“O Futuro” - Dramione

41 Parte 2 - Vigésimo setimo - capítulo - A falsa carta"


Notas iniciais
Olá pessoal! Tudo bem? Voltei antes do previsto e estou feliz por isso. Imagino o quanto vocês são ansiosas com os acontecimentos seguintes e também preocupados com a situação do nosso sonserino. Este capítulo está cheio de novidades e reviravoltas espetaculares. Mas eu não vou mais falar, vou deixar vocês saborearem cada parágrafo. Então é isso; uma boa leitura e até a próxima!

Quando Hermione chegou ao dormitório, correu para o banheiro. Estava exausta fisicamente e emocionalmente. A conversar com Lary, a perturbou profundamente. Afinal se ela própria, não tivesse intervindo, Draco e ela provavelmente não estariam juntos.

Se ela não estivesse ido atrás dele, lutado por esse futuro, ambos estariam separados para sempre, agora. Tal conclusão, fez seu coração doer profundamente.

Ao sair do banheiro, passou pelo quarto do namorado, notou o silêncio incomum e também o silêncio total do dormitório. Algo estranho, pois quando Draco chegava, ele era do tipo, barulhento.

Abriu a porta do quarto dele e notou a cama totalmente arrumada. Entrou no próprio quarto e o encontrou vazio.

Olhou para o relógio no pulso, a hora marcava 18:30. A essa hora, o sonserino já estava no dormitório. Desceu as escadas, estranhando a situação, estava prestes a sair a procura do namorado, quando notou o bilhete em cima do sofá.

Se chamou de boba, porque se preocupou à toa, Draco provavelmente estava com os amigos, e deixou um recado a avisando. Sorriu quando pegou o bilhete, mais o sorriso morreu em seu rosto, diante do seu conteúdo. Seu coração parou, e tonta caiu no sofá, sentada.

" Granger, isso foi um erro. Agora posso ver a loucura em pensar em deixar minha família, minha linhagem, meus princípios por você. Estou retornando a decisão que tomei, mas você me atrapalhou, quando foi atrás de mim, naquele trem. Por isso, lhe peço, que não atrapalhe meus planos.

Isso é definitivamente um adeus.

Draco Malfoy"

Seu coração perdeu os compassos, seu sangue simplesmente não corria mais por suas veias e seus pulmões, simplesmente se fecharam.

Releu e releu a carta, tentando ver algum erro. Algo, que mostrasse que tudo era uma brincadeira, mas quanto mais lia, mais a carta lhe afetava, lhe desesperava. Subiu as escadas, de novo, indo até o quarto do namorado, encontrando o guarda roupa vazio e seu malão tinha sumido, com tudo que pertencia a ele.

Se sentiu ainda mais tonta e caindo deitada na cama do loiro, sentiu uma dormência incomum, vir entorpecer seus sentidos. Tentou ficar acordada, todavia estava franca, ou talvez não quisesse lutar contra tal sensação. Se deixou ir torcendo para que quando acordasse, tudo isso não se passasse de uma brincadeira de muito mal gosto.

(...)

Draco olhava para Astória, enquanto tentava soltar as correntes, que o mantinham preso naquele lugar escuro, apenas iluminado por uma lâmpada fraca, que ás vezes, não funcionava. Desde que acordou, tentou afrouxar as cordas, o que ocasionou em cortes nos seus pulsos, causando sangramento, algo que ele não se importou, permaneceu tentando se soltar mesmo assim.

— Não adianta tentar, Draco – Astória falou, enquanto preparava uma poção para ferimentos Você não vai sair daqui ela afirmou, se abaixando, colocando uma pasta grossa, sobre os punhos do loiro, que em silêncio ficou a ouvindo.

— Isso não vai levar você a lugar nenhum, Astória! – afirmou a olhando profundamente – Eu vou sair daqui e quando isso acontecer, juro que vou te colocar, atrás das grades – assegurou, enquanto fraco, voltou a fechar os olhos e sonhou com Hermione.

