O Grande Dia

9 Capítulo IX – Grandes Momentos


Notas iniciais
Queridos e queridas, eu prometi e aqui vai mais um capítulo às vésperas da virada de ano. O que dizer para vocês? Bom, primeiro, gostaria de desejar TUDO DE BOM - um final de ano lindo, e um novo ano mais lindo ainda, cheio de realizações e coisas boas. Que nesse ano, consigamos nos divertir muito juntos, com essa interação tão positivas que temos. Que eu consigo entrete-los cada vez mais... Todo o carinho do mundo... Beijos enormes e espero que gostem do capítulo. Comentem que volto muito rapidinho hehehehe Sarinha

Capítulo IX – Grandes Momentos

Era véspera do casamento mais esperado do ano em todo o santuário. Presentes não paravam de chegar na casa de aquário e escorpião, os salões de cabelereiro e barbeiros estavam lotados de trabalho com as pessoas querendo se arrumar para o grande evento.

As lojas de roupa de festa estavam lotadas, apesar do número de convidados ter sido substancialmente reduzido por Camus. Ainda assim, os comerciantes estavam muito felizes com alta nas vendas daquele mês.

Isaac continuava acamado, apesar dos paparicos de Milo e das vigias noturnas que Camus fazia enquanto o menino dormia. Mal sabiam os dois o que o pequeno tramava e seus desejos de se afastar daquela casa para sempre sem ser notado.

Já Hyoga, depois de passar uma semana de castigo, sossegou um pouco sob o rígido olhar de Camus. Não demorou muito para conseguir dobrar o coração mole de Milo que desfez aquela postura mais brava com suas criancices e voltou a paparicá-lo como de costume.

Camus deu de presente um “day SPA” para Milo, mandando-o para uma estação de aguas termais nos arredores do santuário para tratamentos de beleza, com direito a massagens, banhos de ofurô, tratamento nos cabelos, hidratação na pele, manicure e pedicure. Ele dormiria lá e eles se encontrariam apenas na cerimônia para um impacto maior.

Camus terminava de confirmar todos os detalhes, apesar de não ligar para a realização de uma festa, se importava muito com a felicidade e satisfação de Milo. Se seu noivo queria uma festa inesquecível, era isso que daria a ele dentro das possibilidades que tinham.

De noite, Camus tentava conter sua preocupação. Não se sentia ansioso com o casamento, mas sim nervoso com o fato das coisas saírem conforme o planejado. Olhava para o relógio sentindo certa falta do gênio explosivo e exagerado de Milo, pensava que naquele momento o noivo deveria estar a receber as flores e champagne que ele mandou.

POV Milo

Meu dia de rainha era perfeito! Foi difícil deixar as crianças em casa, me separar de Isaac em especial foi extremamente doloroso... Quem daria comida para ele? Se bem que ele já podia levantar, estava era de mimo, o que para mim não era problema já que adoro mimá-lo.

Ah, mas aquele era meu dia de ser mimado, estava tão relaxado que mal conseguia abrir os olhos direito. Passava por uma série de massagens consecutivas, saía das águas com enxofre para a massagem com pedras quentes a beira da cachoeira, depois tive um pequeno almoço nutritivo com coisas leves e refrescantes.

A todo tempo tinha alguém me servindo um suco ou se certificando que meus travesseiros estavam fofos o suficiente. Ah, isso sim era vida... Aquela música ambiente de sons da natureza era incrível, o cheiro daquele lugar era incrível.

Respirei fundo aproveitando cada milésimo de segundo daquele dia perfeito que Camus havia planejado para mim. Estava feliz, não, estava nas nuvens e nada poderia me fazer descer para a terra tão cedo.

A sessão de massagens continuava, com banhos relaxantes, hidratação em meus cabelos e tudo que eu tinha direito. Era tão bom, tão bom... Quando começou a entardecer, comecei a sentir falta do calor do abraço de urso do meu boneco de neve!

Quando a saudade começou a doer um pouco mais, fui surpreendido com um presente surpresa. Era um lindo e glamuroso bouquet de hortênsias! Minhas preferidas... Era ostensivo e elegante, assim como Camus. Uma garrafa de uma champagne caríssima em tamanho pequeno, uma taça e um cartão.

