CAPÍTULO 14: NOVO LAR

— Sakura-chan!

Ouvia alguém chamar seu nome, a voz estava longe e abafada.

— Sakura-chan!

Mais uma vez a mesma voz a chamou, mas desta vez estava mais próximo e menos abafada. Suas pálpebras estavam pesadas tentou colocar um pouco de força para abri-los, conseguiu abri-los um pouco, mas logo os fechando novamente. Enxergou quase nada com sua visão borrada.

Tentou mais uma vez e desta vez conseguindo abri-los um pouco mais. Apenas enxergava borrões de cores diferentes.

— Finalmente. — Falou a mesma voz em um tom aliviado. A voz lhe parecia familiar.

— Naruto? — Chamou pelo loiro ao reconhecer os cabelos loiros. Sua voz saiu fraca quase inaudível, apenas quem estava perto ouviria.

— Querida graças a Deus você acordou!

Uma voz feminina se aproximou. Sakura reconheceu os longos cabelos pretos da mulher, a rosada piscou algumas vezes até finalmente sua visão melhorar.

Se viu em uma cama de hospital, no quarto que estava havia não apenas Naruto, mas também Mikoto, Fugaku e Sasuke.

Pela grande janela do local os raios do por do sol tingia a sala de laranja ferrugem.

— O que aconteceu?

Perguntou desnorteada, tentou se levantar, mas foi impedida por Mikoto.

— Você não pode se levantar agora.

— Sakura-chan você não lembra de nada do que aconteceu na noite passada?

— Noite passada? — Olhou confusa para o loiro.

— Sakura você foi atropelada por um carro em frente à sua casa. O dono do carro prestou socorro na hora, ele disse que você apareceu do nada na frente do carro, provavelmente estava buscando ajuda...

Mikoto falou a última parte de uma forma triste, observou que seus olhos estavam inchados como se tivesse chorado por uma noite inteira.

Foi quando um pequeno toque surgiu em sua cabeça, as pessoas principais não estavam naquele quarto.

— Onde estão o papai e a mamãe?

Perguntou inocentemente, mas percebeu o clima ficar mais pesado com sua pergunta. Mikoto já estava tentando segurar seu choro, seu marido foi logo conforta-lá novamente. Sasuke olhou para o outro lado tentando evitar o olhar de Sakura, Naruto fez uma expressão de tristeza misturada com dor.

Sakura sentiu uma dor no peito com o pressentimento que veio em sua mente.

— O-O que aconteceu?

A mesma perguntou com medo da resposta. Um silêncio reinou por alguns segundos até Naruto cortá-lo.

— Também não sabemos, ninguém sabe...

— Parem de enrolação e digam logo. — Acabou perdendo sua paciência, não aguentava todo aquele suspense.

— Sakura, não sabemos onde estão seus pais, quando chegaram na sua casa a porta da frente estava aberta e no quarto de seus pais havia uma enorme poça de sangue e um abajur quebrado. Os dois simplesmente sumiram. — Mikoto tentou falar de uma forma calma, o que não adiantou muito. — Não encontraram nem uma digital além da sua e de seus pais, não havia passos e as câmeras da rua não captaram nada além de você saindo desesperada de sua casa. Você provavelmente seria a única maneira de sabermos o que aconteceu, mas você não lembra de nada o que é bom por um lado.

Sakura ficou em choque, sua mente ficou em branco. Era como se tudo ao seu redor sumisse. Não acreditava no que havia ouvido. Pensava que era apenas um pesadelo.

— Sakura!

Acordou ao sentir uma mão em seu ombro. Sentiu algo molhada escorrer por suas bochechas. Mikoto logo a abraçou com força, a mesma já soluçava baixo, Sakura ainda ficou um tempo parada até lentamente retribuir o abraço da morena já começando a soluçar junto.

Os garotos presentes no quarto apenas observaram a cena em silêncio.

