O Grande Dia

45 O Castigo de Shun - Parte 1


Notas iniciais
Pessoal, preciso confessar algumas coisas. A primeira é que eu posto esse capítulo extremamente P da vida. Sim. P da vida. Tive que ler através de mensagens inbox que uma pessoa não leria mais minha história porque não concordava com o destino que eu daria a um personagem em especial. Já não é a primeira vez que ela tentar forçar uma continuação como se eu fosse um macaco que faz o que os leitores mandam. Saibam, as histórias tem graça por um motivo: a imprevisibilidade! Sem a criatividade do escritor isso aqui acaba por ser chato, enfadonho e sem graça nenhuma. Acho que toda escritora tem um personagem que é um pouco sua cópia... O meu é o Camus. Eu tenho exatamente a mesma paciência que ele. E tem situações que creio que sequer tempo para responder eu vou dispor. Eu até tentei conversar, mas tem gente que não consegue discutir fatos. Tem outra coisa que me deixou P da vida, mas vamos deixar de lado POR HORA. Pois bem, eu devia estar feliz... Porque estou postando um dos momentos mais pedidos de vocês, que é... tãm tãm tãm tãm... A punição de Shun! Ieeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei. A dividi em dois capítulos, que estão prontos. Posto o primeiro e o segundo só posto depois que eu receber muuuuuuuuuuuuuuuuuitos (eu disse muitos? muuuuuuuuuuuuuuuuuitos!) reviews. Terminando isso vamos para o casório dos nossos queridos-amados-idolatrados-salve-salve Milo e Camus. Estou com saudades de escrever os POVs engraçados do Milo e os POvs mau humorados do Camyu. Já já eu volto ieeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei. Com muito mais para vocês amiguinhaaaas ♥ (como vocês podem ver, já animei novamente rs... meu lado milo apareceu). Beijos periquitas!!!!

Foi quando, num ímpeto, Mu agarrou o pulso de Shun e o jogou por cima de suas pernas.

— Eu vou te ensinar a controlar seus sentimentos, Shun.

Mu deparou-se com Shun sobre suas pernas, tentando sair e sua mente logo viajou a outro lugar. À sua infância e adolescência, à sua gratidão ao seu mestre que o fez ser quem ele era naquele momento.

— O senhor não pode me bater.

Mu segurava um braço de Shun em suas costas enquanto pousou a outra mão nas nádegas do garoto a alisando um pouco. Num suspiro perguntou.

— Shun, vamos lá, hora de conversar. Você só vai levar umas palmadas agora, de mim, se não colaborar. Primeiro, pergunto se você se arrependeu de tudo que fez depois de descobrir a traição de Hyoga?

Shun ficou em silêncio.

— Shun. É um aviso. Responda! Você se arrependeu de tudo que fez depois de descobrir a traição de Hyoga?

Shun continuou em silêncio, empurrando a paciência do ariano. O bom é que Mu sempre fora um poço de paciência e não a perderia tão facilmente, pelo contrário, aquilo tudo apenas mostrava seu controle.

— Então será assim, não é? – Perguntou Mu levantando seu braço.

— O senhor não pode me bater!

— E posso saber o motivo?

— Porque se o fizer eu nunca mais vou olhar na sua cara, seu monstro! Acha que vou gostar de você depois disso? Acha isso possível?!

Mu parou por um momento, com a mão no ar, com o rosto um pouco consternado. Demorou até ele acreditar que Shun estava usando de seus medos e confissões contra ele. Isso o lembrou da vez que Hyoga colocou páprica na comida de Camus apenas para prejudicar Milo, usando do ponto fraco de seu mestre.

Ao perceber o receio de Mu, Shaka pela primeira vez aproximou-se lhe falando em pensamentos que poderia assumir. Mas o ariano sabia que não poderia mais ceder, principalmente depois da fala de Shun.

— Shun, em que pese minha personalidade compassiva e minha preocupação com nossa relação, eu não sou seu amigo. Eu sou seu pai, sou seu protetor, sou o responsável por fazê-lo se tornar um bom homem. Assim, apesar de que eu desejo ser seu amigo, isso é secundário.

Shun estremeceu de leve ao notar que não havia conseguido dissuadir o mestre e que, pelo contrário, apenas lhe deu mais certeza do que deveria fazer.

