O Herdeiro de Prata
6 Sonserina ou Grifinória?
Notas iniciais
Quando retornou a cabine, encontrou-a vazia, Claire e Tim Ganolld já deveriam ter saído e até o seu Malão não se encontrava mais ali. O Trem tinha parado na estação próxima a Hogwarts, alguns minutos após seu encontro com o misterioso Tom Riddle e seu grupo de alunos da Sonserina.
Todas as cabines pelas quais havia passado estavam vazias, os alunos já tinham desembarcado, andou até a porta de saída mais próxima e desceu do Trem, encontrou também a Estação vazia, em um dos aportes de madeira da Estação, viu uma placa com os dizeres “Estação de Hogsmead”, os últimos vestígios dos raios de sol se escondiam para lá do horizonte e no fim do corredor um enorme homem com uma lamparina mágica na mão, aguardava.
Arion já tinha visto homens grandes, os próprios gêmeos Petrov eram grandes, mas nunca tinha visto alguém tão alto como aquele, o homem tinha grandes cabelos negros desgrenhados e um barba rebelde da mesma cor que descia até o peito, a lamparina mágica ficava pequena em sua grande mão, como se fosse um brinquedo dado para uma criança alta demais.
Quando caminhou até ele, o grande homem abriu um sorriso e acenou com sua manzorra , o que foi uma cena no mínimo desconcertante e inesperada para Arion, que nunca esperava ver um homem daquele tamanho, agir dessa forma tão amigável, até Silver que continuava aconchegado em seus braços, fitou o grande homem com o que parecia ser interesse para um gato.
— Quase que você fica para trás, voltei para ver se havia algum aluno perdido. – Falou o Grande Homem
— Agradeço, demorei para encontrar meu gatinho aqui. – Falou Arion apontando para Silver, o filhote o olhou e emitiu um miado muito sugestivo.
—Ah! Filhotes são sempre curiosos. – Disse o Grande Homem aproximando-se e fazendo um afago em Silver.
Arion assentiu com a cabeça e passou a segui-lo, quando ele tomou o caminho para fora da Estação de Hogsmead, a trilha estava cheia de pegadas das pessoas que já haviam passado por ali, Arion as percebeu quando caminhavam e a terra era iluminada pela lamparina mágica que o grande homem carregava.
— Deve ter sobrado alguma carruagem. – Disse ele, dando um leve toque na lamparina, o que a fez irradiar ainda mais luz.
Com a claridade aumentada, Arion pode ver a que o grande homem se referia, a alguns metros a frente estava uma carruagem, era puxada por um animal estranho com corpo esquelético e grandes asas negras. Arion nunca tinha visto aquele animal.
— O que é? – Perguntou Arion, apontando para o desconhecido animal.
—Ah! Você também consegue vê-lo?! Esse garoto aqui é um Testrálio. – Respondeu o grande homem, aproximando-se do animal e acariciando-o entre os olhos sem pupilas e totalmente brancos. – Esse foi o primeiro do Rebanho.
—Como assim, também consigo vê-lo? – Falou Arion. — Ele está bem aqui na nossa frente, qualquer um poderia vê-lo.
— Ah! Não esses aqui, o Tenebrus é um Testrálio e os Testrálios não podem ser vistos por quaisquer pessoas, apenas quem já testemunhou uma morte, pode vê-los. – Respondeu o grande homem.
Arion pensou em uma desculpa para uma pergunta que nunca veio, o Grande Homem parecia entretido em brincar com o animal que lhe mordiscava os dedos. Ele parecia levar jeito com os animais e foi mais uma das coisas inesperadas que Arion notou na personalidade do homem.
Depois de algum tempo, Arion entrou na carruagem e acomodou Silver em seu colo, o filhote espreguiçou-se antes de deitar e fechar os olhos, depois de tirar um pedaço de carne crua de um dos grandes bolsos de sua jaqueta e alimentar o Testrálio, o grande homem entrou na carruagem( o que a fez perigosamente inclinar-se para um dos lados ), porém com todo aquele aparente peso, não pareceu esforço nenhum para o Testrálio levar a carruagem em frente.
