era a sensação maravilhosa. Aumentei a velocidade das estocadas e Sakura moveu a cintura junto comigo, permitindo que eu fosse ainda mais fundo nela, dando a ambos sensações que eu julgava serem pioneiras, nunca tendo me sentido tão bem. Eu já não poderia mais me controlar.

Afundei-me nela com força e velocidade, ouvindo gemidos seguidos e contínuos enquanto a rosada me arranhava com força nas costas e se movia comigo. Nenhum de nós poderia dizer o quanto aquilo era gostoso, a dimensão de tanto prazer era completamente incomensurável, e então eu a amei com tudo que tinha. Toda força e velocidade, empenhei-me em fazê-la sentir prazer com tudo o que eu tinha, apertando-lhe os seios enquanto a estocava. Quando ela gritou meu nome, senti as paredes apertarem meu membro e eu gemi, a cabeça tombando novamente em seu ombro.

– Caralho – disse-lhe ao pé do ouvido, apoiando-me no colchão. Sakura era inteiramente deliciosa e eu nunca me cansaria de prová-la desta maneira. Ela estava perto de seu ápice.

Usando tudo o que tinha, estoquei-a com vontade e lascívia, transbordando em deleite corporal. Ela atingiu o orgasmo de forma deliciosa, encharcando-me, e eu estava perto de explodir. Fui o quão fundo eu podia e permaneci dentro dela, sentindo as paredes apertarem-me e elevarem o prazer que eu já sentia, fazendo com que eu gemesse e desse uma última forte estocada, antes de atingir o ápice e despejar-me nela, sentindo um cansaço imediato.

Tomei para o lado na cama, deitando ao lado dela e respirando completamente ofegante. Pareceu que toda a minha energia se esvaiu de uma só vez, meu corpo pesava e tenho certeza que mal tinha forças para levantar um braço. Foi quando Sakura virou-se de lado para mim, seu corpo suado estava tão ofegante quanto o meu, seus olhos verdes parecendo completamente felizes e um sorriso estampava seu rosto.

– Nós precisamos fazer isso de novo – falei com dificuldade devido à respiração acelerada. A rosada riu, tendo forças o suficiente para se aproximar me abraçar com força.

– Obrigada.

Notas finais
Gostaram? Me digam se o hentai ficou bom, sim? Eu estou super apreensiva, sempre fico quando escrevo hentai porque nunca acho que tá bom kkkkkkkk, mas enfim. Este é o último capítulo da fanfic e, apesar de ter o epílogo (que vai ser postado até sexta feira porque tenho prova essa semana), devo expressar os meus agradecimentos por quem me acompanhou até aqui ♥ Gente, muito obrigada mesmo. Eu espero que vocês tenham gostado dessa jornada de um ano comigo, Sasuke e Sakura! Eu agradeço por todos os comentários, todos os favoritos e todas as pessoas que me chamaram só pra elogiar a fanfic, ou pra me dar algum puxão de orelha como "Eeeei, tá demorando pra postar, em?", sério mesmo, gente, isso realmente ajuda! Além de ter gostado de escrever, essa fanfic me ensinou a pensar em muitas coisas e creio que ensinou vocês também, o que era meu objetivo inicial. Sem contar as amizades que fiz ao longo do caminho, que são pessoas que eu vou guardar pra toda a vida ♥ Espero que tenham gostado. Muito obrigada mesmo e até logo, com o epílogo. ♥