“Um brinde à sua última noite sozinho.

Um brinde à sua última noite sem mim.

Aproveite o momento, pois amanhã e por eternos amanhãs,

Brindaremos sempre juntos a alegria de viver.

Te amo, aqui estarei brindando à você... Meu primeiro e único amor”.

Peguei-me com lágrimas nos olhos, aquilo, partindo de Camus, significava muito. Ele tinha sérios problemas em demonstrar sentimentos, e aquilo era a maior declaração por escrito que ele fizera em sua vida.

“Eternos amanhãs”, ah, meu maior desejo, jamais sair do lado dele novamente. Apenas ser feliz com ele e nossa família, apenas poder vê-lo, tocá-lo e amá-lo. Naquele momento a festa não importava mais, eu só queria tê-lo ao meu lado para sempre e nunca mais me afastar...

Aquele presente me trouxe o conforto que eu precisava. Consegui dormir finalmente, com a certeza que amanhã teria um marido que me amaria. Ele me conhecia bem, sabia que eu ficaria nervoso, e deu um jeito de me acalmar e me dar um dia tranquilo e sem surtos psicóticos.

POV Hyoga

Por mais difícil que possa ser acreditar nisso, eu estava realmente com o casamento do meu pai e Milo. Eles faziam bem um ao outro, Milo fez meu pai sorrir como nunca tinha visto em toda a minha vida, e meu pai cuidava para que Milo continuasse vivo.

Milo, por sua vez, não disputava a atenção de Camus comigo, pelo contrário, sempre estimulava ele a ficar comigo ou então bolava programas em família. Eu estava feliz, era isso que importava.

Quem me preocupava um pouco era Isaac, o vi em pé diversas vezes, ou seja, aquela história de ficar de cama o tempo todo era a mais completa mentira – e meu traseiro bem conhecia bem onde mentiras terminavam naquela casa.

Tentei conversar com ele, que sempre me afugentava. Não sabia porque Isaac me odiava tanto, era difícil para mim ajuda-lo de alguma maneira. Shun também tentou se aproximar, sem sucesso...

Pelo menos enquanto ele ficava preso no quarto dele não arrumava confusão para ninguém.

POV Isaac

Eu impressionava a mim mesmo com a inteligência com a qual eu era dotado, o plano perfeito fora arquitetado e seria executado em breve... Muito em breve! Aproveitei enquanto ninguém olhava para levantar-me e arrumar uma mochila grande com o que eu precisava, algumas roupas, meu IPod e meu Kindle devidamente abastecidos com minhas músicas preferidas e meus livros, uns sapatos e dinheiro que peguei do cofre de Camus.

Com toda essa bagunça de casamento, o momento perfeito para o meu sumiço apareceria e ninguém notaria a tempo de me encontrar. Já tinha a passagem de trem comprada, já que a de avião não consegui porque precisava da autorização de um responsável legal. Quanta babaquice.

Mas o trem era rápido o suficiente para me tirar daquele inferno antes que alguém se desse conta da onde eu poderia estar e frustrar meu plano. Milo finalmente estava longe, meu mestre só pensava na festa e Hyoga estava completamente ocupado com o namoradinho dele.

Ah, como eu precisava daquilo. Como eu precisava de ar, sair daquele lugar onde ninguém me queria. Milo cuidava de mim por pura dó e um problema psicológico sério de quem não poderá ter filhos por ser gay, Camus só pensava na noiva e no filho preferidinho dele, ambos comemorariam quando vissem que eu estava longe.

Camus foi dormir cedo, disse que precisava descansar. Aquilo era maravilhoso para mim. Esperei Hyoga entrar no seu quarto e me levantei, precisava ser rápido, muito rápido. E o mais importante, eu precisava ser muito silencioso. Esperei apenas algumas horas para me certificar que ambos estavam mesmo dormindo.

Peguei minha mochila, abri a janela do meu quarto e sai devagar. Após cruzar a entrada de casa, comecei a correr sem olhar para trás. Não sei ao certo quanto tempo passei correndo, mas o céu de negro tornou-se mais claro.

