O Filho Do Chefe

3 Humilhação


Notas iniciais
Oii! Aqui está mais um capítulo.
Agradeço a todos que estão acompanhando, isso me deixa muito feliz!!

Eu realmente devo estar muito desesperado, eu estava seriamente considerando a proposta dele. Perguntava-me o que era mais importante, a saúde de minha mãe ou meu orgulho tolo? Sabia que se aceitasse iria ser ainda mais humilhado por ele, porém eu precisava de dinheiro urgentemente, ou seja, eu sabia das consequências.

- E-Eu aceito- Falei firme- Mas tenho algumas condições...

Ele veio para frente do banco e me deu um tapa no rosto, involuntariamente coloquei minha mão onde ele havia me atingido, levantei a cabeça fitando-o cheio de ódio.

- Você não está em condições de impor nada, as coisas serão do jeito que eu quero. Acho bom prestar atenção, pois não vou repetir. Em primeiro lugar refira-se a mim como Mello. = Ele deu uma pausa. — Em segundo lugar, tome — Ele disse e estendeu a mão com um objeto, peguei o objeto de sua mão e vi que era um celular. Olhei curiosamente pra ele.

- Pra que isso?

- Quando esse celular tocar significa que eu estou o chamando, você terá que vir imediatamente, não irei tolerar atrasos. — Deu uma pausa e então continuou — Eu serei sua prioridade máxima, quando eu chamá-lo não importa o que esteja fazendo quero que venha até mim. Se fizer tudo isso certinho e obedecer minhas ordens a saúde de sua mãe estará garantida. Entendeu?

Fiz que sim com a cabeça, essa proposta não me agradava nem um pouco, mas eu não tinha outra saída.

- Espero que tenha entendido mesmo, Matt — Ele deu um sorrisinho cínico e saiu me deixando sozinho observando o celular que acabará de receber.

Pouco tempo depois me levantei e fui para casa, estava tão distraído que acabei por esbarrar na Sra. Miller.

- D-Desculpa Sra. Miller — Pedi

- Tudo bem Matt — Ela deu um sorriso e continuou com seu caminho, porém se virou me fitando — Matt... sinto muito pela sua mãe...deve estar sendo difícil pra vocês, mas...ela irá continuar com o tratamento, certo?

Forcei um sorriso e respondi que sim, embora estivesse aliviado por arrumar uma forma de pagar o tratamento estava com receio de onde havia me metido, se eu já era humilhado por Mello sem ter que obedecê-lo, o imagine ditando as regras. Eu não queria nem imaginar.

Caminhei em direção ao meu quarto, quando encontrei com minha mãe limpando um corredor.

- Oi mãe – Falei animadamente

- Matt – Ela deu um sorriso caloroso – Era com você mesmo que eu precisava falar! Venha aqui – Ela falou indo em direção ao quarto, eu a segui. Quando entramos ela se dirigiu até sua cama e tirou de baixo do travesseiro um embrulho, ela virou para mim com os olhos brilhando.

- O que é isso mãe?

- Seu presente querido, eu sei que está atrasado, mas é de aniversário – Ela me entregou o embrulho que eu abri delicadamente, segurei um grito de alegria quando vi o que era. Um PSP, que eu desejava há séculos, pode ser uma coisa insignificante para muitos, porém era o meu sonho de consumo, posso não ter mencionado antes, mas sou viciado em jogos eletrônicos. Pulei no pescoço de minha mãe a abraçando.

- Obrigado, obrigado, obrigado... — Dizia isso enquanto distribuía beijos em seu rosto sorridente. Quando passou meu ataque voltei novamente para a realidade, um PSP era caro, ela não deveria ter gastado tanto dinheiro com isso.

- Mãe... — Comecei a falar, todavia fui interrompido.

- Matt, não começa, é um presente de aniversário, por favor, aproveite-o e para de se ficar se preocupando com outras coisas. Você merece. – Ele me deu um beijo na testa e saiu para continuar com seu serviço.

