O Herói do Olimpo
11 Falamos com Reyna
Notas iniciais
Pov. Percy
Depois de perceber que eu fiquei muito tempo ali parado, fui em direção a escada. Andei até o andar de baixo e vi que todos me esperavam.
–Pessoal, nós temos que falar com Reyna, ela deve entender melhor a profecia. – Eu disse.
Pude ver Annabeth fechar a cara, e fiquei pensando no que dizer a Reyna se ela tentar me beijar. –é só colocar a mão em frente a boca. –Será?
Saímos da minha casa e nos dirigimos até o senado. Enquanto isso eu ia cogitando ideias de como falar para Reyna sobre Annabeth.
Chegando ao senado, pude ver que estava tendo uma reunião. Falei para os outros não falarem nada e eles assentiram, entramos e todos se viraram para nós.
–O que está acontecendo aqui? – Perguntei indo até minha cadeira de pretor.
–Descobrimos movimentações de monstros, não são muitos, mas é preciso uma coorte inteira para abate-los. – Disse Reyna.
–Em que direção eles estão? – Indaguei.
–A caminho de Chicago. – Respondeu Reyna.
–Certo. – Eu disse. – Reyna preciso falar com você, assim que a reunião acabar, me encontre do lado de fora. – Ela assentiu e retomou a reunião.
Fui até meus amigos que me esperavam sentados em uma fileira.
–Bom temos de ir galera, Reyna vai nos encontrar em frente ao senado. – Eu disse, e todos se levantaram.
Saímos do senado, eu estava ao lado direito de Annabeth, enquanto Luke estava ao lado esquerdo dela.
Ficamos esperando Reyna por cerca de uns vinte minutos. Ela estava em sua habitual toga romana com a blusa do Acampamento Júpiter por baixo e sua típica trança no cabelo.
Nós acompanhamos ela até a sala dos pretores dentro do senado. Todos se sentaram, eu e Reyna nas pontas. Nos encaramos por cerca de um minuto até que decidi começar.
–Bem, nós recebemos uma profecia, ela diz que eu terei de vingar o filho de Roma, mas quem é o filho de Roma? – Perguntei.
–Jason Grace é o filho de Roma. – Assim que ela disse Jason Grace, Thalia quase teve um ataque cardíaco.
–Espera, Grace? Lupa nunca me disse o sobrenome dele. – Falei. E logo me virei para Thalia que não estava com uma cara muito boa. – O que aconteceu Thalia?
–Jason Grace era meu irmão Percy, mas eu não sabia que ele estava vivo. – Disse ela.
–Espera, quer dizer que Zeus teve dois filhos, com a mesma mulher? – Todos na sala estavam surpreso.
–Um na forma romana e um na grega, impressionante. – Disse Reyna.
–Como ele morreu? – Perguntou Thalia.
–Ele foi lutar contra o Titã Crios, mas ele não aguentou, ele foi golpeado no coração, tentamos fazer algo mas foi inútil. – Respondeu Reyna.
–Ou seja, terei de lutar contra Crios. — Conclui. – E qual é o item perdido de Roma?
–Quando Jason foi lutar contra Crios, ele estava segurando a Águia da Legião, mas quando ele foi abatido, ele a soltou e Crios a pegou, depois disso nossas tropas afugentaram o inimigo, e Crios levou a Águia. – Disse Reyna.
–Ou seja, tudo se resume a Crios. – Todos assentiram.
–Percy, esse grupo de monstros que está andando pelo país, Crios pode estar envolvido com isso, você terá de levar mais algumas pessoas. – Disse a filha de Belona.
–Então eu levo Dakota e Gwen, somente eles e você que eu confio aqui em Roma.
–Fale com eles, se eles aceitarem podem partir ainda... – Não deixei ela terminar.
–Calma, eu estou a caminho da minha morte, não podemos fazer os jogos de guerra? – Afinal, eu precisava mostrar para os filhos de Marte o novo saco de pancadas que eu havia arrumado para eles.
Mas logo que meu pensamento foi para Luke, me lembrei da arma que ele usava. – Se ele é grego, como conseguiu uma arma de ouro imperial?
Olhei para Reyna, pedi silenciosamente para ela deixar, assim como uma criança pede para o pai para poder comprar um brinquedo.
–Está certo, você pode fazer os jogos, mas será gregos contra romanos. – Disse ela com um sorriso no rosto.
–Bom, vou explicar para os gregos como são os jogos, você pode escolher quem você irá levar, começamos amanhã. – Eu disse.
Todos se levantaram e saíram. Fui até Annabeth que não estava com uma cara muito boa.
–Hey, Sabidinha, o que aconteceu?
–Nada Perseu. – Disse ela.
Quando chama de Perseu, coisa boa não é.
–Ah Annabeth, o que foi que eu fiz dessa vez? – Indaguei indignado, eu não me lembrava de ter feito nada de errado.
–Os olhares que você trocava com Reyna, ou você acha que eu não vi?
–Sabidinha, você sabe qual é o meu defeito fatal?
–Sei... – Disse ela.
–Então, não precisa se preocupar. Eu amo você e mais ninguém, eu sou seu e de mais ninguém. — Eu disse a calando com um beijo.
–Pena que você demorou para perceber isso. – Disse ela ainda abraçada a meu pescoço.
