“O Futuro” - Dramione
46 Parte 2 - trigésimo segundo capítulo - Epílogo- Nós!
Notas iniciais
Ao fim dos estudos em Hogwarts Draco e Hermione, com o apoio incondicional um do outro, abraçaram seus sonhos e se dedicaram aos estudos para seus específicos projetos profissionais. Ela, como já esperado no Ministério Da Magia e ele para a surpresa geral, o curso de Medi-Bruxo, com o apoio incondicional de Lucius e Narcisa Malfoy.
Com os sonhos e objetivos em mente, infelizmente o afastamento entre ambos foi necessário. Contudo, as alianças em seus dedos, os faziam lembrar da promessa feita e de um futuro que os aguardava ansiosamente.
Draco a pedido da noiva, acabou por adquirido alguns costumes trouxas e o primeiro objeto em suas mãos, fora um aparelho celular, que ele nunca admitiria ser um meio de comunicação muito mais rápido com a noiva, que se encontrava em Londres e o mesmo por conta do curso nos Estados Unidos.
Estava saindo do pequeno banheiro do apartamento que estava alugando, quando escutou o celular tocando e sorriu ao reconhecer o nome no visor do celular: Granger! Em alguns momentos, ninguém entendia o relacionamento de ambos, afinal porquê apesar de concluírem Hogwarts com louvores e se tornaram noivos, tanto ela, quanto ele, em certas ocasiões se comunicavam de forma formal, como na época do colégio.
— Olá, querida – ele atendeu a ligação, enquanto escutava a respiração dela do outro lada da linha e fechando os olhos por um momento, pode idealiza-la ali, o olhando com aqueles belos olhos castanhos, com os cabelos agora incrivelmente lisos, com seu costumeiro cheiro de morangos, a qual o cheiro era totalmente viciado e apaixonante.
— Oi, tudo bem? – a voz doce, preencheu seus ouvidos, contudo Draco sabia que algo estava errado.
Sua Hermione, nunca iniciava o assunto, era costume dele lhe perguntar, como foi seu dia.
— O que aconteceu? – perguntou o loiro, ciente de que algo estava acontecendo com ela.
Granger deu um suspiro forte e por um momento se deixou sorrir brevemente. Ele a conhecia bem até demais. Seu futuro marido, conhecia seus gestos, seus diferentes tons de voz e também suas ações. Hermione se sentiu culpada por um momento, por quê fez aquela pergunta de propósito. Sabia perfeitamente que ele a questionaria, rapidamente.
— Nada – tentou finalizar o assunto, se sentido tão culpada por faze-lo se preocupar, enquanto estava se especializando longe no curso que tanto queria.
Ela não podia culpa-lo, afinal! Foi ela que o incentivou a ir para os Estados Unidos e praticamente o obrigou a ir. Algo que ela agora se arrependerá amargamente, todas as noites, que chegava ao seu apartamento, o encontrando tão vazio, sem o cheiro dele, se sentia tão só, tão insegura.
Saia com Ginny, Luna, Harry, Ronald, sua mãe e a própria Narcisa, entretanto nunca era a mesma coisa, sem ele ali por perto. Sem a voz, o cheiro e o olhar tão cinza dele, tudo ao seu redor parecia sem cor. Era melancólico. Ela o via em tudo, nos cabides vazios, nas gavetas e principalmente na cama bagunçada.
Sentia falta do noivo, quando acordava, sentia falta durante o dia e a sua saudade aumentava muito mais a noite, quando se deitava para dormir e não o encontrava já deitado na cama, lendo seus livros sobre medicina por conta do curso, enquanto a esperava para acomodá-la em seus braços e adormecerem juntos.
— Hermione, o que aconteceu? — perguntou mais uma vez, tentando entender o que acontecia com a noiva. Mais uma vez, Granger suspirou forte, se sentido muito pior agora.
— Eu só sinto sua falta, Draco. Demais! – admitiu, mordendo o lábio inferior da boca, enquanto o silêncio sobressaia entre eles.
— Se você quiser que eu volte, eu transfiro meu curso para Londres, querida – insinuou, tentando acabar com a triste voz da noiva e também com a distância entre eles, que também o afetava.
