O Herói do Olimpo

31 Brincamos de jogar Percy em árvores!


Notas iniciais
É, galera, eu finalmente sinto que minha fic é boa. Finalmente alguém colocou nosso trato em prática. Valeu, Juuh Lerman, Gustavo Binow, Sasa Crazy, Pietront e brisingr11 vocês são demais!

Acordei me lembrando da missão que Apolo me dera. Mundo inferior... eu não sabia o que esperar de minha visita ao meu caro titio Hades. Minha primeira vez lá não foi das mais agradáveis possíveis.

E tinha aquele cachorro que só Annabeth conseguiria acalmar.

Bufei irritado e me levantei. Coloquei outras roupas e peguei algumas comidas na mochila.

Saí da barraca e a desarmei. Coloquei-a na mochila e fui atrás de um lago. Eu estava precisando urgentemente de um banho.

Achei um bem ali perto. Eu havia conseguido senti-lo de muito longe, então não foi problema achar. Joguei minhas coisas em uma pedra ali do lado e me joguei na água. Instantaneamente minhas forças se revigoraram. Eu sentia que poderia matar qualquer um ali, até mesmo Gaia.

É, eu apenas sentia.

Alguns minutos depois, saí da água totalmente limpo e seco. Peguei minhas coisas e me preparei para voltar até minha caminhada. Mas antes que eu pudesse pensar em começar a andar, algo farfalhou no mato ao meu lado.

Retirei Contracorrente do meu bolso silenciosamente. Olhei para todos os lados e tentei sentir alguma presença ali. Nada.

E então, de repente, algo saltou em cima de mim. Um cão infernal, maior que a Sra. OLeary aterrissou em cima de mim. Tentou abocanhar minha cabeça mas eu desviei.

Eu tinha de pensar rápido. Contracorrente havia voado quando o cão saltou por cima de mim. Rapidamente retirei uma adaga que estava na minha cintura.

Perfurei o cão na barriga. Ele não se transformou em pó, mas recuou cambaleando.

Me levantei rapidamente e me preparei para jogar a adaga. A joguei.

Incrivelmente, o cão conseguiu desviar. Olhei chocado para ele. Aquela velocidade não era normal para um cão infernal qualquer, que vagasse atrás de semideuses. Esse cão havia sido treinado.

Procurei por mais adagas em minha cintura, porém, nada havia lá. Olhei para Contracorrente que estava atrás do cão. Eu não tinha opções para essa luta.

E então uma última ideia me ocorreu. Eu estava ao lado de um lago. Eu poderia controlar aquelas águas sem nenhum problema sequer. Fechei os olhos e me concentrei. Senti a água. Fiz um jato de água com bastante pressão ir de encontro ao rosto do cachorro. Ele voou e foi de encontra a uma árvore. Ele não resistiu ao impacto. Se transformou em pó na hora.

Limpei um pouco de suor da testa com a palma da mão e caminhei até Contracorrente. Coloquei a tampa nela e logo a guardei no bolso. Fui até minha mochila e a coloquei em minha costas. Olhei uma última vez para o pó que o cão infernal deixara ali. E comecei a caminhar a caminho do mundo inferior.

Enquanto caminhava lembrei do que aconteceu antes de que eu saísse do acampamento. E Atena só confirmara minhas suspeitas. Todos os que já haviam morrido antes morreram de novo. É, isso é estranho. Talvez no mundo inferior eu achasse respostas para isso. Talvez eles terem ficado um tempo no mundo inferior tenha os feito mal, e eles acabaram morrendo.

Não sou um filho de Hades, não tem como eu saber o que realmente aconteceu.

Pensei nos que morreram. Silena, Bianca, Castor... Eram tantos. Não era justo com eles. Terem de lutar para a sobrevivência do mundo enquanto os mortais ficavam por aí, somente se divertindo. Não era justo com os semideuses. Termos de aguentar um fardo por causa de nossos pais.

Tudo bem, é melhor eu parar por aí, nunca se sabe se tem um deus lendo sua mente.

Voltando à minha caminhada em direção ao mundo inferior. De acordo com o mapa, eu deveria chegar lá em cerca de 30 minutos.

10 minutos depois eu tive de parar. Algo não estava certo. Olhei para os lados. Eu estava no meio da calçada de Los Angeles, seria difícil fazer uma luta em frente aos mortais. Eles provavelmente não veriam algo de bom.

Um ciclope apareceu em minha frente. Ele tinha em cerca de 3 metros e carregava um bastão. Dava para ver em sua expressão que ele estava com bastante fome.

Joguei a mochila no chão e retirei Contracorrente do bolso. Ele rosnou ao ver a lâmina e bateu o bastão em seu peito. Se preparou para correr e então veio. Sorri e corri em sua direção.

Rolei por debaixo de suas pernas. Parei atrás dele. Ele estava procurando freneticamente por mim. Pulei em suas costas e fui até sua cabeça. Ele se sacudiu, tentando, em vão, me tirar dali. Mas Atena treinara meu equilíbrio. Eu não sairia dali tão facilmente. Peguei minha espada e enfiei em sua orelha. O monstro se transformou em pó seguidamente.

Bufei e olhei para frente. Havia outro ciclope. Droga. Peguei Anaklusmos e me escondi atrás de uma pedra. O ciclope estava olhando para todos os lados, tentando, talvez, achar o ciclope que eu acabara de matar. Ou talvez estivesse me procurando, já que suas narinas não parava de se mover.

Opção dois ganhou.

O ciclope olhou para minha pedra e correu até mim. Ele estava usando um bastão idêntico ao do primeiro. Corri em sua direção, mas, antes que qualquer um de nós desse um ataque, algo me lançou até uma árvore.

Um lestringão. Sério. Por que comigo? É, ser um semideus não é fácil.

Me levantei e olhei para os monstros. Estava claro que eles estavam juntos. Um não deixaria o outro morrer. Minha estratégia teria de ser muito boa para matar aqueles dois.

Certo. O que aconteceu em seguida foi um orgulho até para mim. Eu corri no meio deles. E, quando ambos iriam atacar, eu pulei e fiz um giro 360 graus. Os dois se transformaram em pó quase que instantaneamente.

Voltei até a pedra que eu havia me escondido e peguei minha mochila. Peguei um pouco de néctar e bebi. A brincadeira vamos jogar Percy Jackson até uma árvore! havia me causado uma leve dor de cabeça, nada que o néctar não pudesse curar. Comi também um pedaço de ambrosia. Me levantei e continuei meu caminho até o mundo inferior.

Cheguei até os estúdios de gravação M.A.C 30 minutos depois, como previsto pelo mapa. Adentrei o saguão. Vislumbres da minha primeira missão passaram por minha cabeça.

– Olha, olha, olha quem está aqui!

Olhei para meu velho conhecido. Caronte estava sentado atrás de seu balcão e trajava seu terno e óculos escuros. A mesma coisa da primeira vez, se não me engano.

– Você por aqui? Desta vez está morto? — Perguntou ele se levantando. Ele negou com a cabeça, mostrando que já sabia a resposta para sua própria pergunta. — Você cresceu, em? Ouvi boatos sobre você, garoto. Ainda não acredito que derrotou Cronos.

– É, eu também duvidaria.

Tirei alguns dracmas de dentro da mochila. Os olhos de Caronte brilharam instantaneamente.

– Ah, tudo bem, entre logo! -Exclamou ele, puxando as moedas de minha mão.

Pulei no pequeno barquinho e começamos a navegar pelo rio Estige. Olhei para todos os artefatos que estavam ali, todos os sonhos perdidos... Aquele lugar me trazia más recordações. Eu pulando no rio e vendo Annabeth. Hades partindo para cima de mim, eu matando todos seus guerreiros esqueléticos e depois posicionar a espada em sua garganta.

Suspirei e voltei a atenção ao caminho.

Caronte me deixou em frente ao castelo de Hades. O agradeci e ele apenas deu de ombros. Fui andando pacientemente até o deus dos mortos, que provavelmente já sabe de minha presença em seus reino.

Estranhei Cerbero não estar lá. Mas dei de ombros, para mim era melhor que ele não estivesse mesmo.

Adentrei o salão de tronos. Pinturas de mortos ficavam em todos os cantos. Três tronos estavam no final da sala.

Hades.

O deus dos mortos estava sentado em seu trono. Ele mantinha a cabeça abaixada, como se ele houvesse perdido alguém de importante. Bianca logo me veio à mente. Hades sempre gostou da filha. Havia sido um prazer revivê-la, e agora perdê-la novamente. E, provavelmente, não teria mais uma chance de trazê-la de volta.

Procurei qualquer sinal de que Nico poderia estar ali. Eu já vira que a situação para mim não estava boa, somente o filho de Hades conseguiria acalmar o pai.

Eu percebi tarde demais que não era uma boa hora para ir até o mundo inferior.

Notas finais
E sim, o cap ficou pequeno. Quando o nyah parou... a criatividade ficou offline junto ao site, então, me desculpem. Vou tentar fazer o próximo com 3 mil palavras. Até mais!