Senão fosse meu preparo físico, não sei se seria possível concluir meu plano. Não havia ônibus naquele horário e eu precisava chegar na estação de trem a tempo de comprar a primeira passagem que era para sair as cinco da manhã. A bilheteria abria as quatro e meia da madrugada e eu precisava ser o primeiro a estar lá!

Continuei a correr, a mochila que não pesava nada passou a ser um incômodo no meio do caminho, mas tentei me concentrar em outra coisa. Foquei-me no fato da minha liberdade estar muito próxima, no fato de que eu estar longe ensinaria a todos uma boa lição.

Continuei correndo, já fazia algumas horas que tinha saído de casa e com certeza ninguém tinha notado minha ausência ainda. Por Zeus avistei um riacho e parei para me fartar de água, uma idiotice minha não ter colocado uma garrafa em minha mochila.

Era o que eu precisava para continuar, pelos meus cálculos faltava muito ainda até meu destino, eu precisava de fôlego e foco.

POV Camus

Passei boa parte daquela noite lendo e cuidado das finanças, não sei o motivo, mas não conseguia dormir. Talvez fosse preocupação demais em minha mente para que tudo saísse perfeito como Milo sonhou.

Talvez eu estivesse um pouco nervoso com o casamento também, não podia deixar me levar pelos meus pensamentos. Lembrei-me de quando, ainda criança, vi Milo pela primeira vez e de nosso início de relacionamento conturbado.

Lembrei-me das nossas brigas, das traições e das reconciliações. Milo era infantil, mas eu era rígido demais, nenhum de nós éramos perfeitos, porém crescemos e nos tornamos perfeitos um para o outro.

Eu já havia experimentado a vida longe de Milo mais de uma vez, e o gosto era muito ruim, amargo. Minha vida sem Milo era isso que eu via naquele momento, uma mesa cheia de papéis e planilhas para preencher. A vida sem Milo era preto e branco.

A vida do jeito que Milo queria era fosforescente, naquele amarelo que dói de olhar, numa purpurina exagerada. Porém, juntos, conseguíamos fazer uma vida com as cores normais, nos encaixávamos, nos completávamos.

Eu olhava o céu estrelado e pensava no quanto já havíamos nos amado com aquelas estrelas como testemunhas... Nossas constelações nos protegiam, aquário e escorpião juntos, quem diria...

Milo era minha razão e eu seu porto-seguro. Essa era a única certeza que eu tinha: eu amava aquele desmiolado extravagante. E sei que ele me amava também, afinal, demonstrar nunca fora um problema para ele, já para mim...

Depois de tantos anos minha vida havia se tornado o que eu tinha por ideal: um relacionamento sério e estável, uma casa confortável, uma renda estabilizada e filhos saudáveis e compenetrados.

Depois desse pensamento fui acometido por tudo que Isaac fizera, a realidade é que ele podia ser tudo menos saudável e compenetrado. Olhei para o relógio e já eram três e meia da manhã, precisava dormir ao menos um pouco. Decidi depois de quinze minutos rolando de um lado para o outro da cama dar uma olhada nas crianças, afinal, naquela noite eu não tinha realizado a vigília costumeira do sono de Isaac.

Abri primeiro, bem de leve, a porta do quarto de Hyoga que dormia como um anjo. Aquele cabelo claro lhe caia em cima do rosto e me lembrava um anjo, um anjo crescido agora. Ah, me perdi em devaneios me lembrando dele aos quatro anos de idade com aqueles grandes olhos azuis me encarando como se eu fosse o homem mais forte do mundo.

Ah filho... Quem me dera ser o homem mais forte do mundo, assim que não teria tanto medo de perder você e seu irmão. Quem me dera poder realmente livra-los de qualquer mal que pudesse acontecer. Sai do quarto de Hyoga com o coração em paz por vê-lo dormir tão despreocupado.

Olhei no relógio, já eram quase quatro da manhã. Tinha que olhar Isaac e tentar dormir um pouco, afinal, a cerimônia estava marcada para as dez da manhã. Girei a maçaneta do quarto de Isaac com muito cuidado, não queria acordá-lo ou assustá-lo por nada nesse mundo.

