O Duque que me Amou

2 O duque de Bro Waroch


Notas iniciais
Boa noite maravilhosos leitores. Não me aguentei e voltei rápido com um capítulo fresquinho. Quero agradecer o imenso carinho que estão tendo com essa fanfic. Ela terá muitos momentos marcantes e hot, acreditem. Quero agradecer a Diandra, minha amiga querida que sempre está disposta a ouvir minhas maluquices rss e também a Fe que me escuta igualmente. Quero também agradecer a todos que vem aqui e tiram um tempo precioso de vcs, muito obrigada. Agradeço os acompanhamentos e as favoritações. Estou in love!!!! Tricia 1964 e Lady Murphy muitíssimo obrigada por todo carinho expressado nos comentários. Amo essas interações. Vamos ao capítulo e espero que gostem...

Uma semana depois...

Naquela manhã de domingo Peeta acordou com um ânimo incomum. No decorrer da semana foi conhecer alguns dos inquilinos que habitavam nas terras de seu falecido pai. Darius o acompanhou em toda a jornada, mas o maior interesse nisso tudo era conhecer o Sr. Everdeen. Quando Darius batera à porta e anunciara em uma mesura que o novo duque de Bro Waroch, título de todo o território da família Mellark, chegara ali, os Everdeen não sabiam como agir.

— Vossa graça, que imenso prazer tê-lo em nossa humilde residência – dissera o Sr. Everdeen em uma reverência um tanto embriagada.

— O prazer é todo meu, Sr. Everdeen.

— Por favor, queira entrar. – Assim que o homem abriu caminho, o jovem duque passou quase como um relâmpago.

— Aceita um chá, vossa graça? – perguntou, o Sr. Everdeen.

— Por favor.

Com toda certeza aquela semana fora produtiva para Peeta. Conhecera o Sr. Haymitch Abernaty Everdeen, os três filhos homens e, bem, a jovem que realmente criara um interesse obstinado. Ele percebeu como ela se segurara para não esbravejar xingamentos direcionados a sua pessoa. Pelo menos ela conseguia o respeitar na presença do pai.

Ele se espreguiçou antes de saltar de sua enorme cama de casal dossel e foi se aprontar para ir à igreja. Peeta não era religioso, entretanto, tal jovem estaria presente.

Ao chegar sentou-se atrás de uma coluna e a poucos bancos notou a donzela de olhar tempestuoso. Ela parecia alheia ao sermão, o qual ele nem prestava a atenção. O único ponto em que seus olhos fixavam era nas costas eretas dela.

Pouco tempo depois, finalmente o sermão havia se encerrado. Peeta não aguentava mais aquilo e ao sair dali, notou o quão apressada estava a moça.

— Vossa graça que imenso prazer em revê-lo. – O Sr. Everdeen estava na companhia de seus três filhos, mas o que realmente o duque queria era atravessar a multidão que o impedia de chegar até a jovem Everdeen. Ele queria cumprimenta-la e se oferecer para acompanha-la até em casa.

— O prazer é todo meu, Sr. Everdeen. Como passaram a semana? – perguntou ele, educadamente.

— Passamos muito bem.

— Fico muitíssimo feliz em saber disso. Estão precisando de algo?

— Vossa graça, o senhor já nos tem agraciado com sua presença – ressaltou, Cato.

— O senhor nos daria a honra de almoçar conosco? – Convidou o patriarca.

— Eu não iria lhes atrapalhar? – proferiu inocentemente Peeta.

— De forma alguma. Será um prazer tê-lo à nossa mesa.

— Se é assim, aceito de bom grado e agradeço pelo convite.

— Então, vamos caminhando na frente e o senhor pode nos acompanhar com sua carruagem.

— De maneira alguma irei deixá-los irem andando, enquanto vou de carruagem. – Peeta esboçou um sorriso. – Pedirei para meu cocheiro acomodá-los em minha carruagem.

Sem esperar por argumentos, Peeta conversou com seu cocheiro e ligeiramente abriu espaço para acomodar os Everdeen em sua elegante carruagem. Finalmente seu plano estava dando certo. No entanto, quando seus olhos a procuraram, ela se encontrava na companhia de uma bela jovem de cabelos louros.

— Papai posso ir caminhando com a Madge? – perguntou ao se aproximar deles.

— O sol está um pouco alto, não acha minha filha?

Maldição! Quando ele teria a chance de provocar e lançar seu charme a ela?

