O Lado Bom Da Vida

21 Capitulo 20 - Eu Estarei Aqui Por Você.


Notas iniciais
OOOI ♥ Vocês viram a capa nova? Não está linda!!! IN LOVE COM ESSA CAPA *-* A Capa em si tem todos o elementos da história, como o acidente, o Chris de cadeira de rodas, a Ana com o Chris, a mãe de Chris - que é muito importante na historia. A Ana é o destaque da capa, esse é o momento que ela vê Christian pela a primeira vez. Então agora vocês pode imaginar a cara dela. Eu amei fazer essa capa, ficou linda demais. Espero que vocês tenham gostado/amado ♥ Quero agradecer pelos os comentários, amei cada um! *-* Fico aqui pulando de alegria cada vez que eu recebo um ♥ VOCÊS SÃO DEMAIS! AMO AMO AMO ♥ Sem mais enrolação, boa leitura (: OBS: Esse capitulo está dramático. Então, já peço desculpas :( OBS: Esse capitulo tem uma música, seria muito bom enquanto você estão lendo escutasse a música ♥ Link: https://www.youtube.com/watch?v=rtOvBOTyX00

Heart beats fast

Colors and promises

How to be brave

How can I love when I'm afraid to fall

But watching you stand alone

All of my doubt suddenly goes away somehow.

Christina Perri — A Thousand Years.

Três dias depois, Christian Grey teve uma infecção.

Era seis horas da amanhã, quando a Sra. Grey me ligou desesperada me informando que ele tinha pegado uma infecção. Ela estava tão desesperada no telefone que eu quase não consegui entender nada do que ela me falava. Chorava tanto que fiquei preocupada. Me informou que ele estaria no hospital e que eu tinha a permissão para visitar ele quando eu quisesse. Também me disse para eu tirar o dia de folga e aproveitar um pouco da minha vida. Agradeci a ela e me despedi.

Depois disso, eu não conseguia mais dormir. Estava tão preocupada que acabei tomando uma jarra inteira de café e comendo três panquecas e um omelete. Kate acordou uma hora depois da ligação de Sra. Grey. Me encontrou na cozinha com a boca cheia de omelete.

Primeiro ela olhou pra pia cheia de louça suja e depois olhou pra mim horrorizada.

– Foi você que fez isso, Ana ? -perguntou apontando pra pia.

– Sim — disse depois que eu engoli a comida.

– Você está bem? — me olhou — Você nunca come tanto assim — olhou pra jarra de café- Tem café?

– Não.

– Você fez café?

– Sim.

– E você tomou todo o café?

–Sim.

– Ana você pode me dar uma resposta mais concreta? — Kate se aproximou de mim.

Olhei para ela.

– Eu to bem. Sim, fiz o café e, sim, eu tomei todo o café.

Eu tomei todo o café? Como isso aconteceu?

– Eita, pera aí... Eu tomei todo o café? — perguntei pra mim mesma.

Kate pegou a jarra e colocou de ponta cabeça e ergueu as sobrancelhas finas para mim.

– Ana, me conta, o que te aflige? — ela se sentou ao meu lado.

– Só estou preocupada — minha voz saiu baixa.

– Com o quê?

Respirei fundo e soltei o ar pela a boca.

– Com o Christian — informei á ela — Ele acordou mal essa madrugada, pegou uma infecção e está no hospital. Eu não sei se devo ir lá visitar ele — senti minha voz tremula — Não sei... não sei se eu... consigo ver ele naquele estado.

– Oh Ana, não chore — Kate me abraçou.

Senti as lágrimas quentes rolar pelo meu rosto. Eu não sabia se eu conseguiria ver Christian mal, deitada numa maca hospitalar e com tudo de respiração instalado nele. Meu coração não iri aguentar. Eu estava desabando em lágrimas.

– Vai visitar Christian — me incentiva Kate — Ele vai gostar da sua companhia. Eu tenho certeza absoluta disso.

– Ah Kate, eu não sei — minha voz saiu baixinha e tremula.

– Claro que sabe — disse ela — Ele precisa de você, Ana. Precisa dessa sua alegria e confiança ao lado dele. Sério, vai visitar Christian.

