O Filho Do Chefe
6 Conflito
Notas iniciais
Era pra mim ter postado esse capítulo ontem, porém aconteceu uma coisa muito chata... Eu quebrei três dedos da mão direita T.T Por isso não sei quando vou poder atualizar a fic, eu juro que estou tentando digitar com apenas uma mão, mas está difícil. Mas prometo que vou dar o meu melhor.
Espero que gostem!
Abri os olhos lentamente, tudo estava tão confuso, aos poucos fui me lembrando do que tinha acontecido. Olhei para a janela que deixava os raios de sol entrar iluminando o quarto. Tentava aceitar com todas minhas forças o ocorrido. Ontem, nesse mesmo quarto, nesta mesma cama, eu havia me deitado com o Mello, mas o que me preocupava era o fato de eu não ter impedido que isso acontecesse, eu havia me deixado levar.
Do meu lado Mello ainda dormia profundamente, seu cabelo estava caindo em seu rosto escondendo-lhe a face, involuntariamente afastei seus cabelos loiros carinhosamente, ele parecia tão calmo quando estava dormindo, nunca o tinha visto assim antes. Não sei por quanto tempo fiquei contemplando-o, porém assim que senti ele se virar na cama levantei rapidamente, queria estar bem longe quando ele acordasse. Vesti minhas roupas e sai do quarto sem fazer barulho.
Fui andando apressadamente para o meu quarto, não me atrevia nem a olhar para os lados. Assim que entrei fechei a porta com força, isso foi o suficiente para acordar minha mãe.
– Matt? — Ela falou se sentando na cama — Onde você estava? — Não havia raiva em sua voz, apenas preocupação.
– Eu? Hamm... — Contar mentiras não era o meu forte, eu sempre me embaralhava todo — Ah, eu... Eu estava com o Mello — Ela me olhou um pouco desconfiada — Ficamos jogando videogame a madrugada inteira. Desculpa por tê-la preocupado. — Completei.
– Tudo bem, só me avise da próxima vez — Ela deu um sorriso no qual retribuí — Aconteceu alguma coisa Matt?
– Alguma coisa? Tipo o que? — Estava assustado, tinha medo de alguém descobrir.
– Não sei, mas seus olhos estão brilhando como se alguma coisa boa estivesse acontecido — Ela disse se levantando, logo em seguida entrou no banheiro me deixando sozinho. Realmente tinha acontecido alguma coisa, mas não considerava isso como uma coisa boa. Ou considerava? Comecei a me lembrar de seus beijos sobre minha pele, estremeci, tentei expulsar esses pensamentos de minha cabeça imediatamente.
Encostei-me na janela observando o jardim, olhei para a piscina e lembrei-me do dia em que Mello me salvou, eu não o odiava mais, não sabia o que estava sentindo era tudo tão complicado. Ouvi algo tocar, esse toque fez com que meu coração saltasse dentro de meu peito. Era ele.
Enfiei a mão em bolso e atendi ao celular, esperava que ele dissesse para ir até o quarto dele, porém ele não fez isso.
– Matt? — Ele me perguntou um pouco baixo.
– Sim? — Foi apenas o que consegui responder, meus batimentos estavam acelerados.
– Desça até a piscina, estarei esperando — Assim que falou desligou o telefone.
Respirei fundo, eu tinha que ir não podia ignorá-lo, não depois de ontem. Sai do meu quarto indo em direção a piscina, assim que abri a porta da frente dei de cara com um homem que nunca havia visto antes. Ele devia ter entre quarenta e cinco e cinquenta anos, tinha cabelos pretos, porém os mesmos continham alguns fios grisalhos, seus olhos eram de um negro profundo.
– D-Desculpa — Pedi timidamente diante do olhar penetrante que o outro me lançava.
– Você é Mihael? — Ele me perguntou.
– Não Senhor, sou Mail Jeevas — Apresentei-me. Ele continuava a me encarar, por algum motivo seu olhar era desconfortável.
– Sou Peter Johnson, é um prazer, Mail — Ao dizer me direcionou um último olhar e entrou na casa.
Fiquei um pouco atordoado com tudo isso e por um instante me esqueci de onde estava indo, porém logo retomei meu caminho. Cheguei à área da piscina, Mello estava encostado na parede parecendo pensativo, comia uma barra de chocolate. Percebendo a minha presença ele levantou os olhos.
