“O Futuro” - Dramione
7 " O Sexto dia - O Convite "
Notas iniciais
Enquanto regressavam para casa, o único que falava dentro do carro empolgado com os brinquedos que adquiriu na loja dos Weasleys, era Anthony. O menininho estava tão empolgado, que não notará os dedos cerrados do pai, no volante e o maxilar trincando em uma linha rígida. Draco estava furioso.
E sua mãe, que olhava através da janela, lutando contra as lágrimas que queriam escorrer por seus olhos. Ver Ronald mexeu consigo, de uma maneira absurda, mas não sabia se sentia saudades do ruivo, ou culpa por encontra-lo, casada com outro homem e com um filho.
Um filho com Draco Malfoy.
Lembranças do passado vieram a sua mente. Ela e Ronald em uma determinada noite, conversavam sobre o futuro deles e filhos em um determinado tempo, uma casa grande, e um quintal, estavam nos planos de ambos.
— Papai, podemos parar no McDonald’s? – perguntou o garotinho, ciente de que logo mais passariam pela lanchonete, que ficava no caminho de casa.
— Acho melhor deixar isso para uma próxima vez, filho – Draco sugeriu ciente da tensão que ele e Hermione passavam no momento e sabiam que não conseguiria agir normalmente agora, principalmente depois de flagrar a esposa de intimidade com Ronald Wealsey.
Hermione notará a tristeza do filho e ciente de que precisava concertar as coisas, intercedeu pelo filho.
— Vamos lá, Draco. Faz algum tempo que não vamos McDonald´s, por que não? – perguntou sorrindo, tocando no braço do mesmo, contudo o loiro desviou o olhar.
Draco estava magoado, triste e tenso com a aproximação deles. Mas jamais negaria o pedido do filho e da esposa, e rendido mostrou a seta para o carro que vinha trás, e guiou o carro para o McDonald´s, recebendo um grito feliz de Anthony.
Depois de descerem do carro, Anthony seguiu na frente feliz e logo atrás, a tensão beirava de uma forma que poderia ser cortada com uma faca.
— Você poderia ao menos fingir que não estamos distantes? – a castanha sugeriu, vindo um pouco atrás, enquanto ambos adentravam no estabelecimento.
O loiro parou de repente, se virando para olha-la nos olhos. Hermione engoliu em seco. Os costumeiros olhos cinzas que deixavam claro o desprezo que sentia por ela, estavam de volta e agora a olhava fixamente.
A mesma prendeu a respiração; não era o doce e mudado Draco Malfoy, era o Malfoy. O Malfoy que a desprezava, que a tratava com inferioridade.
— E você, não poderia fingir melhor naquela maldita loja? Flertar com o Wesley na frente do nosso filho, foi demais Granger – a acusou, falando com desprezo e raiva – Agiu feito uma adolescente boba, diante do primeiro amor, patético – completou a olhando de cima a baixo, como se tudo nela fosse motivo de desprezo.
— Você falou certo, Malfoy. Ronald é meu primeiro amor e sempre vai ser – afirmou – Você o afastou de mim, mas meu amor por ele, continua intacto – completou, passando por ele com raiva.
Ele a tirava do sério. Da mesma forma que a enlouquecia com suas palavras de desprezo, com seus olhos cinzas, também a enlouquecia com beijos intensos, com seus toques. Era tudo sempre tão intenso com o sonserino.
Hermione foi auxiliar o filho a escolher o que queria comer e se juntou a ele na farra, esquecendo por alguns momentos, os olhares furtivos do loiro em cima de si.
No final do dia, Anthony os convenceu a dar uma passada na casa dos avôs e depois de deixar a esposa e o filho, com os sogros, o loiro conseguiu arrumar uma desculpa qualquer, saindo alguns minutos depois.
(...)
Draco guiava o carro por Londres trouxa, enquanto a imagem de Ronald Weasley tocava sua esposa, lhe vinha á mente. Acelerava o carro, tentando fugir da lembrança, da sensação de perda, de fracasso, que tornava tudo dez mil vezes pior. Nem mesmo a marca horrenda que ainda trazia em seu braço, se comparava ao peso de sentir que poderia perder a esposa a qualquer momento lhe causava.
Deixou o carro, no estacionamento e seguiu para o mundo bruxo. Gostava do mundo trouxa, mas nada se comparava as cervejas amanteigadas e aos os uísques de fogo do seu mundo bruxo.
Adentrou no recinto, se sentando em uma mesa distante e rapidamente, o barmen se aproximou, o reconhecendo, afinal fazia algum tempo que Draco não adentrava naquele lugar.
— Como vai, Draco? – perguntou sorrindo de lado. Ele sabia a causa iminente por ele estar naquele lugar de novo – Brigou com a patroa de novo? – completou a pergunta, colocando o copo de uísque em cima da mesa, colocando o líquido em seguida.
