O Herói do Olimpo
12 Começamos a Missão
Notas iniciais
Pov Percy
Acordei inspirado, estava determinado a ganhar aqueles jogos, provaria para Reyna que os romanos não eram melhores que os gregos.
Me levantei e fui até a sala. Annabeth, Nico, Luke e Grover estavam lá. Cada um fazia alguma coisa, Annabeth lia um livro, Luke olhava para o nada, Grover assistia um programa sobre natureza na TV, e Nico examinava seu anel de caveira. Fui até Annabeth e me sentei ao seu lado.
–Vamos esperar todos descerem, depois vamos até a Arena. – Eu disse.
Todos apenas assentiram com a cabeça. Se passaram minutos e logo Thalia, Silena e Clarisse desceram.
–Nós temos de ir. – Falei.
Me levantei e estiquei a mão para Annabeth. Ela aceitou e fomos andando em direção a porta.
Começamos a andar pelo acampamento, até que fomos parados por dois mensageiros de Reyna.
–Percy, precisamos que você vá até o senado a pedido de Reyna. – Disse um deles.
–Ela falou o motivo? – Perguntei.
–Ela diz ser sobre os jogos.
–Tudo bem, diga para ela que eu já estou indo.
Eles apenas assentiram com a cabeça e foram correndo em direção ao senado.
Falei para todos me seguirem e assim fizeram. Começamos a andar mas logo fomos parados por dois conhecidos meus.
–Dakota, Gwen! – Exclamei ao velos.
–Percy! – Responderam os dois em uníssono.
–Vocês também foram chamados por Reyna? – Indaguei.
–Não, mas os jogos que teriam Reyna disse que eles serão cancelados. – Disse Dakota.
Ao ouvir isso comecei a correr em direção ao senado.
Porque ela cancelaria os jogos? Eu me perguntava.
Chegando lá, vi que ela já me esperava. Todos os meus amigos chegaram logo depois. Me sentei em minha cadeira, e logo Reyna já havia começado a falar.
–Sinto muito Percy, mas você terá de sair para a missão imediatamente, parece que Crios está recrutando bastante, se não agirmos rápido você não conseguira enfrenta-lo.
–Ele só pode estar de sacanagem... – Sussurrei para mim mesmo. – Tudo bem, vamos partir depois do almoço, vou falar com Dakota e Gwen agora.
Reyna apenas assentiu com a cabeça e saiu da sala, me deixando com todos os meus amigos.
–É, parece que você escapou de uma surra e tanto Luke. – Disse me virando para ele.
Ele não me respondeu. Annabeth começou a me fuzilar com o olhar, apenas me levantei de minha cadeira e fui em direção a porta.
–Venham, nós temos de falar com Dakota e Gwen.
Eles apenas me seguiram em direção a quinta coorte. Chegando lá, vi Dakota e Gwen conversando em frente a coorte.
–Dakota! Gwen! – Exclamei.
–Não vai sair correndo agora, vai? – Disse Gwen.
–Não, agora não. Mas eu tenho um assunto sério pra falar com vocês.
–Diga. – Falou Dakota.
–Aqui não, vamos até minha casa e lá eu falo. – Eles apenas assentiram com a cabeça e me seguiram.
Chegamos lá e todos se sentaram, me sentei em frente a Dakota e Gwen e comecei a falar.
–Primeiro as apresentações, Silena Beareguard filha de Vênus, Clarisse La Rue filha de Marte, Grover Underwood, Nico di Angelo filho de Plutão, Thalia Grace filha de Júpiter, Luke Castellan filho de Mercúrio e Annabeth Chase filha de Minerva. – Eu disse apontando para cada um deles. – E esses são Dakota Miller filho de Baco e Gwen Turner descendente de Apolo.
–Espera, como assim uma filha de Júpiter e um filho de Plutão? – Perguntou Gwen.
–Eu conto para vocês se aceitarem uma missão.
–Aceitamos. – Disseram em uníssono.
Comecei a contar toda a história, do roubo do raio mestre de Zeus até o momento atual.
–Uau, cara você é um máximo! – Exclamou Dakota.
–É, eu sei. – Falei logo depois rindo.
–Deuses gregos... Eu nunca pensei nessa possibilidade. Isso é fascinante! – Exclamou Gwen.
