O Herói do Olimpo

19 Revejo o meu colégio


Notas iniciais
... esse cap não ficou com muito conteúdo. Sorry my friends.

Apareci em uma espécie de Arena, mas bem maior do que a do acampamento. Essa Arena era um tanto familiar para mim. O jeito que aquelas colunas ficavam...

– Sim, isso é o coliseu original, somente restaurado. – Disse Poseidon confirmando as minhas suspeitas.

Wow. Eu nunca vi uma Arena tão linda. Eu já havia visto o coliseu que fica em Roma, o todo quebrado, mas esse, totalmente restaurado, era muito mais bonito do que o outro.

– Vamos começar? – Perguntou Poseidon me tirando dos meus devaneios.

Apenas assenti com a cabeça, ainda um pouco atordoado.

Logo o tridente de Poseidon apareceu na mão dele, brilhando verde, o mesmo verde que apareceu em mim no dia que fui reclamado.

– Primeiro vou lhe ensinar os controles sobre as tempestades, terremotos e principalmente sobre a água. – Dizia ele enquanto eu apenas assentia com a cabeça. – As tempestades não são difíceis de serem feitas. Você canaliza toda à água das nuvens. Tente.

Fiz o que ele pediu e me concentrei nas nuvens acima de nós. Eu conseguia sentir a pouca água que cada uma tinha, então eu somente fiz elas descerem em forma de um redemoinho.

– Muito bom, Percy! – Exclamou Poseidon. – Mas agora tente juntar essa água com a do mar.

– Que... – Mas antes que eu pudesse completar minha frase, um pequeno mar apareceu no coliseu. Apenas dei de ombros.

Concentrei nas duas águas, na do mar e na das nuvens. Eu conseguia sentir ambas se movimentando, então eu somente as fiz irem de encontro umas nas outras.

Quando elas se cruzaram, raios começaram a aparecer no céu. Por incrível que pareça, eu também conseguia sentir os raios, e consequentemente controla-los.

– Uau! – Exclamei orgulhoso de mim mesmo.

Os raios estavam ficando mais constantes, as águas formavam um redemoinho. Quanto mais o tempo ia passando, mais cansado eu ia ficando, e parece que eu estava perdendo o controle sobre a tempestade.

– Pare, Percy.

Instantaneamente o fiz. Cai de joelhos no chão, completamente cansado. Olhei para frente, onde eu havia feito a tempestade, e me surpreendi ao ver que ela ainda estava lá, porém sem o meu controle.

– Você pode criar a tempestade, Percy, mas você não pode desfaze-la.

– Isso quer dizer que...?

– Você tem de evitar cria-la, somente em situações extremamente difíceis você deve faze-la. Quando você não controla-la mais, ela irá destroçar tudo e todos em seu caminho, inclusive você.

Engoli em seco. Eu havia gostado da técnica, mas morrer para o próprio truque seria demais. Com certeza eu não usaria isso, por mais legal que fosse.

– Certo, agora vamos para o próximo passo, os terremotos. Você já fez um se não me engano, aquele no monte Santa Helena.

– Sim, ainda me lembro bem daquele. – Sorri com a lembrança da explosão, bem, não da explosão, mas sim do que aconteceu antes da explosão.

– Então você deve ter uma ideia de como fazer outro. Vamos, tente.

Ergui a minha mão para o chão. Eu estava um pouco cansado por causa da tempestade, mentira, eu estava muito cansado por causa da tempestade, então provavelmente eu não conseguiria fazer o terremoto.

Mas, por incrível que pareça, o chão tremeu diante aos meus gestos.

– Muito bem, Percy! Mas vejo que você está bastante cansado. Vamos, vou lhe levar para casa, amanhã damos continuidade aos treinos.

Assenti milimetricamente para ele. Ele se aproximou de mim e me esticou o braço, exatamente igual da primeira vez, e eu somente ergui o meu e o toquei, sendo teletransportado diretamente para a minha casa.

Desabei no sofá da sala.