—Alías agora percebo. – Disse o grande homem, quebrando o silêncio que tinha se instalado. – Que não o conheço, você é um aluno novo?
Arion que acariciava distraidamente a nuca de Silver, repetiu a frase que havia ensaiado.
— Sim, sou aluno novo, vim de CasteloBruxo no Brasil para fazer meu último ano aqui em Hogwarts.
Seria uma resposta que teria de dar a todos que perguntassem, as pessoas tinham de pensar que ele era um simples aluno em busca de experiências diferentes na sua formação escolar.
—Hogwarts com certeza foi a sua melhor escolha, é.. é...
— Arion Pure. – Falou Arion
—Prazer Arion Pure. – Disse o grande homem estendendo a mão. – Sou o Hagrid, Guarda-Caça de Hogwarts.
...
Durante a conversa, Arion ficou sabendo sobre a grande variedade de animais que habitavam os vastos terrenos da Escola, Além de Testrálios, haviam Unicórnios, Hinkypunks, Grindylows, Barretes Vermelhos, Amassos e muitos outros, até Sereianos e Centauros poderiam ser encontrados nos arredores de Hogwarts( Embora o Guarda-Caça não tenha se referido a eles como animais, por falta de uma definição melhor, tinha concordado com relutância apenas com o termo “criatura”, quando Arion o disse ).
- E esses são todos que já pude avistar por minhas perambulações, devem haver muito mais vivendo na Floresta Proibida, inclusive meu amigo Arago... – Interrompeu-se com brusquidão na última palavra, abaixou os olhos e passou a mexer na barba em silêncio, igual a uma criança, quando é pega fazendo algo errado.
Nesse momento Silver que já estava desperto saiu do colo de Arion e com um salto foi parar no colo de Hagrid, que passou a acaricia-lo como se fossem amigos de longa data, Arion não saberia explicar melhor, mas foi como se o filhote tivesse ido confortar-lo.
Para mudar o rumo da conversa e fingir que não havia notado o corte abrupto na fala, Arion falou:
— Faz quanto tempo que o senhor trabalha como Guarda-Caça em Hogwarts?
Usou a palavra “Senhor” não com o tom de chacota que sempre usaria há algum tempo atrás, na verdade tinha julgado o Guarda-Caça uma pessoa simples e amistosa, e esse julgamento se fortaleceu depois que Silver também pareceu fazer o mesmo juízo.
Parece que a pergunta fez efeito, Hagrid levantou os olhos novamente e parou de mexer na barba, pareceu pensar um pouco antes de responder:
— Vai fazer cinco anos, tudo graças ao Professor Dumbledore.
Arion não reagiu ao nome, seus anos de experiência faziam com que essas situações não o pegassem desprevenido, esperava ouvir o nome de Albus Dumbledore com frequência em Hogwarts, qualquer menção ao nome dele, na verdade, o fazia sentir interesse, planejava levar a conversa nessa direção, quando a carruagem diminuiu a velocidade e parou.
Haviam chegado ao destino, viam-se várias carruagens, como a que estavam, paradas ao lado, não havia pessoas ali também, todas já deveriam estar dentro do castelo.
—Tenho que me apressar, creio que devo estar atrasado. – Disse a Hagrid ao sair da Carruagem, seguido de perto pelo filhote.
O Guarda-Caça usou a grande mão para dar dois tapinhas nas costas de Arion, enquanto falava:
—Boa sorte, Nos vemos por ai.
Arion pegou Silver no colo e o aconchegou no grande bolso interno do Blazer da escola que usava e subiu as escadas com pressa, não vendo ninguém, seguiu as vozes, elas a levaram até um Átrio, onde um grupo de alunos esperava em frente a uma dupla porta fechada, todos faziam silêncio para ouvir as instruções de um bruxo com uma longa veste na cor verde escura que acentuava sua grande barriga.