Draco Malfoy também sentia muita falta dela, em todos os momentos do seu longo dia. E assim que colocou os pés no seu quarto e avistou a cama de casal, desejou prontamente retornar para Londres, para casa dela, para a cama e para os braços da sua noiva. Entretanto, quando tentou voltar para Londres, permaneceu com a insistência da própria Hermione, nos Estados Unidos.
E agora infelizmente, com cada um com seus planos profissionais o cansaço, os impediam de estarem juntos afinal. Ambos estavam esgotados demais para aparatarem, um de encontro ao outro e assim se seguiu as semanas. Um mês longe, pareciam longos anos mesmo.
— Não, Draco. Está tudo bem, acho que estou assim por estar naqueles dias – explicou, ciente de que quando estava menstruada, tinha certos ataques de carência, devido a separação necessária.
Quando Draco tentou persuadi-la, Granger mudou de assunto rapidamente e o assunto foi fingido ser esquecido, mesmo ambos com os corações extremamente tristes.
(...)
Três dias depois da ligação, tanto ela, quanto ele, estavam bastante ocupados, com suas obrigações, ela analisando uma nova lei, que entraria em vigor e ele com as provas finais do curso. E se tudo desse certo, como tinha planejado, o loiro estaria de volta a Londres, no prazo de 15 dias, sem falta. Draco já estava preocupado com o desaparecimento de Hermione, contudo não queria ser chato ou bancar o ciumento inseguro. Talvez, ela só estivesse muito ocupada.
Quando desceu as escadas do apartamento, olhou para o relógio, marcando três da manhã, de um sábado. Não conseguindo, mas se conter, pegou o telefone e ligou, esperando ansiosamente sua noiva atender e poder ouvir a doce voz da mesma o acalmando, contudo, chamou diversas vezes e caiu na caixa postal.
Totalmente desanimando, se deitou no sofá e olhando para o lado, encontrou um jornal bruxo de Londres, avisando sobre um amplo Baile que teria no Ministério, naquela mesma noite.
O loiro se perguntou, por um momento, porque ela não lhe ligou, lhe chamando para o tal baile, para ser seu acompanhante.
Será que ela estava com raiva, por que ele não insistiu mais em transferir o curso para Londres? Ou já estava no baile, dançando com outro cara? Não! De jeito nenhum. Hermione não era esse tipo de garota, entretanto verdade tinha que ser dita, Granger ficou ainda mais bonita e elegante depois de Hogwarts.
A menina se tornou uma mulher linda por demais, fazendo homens solteiros e até mesmo acompanhados, a olharem com cobiça e desejo.
E esse fato sempre o deixava aborrecido, mas ao mesmo tempo orgulhoso da mulher que tinha do lado. E nestes momentos de aborrecimento, aquela grifinória sabia como acalma-lo, sucessivamente. A outra opção era que ela poderia estar bem deitada no sofá, pensando nele.
Tentou ligar mais uma vez e como já esperando caiu na caixa postal, derrotado se sentou no sofá, colocando as mãos no rosto, tentando se tranquilizar, enquanto tentava também acalmar seus pensamentos que também não ajudavam em nada.
Quando se levantou e caminhou para o quarto, a companhia tocou, o surpreendendo. Depois de alguns segundos, apanhou sua varinha e seguiu para a porta e ao abrir a porta, foi impossível não abrir um sorriso, de uma forma espontânea, como exclusivamente uma certa bruxa era capaz de fazê-lo.
Ali bem na sua frente estava Hermione Granger em pessoa, com uma pequena mala, com os cabelos soltos, uma calça jeans, uma camisa vermelha e por cima, um casaco de couro preta.
— Estava com saudades – ela quebrou o silêncio, correndo para abraça-lo, que retribuiu o abraço, ainda muito surpreso e sorrindo bobo.
— Merlin Hermione, eu tentei te ligar várias vezes – disse, ainda sem solta-la, saboreando o cheiro da namorada e o corpo de qual tanto sentiu falta, nestes longos e intermináveis dias.
— O telefone não funcionava no trajeto – comentou, se afastando, analisando a barba rala no rosto do noivo.
— Você veio de modo trouxa? – perguntou, se deliciando com os carinhos daquela grifinória.