Concordei com ela e fui pro meu quarto.

Me deite na cama e desabei a chorar.


***

Mais tarde, Taylor me ligou dizendo que Chris estava melhor e que eu poderia ir lá visitar ele. Taylor me disse que Christian ficaria muito feliz com a minha visita. Me arrumei e sai correndo pro hospital.

Quando eu cheguei todos me informaram que Christian estava uma infecção na perna, por causa das dores e tudo mais. Alguns paraplégico não tem sensibilidade físicas mas apesar de não sentir frio ou calor, da cintura pra baixo, ele podia sentir dor e o toque. Acabei levando uma caixa de chocolates e alguns CDs de músicas — não sabia ao certo se ele queria escutar algumas musicas.

– Oi — eu disse tímida quando entrei no quarto.

Ele abriu os olhos, olhou pra mim e sorriu.

– Ana, oi — sua voz saiu fraca.

– Eu trouxe chocolates pra você — eu estendi a caixa pra ele — Quer ? Ah, também trouxe alguns CDs de músicas pra você ouvir.

– Que tipos de músicas? — pergunta ele.

– Hã... — olhei para os CDs — São músicas clássicas.

– Obrigado, Ana — disse ele — Você é uma pessoa incrível.

Corei e dei um sorriso pra ele.

– Adoro quando você da esse sorriso — comentou ele enquanto ele fechava os olhos e caiu no sono.

Meu coração batia fortemente, minha respiração falhava e com as minha mãos trêmulas e meu olhos inchados, eu peguei a poltrona mais perto e me sentei ao seu lado. Com as minha mãos trêmulas, peguei em sua mão e apertei. Sua mão estava gelada e eu só pensava que ele teria que sobreviver.

Eu quero que Christian saiba que eu posso cuidar dele. Que eu posso fazer ele mudar de ideia. Só quero que ele saiba....

– Fique — com essa única palavra, minha voz falha. Respiro fundo algumas vezes, engulo o choro e tento prosseguir — Por favor, fique comigo. É a única coisa que eu te peço, Chris — senti meus olhos encherem de lágrimas — Não me abandone. Não sei descrever o que aconteceu com você, não tem nenhum, se quer, ponto positivo nisso. Mas existe um motivo para você ficar comigo e não... — minha voz falha e soluço com o choro — E não se matar, Christian. Por favor, me escuta. Por favor.

Eu chorava tanto que eu pensei iria formar um lago no chão. Sequei minhas lágrimas e tentei me recompor. Respirei fundo e prossegui:

– Tudo que eu consigo pensar é em como vai ser a minha vida depois que você se for. Minha vida vai ser uma merda — e as lágrimas voltaram — Mas, Chris meu amor, eu não consigo me conformar com a ideia de que você não vai envelhecer, não importa de vai ser ao meu lado ou não. Você não sabe o quanto o seu sorriso me afeta. Você não sabe o quanto eu me importo com você. Você não sabe o quanto o meu coração para de bater quando você sorri pra mim. Mas se você quiser que eu saia da sua vida, eu vou fazer isso. Mas, por favor, fique! Porque tem tantas coisas que você pode fazer, tantos amores que você pode descobrir dentro de você. Se você quiser, nós vamos para Paris, juntos, juntinhos. Só eu e você. Vamos criar uma história juntos. Mas, por favor, fique comigo. Por favor, Christian Grey.

Minha voz falhou. Me levantei, com o coração na boca e as mãos trêmulas. Eu o beijei na boca. Eu o beijei porque eu não saberia se eu iria conseguir mudar ele de ideia. Não saberia ao certo o que iria acontecer com ele amanhã. Eu o beijei, com os meus lábios molhados, porque eu tinha medo de perde-lo. Eu o beijei como se fosse o nosso ultimo beijo. Separei meus lábios dos deles e, acariciei seu rosto. Me inclinei, para chegar o mais perto possível de sua orelha e sussurrei:

– Não me abandone, por favor, Christian Grey. Não me deixe sozinha nesse mundo cruel. Não me deixe com o coração quebrado. É a única coisa que eu te peço. Não me abandone.

