“O Futuro” - Dramione
36 "- Parte 2 - Vigésimo segundo - capítulo - O momento perfeito "
Notas iniciais
Theodore e Blásio se entreolhavam, enquanto analisavam um Draco totalmente sorridente e feliz, enquanto tomavam café na mesa da Sonserina. Era bom ver o amigo feliz, mas ele estava tão idiota.
— Okay! Não aguento mais isso – Blásio finalmente quebrou o silêncio, olhando interrogativo para o loiro, que apenas revirou os olhos – Porquê está sorrindo desse jeito abobado? Parecendo uma garota apaixonada? – completou, recebendo olhares azedos das garotas da mesa.
— Eu e a Hermione, nós declaramos um para o outro ontem – confessou, olhando diretamente para a mesa da grifinória, onde uma certa leoa conversava aos sussurros com uma ruiva, que sorria boba também.
— Pelo que parece, você não era o único ansioso para contar a alguém amigo – Theo comentou, enquanto dava um tapa de brincadeira nas costas do amigo, que ainda não tirava os olhos da sua namorada.
Os olhos cinzas estavam fascinados. Apaixonados. Como um homem cego, vendo a luz pela primeira vez na vida. Astória analisava tudo com um ódio mortal, enquanto jurava em pensamento descobrir o que fez Hermione Granger aceitar se envolver romanticamente com Draco Malfoy, depois de todas as humilhações e perseguições sofridas por parte dele.
E depois do fim do café da manhã, Draco e Hermione seguiam pelos corredores em direção a primeira aula do dia, de mãos dadas, enquanto conversavam sobre algo relacionado a aula de transfiguração.
Ambos perceberam um menininho confuso, encostado na parede, abraçando as próprias pernas, enquanto seu pequeno corpo tremia. Hermione soltou a mão do namorado e se aproximou do menino, ficando ajoelhada, tocando nos cabelos castanhos do menino, fazendo o mesmo olhá-la surpreso e com os olhos embaçados pelo choro.
— Hey, o que houve? Por que está chorando, baixinho? – perguntou gentil, sorrindo amigavelmente para o garotinho, que sorriu fraco.
— Estou com saudades dos meus pais – o garotinho respondeu com sinceridade, observando o rapaz loiro há alguns metros, observando tudo, sem tirar os olhos da garota, que ainda lhe fazia carinho nos cabelos.
— É normal, querido – Granger se sentou do lado esquerdo do mais jovem estudante de Hogwarts – Eu também sentia muita falta do meus pais, quando vim para Hogwarts, pela primeira vez – comentou sorrindo, enquanto relembrava – Queria eles aqui, comigo. Queria compartilhar tudo com eles. Tudo que descobri – explicou, passando os braços ao redor do menininho, que aceitou o aconchego.
— Você pode escrever para eles – a voz de Draco, fez tanto Hermione quanto o menininho, olha-lo.
E se sentando do outro lado, os três ficaram no chão, sentados
— Eu tenho absoluta certeza, que eles estão ansiosamente esperando por uma carta sua – o loiro comentou, piscando para o menino – Aliás uma não, milhares, quantas mais melhor. Vai fazer você se sentir mais próximo deles, e eles mais próximos de você – finalizou, olhando para a namorada, que o observava com um sorriso lindo nos lábios.
— Vocês acham? – perguntou, com um brilho e um sorriso bobo nos lábios.
— Temos certeza – a grifinória e o sonserino disseram ao mesmo tempo. E sem delongas, o menino que se chamava Logan e pertencia a Lufa-Lufa, se despediu de ambos e correu para seu quarto, onde pretendia escrever para seus pais.
— Sabe Granger, você vai ser uma mãe maravilhosa – o loiro comentou, ficando de pé, ajudando a namorada a se levantar.
— Digo o mesmo, Malfoy – brincou, passando os braços ao redor do pescoço do loiro, o abraçando com carinho – Agora vamos para aula – sugeriu e sorrindo, Draco se deixou ser guiando pela sabe-tudo para a primeira aula do dia.
(...)
Algumas semanas depois, ambos conseguiriam autorização da diretora e partiram de trem, ao encontro dos pais da mesma. E assim que lá chegaram, ambos se hospedaram em uma pousada, próxima a casa dos pais da grifinória. E depois de pegarem um táxi, Granger e Malfoy seguiam pelo jardim da pequena cidade, que os Grangers estavam.
Os dois conversavam animadamente, quando Hermione parou de repente, olhando para frente, vidrada e com os olhos cheios de lágrimas. Draco seguiu seu olhar e viu, o que deixou a namorada tão emocionada.
Lá estavam eles, igualmente a foto, há apenas alguns metros, sentados em um banco abraçados, observando algumas crianças brincando. Hermione apertou a mão do namorado com força, buscando apoio e o loiro correspondeu a atitude dela, a abraçando com força, enquanto sussurrava que tudo ficaria bem.
E deixando a namorada um pouco para trás, Draco se aproximou dos sogros, os cumprimentando, buscando por informações, fingindo não conhecer a cidade. E como já esperado, os Granger, o trataram com extrema simpatia. Criando coragem, Hermione finalmente se aproximou, chamando a atenção de todos. O casal a olhou em silêncio, com os olhos vidrados na mesma, que também não tirava os olhos dos pais.