— Sabe Shun, eu sempre fui a favor de umas palmadinhas de vez em quando. Apenas nunca gostei de as aplicar. Shaka é melhor nisso do que eu. Mas eu nunca fui contra – lembra que você levou uma surra de vara por mentir na escola naquela confusão com Hyoga? Quem incentivou Shaka a apenas te bater fui eu. Na sua situação atual, pela sua confusão sentimental, eu realmente achei que não era o caso de uma surra, mas sim de uma boa conversa.

Shun engoliu a seco, lembrando-se da surra que levou de Shaka e da conversa em que Mu o incentivava. Era verdade, em que pese Mu sempre o defendesse, quando passava do ponto, era o primeiro a dizer que um basta deveria ser colocado.

— Então, Shun, mais uma vez, estou te dando a possibilidade de uma boa conversa.

Mu levantou Shun de seu colo e o colocou sentado na cama, ao seu lado.

— Vou te tratar como adulto, tente agir como um e provar a todos que estamos errados no sentido de acharmos que você tem que levar umas palmadas para falar.

Sim, Mu lia os pensamentos de revolta de Shun que achava que não devia ser punido.

— Vamos voltar ao que aconteceu com Hyoga. Vamos voltar ao começo de tudo, ser traído justifica tudo que você fez?

Mu não teve tempo de acompanhar os pensamentos do pupilo que apenas fez uma cara de revolta e num ímpeto cuspiu na face dele com força, raiva e afronta.

POV SHUN

Aquilo estava além do ridículo. Quem o mestre Mu pensava que era? Eu não era criança, eu não devia satisfações a ele e nem a ninguém. E de que adiantava aquele papinho todo de vamos conversar se eu não podia dizer o que eu pensava de verdade?

Ah, OK, OK... Vamos conversar e você fala o que eu quero ouvir ou eu arrebento a sua bunda? Muito justo ariano, muito justo. E mais absurdo ainda era esse babaca querer me dar lição de moral.

Mas meu ódio cresceu quando ele resolveu enfiar seu dedo imundo na minha ferida e dizer que eu havia sido traído, jogando isso na minha cara. Esse lixo humano pensava que era quem? Essa cadela do Shaka! Eu não deixaria ele falar da minha vida, jamais!

Cuspi sim, com força, naquela cara nojenta. Era minha forma de mostrar que ele nunca mais falaria da minha vida e que aquelas palavras não valiam nada para mim. Se eles queriam brincar de casinha, que usassem Kiki e não a mim.

Na hora que vi o resultado do que fiz, preciso admitir que um arrepio percorreu meu corpo e tive que lutar para meus olhos não se encherem de água. Por maior que minha revolta fosse, eu amava meu mestre, mas... Ah, era tudo muito mais complicado do que eu podia explicar. Aquele não era eu.

Só vi Mu limpar seu rosto com uma das mãos, com os olhos lacrimejando. Vi Shaka me fuzilar com os olhos. Vi os dois se entreolharem e não consegui mais entender nem a situação, nem o que aconteceria. Me levantei e tentei correr, mas logo a porta foi trancada por Shaka e vi Mu por trás de mim.

— Não era isso que eu queria Shun...

— Não mestre, eu não queria...

Não tive tempo de me arrepender ou pedir desculpas por ter cuspido nele, pois logo ele me pegou pelo colarinho e me jogou na cama com força. Não tardou até eu sentir seu cinto descendo com força em meu traseiro e pernas.

Eu ainda estava com dores das varadas que Shaka havia me dado no cafofo da galera. Aquilo estava doendo, eu sequer sabia que mestre Mu era capaz de me bater daquela maneira. Ele era pior que Shaka, muito pior que Shaka.

Mas o que mais me doía era olhar para trás e ver meu mestre me batendo derramando lágrimas de decepção. Meu mestre, meu... Ele cuidara de mim desde sempre e eu além de fazer tudo aquilo que fiz, ainda tive a coragem de CUSPIR nele...

Perdi a conta das cintadas que levei. Se foram vinte, quarenta ou cem. Meu traseiro doía, queimava, eu tentava me soltar, mas eu sabia que merecia. Muito mais que meu traseiro, minha consciência doía. Eu chorava, chorava forte e alto, misturando meu arrependimento com a dor que sentia.

Demorou, mas eu consegui me virar, sentando-me e agarrando meu mestre num abraço.

— Me perdoa, pai. Me perdoa...

