O Futuro Esquecido

2 Capitulo 1 - Pêsames.


Notas iniciais
Espero que gostem.

Ao abrir aquela porta denominei-me pronto para enfrentar o que estivesse pela frente.

Sai de meu apartamento que aparentemente era habitado somente por mim e fui caminhando até a localização de meu suposto alvo.

Enquanto caminhava eu me perguntava se aquilo que estava prestes a fazer, ou pelo menos, tentar fazer era o correto. Deduzi a partir informações contidas na mensagem que o homem que estava caçando era no mínimo um criminoso, o que me levava a outra pergunta que não saia de minha mente, isto é... Matar o mal te transforma em bem ou simplesmente te leva a ser o mesmo do que você matou?

Tentava encontrar respostas para aquela pergunta em todos os cantos de minha mente, mas nada encontrava.

Antes de eu perceber já me encontrava no local onde deveria estar meu alvo, me escondi atrás de uma arvore privado do grande numero de gente que estava na praça.

Apertei bem a pistola que estava em meu bolso traseiro visando aliviar minha mão que não parava de tremer devido ao... Medo.

Logo percebi que havia chegado até lá e não havia planejado nada a respeito de como agir, então fiquei somente observando a posição do alvo no GPS em meu celular.

Consegui ver então que estranhamente o alvo mudava de posição, e para piorar, ele estava vindo em minha direção.

Entrei em pânico, comecei a correr tentando fugir dele.

Já acreditava não ser mais capaz de fazer aquilo, somente parei de correr quando já não havia mais fôlego. Entrei em um Coffe Bar próximo de onde havia parado pensando que assim ele pararia de me perseguir tentando não criar um tumulto.

Sentei-me no restaurante e pedi um café mesmo não tendo dinheiro nenhum para pagá-lo.

Todos de lá perceberam meu estresse. Suava sem parar e não tirava a mão do telefone celular.

Nada saiu como eu havia planejado, o homem que me perseguia entrou no Coffe Bar que me encontrava. Foi então que percebi que na verdade o alvo agora era somente eu.

Ao adentrar naquele local em que eu me encontrava aquele homem me olhou bem nos olhos e veio em minha direção, sentou-se em minha mesa dizendo:

–Olá, como você deve saber meu nome é James Tunner, sou assassino profissional e meu alvo de agora é você.

Já sabia de tudo aquilo que aquele misterioso homem estava me dizendo, mas mesmo assim me desesperei mais uma vez.

Ele percebeu o quanto eu suava e calmamente disse:

–Hey Oliver, eu já estive lá, e posso te dizer... Nem é tão ruim quanto dizem. Você só precisa se acostumar.

Gaguejando eu surpreendentemente respondi:

–...L-Lá aonde...?

Rapidamente ele falou e sorriu:

–No inferno.

O som de meu coração era tão forte que eu mesmo podia ouvir suas batidas. Eu estava em desespero e é claro não conseguia raciocinar de modo correto tais fatores que me levaram a render-me a situação e aquele homem. Perguntei:

–Vai doer?

Ele respondeu:

–Farei com que seja rápido e indolor.

Levantamos-nos e ele me guiou a um beco onde nos encontrávamos sozinhos, possibilitando obviamente um assassinato, o meu assassinato.

James cortando o silêncio disse:

–Ajoelhe-se.

Obedeci. Naquele momento já havia desistido de minha vida. Pude perceber então o som metálico emitido pela faca de James ao retirá-la de seu bolso. Ele colocou-a sobre meu pescoço e perguntou:

–Alguma ultima palavra?

Para mim naquele momento o tempo parou. Conseguia raciocinar totalmente livre de qualquer medo ou angustia.

Instintivamente segurei o braço de James e o torci, quebrando seus três ossos, Úmero, Ulna e Rádio, todos ao mesmo tempo.

Em seguida levantando-me pisei em sua perna quebrando também assim seu fêmur. Retirei minha pistola do bolso e ouvindo seus gritos de agonia disse:

–A partir de agora será rápido e indolor.

E assim botei fim à vida miserável daquele homem, meu primeiro alvo.

Não sabia bem como e porque havia feito aquilo, mas estranhamente feliz por tê-lo feito, acabando assim com minha angustia e cumprindo minha parte da missão.

Meus pensamentos foram novamente interrompidos pelo vibrar do telefone, que dizia unicamente “Parabéns”. Estranho, acreditava que a palavra adequada para a morte de alguém seria “Pêsames”.

Notas finais
Eai, gostou? Tem alguma critica, dica? Alguma resposta para a pergunta de Oliver: "Matar o mal te transforma em bem ou simplesmente te leva a ser o mesmo do que você matou?" Comente! Forte abraço. ChiarloneD