O Grande Dia

41 Isso Não Faz Nenhum Sentido


Notas iniciais
Pessoal, tudo bem? Estou postando esse capítulo meio triste, pois achei que poderia usá-lo de barganha para um novo da Lininha. Não consegui porque ela não postou o último que eu esperava... Entããããoooooo, eu posto esse hoje para ver se ela fica feliz e continua DOCE FRUTO com o spoiler que ela me deu. Peço a ajuda de vocês para que comentem a história dela. AGORA, VAMOS LÁ! DOIS AVISOS: 1) Tem novos capítulos da spankfic da Lininha (Doce Fruto). COMENTEM. 2) COM MUITA ALEGRIA AVISO QUE A SPANKFIC QUE EU E A LININHA ESCREVEMOS JUNTAS JÁ TEM CONTINUAÇÃO!!!! :D COMENTEMMMMM MUITO, em breve sai o próximo. Sobre esse que posto agora, espero que gostem. Foi cansativo escrever tanta gente apanhando kkkkkkkkkkkkkkkkkk... E ainda faltam alguns rs. Beijos meus amores!!! ♥

POV Camus

Eu percebi que não chegaríamos muito longe naquele momento com aquela relação tão maculada como a daqueles dois. Primeiro que eles não deveriam estar explorando tanto a sexualidade como faziam, eram jovens para isso, e eu precisaria fazer algo. Segundo que aquela conversa e os “pontos no ís” seriam colocados com Shun presente. Eles se acertaria, mas precisaríamos dar tempo ao tempo.

Entendi que o melhor a fazer, naquele momento, era surrá-los sim por aquilo que haviam feito de errado e ignorar suas motivações. Hyoga deveria apanhar por ter me desobedecido e desobedecido Milo, independente do que o levou a fazer isso. Ikki, por sua vez, deveria levar uma surra por se trancar no meu quarto com um garoto qualquer e desrespeitar as ordens de Shion e o local onde estava.

Na hora em que cheguei a essa conclusão, Shion me olhou concordando. Nessas horas era maravilhoso ter um mestre telepata. Ambos pegamos cada qual o seu pupilo pela orelha e os afastamos. Foi quando meu mestre falou comigo:

— Camus, estou exausto e preciso, ainda, levar Kiki para a casa de Mu. Como Ikki desrespeitou a sua casa e a autoridade de Milo, creio que você possa terminar com os dois aqui. Ikki, se você não obedecer ou desrespeitar Camus, você tem a minha palavra que vou pegá-lo e dar um novo significado à palavra surra.

Fiquei feliz do meu mestre finalmente assumir que precisava descansar e o observei pegar Kiki pela mão com carinho e leva-lo para fora da minha casa. Foi quando suspirei profundamente e disse para os dois.

— Abaixem as calças.

Eles, com bastante revolta, me obedeceram e os dirigi com leves empurrões para se apoiarem na mesa da sala. Assim que estava no lugar eu tirei meu cinto, não sabia mais onde estava a palmatória tipo strap que dei na mão de Milo – certamente ele a havia escondido.

SLAFT * SLAFT

Acertei uma cintada forte no traseiro de Hyoga e depois no de Ikki.

SLAFT * SLAFT

Hyoga chorou, Ikki se conteve.

SLAFT * SLAFT

— Hyoga, você sabia da regra de videogame apenas aos finais de semana. Apesar disso desobedeceu, não acatou os avisos de Milo e ignorou minhas ordens depois da ligação que compartilhamos. Ou seja, você simplesmente me ignorou como se minhas orientações não valessem nada!

SLAFT * SLAFT SLAFT * SLAFT

SLAFT * SLAFT SLAFT * SLAFT

SLAFT * SLAFT SLAFT * SLAFT

Foram doze cintadas bem dadas no meu garoto. Ele pulava, chorava, pedia perdão. Pude observar que as cintadas em Hyoga doíam tanto em Ikki quanto em si próprio. Não sabia sobre os sentimentos do meu caçula, mas era nítido o amor que Ikki sentia.

Num momento o vi pegar na mão do meu filho, como quem o confortava, me lembrei de algumas surras que dividi com Milo em que fazíamos isso mesmo sem assumir nossos sentimentos. Naquele momento me questionei se um dia Hyoga e Ikki seriam como eu e Milo...

— Ikki, como você pode entrar no MEU quarto, levar alguém qualquer e usar os MEUS lençóis, MEU espaço... Para se atacanhar com alguém? Você não tem respeito por nada? Não respeita ninguém? Nem mesmo Milo aqui o fez ter um mínimo de consideração?

SLAFT * SLAFT SLAFT * SLAFT

SLAFT * SLAFT SLAFT * SLAFT

SLAFT * SLAFT SLAFT * SLAFT

Continuei meu sermão, agora contra os dois, falando sobre eles terem brigado. Não entrei em sentimentos, não questionei motivos, apenas apanharam por terem se agredido. As cintadas desciam alternadas, foram mais quinze em cada um. Eles já não aguentavam mais, quase trinta cintadas sem palmadas de aviso eram difíceis de aguentar. Larguei o cinto, usei a mão.

PAFT

— Hyoga, isso é jeito de receber visitas em casa? Eu não quero ver mais esse tipo de coisa.

PAFT

— Você cuspindo em alguém!

PAFT

— Socos, arranhões...

PAFT

— Pontapés...

PAFT

Minhas palmadas em Hyoga era fortes, ele pulava, chorava.

— Me desculpa mestre, me desculpa!

— Não é a mim que você deve pedir desculpas.