Sentei na cama feliz da vida e comecei a jogar, estava tão entretido que perdi a noção do tempo, só fui recobrar a consciência quando ouço algo tocar. Comecei procurar de onde vinha o barulho até perceber que ele vinha do meio das minhas cobertas, era o celular que Mello havia me dado. Atendi.

- Esteja no meu quarto em 2 minutos. – Falou uma voz áspera e desligou.

Dei um suspiro, guardei meu PSP no bolso de minha calça (Claro, agora não iria desgrudar dele um minuto sequer.) e me dirigi para o quarto dele, melhor dizendo, para a sala de tortura.

Bati na porta três vezes, como sempre não houve resposta, talvez ele preferisse que as pessoas fossem diretas e entrassem sem aviso prévio. Entrei no quarto e vi que ele estava deitado na cama lendo um mangá com uma barra de chocolate ao lado.

- Me chamou? – Perguntei cauteloso

Ele nem se limitou a olhar, continuou ignorando a minha presença.

- O que você deseja? – Queria acabar logo com isso, sabia que mais cedo ou mais tarde seria humilhado, então optei por mais cedo.

- Nada – Ele respondeu, percebi que ele tentava abafar o riso.

- Porque me chamou então?

- Só para ver se você viria igual ao cachorrinho, agora pode ir. – Falou me desprezando.

Como assim? Não acredito que vim até aqui para nada, embora um lado meu estivesse aliviado o outro estava fervendo em ódio, como eu queria enfiar a cara dele no livro. Arg, que ódio.

Voltei para o meu quarto e continuei o que estava a fazer, não tinha passado nem dez minutos quando o celular tocou de novo, mais uma vez atendi e ele me mandou ir ao quarto. Enquanto ia, ficava resmungando e o xingando mentalmente de todas as ofensas que conhecia, aquele loiro abusado, arrogante...

Dessa vez não me dei ao trabalho de bater na porta, simplesmente entrei, ele estava exatamente há como dez minutos atrás.

- O que deseja? – Perguntei secamente.

Ele me olhou por trás dos ombros e deu um sorriso antes de falar.

- Quero que pegue o próximo volume do mangá pra mim que está dentro dessa gaveta. – Ele apontou para uma gaveta que estava ao seu lado, ele a alcançaria sem nenhum esforço. Pude sentir meu rosto arder, andei até a gaveta e peguei o mangá, entreguei a ele com uma cara que daria medo em qualquer um, menos nele claro, o mais diabólico de todos.

- Muito bem. – Ele sorriu de canto. Estava com a mão na maçaneta quando o ouço me chamar.

- Matt...

- Sim? – Respondi me virando.

- Pega – Ao dizer jogou algo em minha direção, o peguei no ar. O fitei furioso, ele tinha jogado aqueles biscoitinhos que os cães ganham de recompensa quando cumprem uma ordem, tive que me concentrar muito para não ir até ele e fazê-lo comer. Sai do quarto sem dizer nada, assim que fechei a porta pude escutá-lo rindo.

Isso passou dos limites, ele me chama apenas por diversão? Apenas para me fazer de idiota? Da próxima vez que ele ligasse eu não iria. Definitivamente não iria.

Tomei um banho para me acalmar. Assim que sai voltei a jogar o meu PSP. Eu assumo, me viciei em poucas horas. Já passava das 21hr, minha mãe ainda não chegará, estava concentrado em meu game até que novamente ouço aquela música irritante, dessa vez não ia atender, iria ignorá-lo completamente. Passado alguns segundos o celular parou de tocar, sorri, sei que amanhã ele iria fazer alguma coisa contra mim, mas hoje eu cansei de ser feito de bobo.

Continuei a jogar tranquilamente até que ouço a porta ser aberta violentamente. Mello adentrará em meu quarto, olhou diretamente para mim e veio em minha direção, estava furioso, fechei meus olhos, esperava receber um soco, mas apenas fui puxado com brutalidade pelo braço, ele estava me arrastando.

