O Grande Dia

47 Você Não me Ama Mais?


Notas iniciais
Ooooooooooooooooooooooooooooi pipoquinhas de amendoim! Tudo bem? Zuzzzuuuuuuu beeeeeim? Que bom, que bom, então tá legaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaal. Vamos ao que interessa... Gentem, que dramaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa foi esse capítulo hein? Sério, foi difícil pra mim, pois sabem que me veia cômica grita. Até me perdi em devaneios aqui, me lembrando do término com um ex. Sabem, não sei porque os términos tem que ser sempre tão doloridos... Meu primeiro, último e, em especial, o penúltimo ex foi-se embora de uma jeito meio pesado pra mim... Ele foi meu segundo namorado, sabem? E foi um relacionamento muito lindo... Até que acabou. Eu não sei dizer direito porque eu perdi o encanto, foi uma junção de pequenas coisas, pequenas coisas que se tornaram suficientes para eu não querer continuar. Terminei rapidamente, após vários e vários términos, mas não deu certo, muita conversa rolou. E nelas como nós nos machucávamos - em especial eu mesma quando tentava afastá-lo. Normalmente as pessoas passam a odiar seus ex... Eu não. Eu sou muito grata pelas partes boas. Se eu pudesse voltar no tempo, eu recolheria cada palavra atravessada e pediria para ele não dizer nada do que disse pra mim... Se eu pudesse voltar no tempo eu diria "obrigada por tudo que você fez por mim, por ter me amado, respeitado" e quando ele me ameaçasse dizendo que eu nunca mais o veria (que era o que mais me irritava) eu diria "não tem problema, eu te respeito, obrigada por ter feito de mim uma pessoa melhor. se não vamos mais no ver é porque nosso tempo já passou". Se eu pudesse voltar no tempo, eu seria como esse capítulo, mas mais perfeita. Perdemos tempo demais apontando para o outro, vendo os erros nos outros. Claro que ele/eles erraram muito, tenho tanto a dizer, mas aprendi com a vida a olhar apenas para mim e ser responsável pelas minhas ações. O tempo passa, e as vezes passa tanto que desculpas já são sem sentido. Minhas desculpas ficam no ar, não somente a esse namorado, mas a todos que eu tive em minha vida. Todos amigos que magoei... Vamos colecionar amor e não rancor. Mas é difícil... Somos tão falhos e... Tão jovens.

POV MILO

Estava muito difícil observar Hyoga sentado no sofá ao lado da janela com a cabeça no meio das pernas, parecendo que se escondia do mundo. Por mais longe que fosse nossa casa, dava para ouvir os gritos de Shaka e Mu misturados aos de Shun que devia estar apanhando como um condenado.

A cada grito de Shun, Hyoga estremecia. O menino chorava como eu nunca havia visto antes, nem mesmo quando ele era o alvo da punição. Não demorou até eu sentar ao seu lado lhe oferecendo meu abraço que foi aceito prontamente pelo meu loirinho entristecido. Meu filho afundou seu rosto molhado em meu peito enquanto chorava sem parar.

— E-eu preciso fazer alguma coisa, a culpa disso tudo é minha, Milo.

— Não, patinho, a culpa disso não é sua. Shun fez o que fez porque quis e a responsabilidade é apenas e tão somente dele e de ninguém mais.

— Mas... Se eu não tivesse... Se Ikki não tivesse...

A culpa dominava o olhar de Hyoga que insistia em ficar baixo e depressivo. Eu o segurei carinhosamente pelo queixo.

— Meu filho, as pessoas erram. Isso faz parte da vida. Você cometeu um erro ao ter um momento com Ikki ainda num relacionamento com Shun. É duro aceitar isso, mas devemos, com o tempo, com a maturidade, aceitar que os outros erram e que nós também erramos.

Ele não disse nada, apenas me encarou com tristeza. Eu, então, na tentativa de animá-lo e mostrar que aquela situação era mais normal do que ele pensava, acabei falando algo meio sem pensar.

— Eu já fiz seu pai sofrer muito mais do que gostaria de ter feito.