Abri a porta e não o vi na cama, abri os olhos espantado e corri até o banheiro. Ele também não estava lá, corri para a cozinha na expectativa que ele estivesse matando a sede ou comendo algo. Não, ele não estava em lugar nenhum, continuava a correr como um louco pela casa até ter certeza que ele realmente não se encontrava lá ou no quintal.

Tentei respirar profundamente e me acalmar, precisava pensar. Ninguém teria sequestrado o menino, ele era um exímio lutador, acredito que até mais forte que Hyoga. Fui até o quarto para tentar entender o que havia acontecido, foi então que tudo ficou claro.

Sua mochila havia sumido, o guarda-roupa aberto com gavetas por fechar, faltando roupas. Seu IPod não estava carregando como de costume, bem como seu kindle que sempre estava em sua cabeceira não estava no local. Isaac havia fugido naquela madrugada.

O desespero me tomou por completo, como eu o encontraria? E, pior, eu o encontraria a tempo de nada de mal lhe acontecer? Aqueles traficantes que foram presos na batida policial estavam com raiva tanto de Ikki quanto de Hyoga, eu temia que o encontrassem sozinho e desprotegido no meio da madrugada.

Ou pior, será que ele foi se drogar novamente? Eu estava quase chorando, agradecendo aos céus por ninguém me ver naquele estado. Pensei em ligar para Milo e acordar Hyoga, mas eu iria estragar o casamento se fizesse isso. Eu precisava encontra-lo e tinha menos de seis horas.

Comecei a ligar insistentemente para o celular de Shion, ele não atendia, devia estar no modo vibrar. Então, liguei no fixo, ele atendeu rápido, com a voz extremamente sonolenta e assustada.

– Alô?

– Mestre, o senhor precisa me ajudar – Eu disse desesperado.

– Mu?

– Não, mestre... – Acho que não pude disfarçar o descontentamento.

– Camus! Filho, o que houve? Que horas são?

– São pouco mais de quatro da manhã. Mestre, Isaac fugiu.

– Chego aí em menos de cinco minutos.

Comecei a andar pela casa procurando outro indício. Ele não poderia ir longe, não tinha dinheiro... Foi quando me veio a louca ideia dele ter utilizado do dinheiro do cofre de casa, apesar de não acreditar que ele poderia nos roubar, fui até o cofre olhar.

Para meu desespero, o cofre que ficava dentro do armário do corredor estava aberto e sem nenhum dinheiro. Sim, os dez mil dólares que tínhamos lá para emergências haviam sumido junto com a minha confiança no menino.

Shion chegou, e se deparou com meu desespero, acredito que meus olhos deviam estar mareados.

– Calma filho, nós vamos encontra-lo...

O puxei para o quarto de Isaac fazendo gesto com a mão para que falasse mais baixo.

– Hyoga está dormindo. Não quero acordá-lo, e não quero avisar Milo que vai se desesperar e por fim perder o casamento com o qual tanto sonhou.

Shion fez aquela cara de quando lê meus pensamentos, percebi que ele não concordou em esconder o fato de Milo, mas me respeitou por ver em meus pensamentos que o casamento era o que Milo mais queria nesse universo.

– Ele levou a mochila, algumas roupas, seu aparelho de leitura e seu aparelho para ouvir músicas. Também levou dez mil dólares que tínhamos no cofre.

Shion abriu os olhos com um espanto que nunca tinha visto em seus olhos. Sim, Isaac perdera completamente a noção do que era certo e errado, ou então estava realmente pensando como um marginal.

– Mestre, será que ele foi se drogar? Será que se fossemos até onde ele foi apanhado pela polícia...

– Não, pelo estado que ele deixou o quarto, levou uma quantidade considerável de roupas. Se fosse apenas se drogar, não precisava disso, muito menos de tanto dinheiro. Ele quer ir para longe, fugir da Grécia provavelmente.

– Como ele sairia da Grécia? – Comecei a procurar o passaporte de Isaac que não estava na gaveta de documentos. – Precisa de autorização para pegar avião, ele ainda não tem vinte e um anos!