Não pude ver a cara do meu filho, mas sabia que eu deveria estar roxo de raiva. Não tardou até uma resposta malcriada vir.

— EU NÃO VOU PEDIR DESCULPAS PARA ELE NUNCA! PODE ESTOURAR MINHA CARA, MAS ESQUEÇA DISSO... EU NÃO VOU PEDIR.

Foi quando o peguei pela orelha e o trouxe para o sofá sob protestos. Ikki automaticamente virou-se para observar assustado.

— Vamos ver, Hyoga... Vamos ver.

Comecei palmadas ritmadas, alternando. Eu internamente rezava para ele voltar atrás, pois eu não pararia até ele pedir desculpas. O menino chutava, socava o sofá, gritava, mas não pedia desculpas.

Aquilo continuou até eu mesmo me questionar sobre o estado do traseiro do meu filho. Em meio aos gritos, eu me esqueci de Ikki. O olhei brevemente e, para minha surpresa, ele estava chorando. O garoto não chorou em nenhuma das cintadas que levou, mas chorava ao ver Hyoga apanhando.

Ele se aproximou e segurou minha mão, sem agressividade, mas como quem pedia piedade.

— Por favor, eu também o agredi, ele não precisa me pedir desculpas...

Deixei Hyoga de lado e puxei Ikki.

— Você também vai pedir desculpas para ele!

Comecei as palmadas, era uma forma de dar um tempo para Hyoga se recuperar e, ao mesmo tempo, fazer Ikki pedir desculpas para Hyoga. O garoto ficou calado, nervoso, aos poucos passou a soltar alguns gemidos abafados. Os gemidos tornaram-se mais altos até virarem pedidos de misericórdia.

Eu estava cansado, não sabia quem daqueles dois era mais cabeça dura. Depois de muito tempo e um traseiro quase em chamas, Ikki começou a chorar, soluçar. Ele não aguentava mais, mas era claro que não se desculparia.

Foi a vez de eu ser surpreendido por Hyoga me segurando.

— Pára pai, por favor... Ele não precisa se desculpas.

Pronto. Eu revirei os olhos, aqueles dois estavam loucos. Parei por um momento e mudei minha estratégia, olhei para o lado no sofá, enfiado meio de lado na almofada, estava a palmatória de borracha que achei que Milo tinha escondido.

Mantive Ikki no meu colo e Hyoga de pé na minha frente e apontei a palmatória para Hyoga e falei bem sério enquanto segurava Ikki com o traseiro bem no meu colo.

— Sabe por que Ikki vai apanhar, Hyoga?

— Por que não quer me pedir desculpas...

— Não— Eu disse.

STAFF

— Porque você não quer pedir desculpas para ele!— Disse sério.

Com cada palmatoada, Ikki pulava e se retorcia. Por isso dei apenas duas. Ele estava no limite e eu acreditava ter achado uma forma dos dois que se amavam e não assumiam pedirem desculpas pela luta na minha sala.

STAFF

— Ma-mas como assim mestre? Isso não faz sentido!

STAFF

— Você vai pedir desculpas, Hyoga?!

— Não!

STAFF

— Então tome Ikki, e isso é para você aprender Hyoga!

Meu filho estava atônito, na verdade eu também estava. Era uma lógica não muito clara, mas eficaz.

STAFF

— Isso é o que acontece com Ikki quando vocês brigam.

STAFF

— CHEGA! CHEGA! ME PERDOA IKKI... ME PERDOA...

Fui surpreendido por Hyoga abraçando Ikki, como quem pedia perdão por tudo aquilo. Ikki mal pode se mexer de tanta dor, apenas olhou o primo com carinho. Não dei muito tempo para aquilo, foi a vez de Hyoga.

STAFF

STAFF

STAFF

Dei logo três e apontei para Ikki

— Vai pedir desculpas?

STAFF

STAFF

— Siiiim. Me perdoa, Hyoga, me perdoa.

Deixei os dois na sala, chorando e fui beber uma água. Estava cansado, bater nesses meninos era extremamente exaustivo. Me questionava onde meu mestre estava, o que estava acontecendo com Mu, com Shaka e Shun. Me preocupava com Kiki.

Voltei após uns minutos, estavam ambos vestidos chorando, cada qual num canto do sofá.

— Filho, vá para o seu quarto. Você está de castigo.

Ele saiu esfregando os fundilhos, chorando. Ikki permaneceu no lugar quieto, sem me olhar. Eu me aproximei dele e o abracei.

— Ah Ikki...

Permaneci lá fazendo um cafuné em sua cabeça e o abraçando com carinho. Não me preocupava com Hyoga, certamente Milo já havia saído do quarto de Isaak e estava paparicando o meu caçula.

— Vocês vão ter que se acertar, mas nisso eu e Shion não podemos ajudar. Porém não podem fazer algo não civilizado.

Ikki segurava o choro, eu o acalmava. Não sabia quando Shion estaria lá para ele. Quando ele parou de fungar eu disse.

— Querido, o que você prefere? Quer ficar aqui descansando no meu quarto enquanto Shion não chega? Ou prefere esperar na sua casa?

— Acho que prefiro ir para a minha casa...

— Tudo bem, campeão, vou te levar lá. Venha...

Eu lhe entreguei sua camiseta que havia pego em meu quarto quando fui beber água e o acompanhei. Ele caminhava cabisbaixo.

— Eu vou ficar de castigo?

— Aí quem decide é o Mestre Shion. Mas pelo que eu conheço...

— É, eu vou ficar trancado para sempre.

— É Provável, bem provável...

Notas finais
Comeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeentem