O Herdeiro da Ruina

9 Descobertas Primordiais


Notas iniciais
Novo capitulo!
Vamos dar uma pausa no Benjamin e focar no Percy.
Espero que gostem e boa leitura

POV — Percy

“Nico se eu sair daqui você me paga!”, foi o que eu pensei quando descobri que a saída das sombras dava dentro da sauna do banheiro feminino (é eu sei, elas tem uma sauna com banheira. Presente de Afrodite.). O pior foi que Annabeth, Carisse, Rachel, Chloe (Líder do Chalé de Fântaso, deus da fantasia) e outras garotas do chalé de Afrodite estavam lá. Nunca achei que isso poderia acontecer, mas elas não me viram, estavam ocupadas conversando e fofocando. Me escondi atrás de uma bancada onde ficavam as toalhas, a bancada era perto da porta e eu podia sair despercebido. O problema é que Annie e Rachel estavam perto demais elas iriam perceber. Eu ficava pensando um jeito de sair dali até que elas começaram a conversar sobre mim.

– O Percy desapareceu mesmo? – Perguntou Rachel.

– É, Nico puxou ele para as sombras, pois... – Annie contou o que houve no escritório.

– Nossa, e ele não te ligou? Já está quase na hora do jantar.

Já era hora do jantar, isso parecia impossível. Cai nas sombras no começo da tarde, como podia ter passando mais de cinco horas em uma? “Não importa, tenho que sair daqui”, pensei.

– Bem mudando de assunto, Zeus gostou do novo jardim? – Perguntou Rachel.

– Gostou, mas a Hera... Fica sempre criticando.

Deixa-me explicar, Annabeth ganhou emprego fixo como Arquiteta do Olimpo, já que os deuses ficaram bastante felizes e satisfeitos do novo palácio e da nova sala do trono, não vou entrar em detalhes, mas ficou incrível. E eu, Quíron me deu o emprego de Conselheiro/Professor de esgrima no acampamento. Então voltando à sauna.

O assunto da conversa mudou rapidamente, as garotas se aglomeraram em torno de Annie, não conseguia entender o porquê, elas falavam todas juntas, mas consegui entender algumas coisas. “Percy”, “fera”, “morando juntos”, “cama”...

– Mas o que...?

– Oi Percy. – disse Chloe em voz baixa atrás de mim.

Quase levantei de susto (eu estava agachado), me virei lentamente e a vi com um sorriso malicioso, seus cabelos castanhos curtos estavam enrolados numa toalha, apenas uma mecha de cabelo tingido em azul estava à mostra, também usava uma toalha enrolada no corpo. Ela é uma das poucas garotas que me dá trabalho nas aulas de esgrima, talvez a única. Sempre ficava dando uma cantada em mim e nos outros garotos durante as aulas quando tem chance.

– Chloe? – Digo no mesmo tom.

– Hihi, Percy não sabia que você era um pervertido. – Dizia ela ainda sorrindo.

– Não, não sou. Não quero tirar esse titulo de você. – Digo. Ela é quem tem fama de pervertida. – Como me achou?

Ela apontou para uma pequena mesinha perto de mim onde tinha cremes, óleos e... um patinho de borracha?

– Vim pegar o patinho.

– Ok, hum... – Peguei nos ombros dela – Chloe quero que você me ajude a sair daqui. É urgente, se as garotas me virem eu posso não viver o suficiente para ver o amanhã. – Seu sorriso ficou mais largo.

– Hihi, o Grande Percy Jackson está me pedindo ajuda? Mesmo sabendo que vou ter algumas condições?

– Estou. Quais?

– Quero aulas particulares de esgrima e um beijo seu. O beijo agora.

– Ta brincando né?

– Não, é isso ou eu dou um grito.

Estava ficando sem opções. Pensei por um instante e falei:

– Ok. Aulas extras ao anoitecer e o beijo... Não vai dar, que tal outra pessoa. O Johnny? – John Goodman ou Johnny é filho de Afrodite. Todas as garotas são caidinhas por ele e ele, me deve uns favores. Seus olhos brilharam ao ouvir o nome.

– Feito! – Apertamos as mãos e ela se levantou e gritou pras meninas – gente olha aqui!

Gelei por um instante, pensei que ela fosse me revelar, mas quando elas olharam para ela Chloe estalou os dedos dizendo fantasia, elas ficaram como se estivessem em transe, paradas e com olhar distante. Chloe olhou pra mim, ela parecia pálida, me fez um sinal para que eu saia. Agradeci e corri para fora da sauna.