Foi a minha vez de falar com um aperto na garganta, me segurando para não demonstrar uma voz embargada.

— Mas... Essa é a verdade da vida: o tempo passa e acaba sendo o melhor remédio para tudo. Eu e Camus já nos magoamos muito, mas veja hoje, estamos bem.

— Você acha que um dia eu e Shun...

— Eu não sei Hyoga. Eu realmente não sei. Na verdade eu me questiono quanto aos seus sentimentos pelos dois irmãos. Mas isso é uma coisa que você só vai enxergar claramente com o tempo, quando a poeira abaixar.

Mais uma vez ouvimos um grito agudo misturado ao choro de Shun, o que fez Hyoga me apertar mais num abraço desesperado. Eu acariciei sua cabeça e sorri.

— Meu filho, eu te amo. Pare de se culpar...

— Como? Eles estão quase matando Shun! E a culpa é minha!

— Você apenas o traiu num momento. Isso está errado sim! Mas ele não está sendo punido por sua culpa! Ele está apanhando porque surtou! Patito, olha pra mim!

Hyoga me olhou entristecido.

— Você o mandou quebrar as coisas na casa dele? Mandou-o vir aqui em casa e jogar coisas por todos os lados e desrespeitar os pais? Mandou-o fugir? Mandou-o destruir um posto de gasolina? Mandou ele se juntar a uma rebelião? Mandou ele se atracar com Jabu?

Hyoga não respondia nenhuma questão, vez que era tudo pura retórica.

— O que raios ele fez com Jabu, Milo?

Coloquei a mão em minha boca, sabendo que naquele momento eu havia falado demais. Olhei para os lados, sem ver Camus por perto para me ajudar a contornar a situação. Tentei imaginar o que meu gelinho faria.

— Isso não é assunto meu, Hyoga.

Falei, seco, tentando imitar meu marido. Logo Hyoga se soltou de mim, cruzando os braços e levantando a sobrancelha dando um leve sorriso irônico. Eu não precisava ser telepata para ler os pensamentos de Hyoga que certamente me acusavam de ser um fofoqueiro.

— Ok, ok.. Talvez isso faça você se sentir melhor.

POV Hyoga

Eu não podia acreditar no que eu estava ouvindo. O Shun, o exemplo da santidade, o Sr. Exijo Fidelidade, não esperou nem o banco esfriar e foi logo se atracando com o Jabu em praça pública?!

Muito engraçado ele, a dama do relacionamento, o senhor “eu-sou-o-passivo”, o rei do “ah-Hyoga-não-coloque-sua-mão-aí” de repente se torna o sex symbol do Santuário e resolve dar um espetáculo a quem passasse?

Eu ouvia Milo dar detalhes sórdidos com muita atenção, dando leves risadinhas e fazendo cara de interesse para aflorar ainda mais seu lado fofoqueiro. Shun havia pego Jabu e o levado até o meio do pátio...

Eu errei com Ikki, acabei me deixando levar pela emoção do momento. Eu não queria aquilo, ou queria... Só sei que não tive em momento algum a intenção de magoar meu namorado. Já ele fez o que fez exatamente com essa intenção: me magoar e me deixar com fama de corno.

Eu não sabia se ouvir aquilo me deixava mais triste ou se aliviava a minha culpa. Olhava atônito para o nada, até que percebi Milo me chamando para a realidade enquanto meu pai entrava na sala.

— Hyoga, filho!— Dizia Milo preocupado.

Me vi piscando várias vezes e olhando para Milo preocupado e Camus desconfiado.

— Desculpe, estava pensando na vida. Bom, preciso sair.

Levantei-me tentando disfarçar e sai andando, passando por Milo e Camus que estava ao lado da porta me olhando. Enquanto andava ouvi Camus perguntando “o que foi que mordeu esse garoto?”. Me apressei, não queria que alguém tivesse a ideia de me segurar. Eu já havia parado de ouvir há algum tempo os golpes em Shun, pensei que ele já tinha terminado de apanhar.

Chegando na casa de áries, fui andando me encostando pelas paredes para evitar ser visto por Shaka e Mu. Mas me parecia que ambos estavam ocupados. Ouvi, pela janela, Mu dando palmadas em Kiki.