— Mais ou menos, isso – explicou, bebendo tudo de uma vez – A última vez que estive aqui, foi no meu aniversário de casamento, que a propósito acabei esquecendo na ocasião – completou, ele próprio pegando a garrafa das mãos de Luke, e enchendo o copo.
— Ohh, ainda não fizeram a pazes? – perguntou se sentado em frente ao loiro.
Lembrava a noite que o poderoso Draco Malfoy, um homem casado e totalmente apaixonado pela esposa, adentrou no recinto, há algumas semanas antes, infeliz e derrotado. Ele como muito homens, esquecerá data de casamento, resultando em uma esposa revoltada, magoada e um homem também arrasado por esquecer tal data tão importante.
— As coisas se complicaram de uma maneira horrível, Luke – explicou, lembrando a discussão daquela noite.
“Flash Black”
O loiro teve um dia difícil, pois as empresas Malfoys fechariam um contrato milionário com o hospital do mundo bruxo e por esse motivo, acordou cedo demais, não viu a esposa e nem o filho. O que lhe deixou bastante chateado.
Nunca deixou o trabalho à frente da família, contudo naquele dia em especial, esperava fechar o contrato e programar férias em família, para algum lugar do mundo. E por conta da tensão que passava na empresa, esqueceu que há cinco anos atrás, naquele mesmo dia, se casará com Hermione Granger.
Quando chegou em casa exausto, encontrou a casa iluminada com velas, e uma Hermione belíssima em um vestido preto e branco, que realçava seu corpo e sua beleza, a sua espera na cozinha, com um jantar delicioso sobre a mesa.
— Nossa você está linda – a elogiou, puxando-a de encontro ao seu corpo, beijando ela com sensualidade. – E cheirosa – comentou, descendo os beijos pelo pescoço, o cheirando.
Hermione sentiu o corpo estremecer diante dos toques do marido, era sempre assim. Seus dedos se entrelaçaram sobre os cabelos loiros de Draco, enquanto pressionava seu corpo contra o dele. Pelo que parecia, o jantar ficaria para depois.
— Isso tudo é saudade? – perguntou, voltando os lábios para a boca, dele. Draco a enlouquecia e a levava ao limite da paixão. E ela adorava isso.
— Muita e muito mais, pode apostar – ele comentou – O que estamos comemorando? – perguntou, mordendo o lóbulo da orelha dela.
Hermione travou o corpo e o empurrou para longe de si. Ele não seria capaz de brincar com algo tão sério e tão especial para ambos.
— Como assim, o que estamos comemorando? — perguntou o olhando fixamente – Draco, isso não tem a menor graça – acrescentou, procurando algum indicio de que ele estava brincando, contudo o olhar perdido dele, mostrava que não estava.
— Eu realmente, não faço ideia, querida – explicou, tentando lembrar o que a esposa pretendia comemorar e então, gemeu frustrado ao finalmente recordar o que Hermione pretendia comemorar – Hermione, eu sinto muito de verdade – pediu desculpas, tentando se aproximar da esposa, contudo ela se afastou.
— Você esqueceu! E eu aqui achando que você tinha fingindo esquecer – disse, o olhando profundamente magoada – Esqueceu o dia tão importante para nós dois! – completou saindo da cozinha, seguindo para o quarto, totalmente magoada com o marido.
Draco seguiu atrás, chamando-a pelo nome, enquanto ela começava a subir as escadas. – Hermione, nós podemos sair agora e comemoramos. – sugeriu parado na ponta da escada.
— Não é a mesma coisa, Draco – afirmou, parando e voltando os olhos para olha-lo nos olhos – Nesse momento, eu desejo nunca ter te reencontrando naquela cafeteria – completou, subindo as escadas, deixando o sonserino para trás, mexido com as palavras dela.
“Fim de flash Black”
Draco fechou os olhos com força, ciente que desde o momento que Hermione lhe disse aquilo, seu pedido foi atendido. E em algum lugar do passado, o reencontro entre eles, talvez não acontecesse.
E ele sabia o que aconteceria com o ele, do passado. Um casamento arranjando, sem amor, sem Anthony e sem Hermione Granger, como sua esposa e mãe do seu filho.
Em algum momento da noite, seu celular tocou o som da chamada afirmava que era Hermione, contudo não queria falar com ela, pois correria o risco de finalmente explodir ao falar com a esposa.
— Merlin, a que ponto cheguei – murmurou, começando a ver tudo embaçado ao seu redor.
Uma mulher elegante se aproximou, se sentando em frente ao loiro que a olhou, esquisito. Aquele não era o tipo de lugar que Draco Malfoy esperava encontrar Astória Greengrass.
— Brigou com a esposinha, Draco? – perguntou com deboche, chamando o garçom, que rapidamente atendeu ao pedido da senhorita.
— Me seguindo, Astória? – devolveu a pergunta, enchendo o copo – Meus pais ainda insistem que eu deveria estar casado com você? – indagou mais uma vez, sorrindo ao ver o olhar triunfante da mulher se desarmar com facilidade.