Descobri porque ela era Líder de seu chalé, ela tinha habilidades bem úteis.

Soltei um suspiro de alivio quando sai, mas olhei a minha volta e vi Grover olhando para mim, com uma das sobrancelhas erguidas e braços cruzados, estava com uma cara de surpreso e de como se aquilo já era esperado.

– Eu... – Não sabia o que dizer.

– Eu venho para ver quem seria o próximo a ir ao hospital por tentar ver as garotas nuas, mas vejo você Percy, que vergonha cara não esperava isso de você.

– Não isso é que... Então encontrou algum registro ou documento do protetor que foi para Dallas? – Digo para mudar de assunto.

– Quase isso. Eu te procurei a tarde toda e não te achei.

– Estou aqui agora, vamos conversar depois do jantar. – Digo andando e empurrando ele longe da sauna. Queria me afastar de lá o mais rápido possível.

O jantar no refeitório foi o de sempre, todos os campistas dos 24 chalés sentaram em suas respectivas mesas, eu me sentei na mesa perto da fogueira ao lado de Quíron e Rachel, já que agora eu era um professor não um campista. Oferecemos nossa melhor parte da comida aos deuses. E desejei uma benção para Ben e Nico.

Depois do jantar, todos os campistas foram para os seus chalés, mas eu fiquei e esperei Grover aparecer. Ouvi passos e pensando que era ele comecei a falar.

– Você demorou.

Não era o Grover, era Annie.

– Estava me esperando?

– Não... Pensei que era o Grover. Queria conversar com ele.

Ela ergueu as sobrancelhas, me olhava com aqueles olhos cinzentos tempestuosos com certa desconfiança. Logo relaxou se aproximou e me deu um longo beijo. Ela passava sua mão em meus cabelos bagunçados, cara como gosto daquilo.

– Percy... Quando você terminar, quero que me encontre no meu quarto para conversarmos sobre minha missão em Washington. Ok?

– Sobre as armas primordiais? Claro, mas... – Digo com meus sábios tocando os dela. – O que faremos depois?

Ela esboçou um sorriso, mas não respondeu, pois Grover pigarreou atrás de nós.

– Então Percy... Quer conversar agora ou depois?

– Agora, só espere um minuto... – Dei outro beijo em Annie, eu não conseguia parar.

– Ah deuses... Encontre-me no lago.

Ele saiu rapidamente, depois do beijo Annie disse:

– Melhor você ir... Vai ter mais depois.

– Ok.

Corri o mais rápido possível até o lago. Grover estava me esperando comendo enchiladas, ele me viu e deixou o prato de lado. Eu me sentei e perguntei:

– Então o que descobriu?

– Todos os semideuses que são ou foram protegidos por nós são registrados nos arquivos, eu não encontrei nenhum registro com o nome de Benjamin Briggs.

– Impossível. Não tem como ele tem sobrevivido todo esse tempo sem um protetor, você sabe disso. E mesmo que seus registros estejam errados, é muito provavelmente que foi um protetor quem lhe disse como chegar ao acampamento, apesar de que um protetor não demoraria quatro anos para trazê-lo aqui.

– Eu sei. Annabeth me disse que o encontrou sozinho, ou seja, é possível que o protetor esteja morto e o Ben seguiu caminho até aqui. O que é estranho é que não ouve nenhuma comunicação com o acampamento.

– Talvez ele tenha morrido antes de nos comunicar.

– Não, quando um semideus é encontrado, o protetor deve comunicar imediatamente ao acampamento.

Aquela conversa estava fazendo surgir mais perguntar do que respostas. Quem era o protetor de Ben? Por que não comunicou ao acampamento? Quem o matou? O que aconteceu em Dallas há quatro anos? Não dava para descobrir respostas assim, o único que sabia era o Benjamin.

– Essa conversa não rendeu o que eu esperava, acho que ter que perguntar diretamente ao Ben.

– Pensei o mesmo. – Grover se levantou e comeu o ultimo pedaço da enchilada – Eu vou pra casa, Juníper está me esperando.

– Ok, também vou. Tchau cara.

– Tchau.

Bati na porta do quarto da Annie, ela abriu e me puxou para si, me beijando.

– Senti sua falta hoje.

– Também. – Digo entrando no quarto.