– Porque demorou? — Ele perguntou parecendo irritado.
Eu ia responder a pergunta, entretanto antes que fizesse ele me puxou e grudou seus lábios ao meu, não tentei resistir, entrelacei meus braços em seu pescoço, correspondia com a mesma intensidade em que era beijado. Interrompemos o beijo quando ficamos sem ar, apesar disso continuamos abraçados.
– Porque me chamou? – Perguntei com a voz baixa.
– Matt... — Ele sussurrou em minha orelha — Você sente alguma coisa por mim? – Por algum motivo fiquei feliz, mas não respondi, não tinha uma resposta pronta para essa pergunta. Não sabia o que sentia por ele só sabia que não era uma coisa ruim... Ele deu um sorrisinho e completou. – Não precisa dizer mais nada, já entendi.
Ele me soltou e saiu andando, não sei se foi apenas impressão minha, mas ele parecia... chateado? Eu não sabia o que dizer ou fazer, mas não podia deixá-lo ir com esse pensamento, provavelmente ele tinha entendido tudo errado. Segurei a mão dele quando o mesmo passou por mim.
– Mello... Não sei o que eu sinto... Acho que eu gostei de ontem... — Corei ao dizer isso — Mas ainda não sei. — Conclui.
Embora não ter dito nada sua expressão se suavizou, pude vê-lo sorrir de canto quando falou.
– Venha no meu quarto depois, quero te falar uma coisa. — Ao dizer isso foi embora me deixando mais confuso do que antes.
...
Passei a tarde toda em meu quarto, pensava na pergunta que ele havia me feito. O que eu sentia por ele? Fechei os olhos, existiam momentos em que eu o odiava, odiava o fato dele ser tão arrogante e abusado, entretanto por outro lado ele estava sendo gentil, lembre-me do que a Sra. Miller disse uma vez: Que ele fazia essas coisas só para chamar atenção. Estava perdido em meus próprios pensamentos quando alguém abriu a porta, abri os olhos para ver quem era.
– Mail, o Sr. Keehl está solicitando a sua presença para o jantar de hoje. – Avisou-me Ana uma das empregadas da casa.
Eu? Se não me engano hoje o Sr. Keehl teria um jantar com um amigo, por qual motivo minha presença seria necessária?
– Tudo bem – Respondi, afinal era o Sr. Keehl que estava pedindo.
Assim que ela fechou a porta eu me levantei e fui tomar banho, não podia descer neste estado. Quando sai do banheiro enrolei minha toalha na cintura e fui até o armário procurar uma roupa adequada, fiquei um pouco em dúvida sobre o que vestir, acabei colocando uma calça jeans escura e uma camisa social branca.
Abri a porta, já ia descer, tentava me decidir se iria ao quarto de Mello agora ou depois, achei melhor ir quando acabasse o jantar porque se eu fosse agora podia acontecer alguma coisa e eu me atrasar... Matt seu pervertido, me repreendi. No que eu estava pensando?
Quando cheguei à sala de jantar me deparei com o Sr. Keehl e aquele homem que havia visto mais cedo, se me lembro bem seu nome era Peter Johnson.
– Matt que bom que veio! – Disse o Sr. Keehl alegremente – Sente-se – Ele apontou para uma cadeira em frente a Peter.
– Muito obrigado por me convidar Sr. Keehl – Falei gentilmente.
– Não agradeça a mim, foi o Johnson que fez questão de sua presença. – Esse cara me deu um sorriso que parecia um pouco forçado, mesmo assim eu o retribui.
O tempo foi passando, eu permanecia em silêncio ficava apenas ouvindo, quem mais falava era o Sr. Keehl que havia se soltado um pouco depois de beber a terceira taça de vinho.
–... Sempre temos muitos negócios a tratar, é raro você vir me visitar apenas como um amigo. – Ele ia falando para Peter que apenas lhe sorria de volta e concordava com a cabeça
Estava levando o garfo a boca quando senti algo roçar minha perna por debaixo da mesa. Corei imediatamente. Não podia ser o que estava pensando... Quase pulei da cadeira quando aconteceu de novo, certamente era ele, não podia acreditar que ele estava me cutucando com a sua perna, isso era embaraçoso. Lancei um olhar rápido para ele, o mesmo me encarava com olhos maliciosos, assim que nosso olhar se cruzou ele sorriu.
