O Herdeiro da Ruina
8 Minha visita ao lar das Irmãs do Destino
Notas iniciais
E tambem quero agradecer a Taylor Zaoldyeck por comentar todos os capitulos até agora, você esta me motivando a continuar com essa fic!
Bem é isso, boa leitura.
POV — Percy
Nico apareceu no momento certo, cortou as videiras e salvou Benjamin. Se não tivesse, eu mesmo o teria salvado, até Quíron ficou aliviado por Nico ter aparecido. Ele usava sua velha jaqueta e uma calça surrada e escura, também notei que Dionísio estava ficando ainda mais roxo, aquilo era meio assustador.
– Nico... Como me encontrou? – Perguntou Ben, ainda fraco.
– Isso não é importante agora certo? – Respondeu ele – Vamos embora!
Nico jogou Ben nas sombras e desapareceu, ele foi logo em seguida, mas as videiras pegaram a perna dele antes de entrar nas sombras. Dionísio estava bem zangado, dava pra ver chamas púrpuras em seus olhos, ele não iria deixar Nico fugir.
– Di Angelo! Você não sabe o que acabou de fazer! – Disse Sr. D. – Você acabou de nos condenar!
– Não, acho que foi ao contrário. – Disse ele e olhou para mim, com um olhar de “Me ajuda idiota!”. – Vocês deuses se iludem demais.
Foi a gota da água, nunca vi Sr. D ser ofendido tantas vezes num dia, e ainda por semideuses. Ele se enfureceu de vez. Não podia nem imaginar o que ele podia fazer com Nico, então fiz algo estúpido (Nenhuma novidade), destampei contracorrente e cortei as videiras que prendiam Nico.
– Até que enfim! – Ele me pegou pela a blusa e me puxou em direção as sombras – Até mais.
Nunca gostei de viajar nas sombras, pelo menos eram rápidas.
Saímos num quarto de hotel, Ben estava deitado no chão inconsciente, eu o coloquei na cama e dei uma olhada pela janela, vi alguns prédios, mas nenhum ponto de referencia, então fui falar com Nico.
– Onde estamos?
– Minneapolis, Wisconsin. – Disse Nico mexendo no frigobar.
– Fazendo o que?
– Você nada, eu e Ben estamos procurando um deus.
– Que deus?
– Moros.
– Por quê?
– Cara isso parece um interrogatório – Disse ele, pegou uma Soda no frigobar e ligou a TV – Que tal parar com isso?
– Tudo bem.
– Sabe, acho melhor você voltar pro acampamento, Annabeth vai ficar preocupada. Te trouxe aqui porque fiquei com pena de você em pensar que encararia Dionísio sozinho, mas acho que ele já deve ter se acalmado.
Eu não queria ir, queria saber mais sobre o passado de Benjamin, mas também tinha que descobrir mais informações sobre a tal Profecia.
– Tudo bem, mas mantenha contato. – Falei, ele balançou a cabeça e entrei nas sombras.
POV – Benjamin
O Sol estava se pondo quando acordei, olhei ao redor e vi que não estamos no acampamento. “Graças aos deuses”, pensei. Nico entrou pela porta com roupas e comida.
– Ei cara tudo certo? – Disse ele.
– Aham, por que estamos aqui?
– Consegui achar um modo de encontrar Moros, nós vamos para Luck, um vilarejo perto daqui. – A noticia me fez pular da cama. Eu queria ir lá o mais rápido possível.
– Então vamos logo!
– Ok, mas coloca essa roupa e vamos comer primeiro. – disse ele. Pegando seu sanduíche do Bob’s.
Fui tomar banho e me trocar. Tirei minha blusa e minha camiseta do Metallica que estava suja de sangue, coloquei uma camiseta cinza e casaco preto, troquei os tênis e fui comer o meu lanche.
– Um cachorro-quente! Valeu Nico. – Sua fã de cachorro-quente (N/A: Ah vá!).
– De nada.
– Mas que modo é esse? Como vamos encontrá-lo?