Mu parou estatificado por um momento enquanto era abraçado por mim. Eu estava meio sentado e abraçada sua cintura, pousando minha cabeça logo acima de seu umbigo. Eu sentia suas lágrimas descerem, assim como eu devia sentir o mar de lágrimas que eu deixava em seu tronco.

Logo ouvi Mu largando o cinto no chão e com uma mão e bastante delicadeza afagou meus cabelos.

— Você pede perdão pelo que, meu filho?

— Eu... Eu... – Eu tentava falar, mas as lágrimas desciam fortes – Eu não devia ter cuspido no senhor, eu... Está tudo confuso aqui dentro... Eu não sei mais...

Senti meu mestre me abraçar mais forte, aquela sensação era tão boa, me sentia tão protegido. Nos braços dele eu sentia como se não pudesse e não precisasse ter medo, muito menos enfrentar tudo aquilo. Meu mestre Mu, diferente do meu mestre Shaka, me passava apenas com o olhar toda a certeza de que as coisas acabariam bem.

— Eu te amo, mestre.

Meu mestre me ouviu falar entre lágrimas, mesmo depois da surra que ele me deu com aquele cinto do inferno.

— Eu também te amo Shun. Te amo tanto que meu coração chega a doer de tanto amor, tanto carinho e tanta preocupação que tenho com você. Mas agora, chegou a hora de conversarmos.

Não demorei até sentir meu mestre me virar no colo dele com o traseiro empinado, eu estava mais resignado naquele momento. Sabia que eu merecia de alguma maneira, sabia que ele fazia aquilo porque me amava e não porque Shaka ou Shion queriam – ele estava certo e decidido. Foi quando me dei conta que estava ferrado.

— Shun...

Ele disse, enquanto abaixou minhas calças e cueca. Ele demorou um pouco a voltar a falar, creio eu que porque via as marcas horríveis que já deviam estar lá, deixadas pelas varadas certeiras de Shaka e por essa surra de cinto de agora.

— Shun, vou perguntar novamente a mesma coisa. Você acha que o que fez após descobrir o que Hyoga e Ikki faziam foi correto?

POV Mu

Eu abaixei suas calças e mal pude acreditar no que vi: marcas de varadas e as nítidas quarenta cintadas que dei no meu menino. Aquela pele alva dele confessava cada golpe que levou, mas aquilo não me dissuadiu.

Sempre fui conhecido por minha compassividade. Sempre fui, dentre todos os cavaleiros, o mais calmo, mais tranquilo e talvez até o mais amoroso. Mas uma coisa ninguém poderia falar de mim: eu não fugia de um embate quando era necessário.

Foi assim em todas as guerras, eu estava disposto a morrer batalhando com meus inimigos. E naquele momento, minha postura mais dura foi chamada de novo e era eu quem devia tomar uma atitude.

Jamais imaginei que chegaria nesse ponto com Shun, conhecido por ser o menino mais dócil e amável de todo o Santuário. Sempre achei que era Kiki que me daria mais problemas, mas só nesses últimos dias Shun conseguiu passar Kiki de longe.

Com a mão pousava no traseiro quente e castigado do meu filho, novamente o questionei.

— Shun, vou perguntar novamente a mesma coisa. Você acha que o que fez após descobrir o que Hyoga e Ikki faziam foi correto?

Ele respirou profundamente, sem responder, mas eu acompanhava seus pensamentos. Ele ainda achava que eu não devia me meter em seus assuntos.

Levantei minha mão e desci com força bem no centro daquele traseiro dolorido.

— Filho, eu não quero me intrometer na sua vida. Na verdade, em que pese eu estar aqui o tempo todo para você para tratar de qualquer assunto, se não quisesse falar da traição, eu aceitaria.

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— MAS eu não estou te batendo por você estar escondendo algo ou não querendo compartilhar. O problema foi a FORMA como você lidou com seus sentimentos. Então, eu realmente preciso conversar com você aqui e perguntar novamente: VOCÊ ACHA CORRETO O QUE FEZ APÓS TER VISTO IKKI COM HYOGA?

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Meu filho resistia, e eu acabei continuando as palmadas até quebrar aquela resistência. Ele precisava entender a situação e separar suas atitudes.

— ELES NÃO DEVIAM TER ME TRAÍDO!

— Eu concordo com você, filho. Eles não deveriam ter feito o que fizeram.

