O Grande Dia

3 Capítulo III – E as Máscaras Caem...


Notas iniciais
Minhas amadinhas!!! :3 Segue aqui mais um capítulo. Dessa vez demorei um pouco esperando mais reviews que, infelizmente, não chegaram :( Mas tudo bem, decidi postar por quem comentou e vou ficar esperando ansiosamente a manifestação das minhas queridíssimas leitoras que deram uma sumidinha hehehe... Estou atualizando essa e não a FIC BDSM exclusiva de Camus e Milo porque ao que parece vocês estão mais ansiosas com essa - estou certa?? Um beijo do tamanho do mundo dessa leitora que não liga de mendigar os comentários de vocês que me dão inspiração para continuar! Beijos e mais beijos, com carinho e chocolate!

Capítulo III – E as Máscaras Caem...

POV Camus

Minha vida estava um turbilhão, decidi tirar férias de três semanas , afinal, eu devia ter férias vencidas que eu não tirava há mais de dez anos. Sempre achei um exagero isso de dar-se um mês ao ano de férias, era muito tempo para muito trabalho deixado de lado, porém, naquele momento, era necessário.

Eu tinha uma recepção para preparar, uma que não magoasse o Milo e ao mesmo tempo não nos condenasse a viver na sarjeta por toda a nossa vida. Além disso, o sossego que eu estava experimentando com Hyoga fora breve, agora era o meu outro filho que estava azucrinando meus nervos cansados.

Eu precisava me focar em uma coisa de cada vez e era o que estava fazendo, seguindo a lista que preparei de afazeres. Já tinha conversado com os músicos que tocariam na recepção que seria no salão principal o Santuário, seria lindo e nada exagerado ter um quinteto de cordas com piano e saxofone.

Junto com isso, um DJ também foi contratado para a alegria do Milo, não aquele que cobrou tão caro, mas um com um preço modesto e uma qualidade incontestável. Os gastos com iluminação foram nulos, tendo em vista que aquele salão já possuía a luminosidade necessária, bem como era lindamente decorado.

Já havia passado no cartório para resolver a publicação dos proclamas e a contratação do juiz de paz para realizar a cerimônia civil. O preço foi módico, graças aos céus, e agora faltava muito pouco para terminar de preparar o grande dia.

Milo tinha ficado de buscar as roupas de nós quatro no alfaiate. Falando em nós quatro, era hora de pular para o próximo item da lista: Isaac. Suspirei profundamente procurando resquícios de serenidade em minha mente.

Eu havia negligenciado o menino, Shion estava certo, e o fato de eu ser alertado pelo meu ídolo doeu mais ainda na minha autoestima. Mas eu iria remediar, primeiro eu ligaria para a Austrália para entender exatamente o que aconteceu, segundo eu correria atrás de informações sobre o que ele tem feito no Santuário nesses últimos tempos e, por fim, tirar a limpo essa questão das drogas tão mal explicada pelo Mestre Shion.

Peguei minha agenda e disquei para a escola onde ele estudava na Austrália e pedi pra falar com o reitor diretamente. Tendo em visto que eu me identifiquei, rapidamente me passaram para ele, eu era conhecido por dar palestras e cursos tanto na escola quanto na universidade do campus.

– Olá Henry, como vai?

– Vou bem Camus, faz tempo que não nos falamos... – A sua voz não era afável como o normal.

– Henry, meu filho voltou há alguns meses do intercâmbio e...

– Sim, foi lamentável o que aconteceu.

– Sim, não entendi o por que ele voltou por vontade própria sem que ninguém me avisasse.

Fez-se um silêncio do outro lado da linha, eu diria que Henry estava surpreso.

– Camus... Seu filho não voltou por vontade própria e...

Franzi as sobrancelhas e segurei o telefone com mais força tentando manter a calma.

– Como assim não voltou por vontade própria?

– Ora, seu filho foi expulso Camus. Foi desligado da instituição por não seguir as normas de conduta do campus.

– Por que ele foi expulso e por que ninguém me avisou?

Sim, eu estava nervoso, devia ser nítido na minha voz. Percebi também porque Henry tomou uma postura mais defensiva, apesar de compreensiva.

– Veja bem, Camus. O que aconteceu foi uma série de fatos, primeiro que Isaac cabulava aulas constantemente, apesar de tantas advertências, ele não parou. Quando ele assistia aulas, tumultuava e impedia o bom andamento do trabalho do professor. Depois, foi pego mais de uma vez no dormitório das meninas, o que é estritamente proibido, outras vezes foi pego com meninos fazendo coisas não aceitáveis para uma escola.

Eu o interrompi novamente, embasbacado com o fato disso tudo ter acontecido e ninguém me informar.

