O Herói do Olimpo

49 Sonho ainda mais vívido?


Notas iniciais
Galera, estive pensando, acho que vou fazer uma fic de Percy Jackson junto com Harry Potter. Sei que muitos de vocês não devem estar interessados nisso... Enfim, só queria saber se alguém aí iria querer acompanhar a outra fic. É só isso mesmo, até mais.

Seu rosto estava completamente pálido, em sua camisa havia alguns cortes e ao redor de seus olhos haviam enormes olheiras.

— Luke. — Quíron foi o primeiro a se pronunciar. Ele encarava o garoto com certa decepção.

— Olá, Quíron. Que bom que está aqui! Queria mesmo vê-lo — Luke se dirigiu ao centauro. Ele tirou uma espada das costas; a famosa Mordecostas. — Acho que já conhece minha amiga aqui, não?

O sorriso dele era frio, tão frio quanto uma noite na Antártida pode ser.

— Infelizmente sim— Quíron respondeu, pegando algo da mesa ao seu lado, sem deixar que Luke visse. — Mas, o que é que lhe traz aqui?

Luke voltou o seu olhar a mim. Parecia que só agora notara a minha situação – preso na cama da enfermaria e cansado para poder lutar.

— Bem... Cronos queria que eu fizesse algo ao filho de Poseidon — se fosse possível, eu diria que o sorriso dele aumentara de tamanho. — Vejo que não terei muito trabalho, não é, Percy?

Ele riu. Sua risada ecoou por toda a enfermaria. Ela se cessou quando ele viu a garota que Annabeth havia acabado de me apresentar.

— Hã... Não conheço você. Qual é o seu nome? — Luke indagou à ela, abaixando sua espada.

De relance pude ver Quíron mover seu braço lentamente – tão lentamente que seria bem difícil Luke notar tal movimento. Quando vi o que Quíron tinha na mão me surpreendi – ele não estaria disposto a matar Luke, estaria?

E então ele jogou o tal objeto em direção ao rosto do filho de Hermes. Mas ele foi tão rápido quanto o arremesso – Luke conseguiu se desviar por centímetros de distância.

— Uma adaga, Quíron? Estava mesmo querendo me matar? — o garoto perguntou com raiva. Não parecia estar preparado para tão reação do centauro.

A cada segundo que Luke enrolava, melhor eu ficava. Se eu fosse mesmo ter de lutar com ele ali, eu precisaria de mais tempo. Talvez poucos minutos já fosse o suficiente. Não sei.

Levei minha mão ao bolso onde ficava Contracorrente. Apertei bem a caneta – a qualquer momento eu precisaria tirar a tampa dela. Voltei o meu olhar a Luke, quer agora mantinha os olhos fixos nos de Quíron. A raiva era bem visível no seu rosto.

— Sabe, Quíron – começou o garoto. — Cronos está bastante decepcionado com você. Não que ele não soubesse que você ficaria com esses semideuses.

Me mexi na cama, fazendo Luke apontar sua espada diretamente para mim. Mas ele ainda estava meio distante; minha cama era uma das mais distantes da porta. Ele não conseguiria me matar dali, a não ser que tivesse força o suficiente para jogar a espada em uma velocidade que ainda sim fosse rápida o bastante para me perfurar.

Ele pareceu notar, assim como eu, de que não conseguiria atingir a velocidade arremessando a espada. Então somente a abaixou e voltou-se para Abby, que estava apreensiva. Eu não sabia se ela sabia de Luke. Mal sabia se ela sabia de Cronos.

— Não me respondeu ainda. Quem é você? — o filho de Hermes voltou a perguntar, dessa vez mais impaciente.

— Abby. Abby Forest.

Luke à examinou. Olhou-a de cima a baixo e perguntou:

— Você gosta de estar do lado vencedor ou do perdedor, Abby?

A garota franziu a testa e olhou para Luke.

— Por que a pergunta? Está tentando me levar para o seu lado? — ela indagou recuando. Não parecia estar com medo, mas ainda não estava confiante. Não havia arma com ela.

— Você pode ser importante para nós... Pode se tornar grande do nosso lado. Filha de Atena, não é? — Luke indagou, e a garota somente assentiu com a cabeça. — Annabeth também seria grande se juntasse a nós... Mas ela já é um caso perdido. Para você há uma chance, Abby, você pode atingir seus objetivos...

— Posso não estar do lado vencedor, Luke — começou Abby, fixando o olhar no rosto do filho de Hermes. — Mas sei que estou do lado certo.

E nisso a bagunça começou. Quíron pegou algumas coisas da mesa ao seu lado e começou a jogá-las contra Luke, atraindo a atenção do garoto. Abby aproveitou a deixa e se jogou contra ele, fazendo-o cair no chão e sua espada ir para longe de suas mãos.

