O Fabricante De Bonecas

13 Uma Noite de Pesadelo


CAPÍTULO 13: UMA NOITE E PESADELO

Seus olhos verdes abriram repentinamente, o coração da mesma começou a acelerar ao se ver na escuridão, olhou para o relógio no criado mudo que marcava 10 da noite.

A mesma se sentia desconfortável, queria se levantar e acender a luz, mas seu medo não a deixava colocar um dedo no chão gelado. Tinha medo até mesmo de olhar ao redor do quarto para ter certeza que era a única nele.

Continuou encarando o teto por alguns minutos até que lentamente olhou ao seu redor, estava totalmente escuro não sabia dizer se teria algo ali.

Sua covardia dizia para ela apenas voltar a dormir até seus pais chegarem assim ela esqueceria que estava sozinha em uma casa totalmente escura. Aproveitando o sono que ainda tinha apenas se virou na cama e fechou seus olhos.

Estava começando a relaxar e já sentia-se apagar. Porém seu corpo ficou rígido ao sentir algo gelado tocar sua bochecha, com medo continuou de olhos fechados não queria ver o que era. Seu coração quase saltava de sua boca a mesma já sentia seu corpo tremer.

Os dedos deslizaram de sua bochecha até uma mecha caída em seu rosto que logo foi colocada atrás de sua orelha. A mão permaneceu naquele local fazendo carinho com o polegar em sua bochecha.

— Sakura abra seus olhos...

Escutou aquela voz tão familiar para seus ouvidos. Continuou com eles fechados seu medo não a deixava mexer um músculo.

— Sakura você tem medo de mim? Você me odeia?

Odiar? Com certeza não o odiava afinal havia sentido saudades dele dês que sumiu, apenas sentia medo... Um medo que não conseguia controlar.

— Sasori... — Sua voz saiu rouca, trêmula e baixa, mas dando para ele ouvir. — Eu não o odeio...

— Esta tremendo tanto...

Sakura sentiu o mesmo se aproximar mais, conseguia sentir sua respiração batendo contra a sua.

— Sakura por que não abre os olhos? Tem medo de me ver?

A mesma não negou isso afinal estava evitando de encontrá-lo por todo este tempo. Mas não poderia mais fugir disto ele estava na sua frente conseguia sentir seu cheiro e sua respiração.

— Se não abri-los irei beijá-la.

Sakura não sentiu um pingo de humor na voz de Sasori, ele realmente estava falando sério. Sentiu ele se aproximar lentamente diminuindo mais ainda a distância de seus rostos, Sakura tentava juntar toda a coragem que tinha, porém aquela situação apenas retirou o que restará, seu corpo estava totalmente rígido a garota não mexia um músculo.

Logo sentiu algo macio e familiar tocar seus lábios, ele estava a beijando novamente.

Sasori estava realmente sério sobre o que estava fazendo, simplesmente não pegaria mais leve com Sakura não importaria mais o que a rosada achava disso dês que ela estivesse com ele.

A mão que estava no rosto da rosada logo deslizou para a nuca, seus dedos afundaram nos fios rosas fazendo com que o beijo ficasse mais intenso. Facilmente sua língua adentrou a boca da rosada que finalmente acabou abrindo os olhos surpresos, a mesma enxergava nada naquela escuridão. Sasori já estava acostumado com isso, então ainda conseguia enxergar melhor que ela naquela situação. Apenas quando Sasori viu que Sakura já estava sem fôlego foi que ele separou o beijo, mas antes dando uma mordida no lábio inferior de Sakura.

Ele encostou sua testa na dela e observou as esmeraldas que tanto havia sentido falta. Sakura sentia seu corpo esquentar e não sabia porque afinal aquela era uma péssima hora.

— Sakura você virá comigo.

A rosada sentiu como se aquilo fosse uma ordem e não uma pergunta.

— Para onde?

— Para um lugar só meu.

— Mas e meus pais? E a escola...

— Não importa, eles apenas te machucam.

A mesma não negou isso.

— Sasori se eu for... você não deixará eu ver mais nem um deles?

— Claro que não, você apenas precisa de mim.

— Sasori eu não vou... mesmo que eles me machuquem as vezes, eu ainda os amo.

— E eu? Você não me ama?

Um silêncio reinou por alguns segundos até finalmente Sakura cortá-lo.

— Sim, mesmo agora sentindo medo de você ainda senti sua falta, mas este amor que sentimos é totalmente diferente.

— Você sentiu minha falta, mas não o suficiente.

O som de uma porta sendo aberta veio do andar de baixo juntamente com passos e vozes muito familiares.

— Você nunca me dá escolhas Sakura.

Neste exato momento a rosada sentiu um grande mal pressentimento. A garota tentou se levantar mas, o ruivo a prendeu na cama ficando por cima dela.

— Eu realmente não queria fazer isso mas, até que eles merecem mesmo. Talvez sirva de lição para você.

Sakura sentiu um calafrio, sua atenção foi para os passos no corredor, a maçaneta fez um barulho fazendo a rosada perder o fôlego.

— Sakura não jogue suas coisas pela casa.

Indagou a loira abrindo a porta e ligando a lâmpada. Mebuki estatelou na porta com a visão que teve.

Um homem desconhecido em cima de sua filha em sua cama. Um sorriso assustador se formou no rosto do ruivo assustando Sakura.

— Mamãe corra!

A rosada automaticamente mandou sua mãe sair dali o mais rápido possível.

Sua mãe não pensou duas vezes e foi para cima do ruivo que saiu de cima da rosada que se afastou. Facilmente o homem agarrou a mulher pelo pescoço a deixando suspensa no ar, a mulher pegou a primeira coisa que sua mão alcançou, no caso o abajur que estava no criado mudo ao seu lado. A mesma quebrou o abajur na cabeça do ruivo fazendo um barulho alto chamando atenção do pai de Sakura que estava no andar de baixo.

Mebuki esperava uma expressão de dor, mas apenas uma expressão de ódio se formou no rosto de Sasori, o sangue grosso escorria de sua cabeça para seu rosto. Os cacos de vidros fincados em seu coro cabeludo pareciam nada para ele.

Sakura soltou um grito sem som.

— Sakura saia daqui!

A mesma sentiu seu braço ser puxado, seu pai a tirou do quarto.

— Sakura saia dessa casa e procure ajuda!

— Mas, você e a mamãe?!

— Não se preocupe iremos logo atrás, agora vá!

O mesmo a empurrou ajudando a garota correr, tendo certeza que a menina iria descer a escadas ele voltou para o quarto para ajudar sua esposa.

Quando voltou ao local apenas encontrou a loira jogada no chão com sua cabeça virada para o lado contrário.

Sentiu seu estomago revirar e seus olhos arderem, ele sentiu uma enorme dor no peito, abaixando um pouco a cabeça enxergou uma mão totalmente vermelha atravessando seu peito, com sua visão desfocada ainda conseguiu distinguir algo que a mão segurava, seu próprio coração que quase não batia.

— Tsc, humanos são tão frágeis.

***

Sakura fez como seu pai mandou saiu da casa o mais rápido possível, apenas calçava a meia calça escolar, estava totalmente desnorteada, ainda tremia e sua visão estava embaçada pelas lagrimas.

Quando viu as luzes da casa em frente todas ligadas ela não pensou duas vezes e começou a correr naquela direção.

A última coisa que viu foi uma luz forte vindo de sua direita junto com uma zoado de buzina, em seguida sentiu uma pancada forte que a fez apagar.