Logo depois todos estavam conversando. Gwen conversava com Silena, Annabeth e Thalia sobre alguma coisa que não prestei atenção. Clarisse, Dakota, Nico e Luke conversavam sobre mortes, batalhas, dentre outras coisas.
Fui até o meio da sala e chamei a atenção de todos. Eles se viraram para mim esperando alguma coisa.
–Nós precisamos discutir sobre a missão. – Eu disse.
Todos se sentaram e logo comecei.
–Nós não podemos andar todos juntos, vamos ter de fazer grupos. Eu, Annabeth e Grover seremos um grupo, Thalia, Luke e Nico serão outro, Dakota, Gwen, Clarisse e Silena outro. Vamos sair do acampamento depois do almoço, cada um pegue uma rota diferente. Qualquer coisa é só mandar uma M.I.
–Por que você tem que ir com Annabeth? – Perguntou Luke com raiva.
–Cara, eu posso te falar uma lista inteira com motivos, mas não estamos com tempo pra isso, eu vou com ela pois eu, ela e Grover sempre fomos juntos em missões, não será agora que isso vai mudar.
Ele iria argumentar mas Annabeth começou a fuzila-lo com o olhar.
–Cada grupo discuta um plano para a missão, depois do almoço todos podem partir, nós não podemos perder mais tempo. – Eu disse.
Me levantei e falei para Grover e Annabeth me seguirem. Nós subimos a escada e entramos em meu quarto. Me deite em minha cama e comecei a olhar para o teto.
–E então Sabidinha, tem algum plano? – Perguntei.
–Tenho sim Cabeça de Alga, nós iremos de trem, quando pararmos em alguma cidade nós trocamos de transporte. – Disse ela.
Ficamos conversando sobre algumas coisas aleatórias até dar a hora do almoço. Nos levantamos e fomos em direção ao refeitório.
Chegando lá, vi que todos já almoçavam. Nos sentamos em uma mesa onde os gregos estavam.
Comemos em silêncio, todos sabiam que a missão em que iriamos não seria fácil.
Terminamos e fomos em direção ao túnel que ligava o acampamento à São Francisco.
–Todos os grupos já entenderam, peguem rotas diferentes. Qualquer coisa é só mandar uma M.I. – Eu disse.
Todos começaram a se despedir uns dos outros. Luke se aproximou de Annabeth e a abraçou e ela apenas correspondeu. Andei até Nico e o puxei para um canto mais afastado.
–Não tire o olho de Luke, ele está muito estranho... E aquela espada que ele tem, não sei aonde ele a conseguiu, mas coisa boa não é. – Eu disse.
–Tudo bem cara, qualquer coisa eu mando uma M.I. – Respondeu ele.
Apenas assenti com a cabeça e sai dali. Andei em direção a Grover e Annabeth que já me esperavam.
–O que tanto você conversava com o Nico, Cabeça de Alga? – Indagou Annabeth assim que me aproximei.
–Não é nada. Vem, vamos, nós precisamos ir.
Começamos a andar dentro do túnel. Eu andava de mãos dadas com Annabeth enquanto Grover comia algumas latinhas do almoço.
Chegamos ao fim do túnel e começamos a andar pela cidade de São Francisco
Fomos em direção a rodoviária, chegamos lá e compramos nossas passagens. Ficamos nós três na mesma cabine.
–Como estão as coisas com Júniper, Grover? – Perguntei assim que me sentei.
–Estão boas cara. Mas e você, não contou ainda pra gente como foi depois que você saiu do acampamento. – Disse ele.
Comecei a conta a história, desde de que sai do Acampamento Meio-Sangue, até os meu jogos de pretor.
–Quer dizer que o cara vê o futuro na pelúcia do bicho de pelúcia? – Perguntou Grover.
–É cara, a cultura dos romanos e dos gregos são completamente diferentes, nossa sorte é que temos o oraculo de delfos, porquê se não...
Continuamos em silêncio por um tempo. Annabeth estava lendo um livro. Grover olhava algumas fotos que tinha em sua mochila. E eu estava quase morrendo de tedio.
–Eu vó dar uma volta por ai, já volto. – Eu disse me levantando.