Com os momentos juntos. Com ambos, deitados em uma noite fria. Com os beijos de despedida, que davam. Sentia tanta falta dela, que chegava a lhe doer o coração. E sem apetite, se recusava a comer qualquer coisa que Astória lhe oferecia. E transtornada com a recusa do loiro, a morena começou a usar a violência contra ele, usando a maldição Cruciatus, para atormenta-lo fisicamente e emocionalmente.

(...)

Hermione passava as noites em claro, perambulando pelo dormitório e as vezes pelo Castelo. Em algumas noites, sentia uma dor intensa sobre seu coração e colocando a mão sobre o peito, ouvia seu próprio pulsar mais acelerado do que o comum. Algo estava muito errado.

Ela sentia no fundo da sua alma, que Draco precisava dela, urgentemente, desesperadamente, e a mesma não fazia ideia de como chegar até ele. E quando conseguia dormir algumas horas, pesadelos, como Draco e Anthony desaparecendo para sempre, lhe atormentavam o sono. Por esse motivo, se recusava a dormir. Não queria sonhar com ele, a deixando. Ela perdendo sua família.

Depois de uma semana, fugindo de todos, que queriam entender o que estava acontecendo, a grifinória não falou nada, apenas mostrou a carta a cada um deles, que a olhavam chocados.

— Isso não faz sentido algum – Theodore afirmou, a olhando profundamente, enquanto a mesma, se recusava a olhar para o melhor amigo do seu namorado desaparecido.

— Para mim, faz muito sentido, Theodore – Granger respondeu seca, voltando a olha-lo nos olhos – Draco apenas voltou para sua família – completou. – Voltou para seus preconceitos, seu status e sua vida mimada – finalizou, subindo as escadas, lutando contra as lágrimas, que já inundavam sua visão.

Theodore tentou ir atrás dela, mas Harry tomou a frente, o impedindo de ir atrás da amiga.

— Eu não faço ideia, que joguinho nojento o Malfoy fez, mas juro por tudo, que ele vai pagar com causar tanto sofrimento a Hermione – o moreno afirmou, colocando o dedo no peito do sonserino, que o olhava também furioso.

Ambos se olhavam fixamente, emanando ódio. Harry por Malfoy abandonar Hermione, desta maneira. Theodore por causa das acusações absurdas, que Harry fazia ao seu melhor amigo. Ginny e Luna, correram para separar os namorados, ambas também estavam chocadas, com o conteúdo da carta.

Blásio ficou no meio dos dois.

— Vocês são idiotas ou o que? – o moreno perguntou, os olhando, como se eles fossem loucos. Os garotos, olharam para o moreno, confusos – Tem algo muito estranho nesta carta – afirmou – Se Hermione não tivesse tomada pela dor, observaria isso – completou e em silencio, os quatros, o olharam.

— O que exatamente está errado, Blásio? – Luna perguntou, pegando a carta, tentando ver algo, que só o sonserino conseguia ver.

— Eu conheço Draco a anos e em nenhuma carta ou pergaminho escrita por ele, ele faz tantas pausas, como nestas – explicou e pegando a carta da namorada, Theodore percebeu que algo realmente estava errado. A forma que a carta foi escrita, era totalmente o oposto, da forma que o Draco escrevia.

— O que vamos fazer agora? – Harry perguntou, começando a acreditar que algo estava errado.

— Eu vou para a Mansão Malfoy – Theodore afirmou e o os outros concordaram com a decisão do mesmo.

— Nós vamos tentar descobrir algo – Blásio afirmou – E vocês, fiquem de olho em Hermione pediu e com os garotos, saindo com destinos diferentes, Luna e Gnny subiram para ficar com a amiga.

(...)

Assim que aparatou na mansão Malfoy, Theodore notou que algo estava muito estranho. Lucius e Narcisa estavam sentados nos sofás, em silêncio. Tomados pela tristeza e pela perda do filho, por um motivo tão bobo, quanto a porcaria de uma linhagem sangue-puro.