– Mas Henry! Como ninguém me informa sobre isso?! Se eu soubesse teria ido até aí na hora para dar um jeito na situação!

– Mas você foi avisado, Camus! Ligávamos praticamente todos os dias, eu posso garantir que eu mesmo, e não só a secretária ou outros professores, fiz diversas ligações para sua casa e trabalho. Mas os telefones não funcionavam, então, começamos a mandar e-mails e telegramas, sempre sem resposta!

– Mas isso não é possível!

– Temos tudo aqui arquivado, podemos enviar...

– Em quais telefones vocês ligavam?

– O da sua casa é (026) 22334-84704 e o do trabalho (026) 47586-03982.

– Os últimos dígitos estão errados, o da minha casa termina com oito e o do escritório com zero. Quais os e-mails que você tem? E qual o endereço?

Perguntei, aquilo estava começando a cheirar mal.

– Bom, o e-mail é camus1@santuariodeathena.com.br e o endereço é Santuário de Athena, casa VII, ala II, Grécia.

– Meu e-mail não tem o número um após meu nome e o endereço está incorreto, é no Santuário, porém na Casa de Aquário.

Fez-se um silêncio no telefone. Tanto eu quanto ele já sabíamos quem tinha sido o autor dessa palhaçada no sistema da escola: Isaac.

– Pois bem Henry, acho que já entendi tudo.

– Ainda não acabou, Camus. Infelizmente tenho outras coisas a informar.

Não podia ser verdade, meu filho além de péssimo aluno, mau elemento em sala, um safadinho que só queria saber de paquerar, que adulterou o sistema da escola para eu não ser encontrado e mentiu pra mim... O que mais ele poderia ter feito?

Diante do meu silêncio, o reitor continuou.

– Bom, Isaac era pego constantemente fumando nas dependências do instituição, eu mesmo chamei a atenção dele diversas vezes por causa disso. Mas, além disso, houve um episódio com drogas aqui e...

Por alguns instantes eu parei de ouvi-lo. Drogas? Shion havia mencionado drogas. Aquilo era sério e não uma besteirinha...

– DROGAS?

Não me contive.

– Coisa boba, de criança, ele e uma turminha fizeram uma roda para experimentar maconha. Mas não podíamos deixar passar em branco, todos foram expulsos.

Eu estava quase fora de mim. Drogas... Meu filho experimentando uma porcaria dessas e fumando cigarros com regularidade. Bom, ao menos não era um problema sério com substancias, era apenas um início que eu trataria de cortar logo.

– Bom, Henry, meu amigo – Agora eu falava mais tranquilo, tendo entendido tudo – Sugiro que redobrem as senhas do sistema de vocês.

Eu disse, ele riu do outro lado da linha.

– Vou mandar os e-mails no seu e-mail correto, espero que fique tudo bem aí?

– Bom, com Isaac não posso garantir muita coisa...

– E parabéns pelo casamento.

Como ele sabia?

– Ah...

– Recebi o convite de Milo.

Claro! Nós tínhamos mais de mil convidados na festa inicial, Milo devia ter convidado todo mundo com quem eu já havia trocado bom dia alguma vez na vida.

– Infelizmente não poderei ir...

Graças aos céus, assim não precisaria avisá-lo sobre a mudança de planos. Desligamos o telefone, eu olhei fixamente para a mesa, com meus dedos batendo um a um na tábua envernizada.

Respirei fundo e decidi continuar, dessa vez liguei para o diretor da escola de Hyoga, aquela onde mandei Isaac se matricular. Em poucos minutos confirmei a versão que Shion me passou, ele não havia tentado se matricular, do contrário já estaria cursando há meses o colegial.

Respirei fundo, agora meu trabalho exigia pesquisa de campo. Eu queria descobrir o que raios aquele moleque estava aprontando durante todo o dia, porque treinando e estudando obviamente ele não estava.

Franzi as sobrancelhas e me levantei, eu ia tirar cada detalhe dessa história a limpo ou meu nome não era Camus! Obviamente eu estava muito irritado com tudo, mas não queria transparecer nada.

Engoli seco enquanto andava e me perdia em meus devaneios. Se ele havia experimentado drogas pela primeira vez há alguns meses, será que isso já havia evoluído? Será que, por acaso, ele estava viciado em algo?

Tentei afastar esses pensamentos da minha mente, ele não demostrava nenhum sinal de dependência química ou psíquica de nada. O comportamento, trejeitos, forma de se vestir, se de portar, de falar... Nada me remetia a um usuário de entorpecentes.

TRIM TRIM

Peguei meu celular irritado, era Milo.

– Fale.

– Nossa, ooooiiiii amorzinho para você também – Ele disse cheio de charminho na voz.

