“O Futuro” - Dramione

20 " - Parte 2 - Sétimo capítulo - Declarações "


Notas iniciais
Oi pessoal, tudo bem? Estou de volta o mais rápido que imaginava, tenho que confessa. O tempo passou tão rápido, estamos quase chegando nos trezentos comentários. E também já faz três meses e dois dias que a fanfic está no ar. E também já estamos nos vigésimo capítulo e para comemorar isso, lhes dou um capítulo recheado de coisas boas. E galera, eu só tenho agradecer a vocês que tiraram um tempinho do tempo de vocês para comentar. Muito obrigada. Finalmente, as coisas estão se acertando para eles dois, né? Enfim Draco resolveu ceder a ela, mas eles dois ainda vão muitos momentos dificis pela frente. Os amigos dela, Astória, Pansy e principalmente os pais de Draco. Mas eu vou fazer vocês felizes um pouquinho e a partir desse capítulo, vou deixá-los vivendo alguns momentos fofos juntos. De uma maneira que só eles, sabem fazer, deixando vocês ainda mais apaixonadas. Bom, nesse capítulo, todos no Castelo vão começar a desconfiar que algo estava acontecendo com os dois e ambos vão precisar ser bem cautelosos, agora. ] O capítulo está recheado de coisas boas, momentos únicos, uma conversa bastante esclarecedora, outra que vai deixar duas garotas desconcertadas e um momento Dramione apaixonante e fofo por demais, eu garanto e vai ter também a participação duas pessoas que serão aliados e cúmplices do nosso casal preferido. Espero que gostem. Beijo e boa leitura.

Draco Malfoy e Hermione Granger eram opostos um do outro e se repeliam sempre que se encontravam ou estavam no mesmo ambiente, contudo uma junção entre eles por mais bizarra que fosse, ao mesmo tempo, seria a mais completa.

Os defeitos de um se encaixariam com perfeição e maestria nas qualidades do outro. Eram imperfeitos diante de muitos, apesar disso, perfeitos um para o outro e isso lhe bastavam.

O sonserino a princípio lutou bastante contra os sentimentos que cresciam de forma absurda por aquela grifinória. E não era qualquer grifonória, era uma nascida trouxa, vinda do mundo que cresceu odiando, desprezando e achando inferior ao seu.

E quanto mais tentava nega-los, os silenciar mais uma vez, como fez há muito tempo, mais infeliz e destruído emocionalmente se tornava.

Era difícil demais admitir que desejava se entregar a tais sentimentos e pensamentos, conhecer e quem sabe pela primeira vez ter um compromisso com uma garota. E a garota, com quem desejava compartilhar tal união era ninguém menos que Hermione Granger.

A sabe-tudo, a princesinha da grifinória. O destino era tão irônico e ao mesmo tempo tão previsível. Sorriu de lado, a observando, a admirando enquanto ela cozinhava algo que começava a adquirir um cheiro muito bom, tinha que admitir.

Os livros de culinária começavam a ter resultado, afinal. E olha, ela era boa na cozinha também. Pelo que se podia ressaltar, não tinha nada que a Granger não soubesse fazer.

Após o ocorrido em Hogsmeade, ambos decidiram aproveitar os momentos juntos, sem pressão e sem cobranças, de nem um dos lados por algum tempo. Eles não necessitavam definir o que tinham, o tempo resolveria as coisas, a sua maneira.

E ao longo dos dias que se passaram rapidamente, os banheiros desocupados, corredores vazios, e as salas se tornaram seus refúgios e guardadores dos encontros secretos e dos sentimentos, envolvendo a grifinória e o sonserino.

Draco esperava Hermione no corredor vazio e quando a mesma passou para a última aula do dia, o sonserino a puxou de encontro ao seu corpo, de forma delicada e sorriu por um momento ao ver o sorriso tão bonito que ela trazia em seus lábios, direcionado a ele.

A grifinória tinha um sorriso muito bonito e toda vez que ela lhe sorria, Draco sentia que o passado aos poucos, ficava para trás, finalmente.

— Boa tarde, Malfoy – o cumprimentou, sorrindo ainda mais, enquanto o olhava profundamente. Era tão bom estar finalmente com ele e ainda mais sentir que Draco aos poucos correspondia aos seus sentimentos também.