Se Draco tivesse voltando para a vida dos pais, os Malfoys provavelmente deveriam estar explodindo de alegria, não tomados pela melancolia, como estavam neste momento.

Quando o casal notou a presença do melhor amigo do filho, ambos se entreolhavam, preocupados. E se sentando, junto de ambos, Theodore contou a eles, a carta. Ambos estavam confusos também. Draco provavelmente entraria em contato, com os pais ou mexeria no dinheiro da família, se estivesse em Paris, mas nada disso aconteceu.

— Ele simplesmente pode ter ido embora, querer um tempo para si – Narcisa comentou, achando que a carta do filho, era verdadeira.

Theodore os olhou chocado. O preconceito era tanto, a vontade de ver Draco separado de Hermione, que ambos não percebiam que algo estava muito estranho.

— Vocês são inacreditáveis – o sonserino disse, irado – Esse maldito preconceito, não nos levou a lugar nenhum. Só nós fez tomar decisões erradas, decisões idiotas – afirmou, os olhando.

— Olha, aqui rapaz – Lucius começou — Com que direito, acha que pode falar assim conosco? – gritou começando a ficar irritado, com a atitude do amigo do filho.

— Com total direito – afirmou desafiando o chefe dos Malfoys – Eu vi meu melhor amigo, sofrer, ter uma maldita marca negra, por causa dos erros de vocês – afirmou – E muito pior que isso. Vi ele lutar durante anos, por um sentimento, que florescia no peito dele, por aquela grifinória. Por aquela nascida trouxa – revelou se referindo a Hermione.

— Theodore – Narcisa implorou, com lágrimas, ciente de que tudo que ele dizia era verdade.

— Eu sinto muito, Tia Narcisa – lamentou – Draco, nunca achou que merecia a felicidade, por causa daquela marca negra, mas então, Hermione ressurgiu na vida dele. O puxando para luz. Trazendo a tona todo aquele sentimento, de volta. Todo aquele amor, camuflado pelo ódio, pelo preconceito – completou, lembrando de tudo que viu acontecer com o loiro.

Todo falso ódio, todo falso preconceito. A boca do sonserino, podia dirigir insultos a Hermione, mas seus olhos, transmitam muito mais. A boca proferia preconceito, mais o coração clamava por ela, como um menino descobrindo o amor.

— Aceitem que o Draco, a ama. A ama, profundamente. Vocês podem dar muitas opções a ele, mas só aquela grifinória, tem o coração ele. E convenhamos, não existe ninguém melhor para ser a nova senhora Malfoy, do que Hermione Granger – finalizou, se retirando da mansão.

Estava com a cabeça quente, mas ainda precisava conversar com os amigos, sobre o que descobriu. Draco não entrou em contato com os pais. Theodore ficava mais e mais preocupado com a situação.

Depois da saída, do sonserino, Narcisa caiu exausta no sofá e Lucius foi ao bar, pegar uma bebida forte. Inferno, levará uma bronca, de um menino, que estava totalmente certo. Certo sobre tudo e muito mais.

— Ele está certo – Lucius quebrou o silêncio – Não existe ninguém melhor para ser a nova senhora Malfoy, do que aquela moça – completou, sorrindo triste.

– Sim, ele escolheu muito bem, por quem se apaixonar – Narcisa concordou, sorrindo triste.

— O que vamos fazer agora, Lucius? – ela perguntou, preocupada com o sumiço do filho.

— Vou tentar descobrir algo – ele afirmou – Vou consertar meus erros, começando por trazer nosso filho de volta, para a senhorita Granger – finalizou, colocando um sobretudo. Rumando para a lareira.

Ginny e Luna tentavam fazê-la comer, mas ela se recusava a colocar qualquer coisa na boca.

— Porquê ele fez isso? – perguntou as amigas – Porque encerrou nossa história assim? Do nada? Se ele estava com problemas, confuso, deveria ter se aberto comigo. Eu o ouviria, tentaria ajudá-lo – comentou, limpando as lágrimas, com fúria. Estava com tanta raiva, com tanta mágoa.