Narcisa e Lucius Malfoy, ainda tinham em mente, que o único filho, apenas se relacionou com Hermione Granger para se vingar. E ambos pensavam que essa vingança pessoal já estava passando dos limites, afinal agora eram avôs de um garotinho de 3 anos. E lá no fundo, ambos mesmo que não admitissem queriam conhecer e pode conviver com Anthony.
Narcisa encontrou o neto, na casa da irmã Andrômeda, há alguns meses quando foi fazer uma visita a irmã e não conteve as lágrimas ao ver o menininho tão de perto, finalmente. Contou ao marido sobre o encontro e mesmo diante do olhar duro de Lucius, sabia que o marido estava feliz por ter notícias do seu primeiro neto, finalmente.
E na semana seguinte, ficou surpresa ao encontrar um envelope em cima do escritório do marido. E seu conteúdo lhe fez chorar. Fotos de Draco, Hermione e Anthony se encontravam dentro do pequeno envelope e em especial, várias de Anthony brincando no balanço, de bicicleta e indo para a escola trouxa também.
Finalmente, Lucius começava a tentar se aproximar do neto, mesmo que secretamente.
O loiro tentou dispensar Astória, contudo não podia simplesmente expulsar a moça da mesa e por fim, aceitou a companhia da quase esposa até altas horas da madrugada e no final, acompanhou-a até a casa da mesma, recusando o convite da morena para adentrar no seu apartamento.
Sabia muito bem, o que ela pretendia, contudo era um homem fiel. E o amor que sentia pela castanha era mais forte que tudo esse momento ruim que estava enfrentando, infelizmente. Quando chegou em casa, fez o mínimo de barulho possível e por momento, decidiu dormir no quarto de hóspedes. Queria evitar deixar vim à tona a raiva que estava sentido dentro de si e acabar explodindo com ela.
(...)
Hermione estava furiosa com o marido. O mesmo não atendeu nenhuma das suas ligações. E ainda por cima, não dormiu em casa. Quando acordou cedo para preparar o café da manhã, encontrou a porta do quarto de hóspedes aberta e rapidamente, o avistou deitado.
E toda raiva que sentia se esvaziou do próprio corpo ao encontrar Anthony deitado sobre o loiro, enquanto os braços fortes do pai, o mantinha seguro em seus braços. Tal cena aqueceu seu coração e em silêncio, desceu as escadas e aos poucos conseguiu preparar um café da manhã decente. 20 minutos depois, Draco e Anthony desceram já tomados banhos e cheirosos.
Em silêncio, Hermione observou o loiro ingerir uma aspirina, antes de se sentar em frente a ela, contudo não a olhou, apenas murmurou um bom dia, seco.
— Papai, por que o senhor dormiu no quarto de hóspedes? – perguntou de repente, olhando para o pai e para a mãe.
Draco e Hermione engoliram em seco. Não queriam que Anthony se entristecesse ou suspeita-se de algo. A Grifinória tentava formular uma explicação, contudo nada lhe vinha á mente.
— Sua mãe estava em um sono tão bonito, que eu não quis acabar por acordá-la, filho – explicou piscando para o garotinho – E você sabe como sua mãe ficar quando a acordamos, não é? – brincou, fazendo o filho sorrir junto consigo.
E aliviada, Hermione notou que o garotinho finalmente deu por encerrado o assunto. Uma coruja adentrou na cozinha e pegando rapidamente o bilhete, a castanha reconheceu a caligrafia, como sendo de Molly Weasley, os convidando para um jantar.
E pela carta, ela deixava claro que já estava na hora deles fazem uma visita. E informou que Harry, Ginna, James, Albus, Ted, Andrômeda e o restante da família Weasley estariam presentes. Era um jantar em família.
Draco ouviu aquelas palavras com desgosto. Gostava de Molly, Arthur, todos os Weasleys, tirando Ronald, mas algo dentro, em seu interior lhe alertava do perigo eminente que estava prestes a correr.
Tentou persuadir a esposa a recusar o convite, no entanto ela estava decidida a ir, afirmando que queria ver Molly e o restante das pessoas. Se dando por vencido, o loiro aceitou, a puxando para um abraço, sentindo que esse jantar, iria mudar tudo entre eles para sempre.
— Draco? Está tudo bem? – ela perguntou, o abraçando de volta. A forma frágil que ele se mostrava, á preocupava um pouco. Nunca imaginou ver Draco Malfoy tão desarmado assim.
— Só tenha cuidado, Hermione – pediu a abraçando forte, sentindo a fragrância de morangos que vinha do corpo dela. – Só tenha cuidado, com quem você, deixa se aproximar – completou, se afastando, seguindo para o andar de cima, para se arrumar e seguir sua rotina normal, antes do jantar na casa dos Weasleys.
Hermione sentiu o peso das palavras do marido, apesar disso estava decidida a ir ao jantar. Queria ver todos, juntos mais uma vez. E por fim levou Anthony até a escolinha e seguiu para o Ministério da Magia, ansiosa com o jantar e o reencontro com a família Weasley.
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