— Boa tarde, Granger – a respondeu de volta. Era curioso que apesar de ambos sempre trocarem beijos, os sobrenomes ainda fluíssem por seus lábios.

Apesar de estarem íntimos de uma forma que nunca imaginaram estarem antes, os dois ainda não se sentiam preparados para começaram a se tratarem pelo primeiro nome. Algo ainda, os impedia. Nenhum dos dois estava pronto para esse passo e um entendia o outro.

— Por que me procura Malfoy? – perguntou, sorrindo de maneira bela e tímida para o loiro. Naquele dia especifico, infelizmente não tinham sequer uma aula juntos e o dia inteira não se viram.

— Quem disse que eu estava a sua procura, Granger? – perguntou com falsa ironia. Tentando omitir que realmente estava procurando por ela.

Desde o momento que decidiram ficar juntos, Draco sentia uma certa necessidade de estar com ela. Acordava todas as manhãs, querendo saber onde ela estava, como estava e o que ela estava fazendo. Hermione apenas revirou os olhos, diante da atitude do mesmo.

Quando Draco iria notar que ela o conhecia melhor do que ele imaginava? Era até engraçado e fofo vê-lo tentando desviar seus olhos dos seus, sempre que ela estava próxima.

Draco tentava se esconder atrás da sua habitual frieza, porém sua mascará sempre caia, quando Hermione estava próxima. O sonserino simplesmente não conseguia ser frio e distante com ela.

Era inevitável lutar contra o que sentia e que também crescia mais a cada dia. E seu sangue fervia ao vê-la sempre cercada por seus ‘amigos’ e ainda por cima com o Weasley se insinuado, o tempo inteiro.

Sempre próximo demais, grudado demais na Granger, o que o fazia quase querer fazer o uso de uma maldição imperdoável, naquele babaca ruivo e morto de fome. Só não fazia isso por dois motivos, primeiro; Azkaban e segundo; Hermione não o perdoaria.

Aquela grifinória mesmo ciente das insinuações do amigo ruivo se importava com ele e não admitiria se algo acontecesse com aquele cenoura ambulante.

E foi naquele momento que ele entendeu, o que estava acontecendo consigo. Por causa dela, estava recuando de uma provável briga com o Weasley.

Hermione estava o mudando, o modificando e Draco soube naquele momento que de alguma forma, estava no caminho de ama-la, profundamente e verdadeiramente.

— Draco? – o chamou e tocou no rosto sempre pálido do loiro ao notar o olhar angustiante e de certo pânico do sonserino – Draco, está tudo bem? – perguntou por fim, o olhando nos olhos, tentando entender o que acontecia com ele.

No entanto da mesma forma que estava o conhecendo melhor e o desvendando, Draco também era capaz de se esconder, ficando inacessível por determinado tempo.

— Sim, eu estou bem! – responde friamente, tirando as mãos dela, do seu pescoço, a olhando por um longo tempo. Que Merlin, tivesse compaixão da sua alma, naquele momento e em diante. Afinal, enfim percebeu que caiu na armadilha dela. Hermione conseguiu por fim, tê-lo.

— Tem certeza? – perguntou, o sentido distante e frio de repente e ele apenas afirmou com a cabeça, antes de beija-la de uma maneira urgente e desesperadora.

E Hermione retribuiu o beijo, com a mesma urgência, tentando fazê-lo entender que o queria, apesar de todas as consequências que viriam diante do envolvimento dos dois, perante todos.

Ao final do beijo, Hermione o abraço com força e Draco retribuiu o abraço, tentando de uma maneira desesperada conseguir se agarrar ao primeiro sentimento bom que surgiu em sua vida. Era tudo tão complicado, mas ao mesmo tempo tão bom e único com aquela grifinória ao seu lado.

Algum tempo depois, Hermione se despediu e seguiu para o salão da grifinória e Draco para as masmorras. Quando entrou na casa das serpentes, rapidamente notou o olhar malicioso de algumas garotas, mas as ignorou completamente e puxando Theodore pelo braço, arrastou o amigo para o seu antigo quarto.

Depois de lançar o feitiço silenciador, começou a jogar as almofadas e tudo que via pela frente em Nott, enquanto o mesmo tentava se desviar e só algum tempo depois, começou a devolver os objetos.

— Qual é o seu problema, hein? – perguntou jogando a almofada no amigo, que desviou e devolveu a almofada.