Dizer todas aquelas palavras foi um alivio para mim. Como se o peso de minha costa tinha sido liberado. Como se eu estivesse tirado um caminhão de emoções e sentimentos, que estava instalado em meu coração. Foi um alivio eu dizer essas palavras.

Mas é tudo verdade. Eu tenho medo de perde-lo. Tenho medo de não conseguir cumprir com a minha tarefa. Tenho medo de estar tão apaixonada por ele e depois ele quebrar o meu coração. Tenho medo de me entregar por inteira pra ele.

Só tenho medo de viver num mundo sem Christian Grey.

***

Nunca pensei que um dia eu me apaixonaria.

Nunca fui o tipo de garota que tinha paixonites na época do colegial ou que tinha paixão por estrelas do rock. Ou mesmo por atores famosos. Sempre fui o tipo de garota que sempre foi tímida mas que sempre que se importou com os outros ao meu redor. Não estava totalmente imune aos encantos do sexo oposto, mas eu sempre fui umas daquelas garotas românticas que tinha sonhos cor-de-rosa sobre o amor, sobre o casamento. Sobre tudo.

Mesmo quando eu estava me apaixonando — aquelas paixões intensas, que você não consegue tirar mais a pessoa da sua cabeça, que tudo que você olha você enxergar a pessoa e, você não consegue tirar o sorriso bobo do rosto -, nem me dei conta de que isso estava acontecendo. Quando estava com Christian, pelo menos depois do nosso primeiro mês juntos, me sentia tão bem que eu não me dei conta do que estava acontecendo comigo. Com o que estava acontecendo dentro do meu peito. É que tudo parecia tão certo, tão bem — como tomar banho de água quente e esquecer por alguns minutos o estresse o dia-a-dia.

Claro, eu sabia que um dia, provavelmente, eu iria me apaixonar.

Mas esse dia chegou. E, é por isso que eu tenho medo.

Enquanto eu pensava nisso, — com um sorriso bobo e com o coração afundando cada vez mais -, eu fui no quarto de Kate e peguei seu notebook emprestado por um momento. Agora, eu estou sentada em minha cama com o notebook vermelho da Kate em meu colo, pesquisando sobre pessoas paraplégicas e que segue a vida normal.

Acabei encontrando um site com várias postagens de pessoas com algum tipo de deficiências físicas. Havia historia de amor e perda, de mulheres tentando lidar a morte de seu marido, de homens lutando para lidar com as esposas deficientes físicas e também mães querendo ajuda com o seu filho pequeno. Tinha maridos que queria se separar das esposas deficientes mas tinha medo de como a sociedade iria reagir com esse acontecimento. Havia muita exaustão e muito desespero. Fiquei apavorada quando eu li uma carta de um homem que queria se suicidar e acabei lembrando do caso de Christian. E havia muitas ameaças de suicídio: os que queriam se matar, os que encorajavam essas pessoas a esperar mais um pouco, aprender a olhar a vida com outros olhos. Li cada um dessas ameaças e era como se eu estivesse olhando para um panorama secreto de como era o cérebro de Christian Grey.

Acabei ficando nervosa e fui para a cozinha preparar um copo de água com açúcar.

Respira e expira. Respira e expira. Respira e expira.

Com mais calma, eu voltei para o meu quarto e respirei fundo. Tomei coragem e acabei escrevendo uma mensagem.

"Olá, me chamo Ana e sou amiga/cuidadora de um paraplégico, com lesão C4 e C5. Bom, ele era muito feliz antes do acidente e agora está tendo muita dificuldade para se adaptar a sua nova vida. Ele está querendo se matar e eu não sei como fazer ele mudar de ideia. Eu já tentei ele enxerga que essa é agora a vida dele mas ele não me escuta. Já levei ele pra sair várias vezes e nada adianta. Não sei mais o que fazer. Então, alguém por favor, pode me ajudar? Qualquer coisa. Algum meio de eu conseguir fazer com que ele pense de outra maneira diferente? Que tire esse pensamento ruim da cabeça? Qualquer ajuda está bom. Aceito todas as opiniões possíveis. Eu só estou preocupada.