–Na verdade não. – Ela me olhou, um olhar surpreso e debochado. – Eu sei mais ou menos desde de que salvei de Atlas, eu até iria falar com você sobre ele, mas Atena...
–Minha mãe sempre intrometendo em minha vida. – Ouvimos um trovão ali perto. – Tudo bem, nós estamos aqui não é?
E então ela me beijou. Todos que estavam andando pararam ao notar que não estávamos com eles.
–Ei, sem agarração aqui! – Exclamou Clarisse.
–Deixem eles. Eu nunca vi um amor tão lindo em toda a minha vida! – Disse Silena.
–Vem, nós temos de ir Sabidinha. – Fique vermelho com o comentário de Silena mas mesmo assim estendi a mão para Annabeth.
Ela a segurou e continuamos a andar. Assim que vimos minha casa, todos suspiraram felizes, afinal andar do senado até aqui não era fácil.
Todos entraram, nos jogamos no sofá e ligamos a Tv. Aqui no Acampamento Júpiter, podíamos usar aparelhos eletrônicos, os monstros não conseguiriam rastrear nossa localização.
–Mas quem é que assiste documentários?! – Exclamou Thalia assim que Annabeth colocou no History Chanel.
–Eu! — Grito Annabeth tentando pegar o controle de Thalia.
–Chega! – Exclamei. – Vamos fazer alguma outra coisa, eu tenho de explicar para vocês como vai ser os jogos de guerra, então desliguem isso.
–Começa logo Persiana. — Disse Clarisse.
–Grover não irá participar, por ele ser um sátiro, mas se você quiser pode assistir. Os jogos serão um tanto interessante, vocês não conhecem o estilo de luta deles, mas eles também não conhecem os de vocês, somente eu e Reyna, ou seja eu terei de jogar contra ela. Os jogos funcionam assim; cada um terá um adversário, será um sorteio, e logo em seguinte terá provas, os melhores são classificados para um outro jogo, onde somente sobra dois, esses dois passarão por mais provas até que terá um vencedor. – Eu disse.
–Certo, quero dar uma lição nesses romanos. – Disse Clarisse.
–Para sua infelicidade Clarisse, os romanos não são tão ruins quanto você pensa, para eles a melhor defesa é o ataque, eles tem técnicas que você nem pensaria em usar. – Falei.
–Veremos.
Suspirei, afinal qualquer filho de Marte diria o mesmo, típico.
–Bom galera, mudando de assunto, o que vocês acham da gente ver um filme? – Perguntei.
–Sim! Que tal um romântico? – Perguntou Silena.
–Não! Nós não podemos ver um filme romântico em um acampamento de meios-sangues. Nós temos de ver filmes de guerras! – Disse obviamente, Clarisse.
–Lá vamos nós de novo. – Sussurrei.
Pude ver Annabeth prender um riso, ela provavelmente já teria um argumento para conseguir que a gente vesse um filme que ela teria, afinal ela era filha de Atena.
No final, nós iriamos ter de ver um filme romântico, Annabeth parecia estava querendo ver, e como uma filha de Atena com argumentos e uma filha de Afrodite com charme, não adiantava contestar.
Annabeth e eu ficamos no sofá, o dividindo com Grover e Nico, eles não pareciam muito animados, Grover queria ver um filme sobre a natureza, e Nico queria ver um filme de terror, nenhum dos dois queriam ver o filme romântico. Eles acabaram dormindo, eu e Annabeth aproveitamos e aumentamos nossos beijos.
Assim que o filme terminou, todos nós fomos até nossos respectivos quartos. Silena chorando foi até o quarto com Clarisse e Annabeth, enquanto Grover, Nico e Luke iam até o quarto deles. Fui até o meu. Fiquei parando tentando dormir, mas eu não conseguia, ficava pensando aonde Luke havia conseguido aquela espada.
Me levantei e fui até a sala. Não havia ninguém, me sentei no sofá e liguei a TV.
Fiquei somente assistindo, até que alguém desce a escada. Me viro e vejo Annabeth, ela usava seu pijama cinza, como a cor de seus olhos, e carregava um livro.
–Uau, não é de arquitetura? – Indaguei.
–Porque eu leria somente arquitetura Cabeça de Alga?
–Eu realmente não sei, você é a filha de Atena aqui, você tem de me responder isso. – Eu disse.
Ela se sentou a meu lado e pousou a cabeça em meu ombro. Ficamos assim somente trocando caricias, até que ela se levanta e senta em meu colo.
Ela começou a me beijar, mas de um jeito selvagem, como se nossas vidas dependessem daquilo. As mãos dela passeavam pelo meu cabelo enquanto as minhas se fixavam em sua cintura.
Até que as coisas começaram a esquentar. Minha mão começou a subir. Assim que percebemos aonde estávamos indo, paramos instantaneamente. Ambos corados.
Se preencheu um silêncio desconfortável. Nós dois não conseguíamos formular frases, abríamos a boca algumas vezes, mas fechávamos logo em seguida. Até que tomei coragem para falar.
–Bom eu vou ir dormir, amanhã teremos um dia cheio. – Eu disse me despedindo dela com um beijo.
Não esperei a resposta dela, subi as escadas e entrei no meu quarto. Me joguei na cama e apaguei.
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