— Estou de chapéu, papai – gracejou ela, de modo que o pai não negara seu pedido.

— Finn, acompanhe a sua irmã e a Sra. Undersee em segurança até em casa. – Prontamente Finnick se colocou ao lado da irmã. — Prometa pra mim que não vão se atrasar. Hoje teremos a ilustre presença do duque. E, Madge está convidada para almoçar conosco.

— Obrigada Sr. Everdee – agradeceu a jovem de sorriso fácil. Katniss e Madge eram muito amigas, e verdade seja dita, a loira tinha uma grande admiração pelo irmão mais velho.

❆❆❆

— Hmm... o porco assado está excelente, Sr. Everdeen. Devo dizer que, tem uma ótima cozinheira – elogiou Peeta, terminando sua refeição.

— Ainda terá a sobremesa, vossa graça. Espero que goste de torta de framboesa. Minha filha mesmo que as colheu para a Sra. Ripper preparar – contou. Antes do almoço ser servido o Sr. Everdeen estava um pouco tenso. Nunca em sua existência tivera à mesa uma presença tão ilustre.

— Eu adoro. – Peeta se sentia o mais confortável possível com a família Everdeen.

Gale, Cato, Finnick e até mesmo Katniss, comiam com classe e em silêncio, ao segurarem os talheres certos. Geralmente quando faziam as refeições somente em família, atacavam a comida como se fosse a última. Katniss por ter sido criada em meio a três irmãos, era tão moleca e selvagem quanto eles. Ainda assim, sua mãe, sua pobre mãe lhe ensinara como se portar devidamente na presença da sociedade. Entretanto, a jovem não exercia tanta classe quando se encontrava a sós com seu pai e irmãos. Desde que completara seus dezoito anos comparecia apenas em alguns dos poucos eventos. Nunca recebera nenhuma proposta de casamento, mas pudera com três aterrorizantes irmãos para colocar qualquer pretendente para correr. Ainda assim, a quem diga que a jovem propositalmente permitia seus irmãos barrarem tais indivíduos.

Katniss prometera a si mesma que nunca se apaixonaria, pois em seu ponto de vista, este traiçoeiro sentimento, deixava as pessoas idiotas e de raciocínio lento. Era só observar sua amiga Madge por alguns segundos, quando Gale estava presente, para constatar isso.

O que ela mais amava fazer era estar em contato com a natureza e visitar de vez em quando um clã que diziam descenderem dos celtas. Em algumas ocasiões especiais, Katniss atravessava o bosque até seu antro mais escuro além da clareira, onde um pequeno povo habitava. Eles a recebiam bem e a jovem podia ser ela mesma. Cantava as canções que aprendera. E dançava conforme as mulheres a ensinara. Então, para que se apaixonar e casar, se podia viver uma vida livre? Claro que, em algumas dessas ocasiões, tinha que despistar seu pai e até mesmo seus dois irmãos mais velho. E graças aos céus, Finnick era seu cúmplice, afinal, se apaixonara perdidamente por Annie Cresta. Alguns diziam que ela era especial. Outros a achavam esquisita. Apesar disso, a jovem cujo a cor dos cabelos que aparentavam ter sido beijado pelo fogo, não era uma fada e nem de longe uma bruxa. Aprendera muito bem a curar doenças e ferimentos gravíssimos apenas com o conhecimento de plantas. Katniss também aprendera tais técnicas com ela e nisso as duas viraram ótimas amigas. Seu irmão vivia um romance secreto, por assim dizer com a ruiva.

— Aceita mais um pedaço de torta, vossa graça? – perguntou, o Sr. Everdeen apreciando o quão animado o duque estava ao experimentar cada prato servido.

— Aceito sim e agradeço por isso. Nunca tinha comido tão bem em toda minha vida – enalteceu ele. Haymitch suspirou aliviado. Estava agradecido aos céus em ter agradado o duque. Pouco antes de serem servidos, ele se sentia tenso, temendo algo dar errado. – Sr. Everdeen, será que posso ter um momento a sós com o senhor?

— Claro, se vossa graça quiser me acompanhar, podemos ir ao meu escritório.

Prontamente Peeta se pôs de pé e Haymitch entendeu aquilo como um sinal.

— Agradeço ao almoço que me serviram muito bem, família Everdeen.

Katniss sentiu o olhar dele sobre si, mas não deu importância até Cato a cutucá-la.

— O prazer é nosso em tê-lo aqui, milorde – interviu Gale.