“Porque você vai levar essas palmadas, Kiki?”— Ouvi Mu falar, me questionando sobre conhecer bem o lemuriano, já que sempre pensei que Shaka fosse o “Camus da casa”. Nessas horas fico feliz por ter Milo, afinal, pelo menos um alivia um pouco.

“Me perdoa mestre Mu, por favor”.

Continuei andando, deixando de lado a conversa deles. Ao menos pude ver que Mu e Shaka estavam entretidos com Kiki, o que deixava meu caminho livre para ter com Shun. O que eu estava fazendo, nem mesmo eu sabia.

Não demorou até começarem os tapas em Kiki, que ecoavam pela casa juntamente com seu choro deveras exagerado. Tanto Mu quanto Shaka brigavam por ele, não posso negar que senti alguma dó, mas aquilo nem se comparava ao massacre em Shun.

Pulei a janela do quarto de Shun, que estava deitado de bruços na cama chorando um pouco. Ele ouviu o barulho e olhou para o lado, estreitando os olhos muito inchados quando me viu.

— O-oi Shun.

Ele ficou em silêncio, não respondeu. Usava uma calça moletom que devia esconder marcas horríveis naquela pele alva. Ele me olhava como que se questionando o que eu fazia lá e eu também não tinha a resposta daquela pergunta, pois não sabia o que eu queria.

Logo me sentei numa cadeira perto dele.

— Você deve estar com muita dor não é?

— O que é que você acha?

Ele respondeu baixo, mas nem tão agressivo. Apenas concordando com a obviedade que eu havia dito. Não sabia direito o que dizer, acho que nem Camus havia me batido daquele jeito.

— O que você quer, Hyoga?

— E-eu? Bom... Honestamente, não sei.

Shun ficou me olhando interrogativo. Eu de fato não sabia o que eu queria.

— Nós não conversamos desde que... Bem... Eu acho que as coisas precisam ficar claras entre nós.

Shun se mexeu um pouco, mas isso apenas reacendeu a dor que sentia no traseiro o que o fez gemer e chorar novamente. Olhei compadecido para ele, não queria que ele tivesse apanhado tanto assim.

— Eu não vou mentir, Shun. Apesar de Milo não concordar comigo, eu me sinto muito culpado por tudo que aconteceu.

Shun suspirou pesado.

— Você não é culpado por TUDO que aconteceu. Os meus atos são culpa minha. Sua culpa é só pelos SEUS atos, em especial, aqueles com meu irmão.

Shun conversava chateado, nervoso, porém estava centrado como sempre foi. Sua fala era, obviamente, um pouco agressiva, mas era o Shun que estava lá e não aquele ser que o dominou após me ver com Ikki.

Eu olhei para ele consternado, ele tinha razão de estar chateado com meu deslize. Mas eu também estava magoado com a questão de Jabu.

— Você está certo, Shun. – Eu cuspi as palavras. – Eu sou responsável pelo meu deslize com Ikki e você pela sua atitude pensada de me fazer de traído da frente de todos junto a Jabu.

Ele abriu os olhos me encarando.

— Não acredito que você tem a audácia de reclamar de algo que eu fiz logo depois de você ME TRAIR COM O MEU IRMÃO.

O tom elevado de Shun chamou a atenção de Shaka que logo entrou no quarto.

— O que está acontecendo aqui? Quem te deixou entrar, Hyoga?!

Eu abri os olhos preocupado e olhei para os meus pés, eu não queria invadir aquele lugar, só queria de uma vez por todas deixar minha situação resolvida com Shun. Não tardou até Mu aparecer no quarto com um cinto dobrado na mão – que provavelmente devia estar usando em Kiki.

Ele se entreolharam, aquilo de telepatia realmente me irritava, pois eu nunca sabia o que eles estavam conversando. Mu, com muita docilidade, passou a mão nos cabelos de Shun e lhe deu um beijo no topo da cabeça.

— Meu amor, você está pronto para essa conversa com Hyoga ou quer que ele volte outra hora?

