O Futuro Esquecido
1 Prólogo - Memórias.
Notas iniciais
Não espero de modo nenhum que tudo isso que escreverei aqui seja lido por alguém. Somente voz digo que estou no fim de minha vida e que, portanto escrevo por satisfação pessoal e por pensar que a minha história não pode desaparecer junto ao tempo.
Sem mais delongas, vamos à história.
Minha vida começou realmente aos meus vinte e três anos quando acabado e sem nenhuma recordação de qualquer coisa a respeito de meu, passado fui abordado por um velho que disse:
–Oliver... Desculpe-me, mas não terei tempo para conversar, serei breve... Quero dizer-lhe que te perdoo e que estou te dando mais uma chance de provar-se capaz de ser meu filho. Ao acordar após essa noite você receberá um lugar para morar e o que precisa para realizar sua missão... O que lhe peço meu filho são duzentas vidas... Alvos... Almas... Mortes... Vítimas... Essas serão o necessário para que lhe conte sobre seu passado. O que acha?
E assim o velho desapareceu em meio à névoa que predominava no ambiente. Encontrava-me em pedaços de corpo e mente. Sem saber o que estava acontecendo e sem força para andar, desmaiei.
Acordei no dia seguinte deitado em uma desconfortável cama que se encontrava em um quarto totalmente monótono de cores. Onde não havia cinza, havia preto e onde não havia preto, havia cinza.
Sentei-me na cama e comecei a pensar. Forcei minha mente para tentar me lembrar de algo a respeito de mim e do meu passado, mas não conseguia.
Comecei a pensar então a respeito do velho que havia encontrado na noite passada. Não conseguia muito bem raciocinar, mas pude entender que de certa forma aquele homem sabia do meu passado e que estava pedindo algo em troca dele.
Meus pensamentos foram interrompidos por uma vibração que vinha de algum ponto do quarto. Levantei-me à procura da fonte de tal som e deparei-me com um celular.
De forma estranha lembrava-me do que era aquele aparelho e seu toque mesmo sem ser capaz de me lembrar nem mesmo de meu nome. Vários pensamentos rodeavam minha mente, mas parei por um segundo para analisar o celular.
Dei-me conta então que havia recebido uma mensagem que mostrava a imagem de uma pessoa, a localização da mesma e suas informações básicas como nome e sua... Principal arma.
No começo não entendia do que tudo aquilo se tratava, mas ao descer mais no conteúdo da mensagem me deparei com a seguinte frase “ATENÇÃO: Esse será seu alvo do dia, este recebeu a sua localização e irá atrás de você. Encontre-o e mate-o antes que o mesmo aconteça com você” e de modo irônico recebi um simples “Boa sorte”.
Minhas mãos estavam trêmulas e minha mente mais trêmula ainda. Não sabia o que fazer. Naquele momento em minha vida havia somente incertezas.
Forcei mais um pouco minha mente e lembrei-me que o velho havia me chamado de Oliver, sorri.
Não fiquei feliz por aquilo poder ter alguma utilidade, mas sim por ter sido capaz de recordar-me de algo relacionado a mim e meu passado, o que no momento era uma grandíssima proeza.
Analisei novamente o quarto e visualizei um armário um tanto que destruído por fora, talvez pelo tempo, tanto quanto eu. Abri-o e encontrei um terno com um bilhete que dizia “Um bom assassino tem classe”. Obedeci a mensagem e vesti-me tirando aqueles farrapos que estavam servindo de vestimenta.
Em uma gaveta do mesmo armário encontrei uma pistola assinada pelo nome “Oliver Halt” o qual poderia até mesmo ser o meu, mas ignorei tal informação, desprezando qualquer utilidade que aquilo podia ter.
Embaixo daquela arma havia mais um bilhete que ironicamente dizia “Você vai precisar”.
Finalmente cansei-me de toda aquela monotonisse. Abri a porta de meu quarto. E agora digo humildemente que aquela simples ação significava o nascimento do mais novo e habilidoso assassino que o mundo já conheceu.
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