Obrigada."

Me encostei na parede e abracei o travesseiro. Eu estava fazendo a coisa certa, não estou? Só estou desesperada por alguma ajuda. Sair com ele não resolve muita coisa. Christian não consegue tirar da cabeça essa sua ideia maluca. Com a mão tremendo, eu apertei em "enviar"


***

Duas horas depois eu entrei no mesmo site e comecei a ler os comentários da minha postagem.

"Querida Ana,

Quase todos nós enfrentamos obstáculos na vida. Talvez o seu amigo já tenha enfrentando o obstaculo da vida dele. Só não deixe que ele afaste você. Seja uma pessoa forte e mantenha-se positiva.

Espero que eu tenha ajudado.

Stefan"

Rolei a pagina e comecei a ler outro comentário:

"Olá Ana,

Tenho um único conselho pra você: Não deixe ele assistir o filme " O Escafandro e a Borboleta". Sério.

Beijos, Ian"

Acabei pesquisando sobre esse filme no Google. "A historia de um homem que fica paralisado devido a um derrame e suas tentativas de se comunicar com o mundo lá fora.", dizia o resumo do filme no site. Eu nunca vou colocar esse filme para o Christian. Obrigada Ian.

Fui para o próximo comentário.

"Olá Ana,

Tenho algumas pergunta pra você: Porque você acha que se amigo tem que mudar de ideia? Você consegue mesmo se colocar no lugar dele? Você consegue imaginar o mundo através dos olhos deles? Sabe o que é não conseguir nem evacuar sem ajuda? Saber que ficará de cama pra sempre; sem poder comer sozinho; se vestir ou ate mesmo tomar um banho sozinho. Essa, Ana, é a vida que eu levo. Porque se eu conseguisse um jeito de morrer com dignidade e se eu soubesse que isso não acabaria com a minha família, eu me mataria. Você parece ser uma pessoa ótima mas eu acho que você está fazendo a pergunta errada. Se essa não é a vida certa para o seu amigo, a questão é: Você deveria decidir se ele vive ou morre? O seu amigo não pode ter o seu ultimo desejo realizado porque uma pessoa não quer isso?

Ana, se coloca no lugar dele. Tenho certeza que você vai entender o que está passando na cabeça dele. Porque eu entendo muito bem.

Do seu amigo virtual,

George. EUA."

Fiquei olhando para a mensagem, com os dedos trêmulos parados sobre o teclado. Fiquei pensando por um bom tempo sobre essas perguntas, refletindo cada uma delas. Será que eu estava fazendo a coisa certa para o Chris ou só estava atrapalhando a sua vida? Meu corpo todo se estremeceu e eu acabei lendo outros comentários.

Alguns dos comentários criticava e xingava o comentário de George, dizendo que ele que precisava de ajuda. Alguns dizia que conseguiram seguir com a vida mesmo sendo deficientes físicos, outros que eu deveria excluir o comentário de George. Havia sugestões sobre antidepressivos, massagens, recuperações, historia de como a vida pode ser sempre melhor.

"Amor. Eu sugiro. Eu sempre sugiro amor ", comentou Eva Smeel, " Se ele tiver amor em sua vida, ele sentirá que pode seguir em frente. Sem amor, eu já teria afundado várias vezes."

Essa frase ecoou em minha cabeça até bem depois de eu fechar o notebook, me deitar na cama e cair no sono.

Time stands still

Beauty in all she is

I will be brave

I will not let anything take away

What's standing in front of me

Every breath

Every hour has come to this.

Christina Perri — A Thousand Years.

Notas finais
Esse capitulo me deixou bem triste. Escrevi a declaração de Ana com lágrimas nos olhos mas eu amei escrever esse capitulo. Espero que vocês tenham gostado/amado ♥ Escrevi de coração meu amores. Agora, eu vou explicar a parte da música. A primeira parte da música, vamos dizer que essa parte seja a da Ana e a segunda seja do Christian - como se fossem os pensamentos deles. Então, é isso meus amores. Espero muito que vocês tenham gostado/amado, eu ficaria bem feliz! Obrigada mais uma vez e, até na próxima ♥ Beijos.