Shun olhou com os olhos marejados para Mu que o acariciava com tanta ternura que eu mesmo senti o amor que os envolvia. Naquele segundo parei de sentir raiva de Mu pela surra que deu em Shun.

Logo meu namorado, se é que eu ainda podia chama-lo assim, suspirou profundamente e soltou o que pensava.

— Talvez seja hora de terminar isso de uma vez por todas. Pode deixar, vamos conversar se vocês dois não se incomodarem.

Shaka olhou desconfiado para nós dois e disse daquela maneira dura habitual dele:

— Ouçam bem vocês dois, não quero brigas aqui dentro. Hyoga, eu chamo Camus em um minuto se algo acontecer aqui e Shun eu não preciso nem dizer não é?

Ambos assentimos enquanto eles saiam. Mu não saiu antes de abraçar Shun mais uma vez e beijá-lo algumas vezes dizendo que o amava mais que a si próprio.

— Eu não te acusei de nada Shun.

Eu disse, continuando da onde havíamos parado.

— Eu sei que eu errei. Muito. Eu não posso te explicar o que houve entre mim e Ikki, já que apenas aconteceu, apenas... Eu não tive controle e, eu te dou minha palavra, se eu pudesse voltar no tempo eu JAMAIS teria permitido que isso acontecesse.

Shun me ouvia atento.

— Ao mesmo tempo, foi muito duro ver você querendo me agredir tanto. Você me xingou demais, me bateu... Shun, todas aquelas agressões, ainda que motivadas, me magoaram... Eu errei, mas não sou de ferro.

Shun continuava me olhando, deixando-me falar.

— Mas eu estava disposto a tentar consertar tudo, Shunito. Eu queria... Eu queria fazer você me perdoar. Mas... Quando fiquei sabendo da questão de Jabu e do que você fez... Eu não sei mais. Eu acho que...

— VOCÊ ESTÁ BRINCANDO COMIGO NÃO É?

Shun gritou, eu olhei desesperado para a porta. Shaka e Mu haviam falado claramente que não queriam exaltações naquele quarto. Ele percebeu meu olhar aterrorizado e logo baixou o volume.

— Quem não sabe aqui sou eu! Não é possível que você tem coragem de vir aqui para reclamar de mim...

— Shun, eu estou me desculpando. Eu me sinto culpado por você ter apanhado, culpado por ter deslizado e te traído ainda que sem querer. Me perdoe, por favor... Eu só disse que você também agiu mal...

Shun respirou profundamente, ainda deitado, mas agora de lado e parecia refletir sobre o que eu falava.

— Sim, você está certo, eu também errei e muito. Mas não vou te pedir desculpas pelo que houve com Jabu. Eu não te devia mais nenhuma obrigação de fidelidade.

Eu suspirei, olhando para as mãos, era onde eu queria chegar.

— Shun, então você considera que não estamos mais juntos?

Ele me olhou, com os olhos cheios d´água e com cara de uma dor sentimental profunda. Era difícil para ele aquela situação, assim como pra mim que não tardei a começar a chorar sem parar esperando uma resposta.

— Hyoga, eu te amo e eu tenho certeza que sempre vou te amar. Mas está tudo muito confuso agora. Eu realmente não te esqueci... Eu só...

Eu prendia a respiração na tentativa de parar de chorar.

— Eu e Rusky... Nós...

Ele parou de falar, era nítido o que havia acontecido. Aquilo reacendeu minha raiva, mas eu não disse nada. Shun tinha visto que eu cometi um erro, que eu não queria, e ele parecia colecionar homens depois que brigamos.

Eu entendo os outros, Shun era realmente lindo, realmente querido, realmente desejável. Mas eu esperava dele atitudes muito diferentes das que tomou.

— Hyoga, me perdoe por ter feito o que eu fiz. Estava muito machucado. E, honestamente, não quero mais perder o controle de mim mesmo por causa de outra pessoa.

Eu olhava para ele percenedo que era claro que ele notava minha condenação.

— Eu sei que te magoei, me perdoe...

O vendo chorar, eu disse também entre lágrimas.

— Acho que nós dois nos magoamos, Shunito. Nós dois nos magoamos...

