O Jogo dos Semideuses
16 Um momento
Notas iniciais
Desde que fui sorteada para ser tributo, eu pensava em como morreria. Lutando contra um carreirista, sendo atacada enquanto dormia, sendo devorada por um bestante, fome, sede... Tudo era preferível a morrer afogada.
Sentir a água gelada entrando em meu nariz e boca foi a pior sensação que eu já havia experimentado.
Quando meu cérebro já não pensava com clareza e meu único objetivo era lembrar o rosto das pessoas que eu amava, sinto braços me agarrando. E logo eu estou sendo carregada para cima.
Recupero a consciência e percebo meu corpo deitado na areia. Percy estava sentado ao meu lado olhando concentrado para mim. Pelo que pude notar eles usou seus poderes para tirar a água do meu pulmão.
Ele percebe que estou viva e me abraça com os olhos cheios de lágrimas.
– Nunca mais faça isso comigo! – ele pede.
– Obrigado! – agradeço, chorando também.
Escuto um canhão e um grito desesperado. Olho para lado e quase desmaio de novo. A cena me traz de volta à realidade da arena.
Charles tentava em vão trazer Nyssa de volta à vida, socando seu peito. Ele chorava e gritava mandando-a acordar. Mas todos nós sabíamos que ela estava morta. O canhão já havia sido disparado.
Aproximo-me dele e ponho a mão em seu ombro. Ele vira bruscamente e afasta minha mão.
– Isso tudo é culpa de vocês! – ele aponta para nós – Se não tivessem aparecido ela ainda estaria viva!
– Vocês nos ajudaram e serei eternamente grata... – eu digo – Mas se nos ajudaram foi por escolha de vocês. Nunca pedimos para que nos ajudassem!
Charles olha para o corpo de Nyssa e enxuga as lágrimas com as costas da mão.
– Você! – ele aponta para Percy – Poderia ter ajudado a minha irmã!
– Eu dei preferencia à menina que amo! – Percy retruca.
“Amo”, ele disse. Isso me deixou desconfortável, porque fiquei feliz... E esse definitivamente não era um bom momento para ficar feliz.
Então Charles dá um passo para frente bruscamente e seu punho enorme atinge o rosto de Percy. O garoto cai para trás com a cara enfiada na areia.
Ajo rápido e empurro Charles para longe de Percy enquanto ele se levanta. O filho de Hefesto me olha com raiva.
– Vocês estragaram tudo! – ele diz.
– Não! – eu respondo – Você está estragando tudo! Ainda há tempo de pôr seu plano em prática. Faça com que a morte de Nyssa não tenha sido em vão.
Enquanto eu falava, Charles apanha no chão um machado. Olho em volta e não encontro nenhuma arma. Droga!
Ao ver meu olhar assustado, ele sorri e avança. Como sou bem menor que ele, consigo me abaixar e passar por baixo de suas pernas. Eu sei, nada digno, mas pelo menos desviei de seu golpe. Chuto suas costas na hora em que Percy levanta e lhe dá uma joelhada nas costelas.
Consigo desarmar Beckendorf e o ameaço com o machado. Mas não tinha coragem de mata-lo.
– Vai em frente! – ele manda – Me mata!
– Já chega! – Percy se irrita e toma o machado de minhas mãos. E antes que eu pudesse impedi-lo, Percy corta o pescoço de Charles com a lâmina do machado. Fecho os olhos um segundo antes da cabeça rolar pelo chão. O canhão dispara.
– O que você fez? – eu grito com ele. Estava com os pensamentos a mil. Não sabia o que pensar.
– Cansei de ser bonzinho... – Percy fala ofegante – Ele tentou nos matar! Ele mereceu... Estamos na arena para matar, e é isso que vamos fazer!
Começa a chover. Uma chuva forte.
– Precisamos nos abrigar. – ele diz, me conduzindo até embaixo de uma árvore de folhagens espessas. Ele concentrou parte dos pingos numa bolha flutuante. E me forçou a beber. Eu precisava mesmo de água doce.
O resto do dia foi como um sonho para mim. Nada ficou guardado em minha memória, apenas lampejos. Quando a chuva cessou, subimos na árvore. Percy caçou alguns esquilos e os assou. E eu fiquei pendurada. Sentada. Chocada demais para fazer qualquer coisa.
Quando estava anoitecendo o som do sino me traz de volta de meus devaneios. O rosto de Nyssa e Charles aparecem no céu noturno. O chalé 9 estaria de luto por nossa causa...
Sei que Percy está certo. Agora as mortes dos dois, só seis tributos restam na arena. Eu e Percy, Clarisse e Cato, Nico e Malcolm. Não fazia ideia de onde estavam, mas não tinha duvidas que assim que nos encontrassem nos matariam.
Desci da árvore e encontrei Percy alisando as pontas de um tridente. Era a arma mais perfeita já dada como dádiva. Melhor que o tridente de Finnick. Um tridente feito especialmente para Percy.
– Nossa... – falo admirada.
– Gostou do meu novo brinquedinho? – ele pergunta.
– Ótimos patrocinadores, eu suponho...
– Eles nos querem vivos! – ele concorda.
– Não! Eles me querem morta. Eles querem que você sobreviva!
Percy se aproxima e me beija, soltando o tridente. Ele segura minha cintura e, com a outra mão, puxa delicadamente e de um jeito sexy, meus cabelos loiros e assanhados.
Continuamos nos beijando. Sinto vontade de esquecer tudo e me entregar ao momento. E é isso que faço.
As mãos de Percy passeiam pelo meu corpo e permito que as minhas façam o mesmo em sua barriga definida. Meus dedos descem até os pelinhos abaixo de seu umbigo. Percy aperta ainda mais nossos corpos um no outro e posso sentir um volume em sua calça.
Uma de suas mãos sobe, por baixo de minha camisa, até meus seios. Ele o segura com a mão firme, me fazendo tremer um pouco. Garoto algum tinha me tocado daquele jeito. E a arena não é bem o lugar que eu queria para ter minha primeira relação.
Tento empurrar Percy, mas ele resiste.
– Relaxa... – ele sussurra e beija meu pescoço.
– Mas é que... – tento dizer.
– Se formos morrer, quero que meus últimos dias tenham valido a pena. – ele me surpreende com isso.
Então ele tira a camisa, deixando ainda mais fácil para minhas mãos sentirem seus músculos. Enfio minha mão dentro de sua calça em busca de seu órgão. Quando o encontro, seguro e sinto-o pulsar.
A língua de Percy me causa arrepios quando chega a poucos centímetros de meus seios. Ele me olha e sorri. Sorrio de volta, mordendo o lábio inferior, tentando parecer sexy.
Ponho o pênis de Percy para fora da calça enquanto ele abre o zíper de meu short. Nos beijamos ainda mais intensamente que antes. Então, nos entregamos ao prazer...
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