***

Depois de chorar até não ter mais lagrimas para saírem, Mikoto chamou o médico para examinar a rosada. O mesmo havia dito que estava tudo bem com Sakura, apenas estava com alguns machucados nada graveis já que por sorte o homem que dirigia não vinha em alta velocidade. O mesmo não conseguia explicar a amnesia da garota, afinal não houve nem uma pancada grave em sua cabeça. A unica explicação que ele deu a isso foi que provavelmente a situação foi tão traumática que suas memórias se esconderam como sombras em seu cérebro.

O médico também havia dito que ela já podia ir para casa, mas Mikoto preferiu que Sakura ficasse mais aquela noite no hospital apenas para prevenir. Sakura não saberia para onde ir afinal não tinha mais uma família, Mikoto apenas disse que conversaria sobre isso amanhã quando ela estivesse melhor.

Sakura ainda ficou acordada por um bom tempo tentando lembrar o que havia acontecido, mas nada vinha em sua mente. Sakura realmente queria saber o que aconteceu, mas uma estranha sensação de angustia fazia acreditar que era melhor não querer saber o que aconteceu.

***

Naquela mesma noite a garota teve um sonho estranho, tão real que não parecia um sonho mais sim uma memoria.

Uma imagem borrada de um homem de olhos castanhos e cabelos ruivos. De fundo uma risada. Conseguia ver um sorriso amigável nos lábios do homem. Ao fundo parecia ser um quarto feminino, detalhes rosas e vários pelúcias. O sol dava uma bela iluminação no local.

Com esta única imagem ela acordou de seu sono. Se viu ainda no quarto do hospital o local estava silencioso apenas o relógio circular na parede fazia o seu típico som ecoar pelo local.

Lembrou das palavras do médico mais cedo sobre sua perda de memória. Não sabia por que mas, sentia que talvez não fosse o que ele havia dito. Ela sentia que algo faltava, sentia que não foi apenas a noite passada que ela havia esquecido. Aquele sonho parecia ser em seu quarto, pela decoração na época ela tinha uns 9 anos. Aquele homem havia mexido com ela.

Tentando esquecer tudo aquilo apenas se virou na cama e se cobriu totalmente com o lençol.

Tentou dormir, mas algo a incomodava, ela sentia uma sensação de estar sendo observada, levantou o lençol um pouco para enxergar a sala, por sorte havia um abajur ligado que dava uma fraca iluminação no local. Passou seu olhar por toda a sala, seus olhos pararam no coelhinho que Naruto havia deixado sentado no sofá branco do quarto.

Sentia como se os olhos vermelhos daquele pelúcia a observassem. Pensou que estava ficando maluca por ficar com medo de um pedaço de pano recheado de espuma.

Se virou para o outro lado, ficando de costas para ele, mas mesmo assim conseguia sentir o olhar dos olhos de plásticos do objeto sem vida. Deixando seu orgulho de lado se levantou da cama, sentiu um frio percorrer por seu corpo ao tocar o chão gelado. Nas pontas dos pés se aproximou do pelúcia e o virou de costas a deixando longe do seu olhar desconfortável.

Satisfeita voltou para cama logo dormindo novamente.

***

— O que?!

A rosada indagou olhando surpresa para a morena em sua frente. Assim como Mikoto havia dito ela chegou cedo para conversar sobre onde a rosada ficaria de agora em diante.

—T-Tem certeza?!

— Claro! Faço maior questão de cuidar de você, nunca me perdoaria se a deixasse com um desconhecido!

—M-Mas!

— Sakura por favor deixe-me fazer isso, sua mãe provavelmente iria querer o mesmo. — Falou em um tom triste tocando a mão da rosada, a mesma sentia que iria desabar nas lagrimas novamente. — Não irei obrigá-la, você pode pensar a respeito... saiba que estaremos de braços abertos para você.

A rosada acenou com a cabeça, tentava não chorar na frente de Mikoto novamente. O que não adiantou, quando a morena a confortou em seus braços novamente as duas caíram no choro.