Wendell e Mônica não conseguiam entender o porquê mais seus corações se encheram de um sentimento tão desconhecido por aquela bela jovem de cabelos cacheados e olhos castanhos, que usava uma calça jeans marrom e uma blusa branca.
E tomada por uma necessidade incomum, Mônica a abraçou com força, enquanto sentia seu coração, antes tão vazio de algo, ser finalmente preenchido. Draco e Wendell observam tudo em silêncio e mesmo sem entender nada, o homem mais velho sorria feliz para a cena a sua frente.
— Ohh, me desculpe por isso – Mônica pediu desculpas, se afastando relutante da bruxa.
— Tudo bem, não se preocupe – Hermione afirmou, conseguindo encontrar a voz, que tinha sumido diante da emoção.
Os três ficaram quietos, sorrindo um para o outro. O loiro sorriu, confiante. Apesar de tudo, o casal ainda tinha uma conexão forte com a namorada. As lembranças foram embora, mas o sentimento de amor, zelo, cuidado, continuavam vivos nos corações deles.
— Bom, essa é minha namorada, Hermione – a apresentou, formalmente, sorrindo, entrelaçando seus dedos ao da namorada.
— Hermione – o casal murmurou o nome da filha, lentamente, enquanto sentiam um flash de memória vir a mente, contudo fora bloqueada por causa do feitiço. Quando Draco percebeu que a namorada estava muito emocionada, começou a se despedir do casal, contudo, ambos foram surpreendidos.
— Venham jantar conosco – o pai de Hermione, os chamou – Gostaríamos muito da presença de vocês, em um jantar em nossa casa – completou, sentido uma necessidade de não perder aquela jovem de vista.
— Acho uma ideia extraordinária, querido – a mulher disse, feliz com a ideia do marido – Venham, por favor – implorou, segurando a mão de Hermione com força.
Ela também sentia uma urgência de não soltar a mão da jovem, nunca. E por fim, depois de marcarem o jantar para o dia seguinte à noite, cada par, seguiu em direções diferentes, mas felizes.
E a noite se passou de forma ansiosa para os quatros. Hermione por finalmente poder ter os pais de volta. O casal por desejarem conhecer aquela jovem melhor e Draco por ver finalmente a namorada, unida a família.
(...)
As 7:30 da noite, o jovem casal se encontrava em frente à casa dos mesmos e sorrindo corajosamente para a namorada, o loiro posicionou o jarro com flores, acima do braço esquerdo e tocou a campainha e ansiosamente esperou ao lado da castanha, esperou a porta ser aberta.
Do lado de dentro, o casal ajeitava as roupas, enquanto conferiam o jantar, felizes por eles terem vindo, abriram a porta, com sorrisos gigantescos nos lábios, enquanto olhavam fixamente para Hermione, que sorria também. E mais uma vez, os laços se mostraram e em questão de segundos, Mônica abraçou a bruxa, emocionada.
— Você veio! – disse em um sussurro, enquanto afagava os cabelos castanhos, tão parecidos com os seus.
— Nunca deixaria de vim – Hermione respondeu, se rendendo aos carinhos, de quem tanto sentiu falta.
E depois de alguns minutos, ambas se soltaram e Mônica os arrastou para dentro da casa, sorrindo lindamente. Estava radiante com a chegada de Hermione e Wendell também. Depois de cumprimentar Draco, o senhor os guiou para sala.
O sonserino observava tudo ao seu redor e percebeu que na sala de estar não possuía nenhuma fotografia. Era uma sala muito bonita e muito bem decorada, mas vazia de lembranças.
— Eu e a minha esposa, sempre sentimos falta de algo – o homem explicou, depositando a mão no ombro do loiro, que continuou a e escuta-lo em silêncio – Temos tudo que o dinheiro pode nós proporcionar, mais faltava algo que o dinheiro não podia comprar. Você entende? – perguntou baixo, voltando os olhos para Hermione e Mônica, que conversam enquanto arrumavam a mesa para o jantar.
— Eu entendo perfeitamente – explicou em um sussurro, enquanto lembranças da sua família vinham a mente.
A família Malfoy tinha riquezas incalculáveis. Faziam viagens e mais viagens, mais não tinham o principal motivo para se sentirem bem. O amor e a união, que Draco viu durante anos entre os Weasleys e via agora com os pais da namorada, de que apesar de não lembrarem, que a adolescente que não queriam perder de vista, era sua própria filha.
Ambos sentiam laços profundos e inquebráveis por ela. Por amor a ela. Draco sorriu para Hermione, que o olhou e movendo os lábios, sussurrando um "Obrigada"
— Ela é muito especial – Wendell comentou, analisando o jeito intenso que o loiro olhava para a castanha.
E sem saber porque sorriu feliz, ao ver no olhar dele, o mesmo olhar que sempre direcionou a sua esposa, desde a época de namoro, ao noivado e casamento.
— Ela foi é e minha luz no meio da escuridão – o loiro explicou, sorrindo por um momento, enquanto cruzava os braços.