– Vamos perguntar para as filhas dele.
– As Moiras? Elas não são muito boazinhas com semideuses, ouvi dizer que elas não contam o que sabem.
– Sobre isso, é só sermos bastante persuasivos – disse Nico sorrindo e com a mão no cabo da espada.
– Entendi. – Digo animado.
Comemos e pegamos um taxi para Luck, pois Nico estava meio sem energia para viajarmos nas sombras. Depois de duas horas, chegamos no vilarejo e fomos conhecer o lugar, lá era bem calmo e silencioso mas não tinha muita coisa. Andamos até chegarmos em frente de espécie de galpão, Nico parou de repente e começou a suar frio e olhou para o galpão como se algo monstruoso iria sair dali.
– Cara, o que aconteceu? – Perguntei.
– São elas. Elas estão no galpão, e não estão sozinhas.
– Estão com quem?
– Elas estão com... Semideuses. – Disse ele virando o rosto para mim.
– Como você sab... – Eu me interrompi, eu sabia como, Nico podia sentir semideuses morrendo se estiver perto.
Nós começamos a correr em direção ao galpão, já estávamos com as armas na mão quando chegamos nas portas que estavam trancadas, de onde estávamos conseguíamos ouvir gritos vindo de dentro do galpão. Nico e eu fomos contornar a estrutura para encontrar um jeito de entrar, então encontramos uma escada e a subimos, e entramos por uma janela quebrada. O galpão era bem maior do que parecia, estava cheio de contêineres e tonéis espalhados e empilhados, de cima parecia um labirinto, mas tinha uma área retangular vazia bem no centro do galpão.
– Sabe Nico, – Digo a ele olhando para a área. – Ouvi dizer que as Moiras comem semideuses... – Gritos vieram da área retangular.
– Jura?
Começamos a correr e descemos uma escada em espiral que dava para o labirinto. Era difícil se locomover por lá, pois estava cheio de agulhas, caixas e carretéis de linhas de diversos tamanhos estavam espalhados no chão. Chegar à área retangular até que foi fácil, os gritos ficaram ainda mais frequentes. Não tinha palavras para descrever o lugar, dezenas de carretéis gigantescos de uns 2 metros cercavam o lugar, tinha um par de agulhas de 5 metros perto de uma velha mesa de tear, mas não as Moiras não estavam lá.
Andamos pelo local, os gritos haviam parado e começamos a procurar os semideuses, passamos por um carretel do formato de um arco, e vimos uma fogueira e uma mesa de pedra, parecia que tinha algo lá, estávamos indo ver o que era quando formas estranhas surgiram na nossa frente e atacamos por reflexo, mas não acertamos nada.
– Olha Láquesis, parece que mais semideuses chegaram – Disse uma velha decrépita com agulhas na mão. – Só que dessa vez são gregos.
– Onde Átropos, não estou vendo – Disse outra velha igualmente decrépita.
– Use os óculos, estúpida! – Gritou Láquesis
– Ah é... – Ela pegou os óculos da bolsa que carregava e os colocou. – Nossa é mesmo!
– Ei vocês duas, queremos saber onde encontrar o deus Moros. – Digo meio irritado. – E também os semideuses que estavam aqui.
– Semideuses? Ah sim. – Disse ela brincando com as agulhas – Cloto deve estar alimentando nosso bichinho com todos eles.
– Não irmã, só um virou comida a outra está na mesa – Disse ela apontando para mesa de pedra.
– Cala boca!
Elas começaram a discutir sobre enganar e comida, depois a discussão virou um papo agradável de como o “bichinho” delas era fofo. Aquilo tava me tirando do sério.
– Ei Nico, Vamos matar essas duas e perguntar pra outra – Digo em tom baixo, ele olhou pra mim de cara feia – Vai me dizer que essa idéia não passou pela sua cabeça.
– Passou, mas se controla. – Ele deu um passo à frente e falou – Nós não queremos problemas, só queremos falar com Moros.