Ficaram um bom tempo daquela forma, no fim Sakura acabou aceitando. Não queria incomodar Mikoto e sua família, mas sabia que se não aceitasse a morena ficaria um bom tempo insistindo. E sinceramente ela queria ficar com a morena afinal ela sempre foi como uma segunda mãe para a rosada, e também sua mãe sempre confiou na Uchiha.

Com felicidade Mikoto a levou para o carro. Depois de um tempo finalmente chegaram na bela casa Uchiha, todas as roupas de Sakura já estavam lá juntamente com seus móveis do quarto. A rosada ficou totalmente surpresa em ver tudo aquilo ali parece que Mikoto já sabia que ela iria aceitar.

— É claro que você iria aceitar! — A voz da morena lhe assustou, era como se ela tivesse lido seus pensamentos. — Afinal eu iria lhe perturbar semanas com isso até você aceitar. E também eu já consegui sua guarda.

A mesma soltou um risinho diabólico deixando Sakura assustada.

— Pedi para os homens da casa montarem os móveis no seu novo quarto. — Apontou para os três morenos que pareciam cansados. — A única coisa que falta é você organizar suas roupas e objetos. A propósito você ainda não conhece o meu filho mais velho, este aqui é o Itachi.

— É um prazer Sakura. — O homem de rabo de cavalo a cumprimentou com um sorriso amigável.

— Oh, o prazer é todo meu. — O cumprimentou da mesma forma. — Muito obrigada por me aceitarem aqui. Espero não incomodar.

— Sakura já conversamos sobre isso! — Se aproximou Mikoto. — Agora você faz parte da família então não se preocupe com nada! Apenas haja como se estivesse em casa.

— Obrigada...

Agradeceu novamente com lágrimas nos olhos, mas desta vez de felicidade. No meio de toda aquela tragédia finalmente a garota sentiu um pouco de felicidade.

Como Mikoto havia dito a rosada foi organizar suas roupas e objetos, finalmente havia colocado todas suas roupas em seu guarda roupa agora apenas faltava seus objetos. Se aproximou das caixas jogadas no meio do quarto. Se ajoelhou no chão e começou a abrir a caixa, na mesma havia alguns pelúcias que seus pais haviam lhe dado. Pegou um urso marrom o mesmo usava um belo laço vermelho no pescoço. Sentiu uma nostalgia ao velo, lembrava que havia o ganhado aos 13 anos de idade. A lembrança de sua mãe o entregando fez lagrimas surgirem de suas esmeraldas novamente.

Viu seu próprio reflexo nos olhos castanhos do pelúcia, novamente sentiu a mesma sensação desconfortável de ser observada por aqueles olhos de plásticos. Se sentia maluca, estava começando a criar um medo por brinquedos naquela idade.

Uma batida na porta fez a mesma levar um pequeno susto, rapidamente jogou o urso dentro da caixa novamente a fechando. Enxugou as lagrimas que escorriam de seus olhos e logo olhou para a porta, na mesma um moreno se encontrava encostado a observando.

— Sasuke-kun. — O olhou surpresa, havia esquecido totalmente que estava na casa dele. Estava acontecendo tantas coisas ao mesmo tempo que nem parou para pensar que moraria no mesmo teto que ele de agora em diante.

— Minha mãe pediu para que eu lhe entregasse isso.

O mesmo se aproximou foi quando Sakura percebeu a bandeja que o moreno segurava.

Ele se sentou no chão ao lado de Sakura colocando a bandeja em sua frente. Na mesma havia os biscoitos que tanto adorava juntamente com uma xícara de chá. Aquilo trouxe uma certa nostalgia de quando seus pais viajaram, Mikoto estava cuidando dela e todo final de semana ele e Naruto iam para sua casa, Mikoto sempre fazia esses biscoitos para acompanhar as suas partidas de vídeo game.

Abriu um sorriso um pouco triste.

— Obrigada.

A mesma se virou ficando frente à frente com Sasuke. A rosada pegou um biscoito levando-o até a boca.

Sentia o olhar do moreno em si a deixando desconfortável.

