O Grande Dia

15 Capítulo XV – Tempo Perdido...


Notas iniciais
Pessoinhas lindas XD Continuando na minha promessa de postar todos os dias (fds não posto hehe). Aproveitando pra um jabá... EU E A LININHA MARAVILHOSA POSTAMOS UMA NOVA SPANKFIC JUNTAS!!! Se chama "A Batalha com os Doze Mestres (uma paródia com a Batalha das Doze Casas na versão SPANKFIC). Espero que gostem, comentem e favoritemmmmm hehehehhe... Porque essa história prometeeeeeeeeeeeeeeeeeee

POV Milo

Nem eu mesmo acreditei quando cheguei no local às 09:50. Bem que os avisos de Camus sobre chegar na hora e não o deixar esperando haviam servido de alguma coisa. Assim que pisei no monte, comecei a chorar, era impossível estar mais bonito.

A decoração era toda feita de hortênsias azuis e brancas, bem como um lindo tapete azul nos conduzia até o altar. Havia velas boiando em lindas travessas de cristal nos cantos mais escuros do altar e ele havia feito uma chupah para mim!

Corri com lágrimas até a chupah feita de colunas de flores e seda, e em cima haviam galhos emaranhados em flores. Eu mal podia acreditar. Até as cadeiras traziam flores nas laterais e em cima de cada uma havia um pequeno pacotinho escrito “felizes para sempre” com arroz dentro para lançar na nossa saída.

Havia nas laterais grandes fotos nossas, rindo, impressas em canvas, parecendo pinturas. Uma eramos nós pequenos e outra adultos com nossos filhos. Eu me abanava tentando não chorar demais, estregaria todas as fotos.

Por falar em foto, os cinegrafistas e fotógrafos estavam a postos registrando cada segundo da minha entrada. De fato, apesar dos cortes no orçamento, Camus havia preparado o cenário perfeito, o dia perfeito.

Só me estranhava ele ainda não estar lá. Pensei que ele estaria lá desde as seis da manhã do jeito que odeia atrasos. Mas eu só queria abraça-lo, aposto que chegaria com alguma surpresa para mim.

Foi quando uma moça me chamou para verificar o salão de festas, ela se apresentou como a organizadora principal do evento. Andamos juntos até a recepção e foi quando quase desabei, era tudo absolutamente estupendo.

Saí desfilando pelo salão, imaginando a hora da dança. Estava quase valsando comigo mesmo esperando meu Camyu tomar o lugar certo. Ah, meu Camyu, havia feito tudo perfeito para mim, tudo. As mesas, os arranjos, a banda a postos para tocar.

E não é que o cheiro da cozinha estava delicioso? Com certeza sairia um banquete de lá! Com certeza! Eu mal podia esperar para cair de boca naquela comida, pois no nervosismo eu não havia comido nada.

Foi quando a Sra. Cinthia me perguntou se eu não queria comer nada.

– Não, obrigado.

– O Sr. Camus pediu que eu me certificasse que o Senhor comeria durante a festa. Como ele ainda não chegou, o Sr. não gostaria de um folhado de salmão defumado com ervas finas e cream chease?

Acabei por aceitar, tomando cuidado com as migalhas no meu terno. Olhei no relógio e já havia passado cinco minutos do horário de início da cerimônia. Cinthia percbeu minha irritação.

– Não fique nervoso, Sr. Milo, esses eventos sempre demoram a começar. Marcamos as dez horas da manhã para todos chegarem até umas dez e meia e começarmos.

Eu continuava aflito, pois não tinha visto Camus nem Isaac, mas isso devia ser besteira. Agradeci a gordinha e andei, ou melhor, desfilei até o local da cerimônia novamente. Todos me olhavam sorridente, me parabenizando.

Era maravilhoso. Me sentia nas nuvens sendo o centro das atenções daquela maneira. O único que estava com cara de poucos amigos era Afrodite, que fez questão de não me cumprimentar e me olhava nervoso do outro lado do salão.

Saga, aquele safado do inferno, também não parecia tão satisfeito, mas ao menos me deu um beijo e desejou felicidades. Eu sorri para ele pensando “Viu só? O gelinho é meu! Só meu! Tomou no cu!”.

Depois de falar isso mentalmente e tomar uma encarada de Mu, agradeci aos céus por Saga não poder ler pensamentos. Mas dane-se! Aquele era o meu dia e eu era a rainha da festa! Continuei conversando animadamente com todos que vinham me cumprimentar até perceber que já havia passado vinte minutos do horário marcado...

– CINTHIA!!!

Ela apareceu, prontamente.

– Onde está Camus?

– Não conseguimos falar com ele, Milo... Mas não se preocupe, já já ele está aqui.

Era claro que ela tentava esconder algo de mim. Toda a equipe do casamento estava aflita, parecia que tensos.