Arion aproximou-se do grupo para pedir alguma informação, ao chegar perto viu que os alunos eram todos muito jovens, deveriam ser do primeiro ano, todos os olhares se dirigiram para ele, inclusive o do homem que dava as instruções.
— Você deve ser Arion Pure, o aluno novo. – Disse o homem estendendo a mão.
—Sim, sou eu. – Disse apertando a mão do homem. – E o senhor é o famoso professor de Poções, Horácio Slughorn.
—Oh meu rapaz, vejo que aprecia um humilde preparador de poções. – Respondeu com um largo sorriso o Professor.
Havia reconhecido o Professor pelo grande bigode que este tinha, havia se inteirado da aparência e costumes dos professores, tudo que tinha achado de interessante nos livros ou em relatos de outras pessoas. O professor Horácio Slughorn gostava de elogios que amaciavam seu grande ego e tinha o costume de cercar-se dos melhores alunos, numa espécie de Clube.
Continuou com os elogios, não seria ruim cair nas graças de um dos professores logo no primeiro dia.
— Será uma honra cursar a sua matéria, Senhor, sou um admirador de suas lendárias habilidades.
—Meu jovem, meu jovem, dessa maneira você me deixará encabulado, quer dizer que meu nome também é ouvido em terras tão distantes?. – Respondeu o Professor, seu sorriso era tão grande que por pouco não ia de orelha a orelha.
—Com toda certeza, ouso dizer que os feitos do senhor são comentados em todas as Escolas Bruxas. – Ao terminar de falar, viu que o sorriso do Professor tinha se alargado ainda mais, os boatos eram mesmo verdadeiros.
O professor Slughorn pareceu que tinha notado o ouvir atento do grupo de alunos na conversa que estavam tendo, com isso virou-se para o grupo de alunos e com uma voz de comando:
— Agora vocês entrarão em fila pelo salão para serem selecionados para as suas respectivas Casas. — Vamos, vamos. – Enxotou-os o Professor.
Todos formaram uma fila as pressas e se encaminharam para o salão, quando a dupla porta abriu-se, o barulho das pessoas lá dentro inundou o atrío, mas só por alguns segundos, assim que a dupla porta fechou-se, o ruído diminuiu novamente.
— Bem, agora eu tenho que entrar, espere um pouco aqui, assim que os primeiranistas forem alocados para as casas, virei busca-lo para a sua alocação. – Disse o Professor.
Arion concordou com a cabeça e apertou a mão do Professor mais uma vez, fazendo o papel perfeito de um aluno encantado com o seu professor, viu o professor caminhar até a porta e se deter por alguns segundos, virar-se e falar:
— Mandarei um convite para uma das reuniõezinhas que faço no decorrer do semestre.
O professor entrou e Arion se permitiu dar um leve sorriso, deve ter sido o aluno que mais rápido entrou no Clube.
...
Uma sucessão de nomes foi dita, sendo sempre seguido pelo anúncio da Casa que o aluno ficaria e uma salva de palmas dos alunos que pertenciam a Casa escolhida.
Arion sabia que existiam quatro casas: Corvinal, Grifinória, Lufa-Lufa e Sonserina , os alunos da mesma casa e ano pegavam as aulas juntos e dormiam no mesmo dormitório.
Depois do nome de Ellon Norrells ser chamado e anunciado para a Casa Lufa-Lufa, o Professor Slughorn retornou.
— Finalmente é a sua vez, Arion, por obséquio, siga-me. — Disse o Professor.
Arion o seguiu e adentraram o salão, as pessoas estavam em silêncio, todos o observavam, um aluno novo sempre gerava curiosidade, caminhou até o lado oposto, passando pelas quatro mesas e chegando até um banquinho de madeira que estava situado em frente a uma mesa grande na vertical, onde Arion reconheceu alguns professores que sentavam ali.
Avistou Claire ali, em pé atrás do Professor Cuthbert Binns, ela assentiu discretamente, quando seus olhares se encontraram, Arion passou os olhos rapidamente pelo resto da mesa, a procura de Albus Dumbledore, mas não o encontrou.