– Milo, estou ocupado.

– Você sempre está ocupado... E a única ocupação que gosto é aquela que você tem de noite comigo. Hmmmm, falando nisso, meu gelinho, que delícia de noite foi...

– O que você quer, amor? – Eu falei, seco, querendo cortá-lo de uma maneira não grosseira.

– Iiih, o que que houve hein?

– Te explico quando nos encontrarmos, preocupações com Isaac. Já resolvi o que faltava para o nosso casamento, você pegou as roupas no alfaiate?

– Sim, meu lindo. Era para isso que liguei, ficaram maravilhosas! Pena que Isaac não fez as provas necessários, tenho medo que o tamanho não fique perfeito.

– Vai servir, não se preocupe.

– Tudo bem, meu hagn dasz! Te amo!

Eu desliguei o telefone. Tentei retomar meus pensamentos e me lembrar para onde estava indo. Em um minuto meu telefone toca novamente.

TRIM TRIM

Maldito celular, era Hyoga agora. Eu não tinha um minuto de sossego.

– Fale rápido, Hyoga.

– O-oi, mestre...

– O que você quer? – É, eu estava realmente impaciente. Mas não era culpa do menino, então, tentei me controlar.

– E-er... Eu queria ir numa balada hoje porque é o aniversário do...

– Não. – Balada? Nem quis terminar de ouvir, estava fora de cogitação, ele tinha prova no dia seguinte.

– Mas mestre, por favor...

– Hyoga, você tem prova de química amanhã, não tem? Além disso, pelo que sei, você tem um trabalho para apresentar na aula de literatura. Você precisa estar inteiro e bem descansado, a resposta é não. – Tentei explicar bem os motivos.

– MAS ISSO NÃO É JUSTO! Eu nunca posso fazer nada!

– Hyoga... – Eu avisei, rezando para minha paciência não me abandonar naquele momento.

– Não, eu NUNCA POSSO FAZER NADA! TODO MUNDO VAI!

– Não me interessa o que todo mundo faz, filho. Hoje você não vai passar a madrugada fora, isso está fora de discussão. E abaixe esse tom de voz, mocinho, que eu não sou seu amiguinho para você gritar comigo!

– MAS EU SEMPRE FICO DE FORA, O SHUN VAI E EU NÃO VOU... ISSO NÃO É CERTO! VOCÊ SÓ PEGA NO MEU PÉ E O ISAAC FAZ O QUER DA VIDA DELE E...

– CHEGA! Hyoga, essa discussão acabou aqui, eu estou ocupado, você tem aula amanhã e uma prova final, vá estudar agora! Nós vamos conversar de novo sobre esse seu showzinho no telefone, você não vai! E se continuar discutindo vai ficar de castigo!

Ele finalmente ficou em silêncio. Estava contrariado como qualquer adolescente ficaria, mas ao menos abaixou a bola.

– Vá estudar filho, quando eu chegar em casa prometo que sento com você para rever a matéria e daí no final de semana você combina de sair com o Shun e eu mesmo levo vocês. Sem contar que suas férias estão chegando, e pode ter certeza que com boas notas na escola eu vou deixa-lo viajar, quem sabe até com Shun se Shaka deixar.

– Tá bom, pai.

Desligamos, eu irritado e Hyoga chateado com minha negativa. Novamente, me vi perdido e esquecido do meu rumo. Ah, sim, continuei andando em frente para...

TRIM TRIM

RAIOS! Por muito pouco não espatifei meu celular no pilar de mármore mais próximo, eu não tinha um segundo de paz.

– Senhor Camus?

– SIM! – Respondi nervoso, com a voz alterada, para aquele número que não conhecia.

– O senhor é o responsável legal de Isaac de Kraken?

– Sim... – Eu disse levantando uma sobrancelha.

– Senhor, sinto ligar assim, mas precisamos que venha até o hospital municipal. Seu filho está conosco e precisamos de autorização para alguns procedimentos.

– O QUE? O QUE ELE TEM? ELE ESTÁ BEM?

– Senhor, pessoalmente o médico poderá passar mais informações, sou apenas a telefonista e não tenho essas respostas. A única informação que possuo é que precisam do senhor com a máxima urgência aqui.

Mas não podia ser! Aquele dia podia ficar pior?! Respirei fundo e corri até meu carro, em um dos semáforos fechados mandei uma mensagem para que Milo me encontrasse com urgência no hospital.

Me concentrei para não fazer nenhuma besteira no transito, meu pequeno... Meu pequeno estava machucado ou... Ah, eu não podia nem pensar!

Notas finais
Gostaram? Estão ansiosas pela continuação? Então comentem pleeeeeeeeeeeease ^^