— Hermione, o Draco te ama – Luna afirmou segurando a mão da amiga, tentando fazê-la entender o que estava acontecendo.

— Se me amasse, não faria o que fez – afirmou virando o rosto, não queria chorar mais. Não aguentava mais sofrer tanto, como estava sofrendo.

— Ele é louco por você – a voz de Narcisa, surpreendeu as três, que viraram para olha- lá – Durante muitos anos, muitas garotas, o queriam – sorriu, relembrando de Pansy, Astoria, entre muitas outras – Mais ele se recusava a ter qualquer coisa séria com elas. No começo, achei que era por ele ser muito novo, mas foi no seu quarto ano, que eu entendi o que estava acontecendo – Acrescentou, relembrando do filho, falando sobre a beleza incomum de uma garota no baile, na época, Narcisa não deu atenção, mas algum tempo depois Pansy comentou, que Hermione Granger surpreendeu a todos, entrando belíssima no grande salão, que Narcisa percebeu a quem, seu filho se referia.

— Senhora Malfoy – Hermione, olhou para a mãe do namorado, em silêncio.

— Eu e Lucius, lhe devemos um pedido de desculpas, senhorita Granger – afirmou – Foi uma atitude idiota, naquele jantar tentar fazer Draco deixa-la – a loira parou por um momento, a olhando profundamente envergonhada.

— Está tudo bem – Hermione disse por fim, aceitando o pedido de desculpas da loira.

— Draco lhe escolheu há muito tempo. Isso antes, mesmo de vocês, pensaram em ter algo. Ele só te vê senhorita Granger – afirmou, olhando nos olhos castanhos, tamanho amor por seu filho. Ela estava sofrendo sem ele. Assim, como a própria Narcisa sofreu sem Lucius.

— Queria tanto acreditar nisto, senhora Malfoy – falou já chorando.

— Pois acredite, senhorita Granger – pediu firme – Meu filho a escolheu e eu estou feliz pela escolha dele – confessou sorrindo.

Ambas se olharam, sorrindo e chorando ao mesmo tempo. E pedindo um abraço, Hermione abraçou a sogra.

— Vamos acha-lo – assegurou confortando a nora.

— Mais onde ele está? – perguntou, olhando nos olhos de Narcisa.

— A questão, não é onde – Blásio afirmou, surgindo ao lado de uma garota – Mais com quem – completou fazendo todas, menos a garota ao seu lado, o olharem confusas.

— Não estou entendendo Blásio. – Hermione disse por fim, olhando avaliativa. Sabia muito bem quem era essa garota. Fora a primeira garota, que Draco dormiu.

— Astoria esteve aqui e levou o Draco – ela revelou, fazendo todas as garotas arregalarem os olhos.

— COMO É? – Hermione, perguntou furiosa. Mesmo contrariada, Hermione escutou toda a explicação da garota. A garota ouviu Daphne discutindo com Astoria, sobre algo relacionado ao loiro e depois da discussão, Astoria, alucinada, afirmou que ninguém iria descobrir onde Draco estava.

— Eu juro que vou matá-la – a grifinória berrou, rumando para fora do dormitório, sendo contida por todos.

— Hermione, calma. Se você confronta-la, ela pode sumir com ele, para sempre – Ginny afirmou, fazendo a amiga recuar.

— Eu vou contar ao Lucius, o que descobrimos. Eu juro Hermione, ela vai pagar caro pelo que fez com nosso filho – completou, antes de se retirar.

Hermione permaneceu no quarto, sendo contida por Ginny e Luna, a todo momento. Se encontrasse, Astoria teria certeza que não conseguiria se controlar. E tudo ficou pior, quando descobriu que Draco estava ferido fisicamente.

Notas finais
Okay, não me matem! Fica a critério de vocês, tudo! Exatamente tudo! Opiniões, criticas, sugestões, observações! Estou aberta e tudo e um pouco mais! Beijo e até a próxima!