Professor Horácio Slughorn apontou para o banco de madeira e Arion pode notar pela primeira vez que havia um chapéu bruxo ali, o Professor pegou o chapéu e esperou até que Arion sentasse no banco.
Havia sentado de frente para os alunos que estavam dispostos nas quatro grandes mesas, nas suas costas estavam os professores, os murmúrios preenchiam o ar.
—SILÊNCIO! Gritou, um homem que Arion reconheceu como o Diretor da Escola, Armando Dippet.
Imediatamente todos calaram as bocas e foi nesse clima de silêncio total que o Professor Slughorn colocou o Chapéu em sua cabeça.
Assim que o chapéu tocou sua cabeça, uma voz ecoou em seus ouvidos e na mente.
—Huuuuum, Huuuuum, Arion, Arion Pure. – Disse a voz.
— Difícil, muito difícil, você tem coragem e determinação, e tem em igual astúcia e ambição, o que lhe deixaria entre a Grifinória e a Sonserina, huuum.
Arion olhou para as mesas da Grifinória e Sonserina que ficavam lado a lado no Salão, o Chapéu continuou a falar:
— Possui também uma mente rápida, mas, sim, sim, entendo. – Enquanto o Chapéu falava, seu olhar continuava alternando pelas mesas da Grifinória e Sonserina, até que uma pergunta surgiu em sua mente, não lembra se a pronunciou ou o Chapéu a leu em sua cabeça.
— Professor Albus Percival Wulfric Brian Dumbledore é o Diretor da Casa da Grifinória.
— Então quero pertencer a essa Casa. – Externou Arion.
— Creio que a Sonserina iria impulsionar sua grandeza. – Retrucou o Chápeu, tentando convence-lo – Suas ambições serão alcançadas, a Sonserina é a casa certa para você. – Disse o Chapéu.
Enquanto pensava em um argumento para convencer o Chapéu, seu olhar encontrou-se com os aqueles olhos verdes escuros, quase que castanhos.
—Não! – Disse Arion, mais pensando do que realmente dizendo. – Eu não quero pertencer a Sonserina.
O Chapéu ficou alguns segundos em silêncio, a vontade de Arion agora tinha se tornado férrea, o motivo que precisava estava sentado na mesa da Sonserina, Tom Riddle.
Aquele estudante o intrigava, seu rosto não transmitia nenhuma emoção, mas seu olhos, seus olhos eram diferentes, Arion podia ver raiva dentro deles, raiva não, ódio profundo.
Arion sorriu, teria que estar sempre em alerta com esse Tom Riddle, a verdade é que a ideia de alguém que pudesse desafia-lo, lhe agradava e muito.
— Eu não quero ser da Sonserina. – Repetiu mais uma vez para ter certeza de que o Chapéu tinha ouvido.
—Tem certeza?! – Disse o Chapéu saindo do seu reflexivo silêncio. — Nesse caso, a única opção é coloca-lo na... GRIFINÓRIA!
A mesa da Grifinória irrompeu em aplausos, enquanto que alguns alunos da Sonserina ensaiaram vaias, entre eles, Arion percebeu, estavam os que haviam confrontado-o no Trem.
O Professor Slughorn tirou o chapéu de sua cabeça e apontou para a mesa da Grifinória, Arion levantou-se e foi sentar na mesa indicada.
Recebeu diversos apertos de mão calorosos e tapinhas nas costas dos colegas mais próximos. Teve que usar a história ensaiada para se apresentar e contar da onde vinha para os colegas que perguntavam, um dos quais chegou a dizer que tinha um primo que estudava lá, mas não conseguiu prosseguir, Pois o Diretor autorizou o início do jantar e as mesas se encheram de pratos diversos e todos se ocuparam em acaba-los
Depois de estar satisfeito, ainda alimentou Silver e quando as sobremesas vieram apenas remexia no prato, esperando passar o tempo, quando bocejou pela segunda vez, notou o quanto estava fatigado, as noites sem sono estavam começando a cobrar seu preço, uma hora ou outra precisaria dormir, e quando isso acontecesse o pesadelo poderia retornar.