- M-Me solta – Tentava me desvencilhar dele, porém ele era muito mais forte do que eu.

- Cala a boca – Foi à única coisa que ele pronunciou enquanto me arrastava em direção a seu quarto. Abriu a porta com um chute, assim que estávamos dentro me tacou na cama. Tentei me levantar, mas ele subiu em mim prendendo minhas mãos sobre minha cabeça.

- Me solta, seu maluco, o que acha que está fazendo? – Perguntei tentando loucamente me soltar.

- Porque me ignorou? – Perguntou sério, embora seus olhos demonstrassem uma fúria imensa.

- V-Você só me faz de bobo – Falei, estava aterrorizado. O que ele ia fazer? Torturar-me? Isso pode parecer coisa de criancinha, mas queria muito minha mãe agora.

- Você é meu bichinho de estimação, e caso não lembre tem que vir todas as vezes que eu lhe chamar, independente do seja. – Ele deu um sorriso malicioso – E dessa vez é algo importante...

Ele se levantou, eu, aproveitando a chance me levantei e tentei fugir, mas fui jogado bruscamente no chão. Ele me olhava com olhos ameaçadores, mas pude perceber certa malicia neles. Ele levou a mão ao zíper de sua calça de couro e começou a abrir lentamente, engoli em seco, o que ele iria fazer?

Abaixou a calça até o joelho e pude notar que certo volume habitava sua box. Veio andando em minha direção, mesmo caído no chão fui me afastando, entretanto a parede me impediu de ir mais longe. Quando estava bem perto de mim, abaixou à box, deixando aquilo... aquilo a centímetros do meu rosto. Eu entrei em choque, ele não poderia fazer isso. Eu não iria fazer isso.

- Chupa – Ele disse olhando em meus olhos, pude notar a voz autoritária.

- N-Não... n-nunca – Antes de terminar de falar ele me segurou pelo cabelo fazendo-me ir em direção ao seu...que estava totalmente ereto. Pude sentir aquilo adentrando minha boca tocando-me fundo na garganta, o que fez com que eu me engasgasse. Ele continuou a mover minha cabeça de encontro a ele enquanto investia furiosamente em minha boca.

- Se você não fizer direito, vai ser pior pra você... e pra sua mãe – Ele completou.

Lágrimas de humilhação e ódio caiam de meus olhos, comecei a fazer o que ele me pediu, eu lambia sutilmente a glande depois passava a colocar na minha boca novamente, pude ver que ele estava sorrindo diante do meu estado de humilhação suprema. Continuei a chupar e lamber até sentir um líquido quente em minha boca, assustei-me com aquilo e me engasguei, deixei que o líquido caísse no chão escorrendo de minha boca.

Olhei para cima e pude ver que ele estava fechando sua calça com um sorriso no rosto. Eu não conseguia fazer nada, estava sem reação, queria fugir de lá e nunca mais olhar para ele, mas não conseguia, a única coisa que consegui dizer foi:

- P-Porque? – Perguntei entre soluços.

- Esqueceu que sou seu dono? Eu mando em você, então sempre que eu desejar terá que me satisfazer.

- E-Eu não sou u-uma p-prostituta.

Ele deu uma gargalhada.

- Você é sim, você fez tudo por dinheiro não foi? – Ele deu uma risada – É isso que você é, uma prostituta barata.

Virou-se para sair do quarto, me deixando caído no chão em um estado lastimável, antes de sair ele voltou e parou na minha frente novamente.

- Antes que eu me esqueça, obrigado pelo serviço – Ao dizer isso tirou um bolo de dinheiro de seu bolso e jogou na minha cara, as cédulas se espalharam pelo chão. Assim que ele foi embora, comecei a recolher o dinheiro, sentia nojo de mim mesmo por estar fazendo isso, mas... eu não tinha outra opção.

Notas finais
Hmmm...acho que no próximo vai ter Lemon...
Por favor, deixem reviews!!!
Beijos, até o próximo capítulo.