O Futuro Esquecido
3 Capitulo 2 - Escuro.
Notas iniciais
Após o assassinato de James Tunner duas semanas se passaram e só então houve uma vibração em meu celular. Mais uma vitima havia sido decidida, mas tinha um porem, a mensagem agora estava diferente e não mostrava o nome, a arma e nem mesmo imagem da pessoa e ao invés de um GPS mostrando a localização do individuo havia somente um endereço. Dessa vez nem mesmo sorte havia me sido desejada, o que foi muito estranho.
Arrumei-me com meu terno e arma e coloquei-me novamente diante de minha porta, novamente preparando-me para o que estivesse a minha frente.
Cada vez que abria aquela porta imaginava que aquela poderia ser a ultima vez que veria aquele lugar que estranhamente já chamava de lar, por isso despedia-me do local olhando para dentro e passando levemente a mão na porta. Logo após todo esse ritual sai do local guardando na parte traseira de minha calça a típica pistola.
Depois de cerca de duas horas de caminhada cheguei ao local que apesar de toda a névoa obstruindo o local percebia-se ser um caís. Escondi-me rapidamente atrás de uma pilastra para recuperar meu fôlego da caminhada, coloquei a arma em mãos e fui andando devagar tentando encontrar qualquer tipo de movimento.
Fiquei rodeando todo o local por mais um par de horas, mas nada encontrei. Pensei em sentar-me, mas sabia que fazer-me baixar a guarda poderia ser o que o individuo que me perseguia queria, então fiquei parado em um local onde não existiam pontos cegos e lá fiquei sempre preparado para qualquer surpresa.
Esperei cerca de mais 30 minutos quando de repente ouvi palmas. Não sabia de onde elas vinham, a névoa estava muito forte e o tempo abafado dificultando qualquer tipo de visualização, até a sonora. Continuei parado então esperando qualquer outro tipo de manifestação. Foi então que ouvi uma voz que dizia:
–Você consegue me ver Oliver? Você consegue sentir-me Oliver? Você consegue lembra-se?!- Disse ele gritando.
Nada respondi, mas logo depois ouvi risos e novamente uma fala:
–Irei encarar você não ter respondido como um como um não, meu caro... Irmãozinho!
Não suportava mais tanto mistério então disse gritando em busca da voz:
–O que quer dizer com “irmão”? Quem é você?
Ele sem hesitar respondeu:
–Você realmente não se lembra não é? Lamentável...
Gritei novamente:
–Estou esperando respostas!
Rapidamente ouvi a resposta:
–Chame-me Trap, pois eu sou uma armadilha pequeno irmão! E você caiu nela!
Ele disse isso e rapidamente veio em minha direção. Não pude perceber muito sua aparência, tudo aconteceu muito rápido. Pude somente ver a pistola que ele portava, a qual apontou para mim e disparou.
No momento não percebi que havia levado algum tipo de dano, mas ao tentar mover-me cai ao chão. Ele havia me acertado na perna impossibilitando-me de mover.
Aquilo foi um grande choque e poderia ser a causa de minha derrota. Agi rápido e ignorando o clima frio que predominava joguei-me no mar que estava logo atrás de mim.
Estava congelando mas no momento não liguei e prendi a respiração determinado a superar aquilo. Com muito esforço consegui chegar à outra ponta do caís onde me escondi. Lá ouvi novamente a voz daquele homem que se denominava Trap, ele dizia:
–Meu irmão, se escondendo? Que vergonha, lute como homem!
Pude perceber que a voz vinha de perto e contando com a sorte que havia desejado a mim mesmo antes de sair de casa dei um disparo. Ouvi um grito, talvez isso significasse que havia acertado o alvo.
Levantei-me e arrastando-me fui em direção de Trap. Encontrei-o, ele estava caído ao chão e havia sangue a sua volta. Não verifiquei seus batimentos, o que foi um grande erro, porque logo que me aproximei ele se levantou e disse:
–Te achei!
Ele bateu minha cabeça no chão deixando-me totalmente desorientado. Em meio a confusão percebi que ele dizia:
–Não estou aqui para te matar. Um Halt nunca mata um Halt. Vim somente porque papai ordenou que eu visse como você se sairia em uma luta. Realmente, talvez ele esteja certo e esse plano mirabolante dele funcione. Espero que você recupere sua memória e sua força irmão, só assim a família Halt voltará a reinar perante as outras.
Ouvi isso e desmaiei. Não me lembro de nada depois disso. Acordei em minha cama e aparentemente minha perna havia sido tratada.
Essa não era a primeira vez que me encontrava colocado em uma cama sem lembranças de como tinha ido parar ali, mas dessa vez tinha um porem. Eu não estava mais no escuro.
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