O Filho Do Chefe

1 Ódio a primeira vista


Notas iniciais
Gente!! Essa é a minha primeira fic, ela é sobre um dos meus casais preferidos MattxMello. Espero que gostem!

Acordei cedo naquele dia, olhei para cama ao lado e vi que minha mãe continuava a dormir, dei um sorriso, esse descanso era merecido, ela se esforçava tanto para sustentar a nós. Fui para o banheiro e olhei a minha imagem ao espelho, meu cabelo vermelho como o fogo estava todo bagunçado, era melhor tomar um banho.

Assim que tomei um banho e me arrumei, depositei um beijo no rosto de minha mãe e sai do quarto. Fui andando em direção a cozinha, eu estava com fome e queria tomar café. Diferente de uma casa normal tinha que andar bastante para se chegar à cozinha, esse fato se deve por essa casa não ser uma casa normal, e sim, uma mansão gigantesca. Havia muitos quartos e corredores imensos, além de várias salas que nem eu sabia a utilidade delas. Mas eu não sou o proprietário dessa casa, sou apenas o filho da empregada, entretanto sou feliz, vivo aqui desde os meus doze anos de idade, um pouco mais de quatro anos. O dono dessa mansão o Sr. Keehl é muito simpático comigo e com a minha mãe, por muitas vezes chegou a dizer que eu sou como um filho para ele, na verdade ele é um homem sozinho já que sua ex-mulher mora com o seu filho nos Estados Unidos. Eu não os conhecia, nem seu filho e sua ex-mulher, porém de acordo com os empregados mais antigos eles não eram o tipo de pessoa que você iria querer ter como patrão.

Cheguei à cozinha e me espantei com a correria que se passava, havia várias barras de chocolate em cima da mesa junto com vários bolos e outras guloseimas de chocolate, avistei a Sra. Miller, a governanta da casa.

- Hnn... Sra. Miller? — Chamei

- Diga Matt — Respondeu-me com um sorriso bondoso no rosto.

- Porque há tanto chocolate?

- Ah... acho que ainda não te contaram — Ela deu um suspiro — O Filho do Sr. Keehl chegará hoje á noite.

Fiquei surpreso com a notícia, nos quatro anos que estive aqui ele nunca visitará seu pai. Mas ainda não entendia o porquê de tanto chocolate, a Sra. Miller vendo a curiosidade em meus olhos completou.

- E ele é chocólatra. Não existe outra forma de acalmá-lo a não ser chocolate, aquele menino é realmente muito explosivo.

- Hmm. — Respondi já me virando para ir procurar alguma coisa para fazer.

- Matt.

Virei de volta para ver o que ela me falaria.

- Pode, por favor, chamar a sua mãe?

- Claro Sra. Miller.

Voltei para o dormitório meu e de minha mãe, tinha intenção de chamá-la, porém ela já tinha levantado.

- Bom dia filho!

- Bom dia! — Disse indo me sentar ao lado dela — Mãe você sabia que o filho do Sr. Keehl está vindo pra cá essa noite?

- Sim

- E porque não me contou? — Perguntei fingindo estar bravo.

Ela deu uma pequena risada.

- Porque só fiquei sabendo ontem, parece que aquele menino surpreendeu a todos, ligou do nada avisando que vinha — Fez um pequeno carinho em meu rosto — Vou ir Matt, tenho que ajudar as meninas na cozinha. — Levantou-se da cama e saiu do quarto me deixando sozinho.

Deitei em minha cama e fiquei refletindo por um tempo, sempre tive curiosidade em conhecer o filho do Sr. Keehl, pelo que me contaram ele devia ter a minha idade, talvez só um pouquinho mais velho. Fiquei contemplando o teto até que fui ficando sonolento e adormeci.

- Matt... Acorda — Fui acordado pela minha mãe, não acredito que adormeci, andava muito preguiçoso esses dias.

Levantei e sentei na cama ainda meio sonolento, quando olhei pelo janela do quarto vi que já estava anoitecendo. Vi minha mãe entrar no banheiro, decidi sair antes que voltasse a dormir.

Já se encontrava noite lá fora, fui caminhando pelo jardim perdido em pensamentos, realmente estava distraído, mal percebi que estava perto da porta principal. Fiquei olhando para as janelas da mansão totalmente desligado do mundo a minha volta, até que um barulho muito alto e próximo de mim me chamou de volta a realidade. Virei-me para ver de onde vinha o tal barulho, porém me faltou ar ao ver que uma moto preta se aproximava de mim com toda velocidade e não dava o mínimo sinal de que iria parar. Meu susto foi tão grande que fechei os olhos e me joguei no chão caindo de bunda, eu estava esperando a moto me acertar, porém isso não ocorreu, abri os olhos lentamente e vi que a moto estava parada muito próxima de mim, a roda da frente se encontrava entre as minhas pernas que estavam levemente flexionadas.

Da moto desceu um garoto com mais ou menos 1,72 de altura que usava uma calça de couro super justa ao seu corpo, um colete também de couro com um zíper, deixando a mostra seus braços musculosos, botas do mesmo material e um colar de crucifixo. Ele usava um capacete preto, mas assim que se colocou firme no chão o retirou revelando seu rosto, seus cabelos loiros que vinham até a altura dos ombros em um corte Chanel, um par de olhos verdes e penetrantes e a face angelical.