Acordei no dia seguinte, totalmente irritado pela luz do sol vindo diretamente nos meus olhos. Da próxima vez que eu visse aquele deus do Sol, teríamos uma conversa bem boa.

Me lembrei de que hoje eu teria outro treino exaustivo. Eu esperasse que Poseidon viesse até aqui assim que eu acordasse, mas não, ele não havia chegado ainda.

Levantei do sofá e fui até a cozinha, eu estava morto de fome. Peguei um bom café da manhã e comi em silêncio, enquanto eu esperava qualquer sinal do deus dos mares.

Fiquei no sofá da sala até que me cansei de esperar. Minha mãe e Paul já haviam saído para trabalhar, me deixando sozinho com uma televisão e um sofá.

Poseidon não se comunicou de forma alguma. Tentei falar diversas vezes com ele através da água, mas nada de respostas. Somente não usei as mensagens de Iris, não acho que eu devesse usa-las para falar com um deus.

Não ter respostas dele havia me deixado frustrado. Eu poderia estar lá no Acampamento Meio-Sangue, dando uma surra em um ladrão de namoradas, mas não, eu tinha de ficar em casa esperando Poseidon para ter um treino, sobre como controlar os poderes de Cronos...

Cronos parecia não estar morto. Eu sei, pode ser estranho ele estar vivo dentro de mim, mas as vezes eu ouvia a voz dele... Provavelmente eu estou ficando louco, passar pelo tártaro faz isso com as pessoas, então eu apenas dou de ombros.

Saí de casa assim que minha paciência se esgotou. A hiperatividade estava me mandando sair de casa, eu não tive outra opção, esperar não é um de meus maiores dons.

Meus instintos me guiaram até a minha antiga escola, a academia Yancy. Eu também não sei o que eu deveria fazer lá, somente sei que alguma coisa estava me atraindo até aquele colégio.

Consegui entrar pela recepção sem ser abordado por ninguém. Um arrepio preencheu a minha nuca, como todas as vezes que eu pressentia o perigo. Levei a minha mão até o meu bolso, onde eu guardava Contracorrente.

Eu caminhava pelos corredores do colégio como se fosse um aluno. Eu passava despercebido por todos.

Parei assim que olhei para um ruiva que conversava com 4 conhecidos meus. Infelizmente, descobri que não são somente 4 conhecidos, mas sim 5.

Grover Underwood, Harry sei lá o que, Thalia Grace, Annabeth Chase e Nancy Bobofit.

Me aproximei lentamente do grupo. Eles conversavam freneticamente, e todos pareciam extremamente desesperados. As mãos de todos eles faziam movimentos rápidos, como se a compressão de todos no grupo fosse extremamente essencial.

– ... está chegando! Nós temos que... – Ia dizendo Grover, quando foi interrompido por um grande estrondo vindo do final do corredor.

Um gigante, semelhante aos três que conheci no tártaro, apareceu no final do corredor. Ele carregava uma espada feita do mesmo material que eu não reconheci na porta do tártaro. Sua pele era totalmente escamosa, e sua baba parecia feita de ácido.

Todos olharam para o gigante totalmente espantados, mas o grupo de semideus estavam completamente apavorados, até mesmo Nancy.

– O que fazemos agora? – Perguntou Harry.

– Bem... Essa é a hora que... – Annabeth foi interrompida por outro estrondo na outra saída do corredor.

Três ciclopes apareceram atrás dos escombros. Todos eles focaram o seu olhar no grupo de semideus, e simultaneamente todos lamberam os lábios.

Todos sacaram suas armas. Olhei espantado para Nancy quando a vi retirar uma adaga de bronze celestial da bolsa que carregava. Eles viravam a cabeça freneticamente para todos os lados.

– É, parece que estamos encurralados. – Comentou Grover.

– Se vamos morrer, vamos morrer lutando. – Disse Thalia.

– Estou com você. – Annabeth concordou.

Logo todos eles partiram para cima dos monstros. Grover, Harry e Nancy foram nos ciclopes, enquanto Annabeth e Thalia se direcionarão até o gigante.