Peeta ensaiara a semana toda como abordaria o assunto. O Sr. Everdeen deu a volta na mesa e se sentou apontando para a cadeira à frente.

— Em que posso lhe servir, vossa graça?

— Bem, tem um motivo de eu ter regressado a Trébeurden. – Peeta suspirou antes de prosseguir. — Meu finado pai queria que, eu não só me tornasse um duque, mas também um excelente administrador. Mas além de tudo, seu último desejo foi que eu continuasse a linhagem do ducado Mellark – ele pigarreou, antes de prosseguir. — B-bem... s-se... – Se odiou por estar atropelando nas palavras, já que fora sempre bom com elas.

— Vossa graça quer dizer... – O Sr. Everdeen tentou ajudar.

— Peço a mão da sua filha – disse ele de uma vez.

O homem arregalou os olhos em espanto. Sua filha tinha uma bela aparência, isso era fato, mas o que um lorde com uma posição elevada como a dele, iria querer com uma jovem de classe baixa?

— Vo-vossa graça... o senhor tem certeza? – O Sr. Everdeen pensou nas jovens de posição mais elevada que residiam na região. Entretanto, o que ele não desconfiava era o que o jovem duque diria a seguir.

— De todas as jovens que pude observar durante a semana, devo confessar que, a mademoiselle Everdeen foi a que mais me encantou.

Encantou?

O que ele queria dizer com aquilo? Ela o insultara quando, sem querer, espantou um alvo que estava em sua mira. A verdade era que, Peeta adorava um desafio. E que desafio melhor do que conquistar ou domar uma fera como aquela jovem, atraentemente selvagem? Ela deveria ser melhor ainda na cama. Que diabos de pensamento ele estava tendo bem ali, diante do pai dela?

— Bem, se o senhor se agradou tanto assim de minha filha, darei meu consentimento. Mas devo avisar que não tenho um dote tão elevado...

— Por favor, Sr. Everdeen – falou ele, abanando a mão no ar –, não quero exigir nenhum valor. Estou aqui para oferecer ao senhor tudo o que estiver em meu alcance. O senhor tem servido bem a minha família. Seu plantio e os animais que cria para o nosso consumo, é o melhor da região. Quero deixar claro que, no que eu puder fazer pela sua família, farei.

Os olhos cansados do Sr. Everdeen transbordaram de emoção. Nunca alguém tinha lhe dito algo tão gentil em toda sua vida.

— Vossa graça, deseja conversar com ela?

— Sim, seria muito bom.

— Pedirei para lhes servirem um chá na sala particular que era de minha esposa. – Ele puxou a corda do sino e logo a criada apareceu. — Dolores, pode por favor, pedir para Katniss aguardar na sala de Lenore.

— Sim, senhor.

— Acompanharei vossa graça até a entrada da sala.


❆❆❆


Katniss não compreendia o porquê estar sentada eretamente no sofá florido da sala particular de sua mãe. Ela mesma quase não entrava ali. Muitas lembranças a assombrava. E outra, já não bastava a presença daquele filho da... era melhor guardar para si os insultos. Desde aquele único encontro na floresta, Katniss sentia uma tremenda raiva daquela figura emproada. Nunca ninguém ficava entre ela e sua caça. Desde que o irmão mais velho a ensinara todas as artimanhas de uma caçada bem-sucedida, jamais deixara de perder uma presa. No entanto, aquele idiota acabara distraindo o cervo de porte grande.

Seus pensamentos foram interrompidos por um clique da maçaneta da porta.

— O duque de Bro Waroch – entoou Dolores, ao adentrar equilibrando a bandeja com chá e biscoitos.

Peeta surgiu atrás da pequena mulher. Ele devia medir 1,80 de altura. Katniss sentiu seus nervos se exprimirem. Ela podia tolerar a presença dele diante da família e ser civilizada, mas não prometia tal leveza se estivessem a sós. O jovem duque sentou-se em uma cadeira acolchoada frente ao sofá em que Katniss estava sentada. A criada serviu chá aos dois e logo pediu licença.

Katniss pegou um biscoito da bandeja e levou à boca. Em seguida bebericou o chá e até cogitou lança-lo na figura à frente e dizer que foi sem querer, mas talvez recebesse uma punição da parte de seu pai.

Ela não seria a primeira a dirigir-lhe a palavra. Aquele silêncio estava indo além do muito constrangedor. Apenas o tique-taque do relógio e as bebericadas no chá, eram o barulho do ambiente.