Eu andei até a cama dele e sentei no chão, apoiando minha cabeça ao seu lado enquanto fazia carinho em suas costas. Ele se deixou ser acariciado, até que nós dois seguramos as mãos nos olhando. Tínhamos muito carinho e muito amor um pelo outro mas, ao mesmo tempo, era mais mágoa do que podíamos suportar.

— E o que você quer fazer agora, Shun?

— Eu não sei Hyoga.

Respirei, e por um momento me senti como meu mestre Camus. Minha decisão era fria, mas acertada com certeza.

— Shun, quero que me ouça bem meu amor. Eu te amo, você foi meu primeiro e grande amor, e eu questiono se ainda não é... Mas nós dois erramos muito. A culpa foi toda minha que dei início a isso, mas o resultado foi que nós dois nos machucamos muito.

Eu dizia sem soltar sua mão e sem deixar de olhar com carinho e amor para ele. Ele me retribuía e parecia concordar com tudo que eu falava.

— Nos machucamos tanto que é difícil não brigarmos, é difícil não nos ferirmos. Eu te traí da pior forma possível, com a última pessoa com a qual deveria ter me relacionado: o seu irmão. Eu me odeio por isso. Você, revoltado, com razão, me agrediu física e psicologicamente. É nítido que tanto eu quanto você temos questões que ficaram pendentes com outras pessoas... Eu com Ikki, você com Jabu e Rusky.

Shun olhou para baixo, era claro que ele e Rusky tinham algo muito além do que eu imaginava. Tentei engolir a raiva que aquilo que trazia.

— Você está certo, Hyoga. O que devemos fazer agora?

— Acho que devemos dar um tempo, Shun...

Shun acenou concordando com lágrimas nos olhos. Ele concordava comigo, mas aquilo doía demais, doía demais em nós dois. Shun, meu primeiro beijo, meu primeiro namorado. Meu primeiro amor. E eu, também, seu primeiro tudo. Como deixar tudo aquilo para trás?

Logo me vi o abraçando, com ele em meu colo. Não sei como conseguimos chegar naquela posição já que ele não aguentava nem se mexer, quanto mais se sentar, mas por um momento nosso mundo todo se resumia àquele abraço.

— Também acho Hyoga, também acho.

Ambos permanecemos chorando, um consolando o outro simultaneamente. Eu chorava, ele também, e o mundo parecia que ia acabar. Ambos queríamos e não queríamos estarmos juntos ao mesmo tempo.

— Será melhor para todos, ao menos por hora. Quem sabe...

Eu disse, deixando no ar, enquanto o tirava do colo e o ajudava a ficar novamente de bruços.

— Sim, quem sabe Oga...

— Por hora, estamos livre, certo? Para ficar com quem quisermos?

Eu perguntei com um nós na garganta e ele concordou. Nos abraçamos novamente, aquilo não estava resolvido, na verdade, estava muito mal resolvido. Eu não sabia se conseguiria vê-lo com outro, assim como tenho certeza que ele não levaria numa boa se me visse com Ikki.

Mas ao menos as coisas estavam mais pontuadas. Finalmente conseguimos conversar. Eu levantei, e dei-lhe um selinho na boca. Ah, aquela boca...

Quando estava para pular a janela, Shaka apareceu.

— Hyoga!

— Er... Oi?

— Deixe-me te apresentar uma magnífica invenção, chama-se PORTA. Ela abre e fecha, veja só. Você pode usá-la para entrar e sair dessa casa quando quiser.

Eu andei até ele cabisbaixo, aproveitando para mirar novamente meu Shunito. Passei por Shaka que me acompanhou até a porta. No caminho vi Kiki com o traseiro de fora muito vermelho. É, aquela casa não era diferente da minha não.

Mu se despediu de mim um pouco comovido, com certeza os dois devem ter acompanhado tudo.

— Tchau Oga, fico feliz de vocês terem conseguido conversar.

— Sim, me desculpe por tudo tio Mu.

— Não se preocupe...

Disse ele bagunçando meus cabelos.

Notas finais
Só eu que derramei uma lágrima aqui? >