— E melhor nos dois nos juntarmos a elas, ambas estão começando a ficarem constrangidas com a gente as analisando o tempo inteiro – completou, se juntando a elas, na arrumação da mesa para o jantar.
E depois de cinco minutos, os quatros estavam na mesa, saboreando o jantar, enquanto conversavam. O casal queria saber tudo deles, especialmente de Hermione, que respondia o que podia.
(...)
E depois de mais alguns dias, Granger com a ajuda de Draco, conseguiu reverter o feitiço. Por longos minutos, os pais da mesma a abraçavam, a beijavam no rosto, enquanto choravam e murmuravam palavras, como: minha bruxinha, minha menina, minha Hermione.
Depois de longas broncas, ambos finalmente perceberam a presença de um quarto integrante na sala, que observa tudo em silêncio. A bruxa tomou a frente, o apresentado aos pais, que sorriam e depois de uma longa explicação, ocultando algumas partes, que deixaria os pais traumatizados e bastante preocupados.
Wendell puxou o loiro para um abraço, agradecendo por cuidar da sua filha. E meio sem jeito, Draco aceitou o agradecimento, mesmo ciente de que não o merecia.
Após tudo estar esclarecido e todos se recolherem para dormir, o sonserino saiu para a varanda, onde se apoiou e em silêncio observou a lua no céu, até que sentiu dois pares de braços, o abraçarem por trás e encostar a cabeça em suas costas.
— Sem sono? – perguntou baixinho, enquanto deslizava as mãos pequenas, pela cintura do loiro, fazendo o mesmo fechar os olhos com força, apreciando o carinho.
— Só pensando no que seu pai disse – explicou, relembrando do agradecimento do sogro.
— Amor, por favor não comece – pediu, ciente do que o loiro estava pensando, enquanto o virava, o fazendo o mesmo se virar e olha-lo nos olhos.
— Você me conhece tão bem – comentou, colocando sua testa na da castanha, a olhando nos olhos.
E os olhos castanhos mais uma vez, o levava para caminhos desconhecidos. Caminhos, que por mais misteriosos que fossem, o guiavam para a luz.
— Eu sou sua metade, Draco – afirmou, dando um beijo leve nos lábios do loiro, o fazendo sorrir.
— Disso eu não tenho dúvidas – afirmou sorrindo – Eu tenho medo é não ser sua metade, Hermione – confessou, segurando o rosto da castanha, acariciando os contornos dos olhos, da mesma.
— Algo me diz que você é – ela afirmou, beijando a mão do namorado, que agora acariciava sua bochecha.
– Você faz ideia do quanto é incrível e linda? – perguntou, a olhando profundamente. Se sentido mais apaixonado pela mulher que se encontrava a sua frente. Dedicando todo seu tempo e sua vida a ele, depois de tudo.
— Não, mais gosto de ouvir elogios de você – explicou, sorrindo timidamente.
Draco ergueu a mão para toca-la, mas rapidamente desistiu. Ás vezes parecia tão errado estar com ela. Tê-la, depois de tudo que aconteceu no passado e também a pouco meses, depois do fim da guerra.
— Eu não sou digno de estar aqui com você – assegurou, engolindo em seco, sentido seu coração apertar dolorosamente por dentro.
— Ah não! Não comece com esse papo de novo, por favor – ela pediu, o olhando seriamente e com autoridade.
O sonserino se afastou, mas se surpreendeu com Hermione, o abraçando de novo pelas costas, tirando a camisa que ele usava. O loiro sentiu um arrepio e se virou de frente para ela, dando permissão a ela, para que fizesse o que quisesse consigo. Estava a mercê daquela mulher, como sempre esteve.
— Você me quer desse jeito, Hermione? – perguntou, sentido a atmosfera se tornar mais quente ao redor de ambos, enquanto se olhavam nos olhos.
— De que jeito? – ela devolveu a pergunta, finalmente desabotoado toda camisa do loiro, deixando exposto o peito definido do mesmo.
— De que jeito você me quer? – ele perguntou, sentido os leves toques das mãos dela, em sua barriga, peito e braços.
— Do seu jeito – ela pronunciou por fim, sem relutar ou tentar fugir do desejo que sentia vir do corpo do homem tão bonito a sua frente.
— E qual é o meu jeito? – o sonserino reformulou a pergunta, sentido seu corpo em chamas.
— Eu só vou saber se você me quiser – Granger afirmou, agindo com uma sabe-tudo, que era, fazendo o loiro sorrir de lado.
— Eu te quero muito, Hermione. Muito mesmo – afirmou, a puxando pela cintura, beijando o canto da boca dela, enquanto suas mãos seguiam os contornos do corpo da bela mulher, a sentido estremecer em seus braços.
E a erguendo nos braços, Hermione enlaçou as pernas na cintura do mesmo, enquanto o beijava. E enquanto ele beijava o pescoço dela, seguindo para o quarto, Granger percebeu que aquele era um caminho que queria seguir, desde que voltou para seu tempo. E agora nos braços dele, pronta para compartilharem a intimidade de um casal. Ela tinha certeza absoluta de tudo isso.
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