Suspirei. Era evidente que Annabeth e Thalia iriam morrer em questão de segundos. Saquei Contracorrente e avancei até o gigante.

– Percy Jackson! – Assim que o gigante exclamou o meu nome, Annabeth e Thalia pararam instantaneamente de correr e olharam para onde o gigante olhava. – Meus irmãos me falaram que lhe viram no tártaro. Fico impressionado ao saber que você conseguiu sair de lá, talvez agora você veja que você não terá escapatória. Se junte a Gaia ou você e todos os seus amigos serão mortos lentamente.

– Você não vai encostar um dedo neles. – Afirmei.

– Isso é o que veremos, garoto.

Logo a batalha já havia começado. Annabeth e Thalia vieram alguns segundos depois. Thalia conjurava alguns raios de sua lança, enquanto Annabeth tentava furar os francos da armadura do gigante. Eu chocava a minha espada constantemente com a dele.

Em um giro com a espada, o gigante conseguiu lançar Annabeth e Thalia até os armários. Era somente eu e ele.

– Quem é você?

– Eu sou Encelado, o gigante Anti-Atena. Gaia me mandou até aqui para matar os seus amiguinhos, mas inacreditavelmente você também está aqui, então vou fazer o serviço completo para ela.

Empunhei Contracorrente e avancei sobre ele. O movimento de um sempre era previsto pelo outro. As espadas se chocavam constantemente, fazendo faíscas voarem pelo corredor.

Chega! – Exclamou uma voz vindo diretamente do chão. – Deixe ele ir, Encelado, eu preciso dele para os meus planos.

– Sim, mãe. – Respondeu o gigante se curvando diante a terra.

Tentei fazer um corte sobre a sua cabeça, mas o gigante não estava mais ali, ele se desfizera em terra. Somente suspirei cansado.

Me lembrei dá situação em que eu estava. Olhei ao meu redor e encontrei todos os meus conhecidos me encarando, totalmente incrédulos.

– Ah, sim, claro, eu estou bem, não se preocupem, foi fácil passar pelo tártaro, obrigado por perguntarem. – Ironizei olhando para todos eles.

– Como você está vivo, cara? – Perguntou Grover.

– Eu também não sei. Parece que eu treinei dormindo, é uma coisa de loco... Mas, não estamos... – Fui interrompido dramasticamente por um belo tapa dado por Annabeth.

– Você some por 10 meses e depois simplesmente aparece? Meus deuses, isso é... isso é... – Ela não completava a frase.

– É, também é estranho para mim.

De repente eu senti um estranho arrepio na nuca, o qual eu jamais vou subestimar. Pulei para trás bem a tempo de um raio atingir o lugar em que eu estava.

– Está ficando doida, Cara-de-Pinheiro?

– Wow, como você desviou tão rápido? – Perguntou ela totalmente surpresa.

– Eu... eu não sei. Acho que foi o treino dormindo.

Ela assentiu desconfiada.

Virei o meu olhar para Nancy, que olhava tudo aquilo com dúvida.

– O que ela tá fazendo aqui?

– Isso é um história engraçada, Percy. – Respondeu Grover coçando a parte de trás da nuca.

– Vocês não responderam a minha pergunta.

– Espera, esse é Percy Jackson? O mané que eu infernizei a vida? – Perguntou Nancy para Grover.

Ele apenas assentiu com a cabeça.

– Espera, você é uma meio-sangue? – Perguntei totalmente incrédulo.

– Sim.

– Meus deuses, isso não pode estar acontecendo. – Eu dizia enquanto andava de um lado para o outro.

– Então... Que tal nós voltarmos ao acampamento? Todos pensam que você está morto, Percy. – Falou Thalia.

– É claro que pensam! Eu cai no tártaro, qual era a possibilidade de eu sair de lá vivo? Mínima.

– É, eu ainda não consigo entender como você sobreviveu. – Comentou Grover.

Saímos do colégio sem dizer absolutamente nada. A van de Argos estava em frente a saída, então todos nós entramos e fomos até o acampamento em completo silêncio.