Vendo-me caído no chão, ele me olha com uma expressão superior.

- Devia sair do meu caminho, ruivo branquelo — Disse e em seguido entrou na mansão.

Ora... quem aquele atrevido pensa que é? Além de quase me atropelar não tem nem a decência de pedir desculpas ou me ajudar a levantar? Mas não vou deixar isso assim, obrigarei ele a se desculpar. Fui andando furioso para dentro da casa, mas quando entro o encontro falando com o Sr. Keehl, e para minha surpresa...

- Há quanto tempo Mihael, como tem passado? — Perguntava o Sr. Keehl sorrindo.

- Bem — Respondeu o loiro friamente.

- Senti muito sua falta meu filho, você não ligava e quase nunca respondeu minhas ligações... — Mas antes que pudesse terminar de falar foi cortado pelo loiro.

- Vou estar no meu quarto, não quero ninguém me incomodando a não ser que eu chame. — Falando isso subiu deixando o Sr. Keehl com uma expressão tristonha no rosto.

Não acreditava! Esse não podia ser o filho dele, o Sr. Keehl era tão gentil e esse garoto tão arrogante e frio, tudo bem que muitas vezes ouvirá os empregados falando mal de Mihael, entretanto não pensava que ele realmente foi assim. Como podia tratar o próprio pai assim?

A Festa de Boas Vindas que foi preparada para ele foi em vão, assim como o árduo trabalho de todos os empregados. Como o arrogante não falou com ninguém e subiu para o quarto, os empregados foram encarregados de "desfazer" a festa.

Já era quase 00h00min e na cozinha só restava eu e minha mãe, eu estava lá porque não queria deixá-la sozinha, nos últimos tempos ela andava se sentindo um pouco fraca. Quando finalmente estávamos saindo da cozinha o interfone tocou.

- Pois não? — Disse minha mãe delicadamente.

- Só um min. — Pelo jeito desligaram antes de minha mãe responder. Eu já até imaginava quem era.

- Era o Sr. Mihael, quer que eu leve um chocolate quente e um pedaço de bolo — Minha mãe deu um sorrisinho fraco, realmente ela estava no seu limite.

- Pode ir se deitar mãe, deixa que eu faço isso — Disse guiando ela para a porta da cozinha.

- Tem certeza?

- Pode deixar!

Assim que ela se foi, comecei a fazer o chocolate quente que o outro havia pedido, assim que terminei coloquei na bandeja junto com um generoso pedaço de bolo de chocolate.

Fui andando pelos corredores até chegar ao meu destino, bati na porta, porém não responderam, girei a maçaneta lentamente entrando no quarto.

Ele estava sentando na cama devorando uma barra de chocolate. Levei a bandeja até uma mesinha perto da cama e a coloquei lá.

- Seu chocolate quente Senhor.

Ele colocou os pés para fora da cama e esticou o corpo pegando a caneca, deu um gole. Olhou para mim e deu um sorriso quando jogou a caneca no chão. Pude ver a porcelana se quebrar e a bebida se espalhar pelo chão, estava incrédulo diante dessa atitude, porque fizera isso?

- Porque fez isso? — Perguntei tentando não deixar transparecer minha raiva, o que estava difícil.

- Porque eu não sei como alguém pode chamar uma porcaria dessa de chocolate quente.

- Você poderia apenas ter falado, não havia necessidade de fazer isso.

Ele deu um sorriso cínico e disse.

- Agora limpe.

Senti meu sangue ferver, eu nem o conhecia e já o odiava.

- Vou ir buscar um pano. — Queria sair logo de lá antes que eu fizesse alguma besteira.

- Não — Ele disse em tom autoritário.

- Mas eu preciso limpar.

Ele se levantou da cama, andou por trás de mim e sussurrou em minha orelha.

- Lamba.

- O-oque? — Perguntei incrédulo, ele só podia estar fazendo uma brincadeira de muito mau gosto.

- Lamba. — Repetiu

- E-eu n-não vou fazer isso, v-você é louco. — Disse, porém senti minha cabeça ser empurrada para o chão me fazendo cair de quatro, ele ficou atrás de mim e puxou meu cabelo para trás dizendo em meu ouvido.

- Acho melhor me obedecer — Em seguida empurrou minha cabeça de encontro ao chão, pude sentir lágrimas caírem de meus olhos, sem ter outra escolha comecei a lamber o chão onde estava a bebida. Ele parecia se divertir com aquilo, em me ver daquele jeito.

- Isso, seja obediente como um cachorrinho – Por fim, soltou-me, eu continuei no chão, até que senti um pano acertar o meu rosto com força.

- Agora limpe.

Eu peguei o pano começando a limpar direito aquela sujeira, as lágrimas rolavam em meu rosto, nunca senti tanta raiva de alguém como sentia desse ser diante de mim. Assim que terminei de limpar sai do quarto, indo correndo para o meu e me deitando na cama chorando, por sorte o sono da minha mãe era profundo e ela não me viu assim. Eu não podia acreditar que teria que conviver com aquele arrogante. Eu realmente odiava o Mihael Keehl.

Notas finais
E ai? O que acharam? Por favor, comentem, preciso muito saber o que acharam!
E tadinho do Matt, mas ainda vai acontecer muita coisa com ele...