— Meu problema foi te escutar, seu idiota – o xingou e gritou ao mesmo tempo – Me incentivou a investir na Granger e por sua causa, eu estou assim – afirmou – Será que você não podia simplesmente dizer que era errado eu me aproximar da garota e que eu não era digno de estar próximo depois de tudo que causei a ela? – perguntou, fazendo os travesseiros, o atingirem com ainda mais força.

Theodore o escutou em silêncio. Draco nunca se achou inferior a alguém e agora afirmava ser inferior a garota que sempre humilhou e desprezou por muitos anos.

— Porque é tão difícil admitir que sente atração por ela? – perguntou por fim, quando o mesmo, cessou a seção de travesseiros voadores.

— Eu não sinto atração por ela – garantiu, o olhando mortalmente e furiosamente – Eu estou apaixonado por ela, satisfeito Nott? – confessou, se virando e dando um murro no espelho que quebrou e em questão de segundos, seu sangue começou a escorrer por entre seus dedos, sujando o espelho inteiro.

Theodore escutou a confissão de Draco estático e totalmente petrificado. Draco Malfoy amava Hermione Granger. O sangue-puro, amava a nascida trouxa, a sangue-ruim.

— Isso é maravilhoso, cara – disse depois de algum tempo – Vem, vamos cuidar desse machucado – completou, o puxando para a cama, analisando o machucado e depois de usar um feitiço, limpou e enfaixou a mão do amigo, enquanto Draco se manteve em silêncio – O que vai fazer agora? – perguntou por fim, o olhando nos olhos.

— Me afastar dela, por enquanto – disse decidido. E quando Nott tentou intervir, o herdeiro dos Malfoys se mostrou convicto em sua decisão – Posso ficar por aqui alguns dias? – perguntou, tentando encerrar o assunto e sem alternativa o amigo encerrou a conversa e permitiu a estadia do loiro em seu quarto, mesmo nem um pouco satisfeito com a decisão de Draco.

E ao fim da tarde, ambos arrumaram a bagunça do quarto e seguiram para o salão principal. Rapidamente os olhos cinzas, encontraram Hermione conversando animadamente com a Weasley.

Theodore olhou na mesma direção que ele olhava e deu um sorriso triste, diante do olhar tão sofrido do amigo. Draco parecia relutante com sua própria decisão, mas sabia que ele não voltaria atrás em suas palavras.

E com passos firmes, o loiro se sentou na mesa, evitando olhar para a mesa, onde a grifinória estava, mesmo sofrendo por conta da sua escolha infeliz.

(...)

Hermione olhava para a porta do dormitório, em cinco e cinco segundos, enquanto lia um livro qualquer em uma tentativa de se entreter-se enquanto esperava, mas algo dentro de si, se remexia a incomodando, a deixando angustiada e preocupada com a demorar do sonserino.

Quando 30 minutos já tinham se passado, desde o horário do jantar, se levantou determinada a procura-lo, até que uma coruja bicou a janela, lhe chamando a atenção e permitido a majestosa coruja de adentrar no dormitório, Hermione pegou a carta e rapidamente, reconheceu a letra bonita e elegante de Draco, que escreveu para si.

“Granger.

Eu vou ficar dormindo no dormitório da Sonserina por alguns dias, não se preocupe comigo.

Draco Malfoy”

A mesma releu as poucas palavras do loiro mais uma vez, tentando interpretar as verdadeiras intenções por detrás da decisão do mesmo e como se tivesse levado um tapa no rosto, finalmente entendeu.

Draco estava mais uma vez, a afastado de si. Criando muralhas entre eles mais uma vez. E não lutando contra as lágrimas, as deixou cair por seus olhos, enquanto tentava se concentrar no futuro.

“Anthony, Draco, Anthony e Draco”.

Os nomes deles se repetiam em sua mente, várias e várias vezes em uma tentativa de manter a calma e ter forças suficientes para aguentar todos esses momentos difíceis que tinha que passar.

Sorriu triste, enquanto enxugava as lágrimas, relembrando o que fez o marido passar quando esteve no futuro. Isso não era nada, comparado a forma que o rejeitou, lhe deu um tapa na cara e para agravar a circunstância, ainda foi capaz de beijar Ronald, o traindo abertamente.

