Notas iniciais
Oii, desculpa a demora, fiquei um pouco mais de um mês sem atualizar, hihi. Mas eu tenho explicações para isso, além de ter ficado com os dedos enfaixados por 3 semanas, o mês de novembro é o mais agitado pra mim, porque estão fechando as médias e tudo. E eu estava desesperada porque estava quase de recuperação de química, dai eu enfiei a minha cara no livro e comecei a estudar. Enfim... isso não é interessante. O que impota é que agora eu estou de férias e vou conseguir atualizar bem mais rápido. Mas acho que não vou ter muito o que atualizar nessa fic, porque é muito provável que acabe no próximo. Então, espero que gostem do capítulo. Será que eu ainda tenho algum leitor? o_o

No momento me encontrava em um quarto de hospital, minha mãe havia sido internada, mas isso foi apenas um susto. Excesso de trabalho foi o que os médicos diagnosticaram. Enquanto ela estava dormindo tranquilamente eu aproveitei para chorar baixinho. Peguei um celular que estava no meu bolso e fiquei o observando. Mesmo sabendo que ele não iria tocar eu ficava alimentando falsas esperanças.

Aquelas palavras não me saiam da cabeça, mas eu não podia culpá-lo, afinal a culpa era minha. Se eu tivesse sido sincero comigo mesmo nada disso teria acontecido. Eu devia ter dito que o amo. Posso parecer um idiota por isso, entretanto não tinha como odiá-lo. Eu me sentia horrível, cheguei até a cogitar a hipótese de que ele poderia gostar de mim, entretanto logo a descartei. Isso não era plausível.

– Matt... — Fui tirado de meus devaneios pelo som de uma suave e fraca voz. Era a minha mãe.

– Mãe, está tudo bem? — Perguntei me aproximando dela.

– Eu estou bem. — Ela sorriu fracamente — E você Matt? Está bem? — Ela me conhecia melhor do que ninguém, eu poderia negar e dizer que estava tudo bem, porém ela conseguiria ler a verdade em meus olhos.

– Não — Respondi e abaixei a cabeça para que ela não visse meus olhos marejados. Suas mãos macias pousaram no topo de minha cabeça acariciando meus fios ruivos.

– As coisas seriam menos complicadas se as pessoas fossem sinceras consigo mesmas — Ela tentou me consolar. Pois é, ela tinha razão, se eu tivesse enxergado a verdade antes...

– É – Concordei — Mas agora ela não quer nem ouvir o que eu tenho a dizer – Eu não podia dizer a minha mãe que a pessoa que eu estava apaixonada era ele.

– Nesse caso, você tem que ir atrás dela e fazê-la ouvir mesmo não querendo. – Seus olhos continham um brilho encorajador. — Vá atrás dela. – Me incentivou.

– Não posso te deixar aqui sozinha

– E você acha que ficar aqui se lamentando vai me ajudar em quê? — Falou risonha. Não me contive e ri também. Depositei um beijo em sua testa falando que não iria demorar a voltar e em seguida sai do quarto.

Andava apressadamente por aquele corredor, hospitais me davam arrepios, eu não suportava esse clima. Desacelerei o passo imediatamente quando vejo alguém adentrar o corredor. Isso não podia ser verdade, ele era a última pessoa que eu queria ver.

– Mail, como você está? – Ele me estendeu a mão.

Eu apenas continuei o fitando, como alguém podia ser tão descarado? Eu tinha vontade de bater nele, pela primeira vez na minha vida eu sentia nojo de um ser humano.

– O que você quer? – Perguntei asperamente cruzando os braços. Ele percebendo que eu não iria cumprimenta-lo e voltou sua mão para onde estava anteriormente.

– Eu quero pedir desculpas, eu não deveria ter feito aquilo. – Não havia arrependimento em sua voz. Deixei escapar uma risada irônica que não combinava comigo.

– E você acha mesmo que eu vou acreditar nisso? E mesmo se fosse verdade eu nunca o perdoaria. – Ele destruiu toda a minha felicidade.

– Se você vai me perdoar ou não, isso é problema seu. – Sua voz adquiriu um tom rude. – Sabe, você é o tipinho de pessoa que eu não suporto, fica se fazendo de difícil, de orgulhoso, mas eu sei muito bem que você quer. – Falou sensualmente perto de minha orelha, e em seguida desceu seu rosto indo de encontro a minha boca. Consequentemente virei meu rosto para o lado impedindo-o de me beijar, porém quando me virei eu o vi...

Sim, eu vi Mello.

– Mello... – Sussurrei. Sua expressão não era muito boa, ele atirou no chão as flores que estavam em seus braços e foi embora parecendo nervoso. Dei um empurrão em Peter fazendo-o se afastar de mim.

– Nunca mais chegue perto de mim – O avisei e sai correndo tentando alcançar Mello. Passei pelas flores que ele havia descartado e quando o avistei este já estava no final do corredor.