– Sim, ônibus interestaduais dispensam essa autorização, bem como os trens intercontinentais...

Os trens, me desesperei ao pensar nos trens. Se ele pegasse um ônibus, eu seria capaz de recuperá-lo rápido, mas não um trem... Shion se compadeceu do meu desespero e pegou a chave do seu carro na mão.

– Vamos, não temos muito tempo.

Olhei para a cara dele e escrevi rapidamente um bilhete para Hyoga:

“Hyoga,

Fui cuidar de assuntos do casamento.

Tome banho, arrume seu cabelo, vista seu smoking e vá para o local da festa.

Encontro você e Milo lá.

Papai

OBS.: Isaac estará comigo”.

Rezei para que minha observação de fato fosse verdadeira e eu achasse meu menino bem, em segurança, e a tempo de não estragar esse dia tão importante para meu Milo. Shion me puxou como quem tenta tirar outrem de um transe.

Sentei em seu carro.

– Coloque o cinto, Camus.

Obedeci, vendo ele fazer o mesmo. Antes de dar partida vi ele ligando para a sua secretária, deixando o telefone interligado com o rádio através do bluetooth. Assim, ele podia falar no celular através do viva voz sem ter que encostar no aparelho.

– Alô? – A mulher atendeu sonolenta.

– Mil perdões por acordá-la, Minu. Infelizmente trata-se de uma emergência e preciso de seu auxílio.

– Sem problemas, senhor, do que precisa?

– Minu, aqui quem fala é Camus. Precisamos que você não comente com ninguém sobre o ocorrido além de nós dois, entendido.

– Sim senhor Camus – Percebi que ela estava apreensiva, afinal, era convidada e sabia que eu iria me casar em algumas horas.

– Ligue na rodoviária e veja a partir de que horário vendem bilhetes de trem. Faça o mesmo com a rodoviária interestadual. Assim que tiver as informações me retorne, terei outros pedidos.

Ela desligou imediatamente, e vi Shion satisfeito com o fato de eu conseguir pensar naquele momento. Eu estava aflito, mas precisava ser racional.

– Nós vamos encontra-lo, não se preocupe.

– Que os deuses o ouçam, mestre, que os deuses o ouçam.

Em menos de dois minutos Minu ligou para nós novamente.

– Senhor Shion, Senhor Camus, o horário de início de venda de passagens na ferrovia é as quatro e meia da manhã e o primeiro trem parte às cinco da manhã. Já a rodoviária interestadual está passando por reformas, por isso o primeiro horário de ônibus coincide com a venda de bilhetes que é as cinco e meia da manhã.

Olhamos um para o outro, a decisão mais inteligente era começar pela ferrovia que abria mais cedo, se não o encontrássemos lá iríamos para a rodoviária procura-lo. Comecei a instruir Minu.

– Minu, por favor, vou explicar a situação. Isaac sumiu, acreditamos que ele tenha fugido de casa. Temos algumas suspeitas que vou listar para você e preciso que tome as devidas providências, ok?

– Sim senhor. – Era possível notar a preocupação em sua voz.

– Primeiro, pegue na sua agenda o telefone do Sr. Ayaccos, ele é um delegado muito amigo nosso. Explique que Isaac está desaparecido e precisamos de ajuda. Preciso de policiamento em todas as saídas de ônibus intermunicipais e uma batida policial na boca de fumo onde Isaac e Ikki foram encontrados para verificar se não se trata de um sequestro ou nova tentativa de comprar drogas. Eu e Shion estamos a caminho da ferrovia para tentar encontra-lo.

– Sim, senhor Camus.

– Obrigado, Minu.

– Vai ficar tudo bem, senhor Camus. Vamos encontra-lo.

Fiquei tocado com sua preocupação. Shion estava me dando força também, tudo daria certo era o que tentava pensar, mas o completo desespero apossou-se de mim, tudo que queria era meu filho bem e nos meus braços e não aquelas suposições que fazíamos sobre seu paradeiro.

Notas finais
Gostaram? COMENTEM! Feliz ano novo!