Percebendo o incomodo e desconforto que estava causando à jovem, Peeta sorriu internamente e pigarreou.

— Mademoiselle, primeiramente devo expressar minhas sinceras desculpas por ter atrapalhado, o que quer que estava fazendo naquele dia em que eu cavalgava – ponderou ele, aguardando algo como “está mais que desculpado”, mas sabia que ela não seria tão gentil assim, ainda mais pelo olhar de desprezo que dirigia a ele naquele instante.

— O que quer que eu estava fazendo? – repetiu ela, ironicamente. — Por acaso, o senhor nunca viu um caçador diante de seu alvo?

— Um caçador sim, mas não uma caçadora – respondeu irrelevante.

— Pois fique sabendo que me atrapalhou! E talvez nunca mais eu tenha essa chance.

— Mais uma vez, peço minhas desculpas. – Katniss não disse nada.

— O que tem pra falar comigo? – inqueriu ela, cruzando os braços, ao invés de pousar graciosamente as mãos sobre o colo, como muitas moças fariam diante de toda aquela beleza.

— Queria dizer que pretendo cortejá-la de agora em diante.

Katniss deu um salto de onde estava sentada. Seus braços esticaram-se um de cada lado do corpo e as mãos fechadas, apertando a palma, fazendo com que as unhas a arranhassem.

Quem era ele para exigir algo, sem ao menos perguntar se podia ou não a cortejar? Ele podia ter uma beleza incomparável. Talvez o homem mais belo que seus olhos já viram, mas a raiva que guardara desde aquele dia na floresta, passava por cima de qualquer privilégio que tivera ao seu favor.

— Quem lhe deu permissão para tal? – grunhiu ela.

— Seu pai, mademoiselle.

— Pois devo recusar sua exigência— impôs ela.

— Não é exigência. Apenas desejo que me conheça melhor e talvez que se apaixone por mim.

Katniss começou a rir em total histeria.

Onde no mundo um cavalheiro seria tão convencido?

Peeta não estava achando aquilo nada engraçado. Seu semblante se fechou achando que ela pararia com aquela falta de “respeito”, mas Katniss acabou por rir ainda mais, até seus olhos lacrimejarem.

— Ah, conte-me outra piada, vossa graça— zombou ela.

— O que eu disse não foi algo engraçado e sim um pedido – explicou ele, ainda sério.

— Pedido? Ah, faça-me o favor... – De repente, Katniss começou a caminhar de um lado para o outro da pequena sala. Ela tentava assimilar aquilo. Talvez ele estivesse lhe pregando uma peça. Em que mundo um duque se interessaria por ela? — Devo acreditar que o senhor está me confundindo com outra pessoa.

— Jamais me confundiria desta maneira.

— Entendo, mas devo declinar seu pedido. – Katniss não estava mais rindo. Tudo o que desejava era sair dali, empunhar seu arco e flecha, e atirar em algum alvo.

Peeta nunca havia sido rejeitado por nenhuma mulher. Em suas andanças conhecera e experimentara diversas damas. Virgens, jovens viúvas, cantoras de óperas, pianistas e atrizes. Mas rejeitado? Jamais! Até aquele momento. Sempre ouvira dizer que há sempre uma primeira vez para tudo.

— Darei um tempo para a mademoiselle pensar. – Ele deu um passo à frente, a encarando profundamente. Pegou sua mão, que naquele momento estava sem luvas e a beijou suavemente. — Tenha uma ótima tarde – declarou, se inclinando em uma elegante mesura. Então se retirou, a deixando com os pensamentos atordoados.

Os cabelos louros dele, pareciam como os de um anjo. Pelo menos fora assim que o reverendo descrevera certa vez em um sermão. Sem contar os olhos que mais pareciam o céu em um dia limpo e quente de verão.

Quente?

Ela sacudiu a cabeça afastando tais pensamentos. A partir dali prometera a si mesma que o odiaria para sempre.

Notas finais
Gente ai que tudo essa revanche entre Peeta e Katniss né? Lógico que não vai demorar, pois a hora que começar a pegar fogo não haverá bombeiro que apagará kkkkk. Quero que façam teorias. Será que esse plano do Peeta dará certo? Tenho muitos desenrolares para cada personagem relevante de ODQMA e na hora certa vou me dedicar a cada núcleo. Espero que tenham gostado e eu vou amar se cada um que ler deixar seu comentário, nem que for pra deixar um "gostei" ou "não gostei". Tenham um ótimo fds e fiquem bem, beijos e até a próxima.