Após o término das sobremesas os pratos desapareceram das mesas, o Diretor de Hogwarts levantou e usando a varinha para amplificar a sua voz, falou:
—Alunos e Alunas de Hogwarts, bem-vindos a mais um ano de aprendizado, espero que todos aproveitem bem. – Nesse momento alguns alunos deram risinhos. – Tenham uma boa noite.
Assim que acabou de falar, todos os outros professores levantaram e saíram da mesa, Arion viu Claire seguindo Cuthbert Binns e saindo com ele por uma porta lateral, quatro alunos com insígnias prateadas acima do símbolos de suas casas se prostraram na frente das suas respectivas mesas , o que pertencia a Grifinória deu os comandos.
— Sou Albert Pontell, Monitor-Chefe, sigam-me.
Todos levantaram das cadeiras e seguiram em uma massa desodernada para fora do salão, Enquanto andava Arion foi observando a arquitetura do Castelo, tudo parecia ser de muitos anos atrás, mas conservava o aspecto de robustez, haviam inúmeros quadros que retratavam séculos passados e o que mais chamou atenção de Arion, havia uma infinidade de portas, imaginou como seria fácil perde-se.
Subiram por lances de escadas, até o que Arion achou ser o sétimo andar, os alunos que estavam na frente pararam repentinamente, havia um grande quadro bloqueando a passagem, na moldura uma mulher muito gorda dormia, emitindo pequenos roncos a intervalos de tempo regulares.
O Monitor-Chefe se aproximou dela e com a ponta da varinha a cutucou na altura do nariz, a mulher acordou imediatamente assustada, abriu a boca para reclamar, mas ao ver que estava na frente de tantos alunos, pensou melhor e se restringiu a dizer:
— Qual a senha?
A qual foi imediatamente respondida em voz alta para que todos os presentes ali ouvissem.
— Pudim de Rabanete!
Como que a contragosto o quadro deslizou, desbloqueando a passagem para todos passarem, o Salão comunal era muito aconchegante, possuía várias poltronas e mesinhas, tinha uma grande lareira em um dos cantos e grandes cortinas que bloqueavam o excesso dos raios solares, na extremidade oposta havia duas escadas que levavam aos dormitórios, a maioria dos alunos se dirigiram até as escadas, apenas um punhado permaneceu no Salão.
Sentou em uma das poltronas viradas para a lareira, Silver bisbilhotava todos os cantos do Salão, ficou o observando adentrar por baixo de uma das mesinhas e sair logo depois por outra, ouviu o Monitor-Chefe aconselhando aos que ainda estavam no Salão para irem dormir, as aulas começariam cedo, ouviu-o dizer, enquanto ele subia as escadas.
Dormir era a única coisa que não queria fazer, por isso decidiu tomar um banho gelado para afastar qualquer indício de sono, tinha visto um banheiro no sexto andar e tinha certeza que de que conseguiria encontra-lo novamente. Deixou Silver e sua curiosidade a continuar bisbilhotando o Salão.
O Castelo estava completamente silencioso e não se via nenhuma pessoa, até a Mulher Gorda do quadro tinha voltado a roncar e nem percebeu quando o quadro foi deslizado para o lado e permitiu a passagem de Arion, foi para o sexto andar sem fazer nenhum barulho excessivo, a maioria das pessoas nas molduras dormia em sono profundo e nem perceberam que havia um aluno tão tarde da noite a perambular pelo castelo.
Chegou até o banheiro sem nenhum percalço, usou o feitiço lumus para iluminar um pouco e tirando suas vestes, dirigiu-se para um dos chuveiros mais afastados da porta. A água estava muito fria e serviu para afastar de vez o sono, ficou debaixo da água por alguns minutos, deixando seus pensamentos irem longe, amanhã começava definitivamente sua missão e ele estava preparado.
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