Annabeth me deu um beijo, Grover fez cara de nojo mas logo depois já tinha um sorriso no rosto. Sai da cabine e comecei a andar pelos vagões.
Fui até o restaurante, pedi uma diet-coke e me sentei.
Fiquei observando um garoto, ele tinha olhos verdes, mas não verdes como o mar iguais aos meus, mas verdes como se fosse uma floresta, ele tinha um corpo normal, tinha uns quinze ou dezesseis anos, usava uma roupa um pouco velha e uma mochila. Ele observava o local como se qualquer coisa ali pudesse mata-lo. Logo ele fixou o olhar em algo, me virei para ver o que era e me deparei com duas dracaenas. Me levantei e puxei Contracorrente.
–Persssssssseu Jacksssssssson, você não sssssabe o quão delicioso vai ssssser mata-lo. – Disse uma delas.
–É, pena que não será você que irá fazer isso. – Respondi logo partindo para o ataque.
Elas avançaram, tentaram furar meu ombro mas eu desviei. Parti para cima de uma e cortei sua cabeça, logo o que sobrará dela era somente pó. A segunda rosnou e partiu para cima de mim novamente. Ela tentou me golpear na cabeça mas eu apenas me abaixei, me levantei e desferi um golpe em seu coração. O que antes eram duas dracaenas agora era somente um bando de pó.
–Como você fez isso? – Perguntou o garoto que até então permanecia em choque.
–Você consegue ver isso? – Perguntei apontando para minha espada.
–Mas é claro, ou você acha que eu sou cego? – Respondeu ele.
–Tudo bem... Eu vou ter que fazer um teste em você, apenas feche os olhos. – Eu disse para ele.
Ele apenas assentiu com a cabeça. Provavelmente ele pensará que desafiar alguém com uma espada não seria uma boa ideia. Fui até ele e encostei a ponta de Contracorrente em sua cabeça.
A espada encostou nele, ele era um meio-sangue.
Suspirei, afinal o que faríamos com ele. Eu não podia deixa-lo aqui, logo após ter sido atacado por duas dracaenas.
–Vem, eu vou te explicar melhor essa coisa do monstro e da espada.
Ele apenas assentiu e me acompanhou até a cabine.
–Galera, olha só o que eu achei. – Eu disse entrando na cabine com o garoto atrás.
–Harry! – Exclamou Annabeth indo de encontro ao garoto.
–Annie!
–Espera ai, vocês se conhecem? – Perguntei totalmente surpreso.
–Ele é meu colega de classe. – Respondeu ela. – Mas o que você está fazendo aqui?
–Esse seu amigo ai – Ele disse apontando para mim. – ele atacou algumas mulheres cobras e depois me trouxe para cá.
–É, depois passei Contracorrente sobre ele e ela o acertou, ele é um meio-sangue. – Completei.
Ela se virou para ele e começou a encara-lo.
–Conte a história dos deuses pra ele, depois iremos discutir o que vamos fazer com ele. – Disse logo me sentando.
Annabeth começou a contar toda história de que um meio-sangue precisa saber.
–Quem é seu pai ou mãe mortal? – Indagou ela.
–Meu pai, ele morreu quando estávamos andando pela praia, uma mulher o atraiu e o matou mas antes dele me morrer me deu isto – Ele apontou para uma adaga na mochila. – E me explicou que minha mãe era uma deusa e que monstros me perseguiriam até eu achar um acampamento. Logo depois comprei essas passagens e aqui estou eu.
–Empousas, elas atraem os homens e os matam. – Suspirei e continuei a falar. –Mas o que iremos fazer com ele? Ele tem de ir ao acampamento, não podemos leva-lo na missão, ele não sabe lutar contra um monstro, imagina contra um exército? – Falei.
–Eu posso ir com vocês, não tenho medo desses monstros.
Me virei para Annabeth, ele era colega dela não meu, seria melhor ela decidir o que fazer com ele.
–Ele vem conosco. – Concluiu ela.
Suspirei e puxei Annabeth para o meu lado. Ela apoiou a cabeça em meu ombro e fechou os olhos. Fiz o mesmo, mas antes de pegar no sono, vi que Harry me encarava com um olhar estranho, não entendi muito bem, mas logo eu já estava dormindo.
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