Notas iniciais
Os 24 tributos serão apresentados aos deuses! :) Agradecendo aqui os comentários e aos que favoritaram! Adoro vcs!

Chamar a Sala dos Tronos de luxuosa é humildade!

Aquele o lugar mais belo onde já estive. Os tronos, vazios no momento, por si só já emitem uma luminosidade incrível, mas a luz maior vinha das estrelas no teto, uma abóbada a pelo menos cinquenta metros de altura.

O piso era de mármore e trazia pinturas diversas dos deuses, de seus domínios ou das batalhas épicas nas quais combateram.

Quando meus olhos se acostumam à luminosidade do local posso ver os tributos que já haviam chegado.

O primeiro que olho é Percy.

Seja lá quem for seu estilista, ele merece aplausos pela ousadia. Agora entendo o que Grover quis dizer com “chocantes!”.

O visual de Percy lembrou o do vencedor da 42° edição, Finnick Odair, um garoto de quatorze anos que conquistou a todos ao passar os Jogos do começo ao fim quase totalmente nu. Ele vencera os Jogos com um tridente que ganhou de um patrocinador. Provavelmente a dádiva mais cara que já foi dada na arena.

Voltando a Percy... Primeiro fato, ele estava sem camisa. Os músculos bem definidos de seu abdome me deixam levemente ofegante e preciso me concentrar para não ficar de boca aberta.

Seus braços, pernas e barriga estavam pintados com escamas azuis e verdes belíssimas que pareciam reais. Usava uma bermuda azul jeans meio frouxa. A cabeça trazia um adorno carnavalesco que lembrava as barbatanas de um peixe.

E ele segurava o tridente de Finnick. Era uma arma prateada que provavelmente pesava tanto quanto eu e trazia inscrições em grego sobre o mar que não vem ao caso citar.

Ao seu lado Amanda estava usando um vestido azul com um babado branco na altura dos joelhos. Parecia uma onda. O cabelinho preto amarrado num penteado estranho e preso também num adorno carnavalesco. Sorria para mim.

Só então notei Finnick ao seu lado. Ele seria o mentor do chalé 3 deste ano.

Damien nos leva ao lugar onde ficaríamos e ali ficamos de pé, por horas enquanto esperamos todos os 24 tributos e seus mentores serem trazidos.

Observo que o chalé de Afrodite não tinha mentor, embora Effie fosse uma vencedora. Acho que ela preferiu ser dama de companhia a treinar jovens que ela sabe que vão morrer. Não sei qual das opções eu escolheria.

Quando todos estão na sala, prontos para serem apresentados, os deuses começam a aparecer. Primeiro os deuses menores, depois os olimpianos. Por último, Zeus, Poseidon e Hades, os três grandes, com suas respectivas esposas.

Minha mão já estava sentada em seu trono. Atena tem os olhos cinzentos como os meus, expressão determinada e nada simpática, e cabelos loiros por baixo de um elmo. Segurava uma espada numa mão e um escudo em outra.

– Sejam bem-vindos a 49° edição dos Jogos Vorazes! – diz Zeus, com sua voz grave e assustadora. A voz de um autêntico líder imortal.

Ele passa os olhos por cada um dos tributos, analisando suas roupas, expressões e atitudes...

Tento parecer determinada e corajosa, mas não sei se consegui. Seguro a mão de Malcolm. Com a mão livre, lembro o conselho de Damien, e aceno para os deuses, sorrindo. Não sou muito de sorrir, mas faço o melhor.

Boa parte dos outros tributos tentava impressionar. Alguns exibiam seus músculos, outros fingiam que lutavam com alguma arma. E alguns preferiam não se mexer.

– É do conhecimento de todos que apenas um de vocês irá voltar para casa após a arena! – ele continua – E pelo visto, este ano nós teremos um verdadeiro show! Teremos na arena todo tipo de tributo, desde menininhas assustadas a garotos bem treinados! Este ano, como estamos às vésperas de completar nossos cinquenta Jogos quero a melhor das edições!

– Matem sem piedade! – grita Ares, e Clarisse e Cato gritam em resposta, batendo os corpos um no outro.

– Meu filho Ares está certo! Não queremos nada de compaixão. Vieram aqui para matar e é isso que vai acontecer! Para apimentar um pouco mais os Jogos, teremos um prazo máximo de uma semana para que haja um vencedor.

Uma semana? É pouco tempo! A maioria dos Jogos dura o dobro do tempo. Agora sim haverá um banho de sangue.

Zeus ainda falou mais um monte de coisas sobre os motivos dos Jogos. Simplesmente porque eles queriam seus melhores filhos como vencedores, ou porque querem rir enquanto nos digladiamos...

Enfim, eles saem tão rápido quanto entraram.

– Não foi tão ruim assim foi? – pergunta Damien.

Volto à realidade vejo que ainda seguro a mão de Malcolm. Os nós de nossos dedos estavam brancos. O solto e massageio minha mão.

– Desculpa... – digo.

– Tudo bem! – ele responde.

Um trem surge voando e todos os tributos e seus mentores embarcam. Viajariam todos juntos para Nova Roma. A viagem é rápida. Mal dá tempo de se sentar e descansar um pouco as pernas.

Quando chegamos, a cidade estava em festa. Mal posso acreditar em meus olhos. Eu não suspeitava que tantos semideuses haviam chegado a fase adulta. E pior, que eles estariam comemorando que seus irmãos ou ex-colegas de acampamento estavam sentenciados a morte. Desta vez fico chateada e me recuso a fingir ser simpática para eles. Malcolm, pelo contrário, continua sorrindo e acenando, conquistando o público.

Chegamos ao Centro de Treinamento. É um edifício com doze andares. O nosso é o sexto. Subimos até lá.

O andar é inteiramente meu, de Malcolm, Damien e de nossa equipe de preparação, que já nos esperavam ali. Há uma mesa com um verdadeito banquete nos esperando. Sofás enormes e uma TV muito maior que o necessário.

– Vocês fizeram um ótimo trabalho! – diz Damien para eles.

– Obrigado, – fala Grover – mas as verdadeiras estrelas foram vocês!

E ele nos dá um abraço apertado.

– Agora preciso descansar... – digo.

Grover me aponta o quarto.

Meu quarto é maior que todo o meu chalé. O mais impressionante, porém, foi a estante cheia de livros. Obviamente, já é minha parte favorita destes Jogos. Eles sempre procuram agradar os tributos em seus últimos dias antes da arena. E, com certeza, amo livros! Mas antes de lê alguns deles, tiro o vestido e vou tomar um banho.

A banheira parecia uma piscina. Já havia água nela e em sua borda tinha um dúzia de produtos para colocar na água. Escolho alguns aromatizantes e os-despejo na piscina, que em pouco tempo enche de espuma perfumada.

Tomo o melhor banho da minha vida.

Chego a cochilar na piscina, quando Grover bate na porta do banheiro.

– Annabeth?

– Sim. – respondo.

– Vamos jantar docinho. Precisa estar bem alimentada nos Jogos.

Saio do banho e me enxugo. Na cama, encontro uma roupa limpinha. Um short jeans e uma camisa branca confortável. Visto-me e sigo para o banquete.

Notas finais
Eu sei que tá meio paradão, mas no próximo capítulo teremos o treinamento, e em seguida, que os jogos comecem!