Em meio ás lamentações, se levantou e seguiu para o quarto de Draco, aonde desabou na cama, se acalmando ao sentir o perfume dele, a aquecendo, lhe dando forças para prosseguir firme em seu propósito.

Desceu para o café da manhã, desanimada e sorriu por um momento ao encontrar Ginny e Luna na mesa, comendo animadamente enquanto conversavam e com um pouco de esforço, conseguiu participar da conversa das amigas.

— Qual é a primeira aula do dia? – Ron perguntou, enquanto tinha a boca cheia de comida. Algumas coisas não mudavam, a fome infinita de Ronald continuava e o desprezo de Draco também. Essa última afirmação fez seu coração se apertar.

— Sonserina – Harry respondeu, fazendo uma careta, sendo acompanhado por muitos, menos por Hermione, afinal iria poder finalmente ver Draco, mesmo que não da forma que desejava.

Depois da refeição, os amigos seguiram para as masmorras, muitos alunos ainda estavam fora da sala, pós ainda tinham algum tempo livre, antes do início da primeira aula e notado que Draco não estava ali, a castanha deu uma desculpa qualquer e adentrou na sala, o encontrando a alguns metros, tirando os livros da mochila.

Ela estava aborrecida com a atitude dele e iria questiona-lo com toda certeza, todavia toda a raiva sumiu, quando seus olhos recaíram sobre a mão do mesmo, enfaixada com algumas machas de sangue visíveis, por conta do esforço que Draco fazia no punho ferido.

Com passos rápidos, se aproximou esquecendo que alguns alunos já estavam dentro da sala de aula.

— O que foi isso na sua mão? – o perguntou, segurando a mão de Draco, analisando o machucado, atentamente.

— Eu estou bem, não se preocupe! – disse, tentando puxar sua mão do aperto de Hermione mas ela o manteve presa, olhando o machucado com extrema preocupação.

E ele sentiu seu coração se derreter e a culpa o consumi-lo ao ver o olhar tão cheio de preocupação que ela lhe dava, neste momento. Merlin, ele só a afastava e ela ainda queria estar próxima. Aquela garota estava mudando toda sua vida.

— Como eu não vou me preocupar, Malfoy – disse, começando a tirar o esparadrapo da mão dele – Esse machucado não estava ai, ontem à tarde – completou, vendo o estrago que estava a mão dele, tocando com cuidado na parte inflamada.

Hermione e Draco estavam tão envolvidos um no outro, que não notaram milhares de olhos presos a eles, chocados demais com a situação. Afinal, Draco Malfoy estava machucado e Hermione Granger estava mostrando preocupação e ainda analisava o ferimento, tentando ajuda-lo.

— HERMIONE! – a voz de um Ronald furioso, os despertou e guiando os olhos, ambos perceberam que todos praticamente todos, os olhavam chocados, que dizer, menos um certo sonserino que sorria discretamente, um pouco afastado.

Constrangida, Hermione enfaixou o machucado do loiro e se afastou um pouco dele. Draco também estava constrangido com a situação, todavia conseguia manter a postura, diferente da garota, que parecia uma tomate de tão vermelha que estava.

— Você deveria ir a enfermaria cuidar disso, Malfoy – disse por fim, caminhando para a algumas fileiras a frente da sua.

— Senhorita Granger – o professor Flitiwick, a chamou, fazendo a mesma se virar para olha-lo – 10 pontos para a Grifinória por deixar a rivalidade de lado e se preocupa com um colega – explicou sorrindo – Agora todos se sentem, vamos começar a aula! – finalizou, e aos poucos, os alunos foram se sentando, ainda cochichando por conta da situação.

Ginna se sentou ao seu lado, a olhando profundamente. Tentando entender o que estava acontecendo com Hermione, afinal ela estava mostrando preocupação com o garoto que sempre á humilhou e a perseguiu anos sem fim por Hogwarts.

— O que foi isso? – perguntou, não conseguindo se manter calada por muito tempo.

A grifinória apenas suspirou forte, ciente do olhar de todos sobre si. Por Merlin! Será que eles não podiam ao menos disfarçar melhor.

— Eu só me assustei com o machucado dele – disse uma meia verdade, a olhando por um momento, antes de voltar a olhar para o quadro, escrevendo o que o professor escrevia também.