— Sakura. — A rosada o olhou nos olhos. — Se por acaso precisar de alguém para desabafar ou chorar... venha até mim está bem?

O mesmo parecia meio envergonhado em falar isso, mas queria tentar conforta-lá de alguma forma e isto era algo na qual ele não era bom. Afinal nunca foi bom com sentimentos.

A rosada sentiu algo entalar sua garganta e seus olhos encherem de lagrimas. O moreno a olhou surpreso. Não esperava uma reação tão rápida. Se sentiu inquieto, sem saber muito bem o que fazer apenas se aproximou e colocou a mão na cabeça da garota tentando conforta-lá.

— O-Obrigada.

Agradeceu com uma voz chorosa, tentava inutilmente enxugar suas lágrimas. O moreno ficou ali até suas lágrimas cessarem e ela se acalmar, logo depois ela comeu os biscoitos e bebeu o chá. Enfim o moreno acabou ajudando a ajeitar o resto do quarto.

Sakura se acostumou rápido com a nova casa e família, descobriu que Itachi era um ótimo irmão mais velho sempre a ajudando no que precisava.

Ainda chorava um pouco antes de dormir por saudades de seus pais, mas logo foi superando isso, graças ao apoio que ganhará de sua nova família e principalmente de Sasuke.

Acabou se acostumando com a casa cheia afinal antes era filha única então vivia sozinha, nunca imaginária que descobriria a sensação de ter irmãos.

Enfim se passaram 2 anos...

Sakura ainda não lembrava de nada do que havia acontecido na noite que seus pais sumiram, e muito menos alguém havia conseguido pistas sobre o caso. A garota ainda se intrigava com o homem ruivo que aparecia todas as noites em seu sonho. Dês da noite no hospital a garota começou a ter este mesmo sonho repetidamente por longo dois anos. Até mesmo já havia decorada aquela imagem embaçada do ruivo que sempre via em seus sonhos.

A garota também começou a sentir uma sensação nova, Era uma sensação de ser perseguida por algo.

Se sentia como se estivesse sendo vigiada constantemente, mas não por pessoas, se sentia vigiada pelos brinquedos em seu quarto. Ela se sentia estúpida por isso.

Brinquedos eram uma das suas lembranças que lhe fazia sorrir, as coisas mudaram. Uma vez e outra, brinquedos olhavam para ela, quase parecia que estavam testando sua sanidade e ela não aguentava mais. A ideia de estar ficando louca preenchia sua cabeça. As vezes parecia que eles se moviam, virando seus rostos para ela e outras vezes faziam barulhos em seu quarto.

Mas se ela odiava tanto brinquedos por que não se livrou logo deles? Afinal já tinha 17 anos não deveria mais ter aqueles pelúcias e até mesmo algumas pequenas bailarinas que enfeitavam seu quarto.

Um dia ela tentou, ela realmente tentou, mas quando pegou um deles nos braços, foi presa a um forte sentimento de ansiedade obscura.

Sempre acabava trazendo-os de volta para seus lugares na estante, na cama ou nas prateleiras, então ela começou a tomar tranquilizantes.

Mesmo tendo total confiança nas pessoas daquela casa a garota não contou nada, com toda certeza eles achariam que estava ficando maluca. Então apenas continuou agindo normalmente.

Duas batidas na porta a tiraram de seus devaneios.

— Sakura, o café está na mesa.

Ouviu a voz de Mikoto do outro lado da porta.

A mesma abriu a porta pegando Mikoto de surpresa.

— Ora, já está acordada e com o uniforme. Que milagre! Ao contrário de um certo alguém que ainda está no quinto sono!

Aumentou o tom de voz como se quisesse que a casa ouvisse. A porta em frente ao quarto de Sakura foi aberta revelando um moreno já com o uniforme escolar.

— Já estou acordado!

— Ora, hoje é dia de milagres, provavelmente irá chover.

O comentário da mulher tirou risadas da rosada.

— Certo agora desçam e tomem o café!

