“O Futuro” - Dramione
42 Parte 2 - Vigésimo oitavo - capítulo - A armadilha "
Notas iniciais
Os dias eram torturantes para todos, mas ninguém sofria mais que Hermione, que tinha que ser contida, toda vez que via Astória próxima. Ela estava a ponto de pular em cima da garota, dar uma surra nela e exigir que ela a levasse até Draco, mas sabia que a mesma seria dissimulada e simplesmente preferiria a morte, a leva-la até onde o seu namorado estava.
Todos estavam atentos aos passos de Astória reversando, observando para onde ela ia todos os dias, mas ela simplesmente não fazia nada suspeito. Era das aulas para o quarto e do quarto para as aulas e as vezes para o salão principal.
Em alguns momentos, Hermione a pegava, a olhando fixamente, com um olhar vitorioso e um sorriso que a grifinória tinha vontade de desfazer, enquanto lhe dava uma surra, mas como sempre, todos a continham.
Sem os amigos perto a seguiu, usando a capa de invisibilidade do amigo e observou a garota, adentrar na biblioteca, pegando um livro sobre ferimentos. Um frio assombrou o coração da castanha e seus olhos se encheram de lágrimas, imaginando seu namorado todo machucado.
“Por favor, amor. Aguente um pouco mais, eu vou te salvar”— pensou enquanto segurava os soluços, que queriam sair por sua garganta a fora. E com passos acelerados, saiu de perto da morena, correndo para o jardim.
Caiu de joelhos chorando, até que sentiu algumas pessoas, a abraçando com carinho, tentando conforta-la. Depois de se controlar, se deparou com Harry, Ginny, Luna, Blásio, Theodore e os pais de Draco próximos, a olhando preocupados.
Sorriu triste, ciente de que agora que os pais do namorado, aceitaram o relacionamento de ambos, o seu loiro estava longe, machucado, fraco e sozinho.
— Como vocês me acharam? E como sabiam, o que eu estava fazendo? – perguntou, olhando para todos.
— Nós imaginávamos, que você não ficaria parada, enquanto Astória tinha Draco sobre seu poder – Harry explicou e depois de mostrar o mapa, Hermione entendeu e sorriu fraco, abraçando o amigo de volta.
— Vamos traze-lo de volta, Hermione – o moreno afirmou – Nós temos uma pista e vamos usa-la, essa noite – explicou e isso deixou a grifinória com o coração cheio de esperança e depois de explicar todo o plano a mesma, todos esperaram ansiosamente a noite, onde o plano iria ser colocando em prática.
(...)
Todos se encontravam ansiosos, tensos e com esperança de ainda essa noite, arrancar Draco das garras de Astória e manda-la diretamente para a cadeia. A noite todos se dividiram e a seguiram pelo Castelo, mas por enquanto a garota não fazia nada suspeito.
Ela até parecia brincar com todos, pois deu duas voltas inteiras pelo imenso Castelo, na terceira volta, Hermione percebeu a intensão dela e correu em direção oposta, usando o mapa do maroto.
E então, o nome dele surgiu no mapa, o mostrando próximo as masmorras. E com o coração pulsando e correndo como nunca correu em sua vida, Hermione seguia pelos corredores, olhando para o mapa e para a frente, ao mesmo tempo, com medo do nome dele desaparecer de novo.
Quando chegou as masmorras, olhou para os lados, procurando desesperadamente, abrindo cada porta, que via pela frente, entretanto infelizmente, ele não estava em nenhuma das salas.
Os amigos chegaram alguns minutos depois, ofegantes, a olhando, preocupados.
— Era uma armadilha – disse por fim, molhando o mapa, com suas lágrimas – Ela sabia que a gente desconfiava que ela estava com Draco e o tirou do castelo – disse por fim, se voltando para os amigos, com os olhos embaçados.
Ginny correu para abraça-la e Blásio, deu um murro na parede, revoltando por terem sido enganados dessa maneira por Astória. Os outros estavam desolados, pois compreendiam que agora seria quase impossível descobrir onde o sonserino estava.
Todos permaneciam no dormitório, enquanto Hermione tomava um banho. Ao final da noite, Ginny e Luna subiram, encontrando a amiga dormindo, na cama do loiro, agarrada ao travesseiro dele, sonhando.
Granger estava em um jardim iluminado e olhando ao redor, se deparou com apenas um balanço e ao se sentar, sentiu uma presença atrás de si, a balançando. E foi quando ela puxou o ar com força, que reconheceu o cheiro. O cheiro de Draco. Mas o cheiro dele, mais velho. Ao se virar, lá estava o seu Draco. O seu sonserino, mais velho, mas ainda belo. Mais belo, do que ela recordava.
— Dias difíceis? – perguntou com a voz rouca, a olhando profundamente.
— Sim – respondeu sem tirar os olhos castanhos dos cinzas, tão nublados.
Parecia ser tanto tempo. E era mesmo. Há exatamente uma semana, que não o olhava nos olhos. Que não viu os olhos cinzas. E ainda trêmula, se levantou e correu para abraça-lo, o agarrando com medo, que ele também fosse tomado dela.
O loiro retribuiu o abraço, tentando conforta-la e de alguma maneira ajuda-la. E em silêncio, escutou o desabafo de Hermione, que quanto mais falava, mais chorava e soluçava ao mesmo tempo.
— Vai ficar tudo bem amor – ele disse, segurando o rosto dela, acariciando o rosto da mesma, que fechou os olhos, ao toque tão familiar do sonserino.
— Eu estou com medo, Draco – ela confessou baixinho, com mais lágrimas nos olhos.
– Eu vou voltar para você – afirmou, beijando a testa da morena, enquanto a abraçava com força.
Quando o loiro roçou os lábios nos dela, Granger despertou, olhando ao redor, observando o quarto do namorado. Lutou contra as lágrimas e rumou para o banheiro, fazendo sua higiene pessoal.
Quando chegou ao salão principal, encontrou os amigos e sorriu triste, se sentando na mesa, onde começou a comer sobre os olhares atentos dos amigos. Acabou o café e seguiu para sua rotina, da melhor maneira possível. E assim os dias se seguiram.
(...)
Draco olhava avaliativo para o homem a sua frente, enquanto o mesmo o observava também. O homem reconheceu o herdeiro dos Malfoys, imediatamente.
— Quanto ela está te oferecendo? – perguntou o olhando, tentando entender a participação deste homem desconhecido, em tudo que estava acontecendo neste momento.
— O suficiente para não cair no seu papo, Malfoy – afirmou ríspido, observando o lugar, desviando a atenção do loiro.
— Onde estamos? – questionou, tentando mudar de tática, sabia que não estava mais em Hogwarts.
Astória provavelmente o removeu, por que alguém desconfiou de algo, ou melhor dizendo, sua-sabe-tudo desconfiou de algo. Se permitiu rir por um momento. Essa era sua garota, sua Hermione Granger.
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