Percebi que Shun ficou estático por um tempo, e em seus pensamentos estava feliz por eu apoiá-lo. Eu tive que sentá-lo no meu colo para que ele olhassem nos meus olhos. Por óbvio ele gemeu de dor quando em contato com minha calça jeans.

— Filho, eu sou o primeiro a defendê-lo nessa situação. Eles jamais poderiam ter feito o que fizeram, foi uma atitude horrível.

— Mas então...

— MAS O QUE VOCÊ FEZ DEPOIS É INACEITÁVEL. Ser traído não justifica o que você fez depois. Você tem todo o direito de estar chateado, magoado, de não querer mais saber dos envolvidos. Mas filho... Meu filho... – Eu o abracei forte e logo o puxei para que olhasse em meus olhos novamente – Ser traído não te dá o direito de destruir nossa casa, não te dá o direito de me desrespeitar em público, não te protege para quase fazer sexo em público com Jabu que nem sabia o que acontecia e muito menos justifica uma fuga e entrar num rebelião contra o Santuário.

Vi os olhos do meu filho se encherem de água e ele abaixar a cabeça devagar. Ele finalmente havia entendido o que eu falava. Ele finalmente parecia concordar comigo. Os olhos mareados logo passaram a derramar lágrimas até desencadear um pranto dolorido.

— O se... O senhor está certo mestre. Eu... Eu...

Eu finalmente havia feito ele entender. Deixei ele chorar me abraçando, enquanto o abraçava. Logo olhei para Shaka, meu trabalho estava terminado alí, era a vez dele assumir o papel de carrasco.

— Shun!

Shaka falou naquela voz grossa habitual dele que fez meu filho tremer e eu me arrepiar.

— Agora que você entendeu tudo, está na hora de sua punição. Mãos na escrivaninha.

Questionei-me sobre o menino aguentar mais ou não, mas aquilo não era apropriado. Shaka sabia até onde devia ir e, de fato, aquela punição seria épica. Uma pena que Shun teve que apanhar tanto de mim para aceita-la.

— Shun!

Eu o soltei do abraço que ele me dava e o incentivei a ir. Aquilo doeria em todos, em Shaka, em mim e principalmente em Shun. Pude ouvir Kiki chorando do quarto apenas de ouvir a punição acontecendo em nosso quarto.

— Shun, vou listar aqui os seus delitos: Primeiro você destruiu a casa num ataque de fúria, segundo você foi até a casa de aquário e além de um showzinho desrespeitou seu pai, terceiro você usou Jabu para uma cena pública inapropriada, quarto você FUGIU do santuário e quinto você se juntou a uma rebelião.

Shun chorava apenas de ouvir.

— Já vou dizer sua punição, moleque. Você vai levar cinco surras, isso mesmo, cinco. Vai levar uns tapas MEUS por ter destruído a casa. Também vai receber um surra de escova por ter desrespeitado Mu na casa de aquário. Vai levar uma surra de cinto por ter de atracado com Jabu em meio à arena. Além disso uma surra de palmatória por ter fugido e, por fim, uma surra de cane por ter se juntado a uma rebelião.

Eu via Shun chorando copiosamente enquanto ouvia a lista de punições que Shaka daria.

— Se você resistir, responder ou desobedecer vai apanhar mais. Essa questão da bebelião será discutida novamente na reunião dos dourados e talvez você seja punido novamente pelo Santuário.

Logo vi Shaka levantando a mão alto e descendo no traseiro de Shun. Meu filho estava de pé, sendo segurado pelo braço enquanto meu marido descia forte os tapas nele.

**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT** Aaaaaah para, mestre.

**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT** Está doendo...

**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT** Aahnn...

**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT** Por favor!

— Você acha que pode quebrar coisas, Shun?

**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT** Não... Me desculpa!

**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT** Aaaaiii

**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT** PARAAAAAA

**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT** DESCULPA!

— Você vai trabalhar limpando o santuário nas horas livres para pagar cada uma das coisas que quebrou aqui dentro, moleque!

**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT** Tá boooooom

**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**

**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT

**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT**PAFT Desculpaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Eu contei cinquenta palmadas enquanto via Shun pular e chorar com os fortes tapas que meu marido dava, meu coração estava apertado e podia ler que o de Shaka também. Aquela punição iria longe e eu só me perguntava se Shun ficaria bem e voltaria a ser meu menino...

Continua...

Notas finais
Cadê os reviews? Oi? Oi? Hey? Comente que a continuação vem mais rápido.