Falou a morena indo em direção às escadas. O casal logo atrás a seguiu.

***

— Sasori que droga é essa?

Indagou o loiro irritado que havia novamente invadido o território do mesmo, o ruivo o olhou com cara de tédio.

— O que pensa que está fazendo aqui?

— Fala sério, faz anos que você está no meio dessas bonecas observando essa garota que já deveria ter virado porcelana a anos, Un!

— Não deveria se preocupar com seus próprios brinquedos.

— Estou preocupado com você! Está totalmente obcecado por essa garota, e mesmo assim não a tornou sua ainda. O que está planejando fazendo ela esquecer de você por dois anos?

O mesmo permaneceu calado. Provavelmente nem ele mesmo estava se entendendo.

— Tsc! Nunca poderia imaginar que o grande mestre Sasori se rebaixaria assim por causa de uma humana, Un. — O mesmo ignorou o loiro o deixando mais irritado, afinal o que Deidara mais odiava era ser ignorado. O mesmo tentou se recompor afinal normalmente era ele quem tirava a paciência do ruivo. Olhou novamente para Sasori, percebeu que o mesmo parecia concentrado em um ponto qualquer da sala como se aquilo fosse a coisa mais fascinante que já havia visto. Percebendo o que o ruivo fazia o mesmo logo abriu um sorriso cínico. — Claro! — Falou de uma forma de entendimento. — Você passou todos esses anos se divertindo com a sanidade da garota Un! Fazendo seus brinquedos de marionetes e se divertindo com a sua expressão de pavor ao pensar que seus brinquedos estão a perseguindo.

Soltou uma risada alta tirando a paz e o silêncio que Sasori tanto queria.

— Deidara vá tomar conta da sua pirralha e deixe a minha em paz. — Falou seco.

— Sasori você é tão chato com essas coisas duradouras. Por mim já teria explodido essa garota a anos! Seria realmente belo ver seus pedaços voarem por todos os lados Un! — seus olhos azuis brilharam ao imaginar tal cena.

O ruivo o olhou sombrio e ameaçador qual quer um ficaria com medo daquela expressão, mas Deidara apenas abriu um sorriso divertido.

— Tá legal! Já vou indo!

Logo desistiu de qual quer argumento dando meia volta.

— A propósito. — O mesmo parou repentinamente. — Você deveria ter cuidado com o moreno, ele pode acabar roubando o seu doce.

Falou debochado.

— Não se preocupe, eu tenho um pequeno show no qual ele será a marionete principal. — O mesmo abriu um sorriso divertido, algo raro para Deidara.

— Pelo jeito será uma bela peça, Un. Se ainda tiver ingressos eu estou aceitando.

— É algo privado então dê o fora daqui. — Voltou a sua forma seca novamente. O loiro fez um bico fingindo estar ofendido.

— Então tá né! — O mesmo voltou a andar novamente. — Tsc, assim que se trata os amigos, Un.

Resmungou saindo da sala. Sasori suspirou aliviado quando finalmente o silêncio reinou no local novamente. O mesmo se reencostou em sua poltrona apoiando sua cabeça no encosto da mesma, logo encarando o teto do local pouco iluminado.

Tudo estava em total silêncio até mesmo suas bonecas estavam silenciosas. Porém sua cabeça estava barulhenta graças a Deidara. Ele sempre conseguia colocar questões em sua cabeça. Afinal por que ainda não a tornou sua? Esse sempre foi seu desejo. Na verdade ela já era dele a diferença é que ela ainda estava livre. Talvez fosse porque não estava preparado para ver sua expressão de ódio assim que ela o visse novamente. Talvez sentisse medo de quando ela olhasse seu rosto e se lembrasse de tudo querendo o matar com todas suas forças.

Esse pensamento o fez rir.

— Sakura você me fez conhecer o sentimento do medo... e o da paixão... me fez conhecer tantas coisas novas... é por isso que a quero só para mim... e não deixarei ninguém ficar no nosso caminho...