Notas iniciais
Mais um capitulo seus lindos *---* Espero q gostem^^

Por algum motivo fiquei aliviada por saber que Malcolm ainda está vivo. E Nico também. Mas Clarisse e Cato ainda estão por ai, nos caçando. E por mais que Malcolm e Nico também não nos querem vivos, não me imagino tendo que mata-los.

Estávamos almoçando enquanto traçávamos um plano. Percy havia pescado vários peixes e Nyssa os assara. Ela não podia criar fogo como seu irmão, mas era rápida em acender a fogueira e conseguia pegar os carvões com as mãos.

Nyssa nos explicou durante o almoço o que era aquele fio de cobre que havia enrolado. Ela diz que usando o fio, a bateria de Charlie, como ela o chamava, e mais alguns ingredientes certos, eles conseguiriam eletrocutar os outros.

Os filhos de Hefesto não foram claros em relação aos ingredientes, provavelmente porque ainda não confiam em nós.

– Os 50 volts não vão matar os carreiristas... – observa Percy.

– Utilizaremos o potencial elétrico da bateria apenas para impulsionar um sinal... – Charles nos explica – A ameaça está ali!

Ele aponta para uma das ilhas que não me atrevi a ir.

– O que há lá? – eu pergunto.

– Acho melhor conferirem com os próprios olhos quando estivermos pondo o plano em prática... – Nyssa fala.

Eu concordo com a cabeça, embora agora esteja muito curiosa.

– Amanhã cedo começaremos a montar a armadilha. – fala o filho de Hefesto – O fio de Nyssa foi uma dádiva de nossos patrocinadores, como presente por temos chegado entre os dez últimos. Ele é um supercondutor que irá transferir a energia dali – ele aponta para a ilha – para cá!

– Para a Cornucópia? – Percy se espanta.

– Atrairemos os carreiristas para cá – eu suponho, antecipando o plano de Nyssa.

– Exatamente! – ela confirma – Não só os filhos de Ares, mas também Nico e...

Então ela percebe que o outro sobrevivente era o meu irmão e não termina a frase.

– Tudo bem! – eu digo – Malcolm me traiu... Por mais que a opção de voltarmos vivos seja tentadora, não vou me unir a ele... Não em detrimento do abandono de Percy... Eu prefiro um garoto que me ama e é meu concorrente a um irmão que me traiu!

Ele dá um sorriso satisfeito e me beija.

– Acho que os Idealizadores dos Jogos nos odeiam... – Percy fala.

Todos nós concordamos sem hesitar.

– Como levaremos o fio até lá? – eu pergunto.

– Temos o melhor nadador do acampamento conosco! – Charles responde como se fosse obvio – Percy levará o fio para a ilha em poucos minutos sem enrolar ou perder o fio no mar. Nós seguiremos atrás para armar a armadilha.

O sol começa a se por no horizonte.

– Cada vez que vejo isso, penso que pode ser o último... – Nyssa fala, com os olhos cheios de lágrimas.

– Não pense isso! – eu digo – Conseguiremos de algum jeito passar por tudo!

– Você sabe que não... – ela me diz – Pelo menos, não todos. Percy e você não poderão sobreviver juntos. Eu não venceria ninguém em um combate corpo a corpo... E Charlie vai se sac... – e ela para novamente, como se fosse contar o segredo do plano.

– O que? – olho para Charles. Ele me ignora e entra novamente no chifre, dando a conversa por encerrada.

Quando anoitece, o sino toca, mas nenhum rosto aparece no céu.

– Em breve eles mandarão catástrofes para nos forçar a nos matar... ou morrer... – eu falo. Não precisa ser mais clara para todos saberem que eles eram os Idealizadores.

Sempre que os Jogos estavam entediantes, quando passavam mais de três dias sem uma morte ou quando os tributos estavam longe demais um do outro, os Idealizadores lançavam eventos “naturais”, como nevascas e vulcões, ou seus monstros, mais conhecidos nos Jogos como bestantes.

Algumas horas depois, após conversa aleatória sobre nossas vidas antes dos Jogos, o que parecia há séculos, Percy e Nyssa foram dormir. Ofereci-me para ficar de vigia, já que estava sem um pingo de sono.

Passo a noite observando as ondas do mar. O frio congelando meus ossos e a sede me causando dor na garganta. Era impressão minha ou a temperatura da arena estava caindo?

Charles se levanta antes de amanhecer, e com seu movimento os outros também acordam.

– Hora de por a mão na massa! – ele diz, estralando os dedos.

Eu precisava comer algo, mas não encontrei nenhuma comida, então bebi o último gole de água que tínhamos. Logo em seguida noto que foi uma atitude egoísta, mas já estava feito.

Noto Percy passando em suas cicatrizes mais um pouco do spray curador. Elas em breve sairiam totalmente, deixando sua pele novamente impecável. Nada que sua equipe de preparação não fizesse caso ele fosse o vencedor.

E eu apostava minhas fichas em Percy! Não acho que eu conseguirei sobreviver... Se for o caso de lutarmos com Charles, não tenho a menor chance contra ele, mas Percy é forte e habilidoso... Ele seria o vencedor.

Charlie prende uma ponta do fio no chifre, de modo que não pudesse ser arrancado com nenhuma facilidade. Então Percy segurou no ombro os quilômetros do fio e entrou no mar.

Nesse momento ele pareceu sofrer um choque, mas não um elétrico e sim, um choque térmico. Aproximo-me da água e a toco. Estava gelada. Muito gelada. Nada natural.

– Posso usar meus poderes para não me molhar, mas não vou conseguir o mesmo com vocês... – ele diz.

– Vá! – Charles comanda – Chegue à outra ilha! Encontraremos um jeito de aquecer a água.

Percy me dá um beijo.

– Boa sorte! – sussurro. Torço mentalmente para não ser uma despedida.

Ele pula no mar e começa a nadar. Logo, some de vista.

– E agora? – quero saber. Bem, eu sou a inteligente aqui, mas eles que começaram com o plano.

– Acho que temos que nos apressar... – Nyssa diz, olhando preocupada para a Cornucópia.

Sigo a direção do seu olhar e vejo uma fumaça branca saindo da ponta do chifre.

– O que é aquilo? – Charles nos pergunta.

– Não faço a menor ideia – eu falo – mas não é coisa boa!

Nyssa se aproxima da névoa. Tento impedi-la, mas a menina não dá ouvidos. Ela chega perto da fumaça e deixa seu dedo ser envolvido. Nesse momento ela dá um grito agudo e volta para nós correndo. Olho seu dedo e o vejo em carne viva, cheia de bolhas vermelhas.

– É veneno! – ela me diz, chorando.

A fumaça se espalha rápido demais.

– Temos que ir, com a água gelada mesmo! – digo, pulando no mar e sentindo meus dedos dos pés ficando dormentes em questão de segundos.

Charles ajuda Nyssa a se segurar em suas costas e nada logo atrás de mim.

O frio estava congelando meus membros e eu podia sentir pequenos e cortantes pedacinhos de gelo. A água estava congelando com nós lá dentro. Eu não conseguia nadar rápido, e Beckendorf menos ainda.

Ainda estava longe demais da praia da ilha quando não escuto mais as braçadas do filho de Hefesto atrás de mim. Olho para trás e não o vejo.

Um desespero instantâneo me invade. Minhas pernas pesam. Começo a afundar.

– Percy! – eu grito, antes de afundar totalmente.

Notas finais
Mereço reviews? :) O fim dos Jogos está se aproximando... Opiniões? Sugestões? Críticas? Comentem!