— Você parecia preocupada demais – afirmou – Do jeito que você estava parecia que ele tinha levado uma facada ou algo do tipo – completou o pensamento e quando tentou continuar a questiona-la, o professor chamou a atenção de Ginny e Hermione agradeceu mentalmente por isso.

Draco olhava para o ferimento, relembrando do olhar tão preocupado e tão amoroso que ela tinha sobre si. A única mulher capaz de lhe mostrar tanto amor assim, foi sua mãe e agora, Hermione Granger o olhava assim também.

Pansy e alguns alunos tentaram falar com ele, mas o loiro apenas se desviou deles e seguiu para fora da aula, o mais rápido possível.

Precisava pensar e se acalmar de alguma maneira. E sabia de que maneira se acalmaria.

(...)

Theodore encontrou Draco no campo de Quadribol, sentado nas arquibancadas e ao se aproximar notou algumas garrafas de Whisky de fogo ao redor dele, enquanto o mesmo observava o céu escuro, porém com algumas estrelas presentes.

— As estrelas me lembram a Granger – ele comentou, sorrindo triste enquanto bebia um pouco mais do Whisky.

Theodore o olhou, pegando a garrafa, a bebendo também. E agradeceu por conseguir segurar o riso que queria brotar em sua boca.

Por Merlin, Draco estava bêbedo e se confessando por Hermione Granger.

— Porque? – perguntou – Porquê lembrar a Granger? – completou a pergunta, esperando o amigo reponde-lo.

Draco olhou para o céu mais uma vez, erguendo um abraço para o céu, como se tenta-se pegar as estrelas que brilhavam.

— Porquê são lindas e inalcançáveis! – comentou, bebendo um gole generoso da bebida que já começava a fazer efeito – São capazes de nós fazer sonhar e desejar algo, mas não de realizar nossos sonhos – finalizou, fechando os olhos por um longo momento.

— Ela é alcançável para você – Nott respondeu firme – Com o que eu puder ver hoje. Ela é sim alcançável para você, Draco – disse, recordando da cena na sala de aula.

— Sinto falta dela – confessou – Meu Merlin, Nott. Como eu não percebi que estava me apaixonado por aquela garota? – perguntou para o amigo, o olhando profundamente, esperando que o amigo pudesse responder essa pergunta.

Theodore sorriu.

— Ninguém sente ou sabe quando está apaixonado ou quando está se apaixonando, cara – respondeu – Ninguém escapa desse momento. Nem mesmo o grande Draco Malfoy – completou, dando uns tapas confortantes nas costas do loiro.

— Ela vai passar pelo inferno se ficar comigo, Nott! – confirmou – Vão julgá-la, afasta-la e até mesmo despreza-la por minha causa – completou, trincando os dentes, já imaginando tal situação futuramente.

— Acho que ela já sabe disso, Draco. Você esqueceu que ela é a garota mais inteligente da nossa geração? – perguntou, brincando – A Hermione já está ciente disso e mesmo assim quer ficar com você – completou, ciente de que a grifinória retribuía os sentimentos do herdeiro dos Malfoys.

— Hermione? Desde de quando a chamar pelo nome? – perguntou, sorrindo para o amigo. Era incrível, como Nott era capaz de tentar fazê-lo ver o lado bom das coisas, mesmo ele não acreditando muito nisso.

— Ora essa, vocês vão ser um casal e eu tenho total direito de chama-la pelo nome, afinal ela vai namorar com meu melhor amigo, né? – brincou de volta, sorrindo – Até que vocês ficam bem juntos – comentou – Merlin, bem até demais – completou, urrando de fingimento.

E Draco sorriu, gargalhou verdadeiramente para o amigo. Nott estava certo, eles ficam bem juntos.

— Um filho nosso seria um gênio, hein? Um prodígio – disse rindo, bebendo.

Nott revirou os olhos, mas de alguma forma, o loiro estava certo. Hermione Granger era bastante inteligente e Draco não ficava para trás. Um filho deles, tinha tudo para ser praticamente um gênio.

— Filho? Já pensando nos filhos? Ora essa, que mesmo ser prender a ela, hein? – provocou o amigo, bebendo também.

— Anthony – disse ficando de pé, se sentido tonto – Merlin, acho que bebi demais – confessou, respirando fundo tentando enxergar melhor – Vem vamos voltar para o dormitório – chamou Nott e ajudando Draco, ambos seguiam pelos corredores, tentando não fazer barulho, afinal já passava da hora de recolher.