O tempo foi passando, os convidados começaram a comentar... Era o começo do fim. Era claro, eu fora abandonado, abandonado no altar.

POV Shion

Estávamos praticamente na frente do monte onde ocorreria o casamento, quando os pensamentos de Isaac começaram a me preocupar. Ele estava com tanto medo que estava criando uma forma de fugir assim que chegássemos lá e todos estivessem preocupados em controlar a fúria de Milo por ter sido deixado no altar.

Ele planejava voltar depois, o objetivo era apenas deixar a poeira baixar e deixar Milo e Camus tão preocupados com seu bem estar que acabariam relaxando no castigo. Era o plano mais idiota que já tinha visto, alguém fugir para evitar ser castigado porque fugiu. Obviamente eu não podia deixar aquilo continuar.

– Não Isaac! Nem sonhe com isso.

Ele me olhou amedrontado, sentindo-se traído pelo próprio pensamento que não foi capaz de esconder.

– Fugir nunca é uma boa ideia.

Eu disse, sem nem me preocupar com Camus que estava absorto na estrada e em seus próprios pensamentos. Ele parecia não nos ouvir, mas vi que ele ouviu minha última frase, que foi o que o tirou do sério. Arrependi-me instantaneamente de ter chamado a atenção de Isaac e não ter simplesmente o deixado sair do carro e o detido antes de concretizar o plano.

– FUGIR?!

Camus bradou, nunca o vi gritar com tamanha raiva.

– DEPOIS DE TODA ESSA MERDA VOCÊ ESTÁ PENSANDO EM FUGIR?

Só o vi soltando o cinto de segurança e virando para trás. Tapas começaram a chover no banco de trás enquanto ele gritava.

– VOCÊ NÃO APRENDEU NADA, SEU FEDELHO? SEU IRRESPONSÁVEL! EGOÍSTA!

Camus gritava com a mão direita levantando e descendo onde conseguia acertar. Na perna de Isaac, nos braços, nos meus braços quando eu tentei segurá-lo, na minha coxa. Ele estava cego, e aqueles tapas estavam doendo muito, ainda mais em mim que não tinha relação nenhuma com a história.

Isaac, na tentativa de se defender, acabou com tentar se jogar no chão do carro, de bruços, o que foi um prato cheio para Camus que ficou com a visão e posição perfeita para acertar com toda a força de sua mão as palmadas no traseiro de Isaac.

– EU VOU ACABAR COM ESSA REBELDIA! VOCÊ NUNCA MAIS VAI SONHAR EM FUGIR, ENTENDEU? SONHAR!

E os tapas continuavam descendo certeiros, fazendo Isaac chorar e pedir por clemência, enquanto eu e Ayaccos estávamos perplexos com a cena.

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– EU VOU QUEBRAR UMA VARA E ARREBENTAR UM CINTO EM VOCÊ, SEU MALCRIADO!

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– PAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARRA MESTRE!!!

PAFT

PAFT

– POR FAVOR!!!

PAFT PAFT

Camus não parava, parecia cego descendo o braço no meu neto. Eu o entendia, mas não achava que aquilo era momento para tanto. Mas toda vez que eu tentava segurá-lo acabava levando as palmadas de Isaac no lugar dele.

– Camus, pare agora!

Os tapas continuavam descendo, Isaac continuava chorando e eu não podia fazer nada. Já pensava em eu mesmo acabar com aquela cena quando Ayaccos gritou.

– Chegamos!

Camus parou com a mão direita no ar por alguns segundos, parecia que voltava a si. Saiu do carro e deu a volta, agarrando Isaac pela roupa e o tirando do carro. Logo o levantou, e o encarou de uma maneira que até eu me surpreendi.

– SEU MOLEQUE, PRESTA ATENÇÃO EM MIM. SE VOCÊ SONHAR EM FUGIR EU VOU TE ACHAR E VOCÊ NÃO TEM IDEIA DO QUE EU VOU FAZER COM VOCÊ. ENTENDEU?!

Isaac ficou quieto, olhando para o chão. Camus o sacudiu.

– ENTENDEU?! RESPONDA!

– Sim, mestre – Disse um assustado Isaac entre lágrimas.

Camus me olhou, pedindo para que eu tomasse conta de Isaac enquanto ele tentava resolver a situação.

POV Camus

Eu não podia acreditar que Isaac cogitou fugir depois de tudo que aconteceu, como ele ousava piorar ainda mais sua situação. Não sou adepto de bater sem antes conversar, mas ele pediu, ele pediu aqueles tapas.

Minha mão formigava, eu nunca tinha dado palmadas tão fortes em ninguém antes. Tirei aquilo da minha mente, tudo que queria era encontrar Milo.

Comecei a subir o monte, estava tudo sujo já. Lixo no chão, me questionei como as pessoas peavam os salgados e deixavam cair os lindos guardanapos no chão. O clima era de fim de festa, com uma música baixa no fundo e pessoas andando ao longe.