— Sim, eu estava muito cansada para aparatar e para não correr riscos, vim tranquila no avião – explicou sorrindo, quando a barba rala do mesmo, roçava em sua bochecha, a fazendo sorrir.
— Descansou bastante? – perguntou, começando a morder levemente a orelha da mesma, que apertou os braços do loiro, o fazendo sorrir em retorno.
— Sim, mas não como eu gostaria – explicou, suspirando forte, ao finalmente sentir o calor do loiro, de novo.
– E como você gostaria de dormir, querida? – perguntou, começando a guia-la para dentro do apartamento, fechando a porta.
— Aconchegada a você, amor – confessou, o beijando nos lábios, docemente.
— Seu pedido é uma ordem, My Lady – afirmou, antes de ergue-la nos braços e carrega-la para o quarto – E a propósito, foi um inferno para mim também, dormir todo esse tempo sem você – confessou, a deitando na cama, se afastando para admira-la.
E em silêncio, soltou os cadarços dos sapatos, os tirando, depois foi a vez da calça jeans, vim ao chão e puxando o fôlego, o loiro observou no olhar dela, o quanto ainda estava cansada.
Por mais que desejasse beija-la, até deixa-la sem ar e fazer amor até que caírem exaustos na cama, Malfoy viu que no momento, Hermione só desejava descansar e sorrindo, se deitou na cama, a puxando para perto de si, rapidamente braços pequenos rodearam seu corpo e ela enterrou a cabeça no pescoço do mesmo. Ambos soltaram suspiros satisfeitos.
— Boa noite, amor – ela disse, fechando os olhos, se sentido em paz, completa ali, nos braços do noivo.
— Boa noite, querida – e apertando mais contra si, Draco finalmente conseguiu dormir em paz. Estava com a mulher que amava nos braços e finalmente conseguiu descansar.
(...)
Quando Hermione despertou, a primeira coisa que sentiu foram beijos depositados por todo seu rosto. Sorriu, enquanto se perdia na sensação de qual tanto sentiu falta. Era incrível a sensação que Draco, lhe despertava e podia dizer com plena certeza, que a cada dia, amava mais e mais esse homem.
— Eu ainda não acredito que está aqui, Hermione – ele quebrou a seção de beijos, enquanto lhe afagava os cabelos.
— Acredite, nem eu – acrescentou, levando as mãos aos cabelos do noivo, acariciando sua nuca, o fazendo se arrepiar. Conhecia os pontos fracos do noivo, da mesma forma, que ele conhecia os seus.
— Merlin, como seu sentir falta do seu corpo – ele acrescentou, movendo sua boca pelo pescoço dela, enquanto continuava a trilha de beijos – Do seu cheiro, de tudo – completou, ainda descendo os lábios, fazendo Hermione suspirar forte.
Mãos firmes começaram a explorar seu corpo com uma precisão torturante, por baixo da única blusa, que estava no seu corpo. A mesma não conteve um gemido, arqueando o corpo, prisioneira de seus instintos mais básicos e também por conta da saudade da intimidade, que ambos compartilhavam.
Seu noivo era seu amante há meses e conhecia seu corpo tão bem quanto ela própria. Sabia exatamente onde tocá-la para despertar sua sensualidade e fazê-la corresponder. E em meio aos beijos, ambos se conectaram, tal ação, os fez gemer na boca um do outro. Sentiram muita falta desta intimidade.
Draco movia-se com uma intensidade cada vez maior, buscando o alívio que Hermione também queria experimentar. Abraçou-o com força, cravando as unhas nas costas dele.
Da primeira vez que isso acontecera, Granger ficara chocada. Não se dera conta do que estava fazendo, até seu noivo a olha-a com um brilho de sensualidade no olhar.
— Desculpe — dissera a ele. — Não vi que estava fazendo isso. Devo estar ficando maluca – acrescentou um pouco envergonhada. Não sabia como Draco fazia isso, mas ele simplesmente a transformava em outra mulher, quando estava na cama com ele. Era sempre assim.
— Não peça desculpas — o loiro sorriu, carinhosamente, mas com um toque de sensualidade nos lábios — Quero que fique maluca. Gosto muito disso – acrescentou, voltando a beija-la na boca, enquanto juntos moviam seus corpos em sincronia.
