O Impossível é só questão de opinião
2 Convivencia
P.O.V. Elijah.
Quanto mais eu convivo com ela, mais eu descubro sobre o que ela passou.
Ela tem pesadelos frequentes, toma remédios controlados... muitos deles. Por mais gentil que ela seja eu sei que a minha presença em sua casa a incomoda.
Ela faz o possível para não deixar transparecer. Ela saiu, foi ao mercado.
E eu achei um livrinho de capa cor de rosa. Era um diário. A última entrada foi a dois dias atrás.
Tomado por uma curiosidade incontrolável, eu abri e comecei a ler.
Porque estou ajudando ele? Porque o trouxe pra dentro da minha casa? Ele pode não se lembrar, mas eu lembro. Eu lembro de tudo. Eu estava com a Katherine quando ela estava morrendo, entrei na mente dela. Eu o vi caçá-la como se ela fosse um animal pela floresta, então o mesmo aconteceu com Elena. Ela foi de bom grado para a morte pra proteger aqueles que ela amava, mas não importou. O desgraçado do Klaus matou a Jenna, então Ester ameaçou matar todos que ela amava se ela não cooperasse com aquele feitiço de ligação idiota. Ela teve que mentir. Mas, ele não deixou ela explicar simplesmente a levou para o meio do nada, a atirou dentro de um buraco e usou a fúria da própria irmã contra a minha prima. E mesmo depois de toda essa desgraça não foi o suficiente, eles atiraram o carro da Elena dentro do rio pra ela morrer afogada. Ás vezes me pergunto se ele sente algum remorso. Alguma coisa. Mas, eu acho que não. Entranhado nesse tipo de trevas não há lembrança do amor, da bondade. Por mais que suas memórias tenham sido apagadas, eu não confio nele. Eu só queria poder me sentir segura, só uma vez. Só um dia. É a maldição de se ser uma duplicata Petrova, todos os seguidores do Klaus querem drenar o meu sangue assim ele pode fazer mais monstros híbridos. Todos sempre querem algo de mim, até mesmo esse Elijah com amnésia. Ele quer suas memórias de volta, mas algumas coisas não valem a pena ser lembradas.
—Ei! O que você pensa que tá fazendo?!
Ela tomou o caderninho de minhas mãos e o apertou contra o peito.
—Me desculpe.
—Me desculpe?! Você é um hóspede na minha casa e acaba de invadir minha privacidade.
—Eu sinto muito.
—Não faça de novo. Vocês Mikaelson, pensam que podem pegar o que querem quando querem e que vai ficar por isso mesmo. Quando lhes convém vocês matam, vocês atormentam.
—Eu fiz mesmo todas essas coisas horríveis que você diz que eu fiz?
—Fez. E o que tá aqui... não é nem o começo. Mas, algumas coisas não devem ser lembradas.
—Você disse que acessou minhas memórias uma vez.
—É.
—Você ainda as tem?
—Tenho. Mas, mesmo se eu mostrar vai ser sob a minha perspectiva. Porque eu sou uma andarilha dos sonhos.
—Entendo.
Ela tocou o meu rosto e eu comecei a ver. Toda a minha existência, eu me vi matando centenas de milhares de pessoas, eu fiz coisas horripilantes. Quando acabou eu voltei á realidade, mas ela não. Ela não se movia, seus olhos estavam arregalados, vidrados. Sem saber o que fazer eu liguei para os pais dela.
Que vieram e trouxeram o avô. Um vampiro médico. Ele colocou aquela luz nos olhos dela, mas ela nem piscava.
—Ela está em estado de catatonia. Não acho que esteja consciente, está presa. O que quer que ela tenha visto foi tão... chocante, tão ruim que como um mecanismo de defesa sua mente trancou-se dentro de si mesma. Você devia tentar se comunicar com ela filho.
—Ela é um escudo Carslile, ela tem que me deixar entrar.
—Tente ao menos falar com ela.
—Oi querida. É o papai, você tá me ouvindo? Você tem que acordar. Tem que reagir.
P.O.V. Renesmee.
Eu estava em um jardim, cercada de borboletas e coelhinhos. Todos os meus amigos estavam lá. Minha família estava lá, estávamos fazendo piquinique.
P.O.V. Elijah.
Ela não respondia.
—Não tem como dar algum remédio para tirá-la desse estado?
—Não existe um que eu conheça.
—Andarilhos dos sonhos.
—Pra que quer um andarilho dos sonhos?
—Pra puxar ela de volta. Alguém tem que entrar na mente dela e tirar ela de lá. Eu vou ligar para a Chloe. Ela treinou a Renesmee, talvez possa ajudar.
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