– Mello – Gritei e ao mesmo tempo coloquei velocidade em minhas pernas correndo mais rápido. Faltava pouco para que eu pudesse alcança-lo, porém este parou abruptamente me fazendo recuar.

– O que você quer Matt? Seu amiguinho não vai ficar bravo se você o deixar esperando? Ironizou.

– Mello, me ouça, por favor. – Falei desesperadamente – Eu não tenho nada com ele, não seja idiota. Você sabe muito bem que foi ele que me agarrou.

– Daquela vez ele te agarrou. Mas e agora? Vocês dois me pareciam bem íntimos... – Lágrimas de raiva e tristeza brotaram em meus olhos, ele não iria acreditaria em mim, não importa o que eu dissesse.

– Você não quer acreditar em mim, né? – Falei contendo as lágrimas que insistiam em cair – Eu nunca fiz nada com ele, a única pessoa que eu me entreguei foi você – Concordo que essa frase foi um pouco clichê, mas era o único jeito de fazê-lo entender. Ele deu uma gargalhada estridente.

– Só a mim? Você nunca foi inteiramente meu Matt, apenas me usou e me fez de idiota.

– Eu não vou mais discutir com você, isso não está nos levando a nada. Quando você parar de ser teimoso e idiota você me procura. – Eu explodi, não suportava acusações injustas, esse sempre fora meu maior defeito. Virei-me para poder voltar para o quarto, porém sua mão segurou meu braço e rodou meu corpo fazendo-me olhar diretamente para seus olhos.

– Se eu fosse embora... – Começou – Você sentiria a minha falta? — Fiquei atônito por alguns momentos, não entendia o porquê da pergunta, mas ela me causava uma sensação estranha... Como se algo fosse acontecer.

– Por que me pergunta isso?

– Qual é a sua resposta Mail? Sentiria ou não? – Levantou um pouco sua voz, consequentemente apertando mais o meu braço.

– Não – Menti. Era óbvio que eu sentiria, mas eu não queria admitir isso. Tudo o que ele fazia no momento era me humilhar e certamente ele não acreditaria se minha resposta fosse outra.

– Ótimo – Disse soltando meu braço com violência. Ele se foi me deixando sozinho naquele corredor que parecia ainda mais deprimente.



Cinco dias depois...




– Você tem certeza que já está bem? – Perguntei um pouco preocupado para minha mãe que amarrava o laço de seu uniforme de empregada.

– Claro que estou! – Falou animada – Você acha que eu vou me abalar tão facilmente? – Brincou arrancando uma risada minha. Ela terminou de se arrumar e saiu do quarto me deixando só. Ficar sozinho nesses últimos dias era algo insuportável, pois eu ficava remoendo os últimos acontecimentos e isso me deixava ainda pior. Se é que isso e possível.

Senti minha garganta seca e decidi ir buscar um copo de água, sai do quarto e me dirigi a cozinha. Como sempre havia vários funcionários da casa por lá, eu os cumprimentei enquanto pegava um copo no armário.

Já com o copo cheio de água estava fazendo o caminho para o meu quarto novamente, não estava com a mínima vontade de me socializar com alguém. Passei pelo quarto de Mello e me deu uma vontade repentina de vê-lo. Será que eu deveria entrar? Talvez fosse possível termos uma conversa mais civilizada agora que tínhamos nos acalmado. Fiquei parado em frente a porta na dúvida se entrava ou não.

Reuni coragem e abri a porta, iria lhe dizer que eu havia mentido para ele no hospital, que eu iria sentir a falta dele caso ele partisse. Corri os olhos pelo quarto, entretanto parecia que ele não estava lá, o mesmo encontrava-se vazio.

– Mello...? – Chamei adentrando completamente o quarto e fechando a porta atrás de mim. Onde será que ele estava? Teria saído? Pouco provável. Andei pelo quarto, cheguei ao ponto de me ajoelhar para ver se ele estava de baixo da cama. Obviamente ele não estava lá.

Ele só podia estar no banheiro, mas eu não ouvia o som do chuveiro. Caminhei até a porta e bati.

– Mello? – Chamei por ele umas três vezes, porém não obtive respostas. Decidi abrir a porta assim mesmo, acho que ele não se incomodaria.


O copo que estava em minhas mãos caiu no chão causando um grande barulho, todavia não foi o suficiente para chamar minha atenção. Eu estava horrorizado com a cena que se mostrava diante de mim. Mello estava ajoelhado se apoiando na borda da banheira e ao seu redor existia uma poça de sangue, olhei para o seu corpo e reparei que os seus pulsos estava cortados...


Notas finais
Haha, me desculpem se estiver muito dramático, mas eu adoro dramas *----*
Ah e desculpem qualquer errinho, estava com tanta pressa de postar que nem revisei.
Mereço reviews?
P.S: Mich-chan, lembrei do Another Note quando o Matt procurou em baixo da cama, kkkk. Sério, você está me deixando ainda mais viciada xD
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.