O Jovem Príncipe das Trevas
6 O Chá de bebê parte II
P.O.V. Lúcifer.
Eu serei avô. Eu se quer sabia que teria um filho algum dia, mas eu serei avô.
P.O.V. Jane.
Eu fico imaginando a sensação. A sensação de ter uma criança crescendo em meu ventre, de senti-la se mover.
—Acredite, não é tão bom assim. É difícil de dormir, de andar, você fica enjoada nos primeiros meses e você tem que lidar com bruxas psicóticas que querem vingança. Mas, em certos momentos... é mágico.
—É mágico. Espera, ouviu meus pensamentos?
—Ouvi. Foi mal, fiquei curiosa. Queria saber se estava maquinando alguma coisa.
—Maquinando?
—É. Eu esqueço que você é um soldado e que são os seus mestres que fazem os planos maléficos.
Então eu notei que ela estava comendo batatinhas.
—Isso não é saudável para a criança.
—Eu tava com desejo! Você nem faz ideia de como é ter desejo de grávida, é uma coisa... muito louca, é tipo uma necessidade.
—Porque está sendo gentil comigo?
—Porque não tenho nada contra você? Pelo menos ainda. Mas, se tentar alguma coisa especialmente com o meu bebê... eu te mato do jeito mais doloroso que eu conseguir imaginar e eu tenho uma imaginação fértil e o diabo é meu sogro. E eu posso dizer com toda a certeza que ele tá louco pra pegar vocês. Olha só pra como ele te olha.
—Como ele consegue ser tão intimidante?
—Ele é senhor do inferno garota! Ele é assim. Mas, ele nunca me deu medo. Não sei porque. Talvez porque eu não me sinta culpada ou por nunca ter matado um inocente.
—Ai. Ai.
—Amor, o que foi?
—Eu não sei. Não faço ideia. Acho que ela tá vindo.

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