(...)

Hermione seguia pelos corredores ao lado de Luna e mesmo ciente de que a loira já sabia das fofocas que se espalhou por toda Hogwarts, por conta do que aconteceu na sala de aula, a corvina não lhe fez nenhuma pergunta e ela agradeceu mentalmente por isso. Ronald a encheu de perguntas e exigiu que ela se afastasse do Malfoy.

Algo que ela ignorou prontamente.

Uns colegas, a olhavam torto, Ginny estava apenas curiosa e Harry apenas a olhava sem fazer perguntas, como se tentasse entender o que estava acontecendo com a amiga.

E por mais que ninguém lhe pergunta-se nada, se sentia sufocada no salão da Grifinória e por isso, saiu mesmo depois do horário e em determinado momento, encontrou Luna e juntas, caminhavam pelos corredores enquanto conversavam um assunto qualquer.

Estavam prestes a dar a volta, quando o som de risos no corredor chamou a atenção das duas e curiosas, ambas resolveram examinar o que estava acontecendo. Colocando as cabeças no corredor rapidamente, avistaram Theodore Nott e Draco Malfoy se apoiando um no outro, enquanto riam de algo, sem sentido algum.

— Eles estão bêbados – Luna comentou rapidamente e em silêncio, ambas ficaram observando, eles ainda rindo e apontando um para o outro.

— Ohh, isso sim é uma revelação bombástica – Draco disse de repente, parando e olhando o amigo – Lovegood? – disse o sobrenome da loira, que começava a ficar curiosa.

— Sim, eu acho ela uma gracinha – comentou, sorrindo apaixonado – Ela é tão incrível – a elogiou, orgulhoso.

Hermione olhou para Luna, que arregalou os olhos e ficou vermelha de vergonha.

— Deveria se confessar para ela, logo – o loiro o incentivou – Você não tem nada a perder – completou, sorrindo confiante para o amigo.

– No dia que você se declarar para a Granger, eu faço isso okay? – devolveu, irônico.

E foi a vez de Hermione ficar vermelha, diante do olhar significativo e curioso de Luna. Aquelas duas garotas estavam constrangidas demais para perceber a demissão da situação e a verdadeira função das revelações. Ambas tinham nas mãos aqueles dois sonserinos. Os dois sonserinos mais bonitos e mais desejados de toda Hogwarts.

– Granger? – Draco finalmente notou, duas cabeças no corredor e rapidamente reconheceu a garota de cabelos castanhos.

E antes que pudesse fugir, Draco se aproximou rapidamente e ela sentia seu coração sair pela sua boca. A cada passo do loiro, seu coração batia mais e mais depressa.

— Hum, olá Malfoy – respondeu vermelha, sentido o olhar de Luna e Nott sobre eles.

— Nem um abraço? – perguntou, abrindo os braços, a olhando fixamente. Hermione revirou os olhos, diante da ação do loiro. Que dizer que ele bêbado, era carinhoso, entretanto bom se tornava frio e distante.

— Você não merece abraço, Malfoy – respondeu, cruzando os braços, o olhando fixamente, o desafiando.

— Nott, assim fica difícil me declarar – comentou, olhando para o amigo – Ela está arisca comigo – completou, cruzando os braços também, a desafiando – Mais ela é linda de qualquer jeito – a elogiou, sorrindo bobamente para a castanha.

Luna sorriu divertida. Sabia que existia alguém em quem, Hermione estava interessada, mas não imaginou que fosse Draco Malfoy. E para sua surpresa, ele também estava interessado nela.

— Obrigada, Malfoy – agradeceu o elogio – E melhor vocês irem, antes que alguém apareça – sugeriu, querendo fugir das palavras do loiro, afinal estava cada vez mais vermelha.

— Não sem um abraço – disse convicto, se aproximando tentando abraça-la e sem chance de se afastar, Hermione foi envolvida pelo abraço dele.

— Nott, Luna será que vocês podem me ajudar – pediu, enquanto tentava fugir do abraço do mesmo.

— Ahh, porquê? Vocês ficam tão bem juntos – Theodore respondeu sorrindo, mas ao receber o olhar rígido da mesma, resolveu intervir – Vem Draco, vamos para o dormitório – conseguiu afastar o amigo da grifinória.

