O Impossível é só questão de opinião
1 Capítulo 1: Um hóspede indesejado
Notas iniciais
P.O.V. Desconhecido.
Eu me lembro de estar na rua, era tarde da noite, um homem me apontou uma faca e então ele me enfiou aquela faca. Levou todos os meus pertences e me deixou sangrando no chão.
Quando eu acordei estava deitado numa cama.
—Ta acordado é? Fiquei curiosa agora. Porque não arrancou o coração do ladrão?
—Quem é você?
—A pergunta é... quem é você?
Ela ligou uma filmadora e apontou pra mim.
—Nada de olhos brilhantes. Não é metamorfo.
—Metamorfo?
—Quem é você?
—Eu não sei. Porque esse pedaço de madeira?
—Estaca do carvalho branco. Não ia deixar um maldito Original entrar na minha casa sem ter á mão uma arma pra matá-lo.
—Um Original?
—Tem alguma coisa muito errada acontecendo com você Elijah.
—Elijah. Você me conhece?
—Melhor do que eu gostaria.
—Então me diga. Me diga quem eu sou.
—Você? Você é a coisa que se esconde no escuro, espalhe corpos daqui até o horizonte e não vai dar o tanto de gente que você matou. Por baixo dessa carinha bonita, tem uma coisa tão tenebrosa que deixa qualquer um arrepiado. Da última vez que eu fiz isso, tive pesadelos por meses, mas... eu tenho que saber se você está me enganando.
—O que você vai fazer?
—Eu sou telepata. Posso ler mentes, mas quando... tem contato físico é diferente. Contato físico acessa dados mnemônicos.
—O que?
—Se eu tocar sua mão, posso ver suas memórias.
—Por favor.
—Você com certeza não tá normal.
Ela tocou a minha mão com certo receio, ela parecia estar fazendo força. Então começou a gritar e a apertar a cabeça.
—O que você viu?
—Nada. Não tem mais nada. Você foi apagado.
—Apagado?
—Alguém entrou na sua cabeça e apagou todas as suas memórias. Mas, a única pessoa que teria força e poder pra fazer uma coisa dessas seria... eu. E eu não fiz isso.
—Você tem certeza?
—Tenho. Se eu me metesse com você, eu não estaria respirando agora. Vocês teriam me drenado.
—Eu não sinto mais dor.
—É claro que não. Já curou. Olha.
Ela ergueu a minha blusa e apesar de haver sangue o ferimento estava completamente cicatrizado. Não havia marca alguma.
—Como isso é possível?
—Você é vampiro. Você não morre. Não permanentemente.
—Quem é você?
—Renesmee Carlie Cullen. A otária que convidou um vampiro Original pra dentro de casa. Mas, quer saber, você não é digno de raiva. Não, você é digno de pena.
—Me diga quem eu sou e como você me conhece.
—Você é Elijah Mikaelson, um dos primeiros vampiros do mundo. Dai o título, Original. Você é um mentiroso, um lobo em pele de cordeiro. Escondido em baixo dessa fachada de homem nobre está... estava a mais abominável das criaturas.
—Estava?
—Já pensou que... ter suas memórias tiradas de você foi a melhor coisa que já te aconteceu?
—Porque acha isso?
—Eu não acho. Eu sei. O Elijah com as memórias era um ser instável, vazio, num minuto ele era seu amigo no próximo ele estava tentando te matar ou matar os seus amigos. Ele usava as pessoas, fazia elas confiarem nele e quando elas não tinham mais utilidade... ele as matava. Ás vezes torturava.
—Eu fiz alguma dessas coisas com você?
—Não. Não porque não sabia quem eu era, mas as minhas ancestrais Tatia e Katerina e a minha prima Elena... não podem dizer o mesmo. Você as enganou, você as usou e então... você as matou. Eu tenho que ir.
—Ir?
—Tenho que treinar para o Campeonato Nacional.
—Campeonato de que?
—Líder de torcida.
—Líder de torcida?
—Metidinho, faça um Lay out Step out, fique no topo de uma pirâmide humana de três andares e ai a gente conversa.
—Pode me levar com você?
—Tá. Mas, antes... toma. Pode beber.
Eu bebi o sangue das bolsas de sangue e ela foi se trocar.
Quando voltou ela vestia um uniforme vermelho.
—Ta alimentado?
—Sim.
—Então vamos.
Elas se alongaram e começaram a treinar. Ela foi lançada a mais de três metros de altura, mas os rapazes sempre conseguiam pegá-la. Entretanto, quando ela estava no topo da pirâmide, algo deu errado.
—Segura Taylor! Mais firme!
Então... ela despencou. Caiu estatelada no chão.
—Ai Meu Deus!
No entanto, ela simplesmente se levantou.
—Ness, fica parada. Nós vamos chamar a emergência.
—Eu to bem. Não foi tão grave.
—Você caiu de três metros e não tem nem um arranhão.
—É pra isso que servem os colchonetes.
—Como é que você não ta mortinha da silva?
—Os Colchonetes. Vamos parar por hoje está bem Savanah?
—É claro.
Ela agarrou na minha mão e me arrastou pra fora.
—Que droga! Agora elas vão começar a fazer perguntas, perguntas que eu não posso responder.
—Pode responder pelo menos pra mim?
—Quando chegarmos no carro pode ser?
—Claro.
Nós entramos no carro e ela saiu cantando pneu.
—A sua raça, não é a única raça de vampiros que existe. Existem outras. Mas, eu não sou vampira exatamente.
—Então, o que você é?
—Uma herege duplicata. Hereges são frutos de uniões entre vampiros e bruxas. Nós não somos nem uma coisa nem outra... somos os dois. A sua raça é feita de carne, a do meu pai é feita de mármore. Eles podem se abster de sangue humano se quiserem, mas vocês não. Os que tentam acabam virando estripadores.
—Se eu assassinei seus entes queridos, então... porque você me ajudou?
—Porque eu sou melhor que você. O que você gosta de comer?
—Eu...
—Você não sabe.
—Eu preciso comer?
—Sim. Mais uma diferença entre as raças. Contanto que você e seus semelhantes mantenham uma dieta estável de sangue humano o organismo de vocês funciona normalmente. Por isso você sente fome de comida, sede de água e tem necessidades fisiológicas.
Nós paramos num restaurante.
—Pode pedir o que quiser, eu pago.
Nós comemos sanduíches com refrigerante. A dona da loja já a conhecia. Conhecia tão bem que sabia exatamente o que ela iria pedir.
—Você vem muito aqui?
—É. Eu tenho TOC. Eu sempre faço a mesma coisa, sempre como a mesma comida, uso os mesmos tipos de roupas e mudanças me deixam... nervosa.
—Porque?
—Todo esse poder cobra um preço. Saber que as coisas vão acontecer antes delas acontecerem, ter que ouvir a verdade nua e crua, ser duplicata. Eles continuam vindo. Tentam me levar, tentaram drenar o meu poder, você não sabe como é e nem precisa. Eu sou tão quebrada quanto você era, mas eu nunca matei ninguém. Eu tenho regras e códigos. Porque, eu não quero ser um monstro.
—Você não é um monstro. Você acolheu alguém que lhe fez muito mal, não sei se eu seria tão benevolente quanto você foi.
—Não. Não seria.

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