Seu quarto era bem organizado e limpo (diferente do meu). Ela parecia estar ocupada, pois seu notebook estava ligado na cama cercado de livros de pesquisa. Entrei no banheiro, comecei a escovar os dentes quando me lembrei de falar com Ben. Peguei Auto-discador de Iris do meu bolso, era um prisma espelhado que produzia arco-íris sem precisar de luz do sol ou água, Léo construiu e patenteou várias com a deusa.

Joguei o dracma de ouro no arco-íris e fiz a ligação.

– Benjamin Briggs, em Wisconsin.

O arco-íris tremeu um pouco e logo em seguida apareceu a imagem de Benjamin. Ele estava com a espada apontando para mim.

– Ei Benjamin.

– Percy? Mas que treco é esse? – Ele abaixou a espada.

– Uma chamada de Iris. – Ele ergueu as sobrancelhas – Não tenho muito tempo vou direto ao ponto, o que aconteceu a quatro anos em Dallas? É muito importante, pode contar pra mim.

Ele me encarou, logo abaixou a cabeça e falou:

– Descobri que sou amaldiçoado, e por causa disso, minha mãe e meu melhor amigo morreram.

– Como assim? – Ele me falou tudo. Sobre as marcas, sua maldição e sobre Akhlys... Nunca pensei que ouviria esse nome de novo. – Meus deuses, lamento muito. Mas qual é nome do seu amigo?

– Por que a pergunta?

– Pois ele era provavelmente seu protetor e eu preciso saber umas coisas.

– Seu nome era Jack Green.

– Ok, valeu. Tenho que ir, se cuida. – Ele assentiu e sua imagem desapareceu.

Sai do banheiro e Annie estava deitada de bruços lendo um livro. Ele guardara tudo que estava na cama, deixando apenas seus travesseiros. Ela me viu se levantou e perguntou:

– Por que demorou tanto, aconteceu alguma coisa?

– Ahn? Não nada. – Eu não parava de pensar no Ben, tudo o que ele passou. Queria tirar aquilo da cabeça pelo menos por enquanto. – Estava pesquisando algo antes de eu chegar?

– Aham, Percy descobri que as armas primordiais realmente foram destruídas.

Soltei um suspiro de alivio, uma boa noticia pra variar. As armas primordiais eram as armas usadas pelos titãs e pelos primeiros deuses, na primeira guerra (Urano VS os Titãs). Incrivelmente poderosas, com elas era possível matar até imortais e destruir países inteiros, as bombas nucleares nem chegam aos seus pés. Annie sentou na cama e disse:

– Mas também descobri que estão reconstruindo elas. – Minha tranquilidade durou pouco.

– Como sabe?

– Segundo o nosso contato no FBI (N/A: semideuses no FBI... Super normal) são os mesmos quem criaram na primeira vez, os ciclopes urânios. Ele disse que era provável que eles os reconstruam. Agora eu tenho certeza, pois... – Ela fez uma pausa longa – Benjamin estava usando uma pistola com a marca deles. Não é nada comparada às originais, pois não parecia eficiente contra monstros, mas pode ser contra outra coisa.

Sabia o que ela queria dizer, se a arma não é feita para matar monstros, ela era provavelmente para matar imortais.

[...]

No dia seguinte, acordei mais cedo que Annie e fui direto para a floresta.

Encontrei Grover sentado no alto de um salgueiro, ele tocava sua flauta com maestria, pequenos pássaros pousavam em sua volta, esquilos e outros roedores se aproximavam encantados com a bela melodia. Juníper cantava ao ritmo da musica, deixando a musica mais bela.

– Grover! – Chamei.

Ele interrompeu a musica e saltou de uma altura de 8 metros do galho e andou normalmente até mim.

– Oi, aconteceu alguma coisa? Não é cedo ainda pro café da manhã?

– Não é isso, descobri o nome do protetor do Benjamin. Ele se chama Jack Green.

Grover pareceu que tinha visto um fantasma. Ficara pálido e com cara de uma mistura de surpresa e medo.

– Isso é impossível. Não pode ser verdade.

– O que? Por quê?

– Porque Percy... Jack Green morreu há mais de 20 anos. Ele era...

– Meu pai. Jack Green era meu pai. – Disse Juníper atrás de mim, com um olhar de tristeza.

Notas finais
então gostaram? Mereço reviews? Sim ou claro? kkk

Nos capítulos anteriores foquei bastante na vingança de Benjamin e em suas aventuras (ou desventuras), agora vou começar a focar nos próximos capítulos na trama em si, ou seja, na profecia e etc. (mas a vingança continua!)
|Só avisando...|

Até a proxima