Era tarde, era tarde demais...

Corri. Corri para o altar, eu precisava achar Milo. Eu tinha arruinado o dia, era claro, não havia mais tempo para casamento, não havia mais tempo para nada e ele jamais me perdoaria, eu conhecia bem o meu escorpiano.

Adentrei o altar, vestido no meu pijama e sujo do trem e da prisão. Foi então que me deparei com a cena mais triste de minha vida. Milo estava sentado ao lado do púlpito com as mãos no rosto chorando alto, com sua roupa social impecável.

Já não havia ninguém mais lá, nenhum convidado além dos cavaleiros de ouro e de bronze, o clima de luto estava instaurado.

Milo... – Murmurei.

Ele não me ouviu, eu andei em sua direção quase tropeçando...

– Milo... Milo...

A voz começou a sair um pouco mais alta. O nó que eu sentia na garganta impedia que a voz saísse.

– Milo!

A voz saíu, rouca, chorosa, arrependida. Ele estava sofrendo como nunca vi antes. Um sofrimento dolorido. Ele, então, tirou as mãos do rosto que estava quase irreconhecível. Ele chorara tanto que o inchaço havia dominado sua face e seus olhos, vermelhos, estavam vidrados e sem brilho.

Ele me viu e se levantou vindo em minha direção. Ao invés do abraço que esperava, um tapa forte e certeiro acertou minha bochecha esquerda.

– Como você pôde...

– Me perdoa Milo!

Eu disse o abraçando forte, segurando seus braços enquanto ele tentava se soltar e me empurrar. Eu, com os olhos mareados, olhei em volta a cena de um casamento que já acabou. Pior, um casamento que não aconteceu.

Milo chorava no meu ombro.

– Me perdoa, Milo. Me deixe explicar.

Explicar o que?! – Ele parou para limpar o nariz na manga do terno. – Explicar que me largou no altar? Que nunca quis se casar comigo? Porque não foi mais honesto? Por que me fez passar por esse vexame?

Ele conseguiu se soltar, e tentou novamente acertar meu rosto, mas dessa vez eu segurei seu punho. Como eu odiava cenas públicas, mas aquilo era inevitável, ele estava humilhado por ter sido abandonado no altar na frente do Santuário inteiro.

Eu olhei em volta enquanto o abraçava ternamente. O ministro e o juiz de paz já havias deixado o local, os convidados também, aquele casamento estava arruinado. Nem a pessoa mais otimista do mundo podia acreditar que aquela situação poderia ser resolvida.

Tudo que eu podia fazer era tirá-lo de lá e leva-lo para casa, isso é, se ele colaborasse ao menos um pouco.

– Por favor, Milo, me deixe explicar...

– EXPLICAR O QUE? QUE FOI TUDO UMA FARSA?! QUE VOCÊ NÃO PRESTA? QUE NÃO VALE MEIO FEIJÃO DE LATA?!

– Milo... O Isaac...

– NÃO QUERO OUVIR! VOCÊ NÃO PASSA DE UMA SARDINHA ENLATADA CONGELADA QUE PASOU DO PRAZO DE VALIDADE!

– Milo, chega!

– NÃO, NÃO CHEGA. CHEGA DE NÓS! EU NUNCA MAIS QUERO TE VER NA MINHA FRENTE! NUNCA MAIS, OUVIU!?

Foi quando olhei em volta, todas me encaravam como se eu fosse a pior pessoa do mundo. Me partiu o coração quando olhei para Hyoga colocando a mão no ombro de Milo, tentando consolá-lo e me olhou com olhar acusador e decepcionado.

– Hyoga...

– Agora não Mestre, o Milo precisa descansar, as últimas horas foram difíceis.

Ora essa, eu sei que as últimas horas dele haviam sido difíceis. Mas as minhas também! Eu não dormi, fui roubado pelo meu filho mais velho que fugiu. Eu entrei num trem quase em movimento, fui preso e humilhado. Tive que arranjar uma forma de voltar... Mas como explicar tudo isso? Como?

– ISAAC!

Eu gritei, vendo o menino vir acanhado até o meu lado.

– Não adianta querer descontar no meu menino! – Disse Milo, adotando uma postura defensiva.

– Pois bem, seu menino tem algo para contar!

Então, Shion se posicionou ao meu lado. Ele normalmente não fica para presenciar esse tipo de situação, odeia “ceninhas” tanto quanto eu. Mas ele sabia que eu precisava de uma testemunha e alguém que me apoiasse, já que todos lá me encaravam como se eu fosse o maior vilão da história do Santuário.

– PODE CONTAR ISAAC, CONTE POR QUE EU NÃO APARECI NO MEU CASAMENTO!

Notas finais
Amo vocês queridas XD