– Todos querem – Bufou Átropos. – Não tenho tempo para vocês, Láquesis chame Cloto e o nosso bichinho, ele já deve ter terminado de comer.
Ela não precisou ir, um cão enorme de pelo avermelhado pulou de cima de um contêiner perto de nós, era um bicho muito bizarro, era duas vezes maior que um pastor alemão e tinha pontas de arpões prateados no lugar das unhas e dentes, sua longa calda era bem longa e tinha algo como se todos pelos fossem mini-lâminas e terminava numa ponta de arpão grossa e letal, notei que estava suja com sangue.
– Mas o que é isso? – Perguntei.
– Não faço idéia. – Respondeu Nico.
O “bichinho” começou a rosnar pra gente, uma velha senhora desceu das costas do bicho e andou até Láquesis, vi que segurava um elmo romano, ela o entregou para Láquesis e disse:
– Pensei que iria querer um novo chapéu.
– Obrigada, Cloto. – Disse ela olhando o elmo com encanto.
Cloto olhou para mim e quase caiu de susto.
– Laelaps! Mate-os! – Gritou ela.
O cão era rápido nos atacou com suas garras em grande velocidade, mas nós conseguimos esquivar. Peguei distancia do bicho e invoquei minha pistola e escudo, pois percebi que ataques a curta distancia seria morte certa. Nico também percebeu isso, ele invocou cinco esqueletos, dois franco-atiradores da 2º Guerra Mundial e três guerreiros gregos com lanças e escudos. Os esqueletos-guerreiros fizeram uma formação defensiva para proteger Nico e os franco-atiradores correram para subir em cima dos contêineres.
Comecei a atirar no monstro e, como de costume, meus tiros não serviram para nada, mas pelo menos atraíram a atenção do bicho. Ele começou a correr em minha direção e me golpe com a cauda me abaixei a tempo para desviar, não conseguia uma brecha para atacar então me mantive na defensiva. Com toda atenção do monstro em mim, Nico aproveitou para atacar as Moiras, com sua espada de ferro estige golpeou Átropos que estava distraída, ela virou fumaça, mas depois reapareceu atrás dele e cravou uma agulha do tamanho de um punhal em suas costas.
Ouvir Nico gritar de dor me fez agir, rolei para o canto e desviei de outro ataque, levantei rapidamente e corri em direção a ele, mas o cão continuou a me perseguir e atacar, eu desviava correndo em ziguezague. Mesmo assim, levei uma mordida do cão bem no ombro, senti a dor percorrer todo meu corpo. Invoquei uma espada e me livrei da pistola, Nico estava no meu lado, tirando a agulha das costas. Ambos estávamos feridos.
– Ei Nico, o que é Laelaps?
– Laelaps era um cão de caça lendário que nunca deixou de pegar o que caçava, mas nas historias ele era um cão normal, não esse monstro.
– Que sorte a nossa.
Laelaps que nos rodeava finalmente atacou, Nico rolou para um lado e eu defendi com o escudo. O cão tinha uma força enorme, sempre que defendia de suas garras eu era empurrado para trás. Nico mandou os esqueletos me ajudar, eles atacaram o cão por trás, os tiros dos franco-atiradores eram inúteis, os esqueletos-guerreiros conseguiram perfurar a perna dele, mas logo todos eles estavam destruídos por causa da cauda. A ajuda foi o suficiente para eu recuar.
Eu estava ficando irritado, não estávamos nem perto de derrotá-lo, enquanto isso as Moiras planejavam como iriam nos comer. Olhei rapidamente para a mesa de pedra e notei que a semideusa não estava mais lá, me perguntei se ela tinha fugido, mas logo a encontrei ela imobilizando Cloto, com uma adaga em forma de anzol.