— Espera, espera – disse, afastando Nott de si, o olhando fixamente – Espere um minuto – pediu, olhando o amigo.

— Porquê? – perguntou, olhando nos olhos de Draco, curioso.

— Theodore – disse o nome do amigo, algo que ele não fazia muito, mas quando o dizia, o assunto era realmente sério.

— Sim? – o incentivou a continuar, vendo o brilho de determinação nos olhos do companheiro.

— Sabe como eu me sinto, não sabe? – perguntou, sorrindo – Espere um pouco, sim? – pediu, dando alguns tapas no ombro em Nott, que sorriu.

— Hunn..., sim eu entendi – respondeu por fim, se afastando e arrastando Luna, junto consigo, deixando Hermione sozinha com ele.

— Onde vocês vão? – perguntou, tentando passar, mas Draco a impediu de fugir e cada vez que ele dava um passo em sua direção, ela recuava um passo para trás, e no fim, estava contra a parede diante dos olhos brilhantes de Draco Malfoy.

Se sentia uma presa, ele o predador faminto.

— Hermione? – a chamou docemente, tocando os ombros dela, fazendo carinho com os dedos, frente a frente com ela.

— O que? – conseguiu perguntar por fim, o olhando profundamente, tentando não se derreter diante do olhar dele. Draco finalmente a chamou pelo primeiro nome.

— Você – disse calmamente – Você é minha – completou, firme mantendo os olhos presos aos dela, sem desviar um segundo.

— O que está dizendo agora? – perguntou, sorrindo enquanto sentia suas pernas ficarem bambas de repente.

— Percebo os olhares dos outros caras em você – afirmou, fechando a cara – E principalmente o olhar do Weasley em cima de você – completou sério. E ele odiava o olhar daquele babaca em cima da sua garota.

Tal revelação pegou Hermione de surpresa. Isso queria dizer que da mesma forma que ela o observava, Draco também fazia o mesmo.

— É com isso que está preocupado? – perguntou, sorrindo – Com os outros caras? – completou a pergunta, sorrindo ainda mais.

— Não, com ciúmes – confessou, a olhando. A grifinória o olhou em total choque. Ele acabará de confessar que estava com ciúmes. Draco estava com ciúmes dela.

— Você é minha! – ele afirmou com os olhos cinzas, brilhando intensamente, enquanto sentia seu coração bater acelerado sobre seu próprio peito.

— E se eu não quiser? – perguntou, apenas o desafiando, o testando.

— Bom, Nott e sua amiga sabem do nosso relacionamento, ainda não definido – disse, olhando onde o amigo e a loira estavam e notou que eles conversavam animadamente, entretanto sempre olhando para onde eles dois estavam.

— Você está me pedindo em namoro, assim? Bêbado? – perguntou, dando um tapa no peito de Draco.

— Claro que não. Isso é mmm... – disse pensando por um momento – Ahh, é! Eu apostei em você – completou, sorrindo para ela – De qualquer maneira, Hermione, eu ganhei você – finalizou, sorrindo orgulhoso.

Hermione o olhava fixamente, totalmente chocada. Merlin, aquele sonserino era um infeliz, mas que estava correto. Sua missão era conquista-lo e conseguiu, mas ele a conseguiu mais uma vez, de novo.

— HERMIONE, VOCÊ É MINHA! – gritou tombando para trás, e sua sorte foi que a grifinória conteve sua queda. Luna sorriu e Nott também, enquanto corriam para ajudá-la a segura-lo.

— Fale baixo, Draco. – pediu ciente do horário – Já passou do horário e melhor irmos logo – sugeriu, enquanto segurava o mesmo como Nott.

Até que a voz do zelador se fez presente e decidiram correr para o dormitório que Draco e Hermione dividiam, pós estavam mais próximo do aposento, e então os quatros saíram correndo.

Draco segurando a mão de Hermione e Nott a de Luna. Apesar do momento tenso e preocupante, os quatros sorriam, ao mesmo tempo que sentiam seus corações baterem fortes sobre seus peitos.

Notas finais
Olá de novo minhas leitoras. O que acharam do capitulo? Me contem tudinho o que sentiram, o que mais gostaram, o que esperam para os próximos capítulos, ou seja? TUDINHO. Detalhe por detalhe. Estou aberta a críticas, elogios, dicas, sugestões, fiquem a vontade. Beijo e até breve.