Tentei me levantar mas senti uma dor aguda na perna. Quando tentei me por de pé sem o apoio do braço da cama, quase caí no chão. Me apoiei numa pilastra ao meu lado e voltei o meu olhar para a luta que ocorria à minha frente.

Quíron parara de jogas coisas para cima de Luke e agora avançava na direção dele, que ainda estava lutando contra Abby no chão. A espada já não estava mais tão distante assim – a qualquer segundo o garoto a pegaria e, provavelmente, não teria dó em cortar o primeiro que aparecesse na sua frente.

Me soltei da pilastra e concentrei todas as minhas forças restantes em ficar de pé, o que já foi um grande sacrifício. Me aproximei da espada de Luke e a chutei para longe. O garoto olhou para mim, atordoado – e nesse breve momento de distração ele tomou um soco bem no queixo, deixando-o inconsciente.

— Belo soco — falei à Abby, que sorriu orgulhosa.

— Obrigada. — Estiquei um braço à ela, que aceitou de bom grado e se levantou. Ainda olhando para o corpo de Luke inconsciente no chão, ela perguntou — o que é que vamos fazer com esse aí?

— Levá-lo a Casa Grande. Ele vai ter de prestar... explicações aos deuses — apressou-se em lhe responder Quíron.

Logo após do centauro dizer isso, uma Annabeth apareceu correndo na entrada da enfermaria. Ela estava suada e um pouco desesperada.

— Soube que... um campista... viu Luke... entrar aqui — disse ela ofegante.

— É... bem... hum... ele está aqui — Abby apontou para o corpo inerte do filho de Hermes no chão.

Annabeth arqueou as sobrancelhas.

— Vocês três fizeram isso? — perguntou ela para Quíron. Mas eu não dava mais atenção.

Me apoiei na pilastra que estava ao meu lado. Pude ver os lábios de Quíron se moverem mas nada deles saía. Meus olhos foram perdendo o foco e minhas pernas a estabilidade. Caí de joelhos no chão, levando as mãos à cabeça, que agora batia freneticamente. Parecia que a qualquer momento ela iria explodir. Meu peito arfava constantemente. Eu podia sentir adagas e mais adagas perfurarem cada parte do meu corpo.

Caí de costas no chão. A última coisa de que me lembro antes de fechar os olhos foram os rostos de Annabeth e Abby olharem para mim, ambos desesperados.

~.~

Quando abri os olhos, não estava mais na enfermaria – na verdade não estava em qualquer lugar em que eu havia passado. Estava numa espécie de mansão...

— Você é bom nesse negócio, em, garoto?

A voz vinha da mulher que me falara dos poderes que continham na marca de cobra no meu braço. Ela estava mais cansada do que da última vez que a vi – rugas e mais rugas preenchiam o seu rosto. Seu cabelo estava totalmente grisalho e sua corcunda estava extremamente inclinada para à frente.

— Por que é que você... hum... envelheceu tanto? — perguntei.

Ela sorriu e se sentou na mesa de chá à sua frente. Estávamos na varanda de uma grande casa. No segundo andar, deduzi. A casa estava pintada de um azul-bebê e parecia se estender por metros e metros.

A mulher inclinou uma cadeira à sua frente. Me sentei nela e esperei uma resposta; que não veio, devo dizer. Ficamos minutos somente encarando um ao outro.

— Não vai me responder? — voltei a pergunta. Recebi uma negação com a cabeça. — Tudo bem... Eu passei no teste dessa vez?

Um sorriso de lado voltou ao rosto da mulher.

— Passou. — Uma sensação de alívio invadiu todo o meu corpo. — Você agora tem de enfrentar outra. Vai voltar no tempo de novo. No ano que Thalia voltou, presumo.

Ela levou uma xícara de chá à boca. Suas mãos tremiam tanto que eu temia que ela fosse derramar toda o líquido sobre o próprio colo.

Felizmente, isso não aconteceu.

— Por que esse sonho parece tão real?

As sobrancelhas da mulher se arquearam.

— Boa pergunta. Me diga, qual é a diferença que você sente?

Aquela pergunta me pegou de surpresa. Eu só estava esperando uma resposta, não uma pergunta.

— Bem... Hum... Eu não sei — respondi depois de passar longos segundos pensando. Eu realmente não conseguia notar a diferença, só senti-la.

— Torça para não ser o que estou pensando, garoto. Senão você estará numa enrascada.

— E o que é que você está pensando? — perguntei depressa.

— Você... — ela começou quando de repente pareceu ter se lembrado de algo. — Não temos muito tempo. Você precisa voltar. Nos veremos novamente. Boa sorte!

E meus olhos se tornaram a abrir. Mas dessa vez eu não estava numa mansão. Estava dê frente à uma academia. A academia Westorver Hall. Ao meu lado se encontravam Annabeth e Thalia.

Estávamos indo buscar os irmãos Di Ângelo.

Notas finais
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