Fiquei distraído tempo demais, Laelaps me atacou com a calda bem no meu braço, tive tempo de apenas desviar da ponta, seus pelos rasparam no braço como uma lixa. Peguei sua calda sem pensar e a puxei, segurei a dor e com a espada cortei fora sua calda. O cão fez uma cara de choro, mas logo começou a rosnar. Nico invocou braços de esqueletos abaixo dele e o imobilizou, ele me fez um sinal de “Acaba com ele!” e num movimento rápido, enrolei a cauda em seu pescoço, e cravei o arpão da ponta da cauda na cabeça do monstro. Ele virou pó.
Soltei um suspiro de alivio e dei uma olhada meu ombro, ele doía bastante, minha mão sangrava por causa dos milhares de mini-cortes. Nico estava bem, apenas suas costas estavam machucadas e tinha alguns cortes.
Me juntei a ele e nos dirigimos as Moiras, que estavam amarradas por linhas, a garota estava sentada na mesa de pedra comendo uma Maçã, devia ter uns 15 anos, cabelos loiros e olhos azuis, por alguma razão usava uma roupa de líder de torcida rosa sob o peitoral da armadura. Uma armadura romana.
– Oi, você quer? – Disse ela oferecendo a maçã.
– Não, obrigado. – Respondeu Nico – E quem é você?
– Amanda Evans, do acampamento romano. E vocês? São do acampamento grego, certo?
– É quase isso. – Digo pegando ambrosia e um pano na mochila para enrolar minha mão. – Eu sou Benjamin e esse é Nico.
– Nico di Angelo?
– Isso.
Ela pulou da mesa e foi em direção do Nico e o abraçou. Do nada.
– Que incrível te conhecer! Você é um herói da Guerra dos Gigantes!
– Sou?
– Ele é? – Perguntei.
– É! Os romanos sempre prestigiaram seus heróis, mesmo sendo gregos. Tem um mural com fotos e registros da guerra, e você está neles.
– Quem diria... Vocês também fazem estatuas de seus heróis nus? Acho que Nico iria adorar. – Digo lembrando nossa visita no Museu Smithsonian, em Washignton D.C. (longa historia).
– Cala boca Briggs! – Disse Nico. – Me dá a ambrosia.
Comecei a rir, até Amanda riu um pouco.
– Ei me empresta sua harpe. – Digo
– Claro. – Ela joga sua adaga em forma de anzol.
Fui até Cloto com a adaga e perguntei.
– Sem mentir. Como vocês deixaram Laelaps daquele jeito e onde está Moros? – Digo com a adaga envolta de seu pescoço.
Ela riu e disse:
– Não fomos nós, foram os ciclopes urânios, os criadores das armas primordiais, eles modificaram Laelaps para que ficasse mais forte e agressivo – "Mutação" – . E meu pai, essa hora ele deve estar no lago da cidade.
– Cloto por que você disse? – Gritou Átropos.
– Está tudo bem, hehe. Me diga Benjamin... – Disse a velha sorrindo – Como está Akhlys?
Ouvir aquele nome me fez explodir, cortei a garganta de Cloto, mas seu sangue era um liquido dourado, logo ela começou a rir e desapareceu numa fumaça, na verdade, tudo desapareceu, os contêineres, as linhas, a mesa de tear e as outras irmãs. O galpão ficou totalmente vazio.
– Droga!
– Cara, vamos embora. – Disse Nico com a mão no meu ombro.
– Posso acompanhar vocês? Meu parceiro virou comida e... Ele era o único que podia fazer contato com o acampamento.
Eu ia recusar, mas...
– Claro. – Disse Nico
Saímos daquele galpão, eu e Nico não tínhamos idéia onde seria esse lago. Mas Amanda conhecia o vilarejo e nos guiou até lá.
Notas finais
Não se esqueçam dos reviews (ou das recomendações... =P) meus caros leitores kkkk Serio, comentam pessoal.
P.S.: Foto de uma Harpe: (http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/39/Cronos_arm%C3%A9_de_la_faucille_%28harp%C3%A8%29_contre_son_p%C3%A8re_et_divers_m%C3%A9daillons_pierre_grav%C3%A9e_crop.jpg) - Link grande...
Até a próxima!
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