Pelos filmes que tinha assistido isso podia ser considerado um bom sinal... MAS NÃO ERA. Como ele pode fazer uma coisa dessas? Tinha que sair dessa mesa urgentemente.
– Com licença, preciso ir ao toalete – Me levantei da mesa, enquanto andava podia sentir o seu olhar me acompanhando.
Entrei no banheiro e tranquei a porta. Mirei-me no espelho, meu rosto estava completamente vermelho. Mas que droga! Porque essas coisas aconteciam comigo? Um cara que tem idade para ser meu pai dando em cima de mim descaradamente. Mail Jeevas respira, se acalma, agora você vai voltar para aquela mesa como se nada tivesse acontecido e assim que o jantar terminar ele vai embora. Sim, esse pensamento me tranquilizou.
Abri a porta e para meu azar, espanto e desespero, Peter estava parado na parede oposta. Olhei para o chão, não conseguiria encará-lo.
– Está tudo bem? Você saiu da mesa parecendo um pouco perturbado. – Ele perguntou ironicamente.
Cínico, abusado, pervertido... Era o que eu tinha vontade de dizer, porém apenas sai andando em direção a sala de jantar. Fui puxado pela camisa e bati o rosto na parede gelada quando fui arremessado, ele se colou em mim me prensando contra ela.
– Me solta seu cretino, o que acha que está fazendo idiota? – Proferia todos os xingamentos que me vinham à mente.
– Sabe o que me pergunto? – Ele falou próximo a minha orelha – Porque com o Mihael você é todo mansinho e agora está se fazendo de difícil.
– Me solta! Eu não sei do que está falando. – Menti, sabia muito bem do que se tratava.
– Você é o filho da empregada, certo? Não devia ser tão orgulhoso. – Ao dizer mordeu meu ombro com força. Soltei um grito de dor. Será que ninguém deu por nossa falta?
Comecei a me debater com mais vigor, precisava me soltar de qualquer jeito. Senti suas mãos passarem por meu peito e começar a desabotoar minha camisa. Não iria deixar que aquelas mãos me tocassem, era repugnante.
– SOLTA ELE AGORA – Ouvi um grito furioso, ao mesmo tempo em que me assustei senti um alívio inexplicável acompanhado com uma confortável sensação de segurança.
Ele me soltou e agora passava a encarar Mello que continha um olhar assassino em seus olhos.
– Sabe Mihael, seu pai me falou que você era um tanto rebelde. – Provocou – Mas você podia parar de ser egoísta e me emprestar seu bichinho por esta noite tenho cer... – Não completou a frase, pois Mello desferiu-lhe um soco fazendo o mesmo cair no chão.
– Não toque nele nunca mais – Avisou. – E você venha comigo. – Ele segurou meu braço e saiu me arrastando pelo corredor, assim que chegamos ao seu quarto ele me soltou.
– O que acha que está fazendo? – Me encolhi diante de seu grito.
– Porque está falando assim? – Perguntei um pouco chateado.
– Você estava gostando não estava? – Não acreditava! Ele estava me acusando sendo que a vítima era eu. – Agora você deixa qualquer um lhe tocar intimamente?
– Mello... Eu não tenho culpa – Tentava dizer, entretanto ele estava alterado.
– Eu sou mesmo muito burro de pensar que você sentia alguma coisa, você só queria dinheiro não é? – Eu já me sentia ofendido, será que ele não percebia... – Eu nunca devia ter me aproximado de você... Sai do meu quarto Matt.
– Mello... e-eu. – Eu tinha que dizer...
– SAI AGORA – Mais uma vez ele me arrastou, porém dessa vez me jogou para fora do quarto fechando a porta na minha cara.
Por quê? Agora que eu havia me dado conta... Comecei a chorar baixinho, mas logo me assustei quando ouvi o barulho de uma sirene. Será que alguma coisa tinha acontecido? Desci as escadas correndo, mas encontrei com Ana na metade do caminho.
- Mail...- A voz dela falhou. – S-Sua mãe está sendo levada para o hospital.
Notas finais
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Beijos, Miuki!
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