Ele também estava gostando agora, pensou Granger, ouvindo os sobressaltos de prazer que o loiro emitia, sobre si. O ritmo de ambos foi se acelerando e com ele o calor e o suor dos corpos.
Para a grifinória, era como ser consumida por uma chama. Quando o clímax chegou com sua força arrebatadora, ela arqueou o corpo, deliciando-se ao ouvir os profundos gemidos do noivo, enquanto a apertava forte, contra seu corpo.
— Que tal um café da manhã, agora? Você deve estar faminta – brincou, ainda em cima dela, a fazendo sorrir, enquanto ainda o olhava, ofegante.
— Onde vamos comer? – perguntou se levantando, seguindo para o banheiro – Você não vem? – o chamou e sorrindo, o loiro a seguiu para o banheiro.
O final de semana prometia. O final de semana se passou da melhor forma possível para ambos. Apesar de discutirem por qual filme assistir na televisão, por conta dos gostos diferentes, ambos concordaram em uma comédia romântica e aconchegados, o casal assistiu ao filme, abraçados, trocando carinhos. Contudo, o final de semana acabou e chegou a hora de Hermione retornar para Londres.
— São só mais 10 dias – ele prometeu, enquanto caminhavam de mãos dadas, em direção ao ponto de embarque do aeroporto.
— Eu sei – ela concordou, o abraçando com carinho, aproveitando os últimos minutos, antes do voo para Londres, fosse anunciado.
— Eu amo você – ele se declarou, apertando a mão da noiva com força, fazendo ambos sentirem as alianças em seus dedos. A promessa estava ali, firme e forte.
A voz anunciou o voo e Hermione seguiu para o portão de embarque e entregou a passagem para a recepcionista, se virando para olhar o noivo demoradamente. Já estava com saudades dele, contudo conseguia esperar mais um pouco. Eram só dez dias pela frente e logo estariam juntos para sempre.
— Draco – o chamou e ele a olhou profundamente.
— O que foi? – a perguntou o que estava acontecendo, um pouco preocupado por ela lhe chamar, quando já estava se dirigindo ao corredor que a levaria para o avião.
Hermione pensou se deveria lhe dizer, mas não queria esconder isso dele, por mais nenhum momento.
— Nós te esperamos em casa – disse convicta, sorrindo, enquanto se perdia no olhar cinza e confuso do noivo.
— Nós? – o loiro repetiu as palavras, ainda um pouco confuso.
— Sim. Nós – repetiu, descendo as mãos para o ventre e olha-lo profundamente.
Draco olhava para a onde as mãos dela, estavam com o coração batendo furiosamente contra suas costelas e sentiu suas pernas ficarem mole por um momento.
Se aproximou do vidro que o separava de Hermione e ela fez o mesmo, ambos colaram as testas, na parede de vidro, com o loiro colocando as mãos sobre a barriga dela, enquanto olhava para a barriga e para ela, diversas vezes.
— Nosso menino – escutou ela dizer, com lágrimas nos olhos, enquanto sorria.
— Anthony – repetiu o nome do filho, enquanto os olhos estavam embaçados de lágrimas também.
— Anthony – ela repetiu e quando a moça a chamou para embarcar por conta do avião, olhou para o loiro por um longo momento e sorrindo se virou e seguiu para dentro da aeronave.
Quando se sentou na janela, seu celular apitou, informando a chegada de uma mensagem. Abriu e leu o conteúdo.
“ Estarei o mais rápido em casa, amor. Isso é uma promessa. Eu te amo muito”
Sorriu e fechando os olhos, colocou as mãos sobre a barriga, imaginando seu menino nos seus braços. A junção de Draco e ela, ali com eles, finalmente.
— Logo mais, seu pai estará conosco, querido – repetiu, se abraçando com carinho. – Esperamos ansiosamente por você, Anthony. Nós te amamos muito – completou e se deixou dormir.
Sonhando com seu filho logo nos seus braços, para que ela e Draco, pudessem cuidar e zelar com todo amor do mundo. Ali em seu ventre estava seu futuro. Seu futuro e o de Draco. Sua família e a promessa de uma família feliz.
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