P.O.V. Lúcifer.

Eu serei avô. Eu se quer sabia que teria um filho algum dia, mas eu serei avô.

P.O.V. Jane.

Eu fico imaginando a sensação. A sensação de ter uma criança crescendo em meu ventre, de senti-la se mover.

—Acredite, não é tão bom assim. É difícil de dormir, de andar, você fica enjoada nos primeiros meses e você tem que lidar com bruxas psicóticas que querem vingança. Mas, em certos momentos... é mágico.

—É mágico. Espera, ouviu meus pensamentos?

—Ouvi. Foi mal, fiquei curiosa. Queria saber se estava maquinando alguma coisa.

—Maquinando?

—É. Eu esqueço que você é um soldado e que são os seus mestres que fazem os planos maléficos.

Então eu notei que ela estava comendo batatinhas.

—Isso não é saudável para a criança.

—Eu tava com desejo! Você nem faz ideia de como é ter desejo de grávida, é uma coisa... muito louca, é tipo uma necessidade.

—Porque está sendo gentil comigo?

—Porque não tenho nada contra você? Pelo menos ainda. Mas, se tentar alguma coisa especialmente com o meu bebê... eu te mato do jeito mais doloroso que eu conseguir imaginar e eu tenho uma imaginação fértil e o diabo é meu sogro. E eu posso dizer com toda a certeza que ele tá louco pra pegar vocês. Olha só pra como ele te olha.

—Como ele consegue ser tão intimidante?

—Ele é senhor do inferno garota! Ele é assim. Mas, ele nunca me deu medo. Não sei porque. Talvez porque eu não me sinta culpada ou por nunca ter matado um inocente.

—Ai. Ai.

—Amor, o que foi?

—Eu não sei. Não faço ideia. Acho que ela tá vindo.